Política

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Neurótico, eu?

Neurótico, eu?

Redação

09/04/2010 - 20h28
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SCHEILA CANTO

 

Dizem que de médico e louco todo mundo tem um pouco. Saindo do empírico e passando para esfera científica, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 450 milhões de pessoas no mundo sofrem de desordens mentais ou de comportamento ou de problema psicossocial. E ainda: 1 em cada 4 pessoas será afetada por desordem mental em alguma etapa da vida.

O psiquiatra Mario Eduardo Costa Pereira, professor de psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e autor do livro "Pânico e desamparo", define a neurose como um sofrimento psíquico que a pessoa não consegue resolver sem ajuda externa. O especialista destaca o sofrimento, a frustração, a incapacidade, a ansiedade, a depressão, as fobias, etc., como sintomas principais da neurose.

Artigo de Grover B. – idealizador do Neuróticos Anônimos – publicado no Journal of Mental Health, sobre etiologia (ciências das causas) da doença e da saúde mental e emocional estão relacionadas ao egoísmo inato e a incapacidade de amar.

Para Grover, a pessoa fica doente por causa de defeitos de caráter, tais como raiva, ressentimento, ódio, hábito de culpar os outros, medo, autopiedade, preocupação excessiva consigo mesma, rebeldia, sentimento de vingança, inveja, desconfiança, pessimismo, maledicência falta de amor e de interesse pelo próximo e outras emoções igualmente negativas.

Um dos coordenadores do grupo Amor em Ação de N.A. de Campo Grande, P.S., 47 anos, afirma que a pessoa neurótica é a autora de sua doença, muito embora não tenha sido sua escolha ficar doente. "A pessoa não tem culpa de a doença ter começado, mas, uma vez iniciada, ela a cultivou, mantendo-a viva e em desenvolvimento. Portanto, entendemos que a pessoa também precisa ser a autora de sua recuperação. Mas, sozinha é impossível recuperar-se", ressalta o membro da irmandade que segue os passos do A.A. (Alcoólicos Anônimos).

P.S. conta que passou por grande carência afetiva e material na infância que o levou a uma adolescência rebelde;, envolveu-se com alcoolismo, tornou-se adulto desajustado, fracassou no casamento, entrou em depressão profunda e depois de tentar encontrar solução em psicoterapias, medicamentos e religião, teve êxito mesmo na sala de N.A. "Encontrei ajuda e acolhimento por onde andei, mas não a recuperação que precisava. Hoje, há 2 anos frequentando a irmandade, sinto que recuperei 20 anos da minha vida, me reconciliei com os filhos, não tomo mais antidepressivos e busco serenidade dia a dia", conta.

A literatura usada pelos membros da N.A. esclarece que se a criança aprender a amar e a cooperar, quando adulto, se tornará uma pessoa mental e emocionalmente sadia. Se não aprender, permanecerá egoísta e é justamente o egoísmo que leva o ser humano à inversão de valores e à incapacidade de amar e tolerar frustrações. Psicólogos e psiquiatras, contudo, não têm se valido desse esclarecimento sobre a origem tanto da doença como da saúde mental e emocional.

Na contrapartida, Grover questiona em seus estudos como é possível a criança aprender a amar caso sofra abandono, rejeição, maus-tratos, abuso sexual, carência afetiva, tenha pais alcoólatras, violentos ou ainda passe por grandes dificuldades econômicas que muitas vezes pode chegar às necessidades básicas: como alimentação e educação?. Portanto, não é à toa, que a OMS prevê um crescimento das doenças mentais em países pobres ou em desenvolvimento acima dos 150%, nos próximos anos.

 

Palestra

É justamente com intuito de resgatar essa criança interior e o sentimento de culpa, que atormenta muitos, que uma pessoa do N.A de São Paulo, virá a Campo Grande neste fim de semana para ministrar um seminário com estas abordagens no sábado das 8 às 11h e das 13h30min às 17h e no domingo das 8 às 11h, no Instituto Missionário São José (Rua Arthur Jorge 1.762), a entrada é franca e aberta ao público.

Negativa

Mulher de Moraes nega mensagem de Vorcaro

Viviane Barci de Moraes negou ter recebido mensagem de dono do Banco Master

09/03/2026 22h00

Viviane Barci ao lado do ministro Alexandre de Moraes, seu marido

Viviane Barci ao lado do ministro Alexandre de Moraes, seu marido Foto: Antônio Augusto / TSE

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A advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ter recebido mensagem em que o dono do Banco Master, Daniel Vorcado, pergunta: "Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?". Com isso, ela enfraquece a versão do próprio marido, segundo quem os prints dos textos enviados pelo banqueiro a seus interlocutores foram armazenados em pastas junto com os contatos das pessoas que os receberam e, depois, entregues à CPI do INSS

No material sob custódia da CPI, essa anotação com o questionamento de Vorcaro é um arquivo armazenado numa pasta junto com o contato de Viviane. Na nota, ela disse que "não recebeu as referidas mensagens".

Assim, as versões de Moraes e da mulher são incompatíveis. A assessoria de comunicação do STF foi acionada sobre a afirmação de Viviane, mas não houve retorno.

O fato de dois arquivos estarem na mesma pasta criada pelo programa de processamento de dados usados pela PF e compartilhado com a CPI não indica automaticamente correlação entre eles. Apenas que as "impressões digitais" deles têm trechos iguais e, por isso, são armazenados juntos.

Moraes se posicionou após reportagem do jornal O Globo informar que a mensagem de Vorcaro, redigida no dia 17 de novembro de 2025, data de sua primeira prisão, teve como destinatário o magistrado.

'Sem Sentido'

Naquele dia, Vorcaro já sabia que seria alvo da PF e foi detido no Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, enquanto embarcava para Dubai, nos Emirados Árabes. Ele afirma que a viagem tinha como objetivo tentar vender o banco para um grupo estrangeiro, após o Banco Central rejeitar uma oferta de compra feita pelo Banco de Brasília e, depois, pela Fictor.

Moraes, porém, nega ter se comunicado com Vorcaro. Segundo ele, uma das mensagens também teve como destinatário o senador Irajá (PSD-TO) que, em nota, disse não ter falado com Vorcaro e que a versão não tem sentido.

A própria estrutura das pastas dentro do programa IPED, desenvolvido há mais 10 anos pela PF para extração de dados e análise forenses de dispositivos eletrônicos, inviabiliza a versão de Moraes.

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Diálogo

Não acredito que Trump tenha interesse em interferir nas eleições brasileiras, diz Motta

declarações ocorreram nesta segunda-feira em entrevista à Rádio Metrópole

09/03/2026 21h00

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou crer que não existe interesse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em praticar interferências nas eleições brasileiras.

As declarações ocorreram nesta segunda-feira, 9, em entrevista à Rádio Metrópole, da Bahia. Na ocasião, Motta disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem implementado "bom diálogo" com o governo dos Estados Unidos.

"O presidente Trump, na minha avaliação, tem buscado muito mais defender as relações comerciais dos países onde ele tem interesse com os Estados Unidos. Com relação ao Brasil, o presidente Lula tem conseguido implementar um bom diálogo com o presidente Trump depois das tarifas que ele decidiu imputar ao Brasil", disse Motta.

O presidente da Câmara continuou: "E esse diálogo vem se dando de forma positiva, o Brasil demonstrou capacidade de diálogo, defendendo a sua soberania". Ele acrescentou: "O Brasil neste ponto está bem posicionado, e eu não acredito que o presidente Trump tenha interesse de interferir nas eleições brasileiras".

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