Política

Desalinhamento

Nova derrota de Adriane expõe desgaste na relação da prefeita com os vereadores

Ao vetar a privatização na Saúde de Campo Grande, Câmara impôs revés à gestora municipal e também ao governador Riedel

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A rejeição do projeto de lei que previa a terceirização da gestão administrativa das unidades de saúde pública na Capital por parte da Câmara de Vereadores de Campo Grande impôs uma nova derrota política à prefeita Adriane Lopes (PP) e evidenciou o desgaste na relação entre ela e a Casa de Leis.

A instabilidade e falta de articulação política apontam que há um desalinhamento claro entre os poderes Executivo e Legislativo municipal, tornando pública a dificuldade da gestora em aprovar projetos considerados prioritários.

Esse cenário não é recente: os atritos vêm se acumulando desde o ano passado, com episódios como decisões da Câmara Municipal que foram contrárias à posição do Executivo, revisões de políticas como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e críticas constantes à gestão, especialmente em áreas sensíveis como o transporte coletivo urbano e a saúde pública.

Além disso, a prefeita é vista como politicamente enfraquecida, o que amplia o espaço para que vereadores adotem posições mais independentes ou até de confronto, sobretudo diante de propostas polêmicas. 

Como resultado, o Legislativo tem sinalizado que, sem uma articulação mais eficaz, projetos estruturais do Executivo tendem a enfrentar resistência significativa.

Para o cientista político Tércio Albuquerque, a derrota de Adriane Lopes revela um desalinhamento entre os poderes.

“Sempre que a prefeita ou chefe do Executivo não consegue aprovar um projeto que considera relevante e a Câmara não acolhe, é porque alguma situação não está bem acomodada entre Executivo e Legislativo”, avaliou.

Conforme ele, o cenário já vinha se desenhando desde o ano passado. “A prefeita de Campo Grande já enfrentava dificuldades, entrou neste ano ainda com entraves, apresentando propostas de melhoria em vários setores, mas sem resultados efetivos até agora”, afirmou.

Tércio também criticou a priorização de ações recentes. “O que se viu foi uma demonstração pontual, como operações tapa-buracos, que não dialogam diretamente com uma necessidade urgente como a Saúde”, disse.

Na mesma linha, o cientista político Daniel Miranda avaliou que o desgaste entre os poderes é contínuo e vem se acumulando ao longo do tempo.

“A relação da prefeita com a Câmara é instável já faz algum tempo. Basta lembrar o último aumento salarial concedido à administração municipal à revelia da posição dela. Depois houve a crise do IPTU, com a Câmara atuando para alterar parâmetros e rever cobranças. Além disso, os problemas no transporte público abriram um flanco quase permanente de críticas à gestão”, analisou.

De acordo com Miranda, esse ambiente favorece o tensionamento político em torno de propostas sensíveis.

“Nesse cenário de constantes tensões e críticas, propostas polêmicas, como a das organizações sociais na Saúde, colocam a prefeita em rota de colisão com a Câmara. Como ela está politicamente enfraquecida, os vereadores sabem disso e acabam aproveitando essas situações para ampliar seus palanques”, completou.

VETO

Entretanto, dessa vez, a decisão dos vereadores não bateu de frente somente com o posicionamento da prefeita Adriane Lopes, também provocou um revés na articulação do governador Eduardo Riedel (PP), afinal, na semana passada, ele veio a público expressar apoio em relação à iniciativa privada na gestão de duas unidades de saúde da Capital, proposta pela chefe do Executivo municipal. 

“A gente quer mudar? Vai mudar fazendo da mesma maneira? Não. Eles estão tentando fazer diferente. E aí a crítica vem por quê? Quem está por trás da crítica? Qual é a crítica? Eu apoio a medida porque o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, com aval da prefeita, está falando o seguinte: ‘olha, eu vou pegar duas unidades e vou fazer diferente. Topam experimentar, ver o que vai acontecer?’ Cadê a sociedade acompanhando ou experimentando juntos? Então, eu avalizo a iniciativa por ser uma busca de criar uma alternativa para fazer diferente e gerar um melhor resultado. E é isso que a gente tem que fazer”, assegurou.

Porém, a defesa de Riedel não conseguiu sensibilizar os vereadores, que, por 17 votos contra e 11 favoráveis, barraram o Projeto de Lei nº 12.405/2026, que autorizava a implementação de um modelo piloto de gestão por meio de Organizações da Sociedade Civil (OSCs) nos Centros Regionais de Saúde dos Bairros Aero Rancho e Tiradentes, pelo período de um ano.

O tema foi amplamente debatido nas últimas semanas, incluindo audiência pública realizada no dia 10 de abril e discussões no Conselho Municipal de Saúde, que já tinha se posicionado contrário ao modelo.

Mesmo com a apresentação de 14 emendas pelos vereadores Carlão (PSB), André Salineiro (PL) e Rafael Tavares (PL), o projeto não avançou.

Presidente da Casa, o vereador Papy (PSDB) ressaltou o papel do Legislativo no debate público. “Essa Casa tem trabalhado.

Aqui é o espaço para discutir temas importantes, sejam eles polêmicos ou não. É o vereador eleito que precisa debater e decidir”, afirmou, reforçando a necessidade de foco no usuário do sistema.

Presidente da Comissão de Saúde da Casa, o vereador Dr. Victor Rocha (PSDB) defendeu investimentos na rede pública.

“Sou contrário à proposta, porque o caminho é valorizar os servidores, ampliar leitos, fazer mutirões de consultas, exames e cirurgias eletivas e enfrentar a judicialização, que compromete grande parte dos recursos”, disse, destacando sua trajetória no Sistema Único de Saúde (SUS).

A vereadora Ana Portela (PL) afirmou que seu voto foi baseado no diálogo com os profissionais da rede.

“Nosso compromisso é ouvir quem está na linha de frente e entender como cada decisão impacta diretamente a população”, declarou, enquanto o vereador Delei Pinheiro (PP) enfatizou a realidade enfrentada pelos usuários.

“A população está nos postos de saúde sofrendo, esperando horas por atendimento”, disse.
O vereador Otávio Trad (PSD) destacou o respeito aos servidores.

“Tenho grande admiração pelos profissionais que dedicam suas vidas ao SUS. Meu voto é contrário ao projeto”, afirmou. O vereador dr. Lívio (União Brasil) criticou a proposta ao defender a valorização do quadro efetivo.

“Não podemos penalizar toda uma categoria por conta de uma minoria. A terceirização não resolve o problema e pode agravá-lo”, pontuou.

Para o vereador Marquinhos Trad (PV), faltaram dados técnicos e transparência.

“Não há informações sobre custos das unidades. Não se resolve o problema transferindo a responsabilidade, mas melhorando a gestão pública”, disse.

O vereador Landmark Rios (PT) classificou o resultado como uma vitória coletiva. “Essa é uma vitória do SUS, dos trabalhadores e da população. Saúde não é mercadoria”, afirmou.

O vereador Ronilço Guerreiro (Podemos) destacou o diálogo com os servidores como base para sua decisão.

“Decisões que impactam a vida das pessoas precisam ser tomadas ouvindo quem está na linha de frente”, disse.

O vereador Flávio Cabo Almi (PSDB) afirmou que construiu seu posicionamento ouvindo a população e os profissionais.

“É uma pauta que impacta diretamente a vida das pessoas. Precisamos de responsabilidade ao decidir”, declarou.

Já o vereador Fábio Rocha (União Brasil) foi enfático. “Votei contra porque saúde não é mercadoria, é direito”, afirmou.

A vereadora Luiza Ribeiro (PT) também criticou a proposta. “A terceirização fragiliza o atendimento e representa um caminho perigoso para a saúde pública”, disse.

* SAIBA

Veja como votou cada vereador no projeto

Os parlamentares que votaram contra o projeto de lei foram: Marquinhos Trad (PV), Landmark (PT), Flávio Cabo Almi (PSDB), Jean Ferreira (PT), Luiza Ribeiro (PT), dr. Vitor Rocha (PSDB), Maicon Nogueira (PP), Silvio Pitu (PSDB), dr. Lívio (União Brasil), veterinário Francisco (União Brasil), Otávio Trad (PSD), dr. Jamal (MDB), Ana Portela (PL), Delei Pinheiro (PP), Fábio Rocha (União Brasil), Ronilço Guerreiro (Podemos) e André Salineiro (PL).

Já os favoráveis foram: Carlão (PSB), Clodoilson Pires (Podemos), Herculano Borges (Republicanos), Junior Coringa (MDB), Leinha (Avante), Neto Santos (Republicanos), Professor Juari (PSDB), Professor Riverton (PP), Wilson Lands (Avante), Rafael Tavares (PL) e Beto Avelar (PP).

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Política

Flávio Bolsonaro posta vídeo em resposta a Michelle e retira trecho sobre ligação não atendida

Senador também acrescentou que "sozinho" é difícil resgatar o País, em aparente aceno à ex-primeira-dama

25/06/2026 16h15

Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro Andressa Anholete/Agência Senado

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O senador e pré-candidato, Flávio Bolsonaro (PL) publicou um vídeo no início da tarde desta quinta-feira, 25, em que faz modificações em seu posicionamento sobre as críticas feitas por sua madrasta, Michelle Bolsonaro (PL), que o acusou de maltratá-la e humilhá-la após uma divergência política sobre a chapa na eleição do Ceará.

Na maior parte do vídeo, Flávio lê o posicionamento que já havia divulgado anteriormente em suas redes sociais. Ele, porém, ignorou um trecho em que afirma que havia ligado para Michelle na manhã de quarta-feira, 24, com o objetivo de convidá-la para um evento com lideranças femininas que estava sendo organizado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

“Fiz mais um gesto não correspondido. Não atendeu. Deixei mensagem. Também não retornou. Para minha surpresa, na tarde de hoje [quarta] ela publicou o vídeo”, diz o trecho do posicionamento escrito que Flávio optou por não ler ao gravar o vídeo.

Flávio Bolsonaro foi aconselhado a indicar Michelle como ministra e ignorou

Outra mudança ocorre no final, em um aparente aceno para que Michelle participe da campanha. “O convite segue de pé e o coração, segue aberto Michelle. Porque a gente tem que focar no nosso Brasil, resgatar o nosso País. E sozinho é muito mais difícil. Preciso de todo mundo junto comigo. Posso contar com você?”, questiona Flávio.

A fala, no entanto, é dúbia. O senador aponta para a câmera ao fazer a pergunta, o que dá margem para a interpretação de que ele se dirigiu a todas as pessoas que assistirem à gravação.

Ele repetiu que “nunca” desrespeitou, maltratou e humilhou uma mulher na vida. “Jamais o faria com a esposa do meu próprio pai”, disse Flávio, reforçando que o foco nesse momento é vencer o PT nas eleições.

As críticas de Michelle expuseram um racha no bolsonarismo e deflagraram mais uma crise na pré-campanha de Flávio, que tentava se recuperar do desgaste causado pelo áudio em que pede dinheiro para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse. A obra conta a história de Jair Bolsonaro.

A ex-primeira-dama afirmou que após defender que o PL apoiasse a candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) para o governo do Ceará recebeu uma ligação ríspida de Flávio. Ele e os irmãos já haviam negociado que o partido apoiasse Ciro Gomes (PSDB) em troca da indicação do pai do deputado federal André Fernandes (PL-CE) ao Senado.

Além de apoiar Ciro, crítico contumaz de Bolsonaro, a aliança com o PSDB derrubaria a candidatura de Priscila Costa (PL), aliada de Michelle, ao Senado.

“Ele [Flávio] foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”, afirmou Michelle.

Michelle fala em 'ataques covardes' e diz que Flávio Bolsonaro a desrespeitou

Segundo ela, desde esse dia Flávio não voltou a procurá-la. “Estou respeitando o que ele falou e é só isso”, disse, ao explicar o motivo de não ter embarcado na pré-campanha do enteado. “Se considerasse necessário, o meu apoio já teria conversado. Estou na minha, continuarei recolhida”, afirmou.

A avaliação na pré-campanha de Flávio é que as declarações da ex-primeira-dama servirão como “material de campanha” para o PT. Agora, dizem, o senador precisará dobrar os esforços para se conectar ao eleitorado feminino, o que já era visto como urgente, dada à resistência do público à imagem de Jair Bolsonaro.

Mato Grosso do Sul

Defensora do agro, direita ignora retomada de obra bilionária em Três Lagoas

A fábrica de fertilizantes de mais de R$ 5 bilhões lançada nesta quinta-feira (25) vai suprir 15% da demanda nacional de ureia

25/06/2026 14h30

A fábrica será responsável por abastecer 15% da demanda nacional por ureia até 2029

A fábrica será responsável por abastecer 15% da demanda nacional por ureia até 2029 Nelson Mendes/Divulgação Governo Federal

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A presença do presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na cerimônia de retomada das obras na Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III) em Três Lagoas nesta quinta-feira (25) foi completamente ignorada pelos parlamentares da direita de Mato Grosso do Sul. 

Ala considerada a maior defensora do agronegócio, nenhum político de partidos da direita esteve presente na cerimônia de hoje, que marca a volta de obras paradas desde 2014 na fábrica que, quando pronta, será responsável por abastecer cerca de 15% da demanda nacional de ureia por ano. 

Nem mesmo o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) esteve no evento, sendo representado pelo vice-governador, José Carlos Barbosa, o Barbosinha (PSD). Conforme apurado pela reportagem, Riedel não esteve presente em razão do sepultamento da ex-deputada estadual Grazielle Machado. 

Além dele, os representantes estaduais que acompanharam a cerimônia foram os deputados estaduais Camila Jara (PT), Vander Loubet (PT), a senadora Soraya Thronicke (PSB) e ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB). 

Avanço para o agronegócio e falta de interesse de defensores

O evento representa um marco para um projeto que se tornou símbolo das obras inacabadas no País. Iniciada em 2011, a unidade teve os trabalhos interrompidos em 2014, quando já apresentava elevado porcentual de execução. 

Agora, com investimento superior a R$ 5 bilhões e apoio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), a Petrobras prevê iniciar as atividades de campo ainda neste mês. 

As obras devem gerar aproximadamente 8 mil postos de trabalhos diretos e indiretos. Além disso, deve impulsionar a economia da região através da contratação de fornecedores e da movimentação dos setores de serviços, transporte, hospedagem, alimentação e comércio. 

Prevista para começar a produção em 2029, a fábrica terá capacidade para produzir 3.600 toneladas diárias de ureia granulada e 2.200 toneladas diárias de amônia, totalizando cerca de 1,3 milhão de toneladas de ureia por ano, um volume equivalente a aproximadamente 16% da demanda nacional pelo produto. Somada ao parque de fertilizantes da Petrobrás, a previsão é que a 35% da demanda nacional seja atendida nos próximos três anos.

Em seu discurso, o presidente Lula ressaltou a importância do evento para o País, especialmente para o agro, já que a UFN-III vai contribuir para o barateamento no custo de fertilizantes no Brasil. 

"O que não tem explicação é por que uma empresa desta magnitude que ia produzir fertilizante para ajudar no barateamento e na qualidade dos alimentos produzidos nesse País ficou parada 11 anos. Uma coisa é você não começar por várias razões, por não querer fazer, porque não tem projeto ou porque não tem dinheiro. Outra coisa é você começar, você ter dinheiro, ter projeto e ter a necessidade. Tem quase 85% de uma estrutura dessa, de repente para, e o Brasil pagando preços absurdos de fertilizantes que poderiam ser produzidos aqui, e que aumenta a cada guerra que alguém quer dar no outro lá fora", afirmou o presidente. 

De acordo com o governo, o fortalecimento da produção nacional de fertilizantes busca reduzir a vulnerabilidade externa do Brasil diante de crises internacionais e interrupções nas cadeias globais de suprimentos. 

O mercado brasileiro é dependente de importações, cenário que ganhou relevância após a instabilidade global provocada pela Guerra da Ucrânia, que afetou a oferta internacional de insumos agrícolas. 

Lula também disse que o brasileiro paga uma conta por causa da "irresponsabilidade" de muitos envolvidos, não somente do governo, inclusive do próprio ramo do agronegócio. 

"O pobre brasileiro que vai comprar uma fruta, que vai comprar uma comida, paga o preço dessa guerra aqui no Brasil por irresponsabilidade de muita gente, não é só do governo. Tem muita gente do agronegócio que nunca se preocupou que a gente tivesse uma fábrica de fertilizante aqui, porque era muito barato importar. Por isso foi fechada a fábrica de fertilizante na Bahia, no Paraná, em Sergipe e por isso até aqui estava paralisada. Então é importante vocês saberem que essas coisas dependem muito de quem é o governo do País e quem é a direção da Petrobrás", discursou. 

A localização da fábrica também é considerada estratégica. A região Centro-Oeste do Brasil responde por cerca de 40% da demanda brasileira de ureia, impulsionada especialmente pelo cultivo do milho, da cana-de-açúcar, do algodão e de pastagens. A proximidade da unidade com importantes polos produtores agrícolas pretende ampliar a confiabilidade do abastecimento e reduzir os custos logísticos para produtores rurais, especialmente em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Paraná e São Paulo

Projeto

O projeto da fábrica permanece essencialmente o mesmo elaborado em 2011. Segundo o gerente-executivo de Projetos de Desenvolvimento da Produção e Descomissionamento da Petrobras, Dimitrios Chalela Magalhães, a tecnologia continua competitiva e eficiente no consumo de gás natural.

“O projeto continua bastante competitivo. Ele consegue produzir mais ureia consumindo menos gás do que unidades mais antigas”.

O funcionamento da unidade depende do fornecimento de gás natural, principal insumo para a produção de fertilizantes nitrogenados. A demanda estimada é de 2,3 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

A estatal informou que aprovou investimentos em novos projetos de exploração e produção capazes de ampliar a oferta nacional do insumo, o que deve garantir o abastecimento da unidade.

Parte da infraestrutura existente será aproveitada, incluindo a malha de gasodutos já instalada na região, com possibilidade de adaptações para viabilizar o fornecimento.


 

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