Política

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O peso das mochilas

O peso das mochilas

MICHELLE ROSSI

09/02/2010 - 00h31
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Elas parecem práticas, mas podem se tornar inimigas das crianças. Em clima de volta às aulas, não é muito difícil ver os estudantes carregando mochilas muito pesadas para a escola. São livros, cadernos, estojo, entre outros itens, que se transformam em peso diário e poderão ser responsáveis no futuro por uma série de problemas na coluna. O clínico e cirurgião da coluna André Luis de Souza Grava faz uma projeção preocupante. “As crianças de hoje em dia carregam muito mais peso do que os estudantes do passado. São mais livros, cadernos, e penso que em um futuro próximo será mais comum problemas na coluna relacionados ao peso excessivo da mochila”, observa. O estudante Pedro Oliveira Paiva, 9 anos, trocou a mochila de rodinha por uma nas costas desde o ano passado. “Eu já estou grande para usar estas de rodinhas”, declara. A mãe, Helen Rejane Oliveira, levou o filho ao ortopodista para saber se a troca não iria prejudicar a postura do filho. “Ele nos passou algumas dicas, por exemplo usar a mochila apoiada nos dois ombros, mas mesmo assim a i nda existe a preocupação”, diz. O peso diário já está incomoda ndo Pedro, que d iz não abrir mão da mochila nas costas. “O jeito é levar para a escola só o essencial, o que vai ser usado no dia”, cita a mãe. Com Isabela França, de 6 anos, não houve problema na hora de negociar a mochila ideal. “Foi inclusive uma escolha dela. As garotas nessa idade gostam de mochila com rodinhas”, ap ont a a mãe G eysi a ne Monteiro. Esta aliás, é a saída mais interessante para crianças e adolescentes que desejam se prevenir contra deformidades na coluna na fase adulta, segundo o médico André Luis. “Você tira o peso das costas e passa a empurrá-lo, é simples e é a melhor opção para não ter problemas na fase adulta”, sugere. Outra dica é ajustar a mochila ao tamanho da criança e não exceder o valor que corresponde a 10% do peso da criança na mochila. Este é um índice que pode variar, mas é uma média. O preparo físico da criança e o seu biotipo também interferem na capacidade da criança ao carregar peso. “É importante se preocupar com o peso da mochila do seu filho para que ele não tenha problemas na coluna amanhã. Muitos est ud a ntes que têm est a rotina vão precisar passar pelos consultórios médicos. Eles levam muito material, os pais devem separar o que realmente for necessário para ele usar no dia”, opina o médico. Problemas no futuro Uma criança ou adolescente que carregue mochila pesada pode sentir, a curto prazo, dores nas costas em decorrência do estresse dos músculos que são mais exigidos para sustentar o peso extra. A longo prazo, algumas deformidades estruturais podem ser notadas, dentre elas: escoliose, quando a coluna entorta para um dos lados e deixa um ombro mais alto que o outro. Isso pode acontecer se você carrega a carga em apenas um dos ombros. Outro problema comum é a hipercifose, quando existe o aumento da curvatura no meio da costas, dei xando ombros e pescoço inclinados para a frente, o que dá aspecto de corcunda. A hiperlordose, também deformidade da coluna, é o aumento da curva que fica próxima à base da coluna e pode ocorrer em quem carregou mochila pesada.

STF

Moraes manda prender sete kids pretos condenados pela trama golpista

Prisões foram determinadas após o fim do processo

13/03/2026 16h00

Ministro do STF, Alexandre de Moraes

Ministro do STF, Alexandre de Moraes Divulgação

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão definitiva de sete kids pretos que foram condenados pela trama golpista ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro.

No grupo, há seis militares e um agente da Polícia Federal. Eles fazem parte do Núcleo 3 da acusação de golpe de Estado e foram denunciados por planejar ações táticas para sequestrar e matar Moraes, o vice-presidente Geraldo Alckmin, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022.

As prisões foram determinadas após o fim do processo e da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo negou os últimos recursos apresentados pelos réus. Nesta semana, o acórdão do julgamento foi publicado, e o ministro determinou a execução das penas.

Confira as penas dos réus:

  1. Hélio Ferreira Lima - tenente-coronel: 24 anos de prisão;
  2. Rafael Martins de Oliveira - tenente-coronel: 21 anos de prisão;
  3. Rodrigo Bezerra de Azevedo - tenente-coronel: 21 anos de prisão;
  4. Wladimir Matos Soares - policial federal: 21 anos de prisão;
  5. Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros - tenente-coronel: 17 anos de prisão;
  6. Bernardo Romão Correa Netto - coronel: 17 anos de prisão;
  7. Fabrício Moreira de Bastos - coronel: 16 anos de prisão.

Observação

Moraes autoriza Michelle como acompanhante de Bolsonaro e determina segurança 24h no hospital

Ministro cancelou todas as visitas previstas para o ex-presidente na cadeia

13/03/2026 13h30

Alexandre de Moraes / Divulgação

Alexandre de Moraes / Divulgação Divulgação

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, autorizou nesta sexta-feira, 13, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) receba a visita de familiares e tenha acompanhamento de sua mulher, Michelle Bolsonaro (PL) no hospital DF Star, onde está internado após apresentar "quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios". Além disso, o magistrado também determinou que o Núcleo do Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar forneça segurança 24h para Bolsonaro no hospital.

O ministro cancelou todas as visitas previstas para o ex-presidente na cadeia, e especificou quais familiares estão autorizados a visitá-lo no hospital. Segundo a decisão, podem entrar na unidade médica:

"A esposa do custodiado, Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, como acompanhante do internado";

"Os filhos Flávio Nantes Bolsonaro, Carlos Nantes Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro, a filha Laura Firmo Bolsonaro e enteada Letícia Marianna Firmo da Silva".

Nas redes sociais, Michelle manifestou apoio ao marido. Em uma publicação em seu perfil no Instagram nesta sexta, ela pede orações para Bolsonaro. "Confiai no Senhor perpetuamente porque o Senhor Deus é uma rocha eterna. Deus está no controle de todas as coisas. Meu amor vai ficar bem", escreveu.

Medidas de segurança no hospital

Bolsonaro está detido no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Por volta das 8h desta sexta, ele precisou ser atendido na prisão e deslocado até o hospital após queixar-se de falta de ar. Ele chegou ao hospital DF Star por volta das 9h, em uma operação do Samu em conjunto com o Corpo de Bombeiros e com apoio da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

Na decisão, Moraes também determina que o batalhão do presídio "providencie a vigilância e segurança do custodiado durante sua internação, bem como do hospital, mantendo equipes de prontidão; garantindo, ainda, a segurança e fiscalização 24 horas por dia, mantendo, no mínimo 2 policiais militares na porta do quarto do hospital, bem como as equipes que entender necessárias dentro e fora do hospital".

Ainda nas medidas de segurança da internação de Bolsonaro, Moraes proibiu a entrada no quarto hospitalar e na UTI de "computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, salvo obviamente os equipamentos médicos, devendo a Polícia assegurar o cumprimento da restrição", escreveu.

Quadro médico de Bolsonaro

O hospital DF Star informou em boletim médico que o ex-presidente deu entrada e foi internado na manhã desta sexta-feira, 13, com "quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios". Segundo os médicos, os exames confirmaram "broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa", ou seja, uma infecção bacteriana nos dois pulmões, causada pela entrada de líquido do estômago ou da boca nas vias respiratórias.

Segundo o boletim, Bolsonaro "no momento encontra-se internado em unidade de terapia intensiva, em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo". A nota foi assinada pelo cardiologista do ex-presidente, Brasil Caiado, pelo coordenador da UTI geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior e pelo diretor geral do hospital, Allisson Barcelos Borges.

Após a internação, seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou o hospital e afirmou que o ex-presidente estava "consciente e lúcido, mas com voz fraca e abatida. Segundo Flávio, "nunca houve tanto líquido no pulmão dele. Líquido que veio da broncoaspiração, do seu estômago", disse aos jornalistas na saída do hospital.

Segundo Flávio, a água dos pulmões de Bolsonaro é oriunda do estômago, por causa dos soluços frequentes que o ex-presidente apresenta. "Isso pode se alastrar para uma grande infecção", disse o senador.

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