Política

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Parlamentares do Estado se mobilizam contra o reajuste do pedágio da BR-163

Os senadores e os deputados federais e estaduais planejam ações para tentar barrar o aumento de até 16,82%

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A decisão da diretoria colegiada da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) de autorizar um reajuste de 16,82% sobre o valor do pedágio nas nove praças de cobrança da BR-163 em Mato Grosso do Sul a partir desta sexta-feira provocou revolta nos parlamentares da bancada federal do Estado no Congresso Nacional e também nos deputados estaduais ao longo desta terça-feira.

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) usou a tribuna do Senado da República para repercutir algumas matérias jornalísticas que saíram na imprensa de Mato Grosso do Sul a respeito da majoração do pedágio na BR-163. “Foi autorizado um reajuste quatro vezes maior do que a inflação. Quero fazer um expediente à ANTT para solicitar explicações formais a respeito desse reajuste”, pontuou.

O senador revelou que foram aplicadas pela ANTT 113 notificações e multas vultosas no valor de R$ 10 milhões, as menores de R$ 662 mil, totalizando quase R$ 400 milhões. “A empresa propôs à ANTT, em 2017, uma revisão do contrato que culminou com um termo de ajustamento de conduta, o chamado TAC, que previa o perdão de 40% dessas multas. Agora, foi amplamente noticiado o fato de a CCR MSVia ter obtido êxito na aprovação da ANTT do novo reajuste na tarifa do pedágio e que será implementado a partir desta sexta-feira um percentual que é quatro vezes o valor da inflação”, ressaltou.

Nelsinho afirmou ainda que formulará um pedido à ANTT para que ela explique essa situação e que reveja esse aumento nas costas daqueles que usam a BR-163 no Estado.

“Porque as obrigações contratuais, as obras que estão para serem concluídas e aquelas que precisam ser iniciadas para oferecer mais segurança, tirar o apelido que algumas rodovias têm lá de rodovia da morte, essas estão paradas e congeladas. Agora, na hora de falar de aumentar pedágio para tirar do bolso do cidadão, do trabalhador, aquele que precisa transportar e fazer o seu ir e vir dentro do Estado, isso aí não é levado em conta. Convenhamos, vamos fazer um pouco de justiça e inteirar o bom senso para que essa história possa ser revista”, reclamou.

A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) também se posicionou, classificando a medida da ANTT como totalmente incoerente ao autorizar o aumento da tarifa de pedágio em uma rodovia como a BR-163 neste momento, que está passando por um processo de relicitação justamente pelo fato de a concessionária responsável pela via não cumprir suas obrigações contratuais plenamente, como na questão da duplicação. 

“Uma das principais reclamações dos usuários da BR-163 é justamente pagar um alto valor de pedágio sem receber a contrapartida da CCR MSVia em oferecer um serviço condizente com o valor cobrado. Acabei de protocolar um requerimento de informações para que a ANTT explique esse aumento de tarifa, pois os problemas na BR-163 têm se arrastado entre governos e nada foi resolvido. A população espera uma solução urgente”, cobrou.

O deputado federal Vander Loubet (PT-MS), que é o coordenador da bancada federal do Estado no Congresso Nacional, disse que, em relação à questão da BR-163, há três pontos que ele entende que devem ser destacados. 

“O primeiro é que aquele projeto de concessão que foi apresentado nas audiências públicas da ANTT é um projeto do governo anterior e que não nos representa. Portanto, para mudar esse cenário, estaríamos falando de um novo projeto que precisaria ser elaborado, o que infelizmente demandaria mais tempo”, argumentou.

O segundo ponto, prosseguiu o parlamentar, é que nesse cenário atual, com a decisão do TCU e a possibilidade de não haver a relicitação da BR-163, é preciso trabalhar por uma solução parecida com a que Mato Grosso adotou. “Lá, por causa dos problemas da Odebrecht, o governo estadual assumiu a concessão, evitando o desgaste de uma relicitação, e aportou mais de R$ 1 bilhão para concluir os 74% restantes da duplicação que faltavam. Deu certo e a população ficou muito satisfeita”, relatou.

Já o terceiro ponto, de acordo com ele, é que já conversou com o governador Eduardo Riedel (PSDB) sobre a questão e ele falou que foi procurado pela CCR MSVia para dialogar a respeito. “O governador entende que é importante a classe política tirar uma posição a respeito e, por isso, já procuramos a Assembleia Legislativa para organizarmos uma reunião das bancadas federal e estadual com o governador para discutirmos uma solução para essa situação da BR-163 em nosso estado”, revelou.

O deputado federal Beto Pereira (PSDB-MS) acrescentou que esse aumento da tarifa de pedágio nas rodovias de MS é inoportuno e descabido. “No momento em que se discute a caducidade do contrato, uma nova licitação de concessão e uma nova modelagem para rodovia, essa ação é sem cabimento”, lamentou.

SAIBA

O deputado estadual Pedrossian Neto (PSD) resolveu chamar o presidente da CCR MSVia para explicar sobre o andamento do contrato.

“Agora, tivemos um novo capítulo com essa elevação do pedágio. Independentemente disso, a questão de fundo é saber qual o destino dessa concessão. Queremos saber a fundo, porque a concessionária não fez os investimentos necessários, por exemplo”. Ele cita os 800 quilômetros do trecho em concessão que deveriam ser duplicados, mas até agora só fizeram 150 km. “Todos os acordos que foram feitos causam espanto. Estamos chamando o presidente para entender mais. Afinal, importa a Mato Grosso do Sul uma BR funcionando a contento”.

Eleições 2026

Pardal já soma 19 denúncias de irregularidades eleitorais em MS

Consulta feita pelo Correio do Estado mostra que Campo Grande concentra 12 registros

24/08/2026 16h30

Aplicativo Pardal

Aplicativo Pardal Gerson Oliveira

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Consulta feita pelo Correio do Estado ao painel público do Pardal, ferramenta da Justiça Eleitoral destinada ao recebimento de denúncias sobre propaganda irregular, mostra que Mato Grosso do Sul já contabiliza 19 ocorrências relacionadas às eleições de 2026.

O levantamento foi realizado nesta segunda-feira (24), e considera os registros apresentados desde 16 de agosto, data do pontapé oficial do período de campanhas eleitorais. O número representa três denúncias a mais em relação ao balanço do encerramento da primeira semana, que apontava 16 ocorrências.

Campo Grande concentra 12 registros, o equivalente a mais de 60% das denúncias feitas no Estado. Dourados aparece em seguida, com duas. Ivinhema, Jardim, Miranda, Nova Andradina e Três Lagoas possuem uma ocorrência cada.

Na Capital, as denúncias envolvem distribuição de material gráfico, comícios e showmícios, utilização de bens públicos, propaganda na internet e outdoors. Um dos registros aparece no sistema sem a informação sobre o tipo de irregularidade apontada.

Em Dourados, uma denúncia está relacionada ao uso de bens públicos e outra à propaganda na internet. Ivinhema tem um caso envolvendo omissão de informações obrigatórias, enquanto Jardim e Nova Andradina registraram ocorrências relacionadas a outdoors. Em Miranda e Três Lagoas, as denúncias tratam de propaganda eleitoral na internet.

Entre os cargos envolvidos, candidatos a deputado estadual e a deputado federal aparecem empatados, com oito denúncias cada. As duas ocorrências restantes têm como alvo candidaturas ao governo de Mato Grosso do Sul.

O painel público do Pardal não informa os nomes dos candidatos ou responsáveis denunciados. O relatório disponibilizado pela Justiça Eleitoral apresenta somente o município, o tipo de irregularidade, o cargo envolvido e a situação da ocorrência. Os nomes podem constar no ambiente interno da Justiça Eleitoral ou em processos do PJe que não estejam sob sigilo.

A propaganda na internet é o tipo mais frequente, com quatro registros. Bens públicos, comícios e showmícios, distribuição de material gráfico e outdoors aparecem com três denúncias cada. Também há uma ocorrência por omissão de informações obrigatórias e outra sem classificação.

Das 19 denúncias apresentadas em Mato Grosso do Sul, 15 já foram peticionadas no Processo Judicial Eletrônico. Outras duas permanecem em andamento e duas foram baixadas do sistema. A maior parte dos registros, 13, foi enviada por aparelhos com sistema iOS, enquanto seis partiram de dispositivos Android.

O registro no Pardal não significa que a irregularidade tenha sido comprovada. As informações encaminhadas pelos eleitores passam pela análise da Justiça Eleitoral, que verifica a existência de elementos mínimos e define as providências cabíveis para cada caso.
 

eleições 2026

Eduardo Bolsonaro endossa crítica a Michelle e reacende tensão na família durante campanha

Ex-deputado comentou e posteriormente compartilhou um vídeo do influenciador Allan dos Santos no qual a candidatura da ex-primeira-dama ao Senado pelo Distrito Federal é colocada em dúvida

24/08/2026 15h00

Eduardo Bolsonaro endossou crítica a Michelle

Eduardo Bolsonaro endossou crítica a Michelle Foto: Reprodução / Redes Sociais

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Um movimento de Eduardo Bolsonaro nas redes sociais voltou a expor divergências dentro da família do ex-presidente Jair Bolsonaro em meio à tentativa de Flávio Bolsonaro (PL) de fortalecer sua campanha presidencial e reconstruir a aproximação política com Michelle Bolsonaro. Neste domingo, o ex-deputado comentou e posteriormente compartilhou um vídeo do influenciador Allan dos Santos no qual a candidatura da ex-primeira-dama ao Senado pelo Distrito Federal é colocada em dúvida.

Ao publicar o conteúdo, Eduardo resumiu sua avaliação em uma frase: "Triste, mas verdadeiro…". No vídeo, Allan afirma preferir a eleição da deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e do ex-desembargador Sebastião Coelho (Novo) à de Michelle. O influenciador também questiona qual será a orientação política da ex-primeira-dama caso ela conquiste uma das duas cadeiras destinadas ao Distrito Federal no Senado.

"Eu prefiro mil vezes Bia Kicis e Sebastião Coelho do que a Michelle com oito anos de incógnita. É uma incógnita, porque nós não sabemos o que ela poderá trazer para a direita. O que não é incógnita: pauta feminista, pauta de esquerda, saindo da boca de alguém que se diz de direita", afirmou Allan.

Michelle, que aparece bem posicionada nas pesquisas para o Senado, disputa espaço justamente com nomes ligados ao mesmo campo da direita.

O episódio ocorre em um momento delicado para Flávio. Nas últimas semanas, o senador e Michelle protagonizaram movimentos de reaproximação após divergências que chegaram a colocar em dúvida o grau de participação da ex-primeira-dama na campanha presidencial. A tentativa agora é ampliar sua presença ao lado do candidato e explorar sua força especialmente entre o eleitorado feminino e os evangélicos.

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