Política

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Peças versáteis

Peças versáteis

Redação

24/02/2010 - 06h59
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Para começar esta matéria, a PhD em biologia molecular pela Unifesp, doutora Lilian Piñero Eça, faz questão de esclarecer que é contra a retirada de células-tronco embrionárias, ou seja, do feto com o sacrifício do mesmo. E ainda ratifica que as células do cordão umbilical são adultas e não oferecem qualquer risco ou dor para a criança ou a mãe. Estas células são capazes de se multiplicar e diferenciar-se nos mais variados tecidos do corpo humano: sangue, ossos, músculos e nervos. “Trata-se de uma maravilhosa descoberta. O que antes era apenas uma esperança de tratamento, hoje, tornou-se realidade consumada. Em linhas gerais, podemos descrevê-las como peças novas que podem substituir defeituosas – isto, porque elas se transformam em qualquer célula do organismo ou se fundem a uma célula doente, tornando-a saudável”, afirma Lilian. De acordo com a doutora, as células- tronco são esperança de tratamento por serem células “coringa”. Isto é, ao entrarem em determinada parte do corpo, recebem o aviso da proteína local e se transformam no tecido lesado. Têm a capacidade de se transformar em vários tecidos do corpo humano, pegando para si funções de células desse local. Segundo Lilian, que preside o Instituto de Pesquisas de Células-Tronco (Ipctron) e co-orienta diversas pesquisas na área, as células-tronco já são utilizadas para tratamento de 45 doenças hematológicas – que não é leucemia, mas anemia – doenças do metabolismo e doenças autoimunes como lúpus, esclerose múltipla, artrite, entre outras, no total de 30. A pesquisadora diz ainda, que estão em fase de estudo avançado (etapa clínica) aplicações na oftalmologia para reversão da cegueira; na neurologia, em casos de paralisia cerebral; na endocrinologia, na solução de doenças do metabolismo, como a diabete; na cardiologia, em pacientes que sofreram infarto; na gastroenterologia, na regeneração do fígado e, na pediatria, para correção de lábio leporino. “Também estamos estudando a aplicação em vários tipos de cânceres e como substituição à quimioterapia. As terapias-alvo que já estão sendo aplicadas fazem parte do início deste processo. Porque com estas terapias matamos apenas o tumor, ou seja, células cancerosas e não as boas. Acredito que, num futuro bem próximo, tenhamos naquelas bolsinhas de quimioterapia não mais drogas e sim células-tronco trabalhadas, sejam elas tiradas da medula, da gordura, do dente ou do cordão umbilical”, exemplifica. Banco familiar Todas as mães podem guardar as células-tronco do seu bebê recém-nascido, exceto as portadoras de hepatite C, HPV, Aids ou que apresentarem outra infecção por vírus ou por bactéria. Assim que se faz a coleta do sangue do cordão umbilical, este sangue já passa por uma bateria de exames e, se houver contaminação, é descartado. Isto significa que não é recomendada a coleta em pessoas com doenças crônicas ou infecciosas. Uma vez armazenadas, estas células têm prazo de validade infinito e podem ser usadas por toda a família, embora a lei permita que o material armazenado seja utilizado somente para a criança da qual foi retirado o sangue do cordão. “A criopreservação é de usufruto autônomo. Mas, na prática, nunca se deixou de fazer transplantes para parentes. Para isso, é necessário fazer pedido judicial. É só uma burocracia”, finaliza Lilian.

Espera

Motta aguarda assessoria jurídica da Câmara para definir posse de suplente de Zambelli

Primeira Turma do STF confirmou, ontem, 12, a decisão do ministro Alexandre de Moraes que decretou a perda imediata do mandato de Zambelli

13/12/2025 21h00

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta Foto: Câmara dos Deputados

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), espera uma resposta da assessoria jurídica da Casa para definir o destino do mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) até segunda-feira, 15.

A equipe de Motta afirmou à reportagem que a decisão deve tratar não necessariamente da cassação de Zambelli, mas da posse de Adilson Barroso (PL-SP). O prazo de 48 horas dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) à Câmara menciona especificamente a posse do suplente, não a cassação da titular.

A Primeira Turma do STF confirmou, ontem, 12, a decisão do ministro Alexandre de Moraes que decretou a perda imediata do mandato de Zambelli. O colegiado também chancelou a determinação para que a Mesa da Câmara dê posse ao suplente da deputada em até 48 horas, como prevê o regimento interno da Casa.

A decisão anulou a deliberação da própria Câmara de rejeitar a cassação de Zambelli, o que foi visto como afronta ao STF. Foram 227 votos pela cassação, 170 votos contrários e dez abstenções. Eram necessários 257 votos para que ela perdesse o mandato.

Moraes disse em seu voto que a deliberação da Câmara desrespeitou os princípios da legalidade, da moralidade e da impessoalidade, além de ter "flagrante desvio de finalidade".

O ministro afirmou que a perda do mandato é automática quando há condenação a pena em regime fechado superior ao tempo restante do mandato, já que o cumprimento da pena impede o trabalho externo.

Nesses casos, cabe à Casa legislativa apenas declarar o ato, e não deliberar sobre sua validade.

O STF condenou Zambelli em maio pela invasão de sistemas e pela adulteração de documentos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A pena é de 10 anos de prisão em regime inicial fechado, e tem como resultado a perda do mandato na Câmara.

A deputada, no entanto, fugiu do País antes do prazo para os recursos. Ela hoje está presa preventivamente na Itália, e aguarda a decisão das autoridades italianas sobre a sua extradição.

A votação em plenário na madrugada da quinta-feira, 11, contrariou a decisão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, que, na tarde desta quarta-feira, 10, tinha aprovado a cassação.

Zambelli participou por videoconferência da deliberação da CCJ e pediu que os parlamentares votassem contra a sua cassação, alegando ser inocente e sofrer perseguição política. "É na busca da verdadeira independência dos Poderes que eu peço que os senhores votem contra a minha cassação", disse.

No plenário, a defesa ficou com Fábio Pagnozzi, advogado da parlamentar, que fez um apelo para demover os deputados. "Falo para os deputados esquecerem a ideologia e agir como seres humanos. Poderiam ser o seus pais ou seus filhos numa situação dessas", afirmou. O filho da parlamentar, João Zambelli, acompanhou a votação. Ele completou 18 anos nesta quinta-feira.

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), discursou pedindo pela cassação. "Estamos aqui para votar pela cassação que já deveria acontecer há muito tempo", disse.

O PL trabalhou para contornar a cassação, para esperar que Zambelli perca o mandato por faltas. Pela regra atual, ela mantém a elegibilidade nessa condição.

Caso tivesse o mandato cassado, ficaria o tempo de cumprimento da pena mais oito anos fora das urnas. Ela só poderia participar de uma eleição novamente depois de 2043. Estratégia similar foi feita com Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que deverá ter a perda do mandato decretada pela Mesa Diretora.

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Política

PT oficializa pré-candidatura de Fábio Trad ao governo do Estado

Nome de ex-deputado foi oficializado em encontro realizado neste sábado (13)

13/12/2025 18h00

À direita da imagem, Fábio Trad acompanha fala de Edinho Silva

À direita da imagem, Fábio Trad acompanha fala de Edinho Silva Foto: Pedro Roque / Reprodução

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Ex-deputado federal, Fábio Trad foi oficializado como o postulante à governadoria estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT). A indicação ocorreu na tarde deste sábado (13), em reunião da cúpula petista na Capital, que contou com a presença do presidente nacional da sigla Edinho Silva e diversas lideranças do partido. 

Filiado ao partido desde agosto último, Fábio Trad migrou para o campo mais à esquerda após deixar o Partido Social Democrático (PSD), sigla a qual pertencia há 10 anos.

Fábio Trad, ressaltou o simbolismo político da visita do líder da sigla à Capital e afirmou que a presença da direção nacional recoloca o campo progressista sul-mato-grossense no centro do debate nacional.

“A vinda do presidente nacional do PT significa que a esquerda de Mato Grosso do Sul está, sim, no radar político nacional. Não é possível que um Estado da importância geopolítica de Mato Grosso do Sul não tenha um palanque competitivo, ideologicamente coerente com o campo progressista liderado pelo presidente Lula”, afirmou.

Ao Correio do Estado, o ex-deputado destacou que os partidos que compõem a frente progressista construirão um grande palanque para o Lula em Mato Grosso do Sul, voltado "às conquistas sociais e econômicas para o nosso povo", disse.

À reportagem, destacou que, a disputa pelo executivo estadual partiu de uma decição do presidente nacional do partido, decisão que viu com bons olhos.

"Sobre a construção em torno da minha participação na campanha, o presidente Edinho destacou a preferência do PT de MS para que a jornada seja encabeçada por mim. As definições estão se concretizando e eu espero contribuir com o presidente Lula para fazer em MS o papel que ele me incumbiu de exercer", declarou. 

Além de mirar o posto mais alto do executivo estadual, o partido deve priorizar a corrida pelo Senado, já que Soraya Thronicke (Podemos) e Nelsinho Trad (PSD), irmão de Fábio, não possuem vaga garantida para o próximo ano. 

"O presidente Lula está muito atento ao cenário aqui do estado e fará todo o esforço para que o campo progressista tenha êxito em todas as instâncias de disputa, inclusive o Senado com o companheiro Vander", disse. 

À direita da imagem, Fábio Trad acompanha fala de Edinho Silva Ex-deputado Fábio Trad / Foto: Marcelo Victor / CE

À época de sua filiação, Trad já era cotado para disputar as eleições para governador no pleito geral de 2026, contudo, havia rechaçado o embate contra o atual governador Eduardo Riedel (PP) nas urnas.

Diferente dos irmãos, ele vem de uma formação mais à esquerda. Advogado formado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), conheceu o movimento brizolista (ligado à Leonel Brizola).

Em Mato Grosso do Sul, já teve dois mandatos de deputado federal pelo PSD, onde sua família esteve abrigada durante quase toda década passada.

Após a pandemia de Covid-19, voltou-se mais à esquerda quando se colocou como um dos oposicionistas do então presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em 2022, não conseguiu se reeleger. Disputou a eleição pelo antigo partido e também foi derrotado na disputa pelo governo do Estado.

Em 2023, recebeu um cargo na Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), no governo Lula.

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