Política

Rejeição

Pesquisa aponta que 70,6% da população não quer Lula como candidato em 2022

Lula recebeu uma maior rejeição entre os entrevistados do Sul e Sudeste

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Uma investigação divulgada pela Paraná Pesquisa apontou que 70,6% da população acredita que Lula não deveria ser candidato a presidente em 2022. O levantamento de dados foi feito com habitantes de 26 estados e Distrito Federal, além de 204 municípios brasileiros, entre os dias 10 e 12 de setembro deste ano.  

A pesquisa ainda apontou  que 64,8% dos entrevistados acredita que a justiça não deveria permitir que Lula fosse candidato a presidência, contra 31,6% favoráveis a questão. O número de pessoas contrárias a candidatura ainda é maior entre os homens (66,3%) do que em relação a opinião das mulheres.  

Outro ponto que a pesquisa também analisou foi um possível embate entre Bolsonaro e Lula. De acordo com os dados, a população é contrária ao candidato petista ser o principal adversário do atual presidente. Enquanto 30,6% querem ver Lula e Bolsonaro disputando o cargo político.  

Lula recebeu uma maior rejeição entre os entrevistados do Sul e Sudeste.  

Segundo a Paraná Pesquisa, a amostra atinge um grau de confiança de 95,0% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,2% para os resultados gerais. Nas análises das questões por localidade, o grau de confiança atinge 95,0% para uma margem de erro de 3,5% para o estrato da Região Sudeste, 4,5% para o estrato da Região Nordeste, 5,5% para o estrato da Região Norte + Centro-Oeste e 6,0% para o estrado da Região Sul. 

Eleções 2026

Soraya recua de acordo com Vander e mantém pré-candidatura ao Senado por MS

Após ser anunciada como primeira suplente pelo deputado federal, senadora divulga nota, reafirma projeto eleitoral e diz que decisão foi tomada em conjunto com a direção nacional do PSB e o vice-presidente Geraldo Alckmin.

15/07/2026 19h39

Senadora Soraya Thronicke decidiu manter sua pré-candidatura ao Senado por Mato Grosso do Sul.

Senadora Soraya Thronicke decidiu manter sua pré-candidatura ao Senado por Mato Grosso do Sul. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

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A estratégia do campo político de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para unificar a disputa ao Senado em Mato Grosso do Sul sofreu uma reviravolta nesta quarta-feira (15).

Um dia após o deputado federal Vander Loubet (PT) anunciar, em entrevista ao Correio do Estado, que a senadora Soraya Thronicke (PSB) abriria mão da candidatura à reeleição para integrar sua chapa como primeira suplente, a parlamentar divulgou uma nota oficial informando que manterá sua pré-candidatura ao Senado nas eleições de outubro.

A decisão altera o cenário político apresentado na véspera e mantém, ao menos por enquanto, duas pré-candidaturas alinhadas ao governo federal na disputa pelas duas vagas ao Senado.

Na nota, Soraya afirmou que recebeu "com muita honra" o convite de Vander para compor uma chapa única, mas explicou que, após conversas com as lideranças nacionais do PSB e com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, decidiu permanecer na corrida eleitoral.

"Recebi com muita honra o convite do amigo e pré-candidato Vander Loubet para compor uma chapa única ao Senado Federal, na condição de sua suplente. No entanto, após um amplo diálogo com as lideranças do PSB e com o nosso vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, homem honrado e de reconhecida experiência política, ficou definida a manutenção da minha pré-candidatura ao Senado Federal", afirmou.

A senadora disse que seguirá na disputa com o apoio da legenda.

"Sigo nessa caminhada com o apoio do partido e a confiança de que estamos no caminho certo", declarou

Apesar de manter a candidatura própria, Soraya ressaltou que continuará atuando politicamente ao lado de Vander Loubet.

"Vander e eu continuaremos unidos, trabalhando pelo fortalecimento do campo democrático e pela eleição de parlamentares comprometidos com o desenvolvimento do nosso Mato Grosso do Sul e com a melhoria da vida da nossa população", afirmou.

O anúncio de Vander

Na terça-feira (14), em entrevista ao Correio do Estado, Vander Loubet afirmou que Soraya abriria mão da disputa pela reeleição para integrar sua chapa como primeira suplente. Segundo o deputado, a iniciativa havia partido da própria senadora.

"Ela decidiu ontem abrir mão da candidatura à reeleição para compor a chapa como minha primeira suplente. A ideia partiu da própria senadora", afirmou.

Na ocasião, Vander disse considerar a composição eleitoralmente estratégica e revelou que Soraya teria informado estar enfrentando questões de ordem particular, motivo pelo qual teria optado por não disputar um novo mandato no Senado.

"Foi uma ideia da própria Soraya. Eu considero uma composição muito boa, porque nos torna mais competitivos", declarou.

O parlamentar acrescentou que o entendimento entre ambos já estava consolidado e que faltava apenas uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que a chapa fosse oficialmente anunciada.

Vander reage à nota

Após a divulgação da nota de Soraya, Vander Loubet encaminhou um novo posicionamento ao Correio do Estado, reafirmando que jamais trabalhou para que a senadora desistisse da candidatura e que a possibilidade de ela integrar sua chapa surgiu por iniciativa da própria parlamentar.

Segundo o deputado, os dois tiveram uma conversa "séria e franca", ocasião em que Soraya teria comunicado sua decisão de deixar a disputa pela reeleição.

"Sempre respeitei a candidatura da Soraya e toda a articulação que construímos junto com o PSB foi justamente para ela ser candidata. Até a estratégia de comunicação estávamos construindo juntos. Jamais cogitei qualquer movimento para que ela deixasse de ser candidata. Essa decisão partiu dela, que me comunicou a desistência da candidatura", declarou.

Estratégia da aliança

A articulação entre PT e PSB ganhou força após avaliações internas apontarem que a manutenção de duas candidaturas do campo governista poderia fragmentar os votos e reduzir as chances de conquistar uma das duas vagas ao Senado por Mato Grosso do Sul.

Soraya deixou recentemente o Podemos para se filiar ao PSB justamente para integrar o projeto político alinhado ao governo federal no Estado. Inicialmente, a estratégia previa o lançamento de duas candidaturas ao Senado, uma pelo PT e outra pelo PSB.

Levantamentos divulgados neste mês colocam Vander Loubet e Soraya Thronicke em posições próximas nas intenções de voto. A avaliação de dirigentes do grupo era de que uma candidatura única permitiria concentrar recursos, estrutura de campanha e o apoio político do presidente Lula durante a disputa eleitoral.

Novo cenário

Com a decisão anunciada por Soraya nesta quarta-feira, a composição apresentada por Vander Loubet fica, ao menos por enquanto, suspensa.

A nota da senadora indica que, após diálogo com a direção nacional do PSB e com o vice-presidente Geraldo Alckmin, prevaleceu o entendimento de que ela deve permanecer na disputa por um novo mandato.

Dessa forma, o campo político de apoio ao presidente Lula volta a ter dois pré-candidatos ao Senado em Mato Grosso do Sul.

Apesar da divergência sobre a estratégia eleitoral, Vander Loubet e Soraya Thronicke afirmam que permanecerão aliados e continuarão dialogando em torno do projeto político para as eleições de outubro.

Confira a íntegra da nota oficial da senadora Soraya Thronicke

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Recebi com muita honra o convite do amigo e pré-candidato Vander Loubert para compor uma chapa única ao Senado Federal, na condição de sua suplente.

No entanto, após um amplo diálogo com as lideranças do PSB e com o nosso vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, homem honrado e de reconhecida experiência política, ficou definida a manutenção da minha pré-candidatura ao Senado Federal. Sigo nessa caminhada com o apoio do partido e a confiança de que estamos no caminho certo.

Vander e eu continuaremos unidos, trabalhando pelo fortalecimento do campo democrático e pela eleição de parlamentares comprometidos com o desenvolvimento do nosso Mato Grosso do Sul e com a melhoria da vida da nossa população.

Senadora Soraya Thronicke

Operação Sem Desconto

Ex-presidente do INSS usava código para repasse de propina a pizzaria, diz PF

Procurada pelo Estadão, a defesa de Stefanutto afirmou que não teve acesso ao relatório de indiciamento

15/07/2026 19h30

Alessandro Antônio Stefanutto

Alessandro Antônio Stefanutto Foto: Divulgação

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Indiciado pela Polícia Federal por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Antônio Stefanutto usava o código "forno" para tratar, com operadores financeiros da fraude dos descontos em aposentadorias, da ocultação de propinas por meio de empresas de fachada, entre elas uma pizzaria.

Procurada pelo Estadão, a defesa de Stefanutto afirmou que não teve acesso ao relatório de indiciamento. O espaço está aberto para manifestação.

Apelidado de "italiano" pelos alvos da Operação Sem Desconto, Stefanutto recorria ao código para indicar que era o momento de "esquentar o dinheiro" do esquema. Segundo a Polícia Federal, isso significa que os cheques emitidos pela organização criminosa podiam ser compensados sem despertar suspeitas.

Em uma conversa de 4 de outubro de 2022, Stefanutto disse a Cícero Marcelino de Souza Santos, um dos principais operadores financeiros da trama: "Quando puder usar o forno me avisa".

No relatório de indiciamento, a PF destaca a relação de proximidade entre os dois. Stefanutto se refere a Cícero como "grande amigo", enquanto é chamado de "irmão" pelo operador. Para os investigadores, as mensagens e os encontros presenciais reforçam os indícios de recebimento de propina e de lavagem de dinheiro por meio de cheques.

Segundo a PF, Stefanutto utilizava terceiros para ocultar o recebimento das vantagens indevidas, que teriam alcançado R$ 250 mil por mês após assumir a presidência do INSS.

Em 10 de outubro de 2022, Cícero pede a Stefanutto: "me vê o nome da empresa do forno, pra que eu organize aqui pra que posso já mandar lá hoje". Em resposta, o ex-presidente do INSS escreve: "Forno é para locadora", em referência, segundo a PF, à empresa de fachada To Hire Car Locadora.

Quatro dias depois, Cícero reclama que "colocaram no forno antes do tempo". Para a PF, a conversa mostra que dois cheques haviam sido entregues a Stefanutto, mas apenas um deveria ter sido compensado.

Na sequência, o operador envia a imagem de um cheque emitido pela To Hire Car Locadora em nome de Anderson Pomini - um dos 'laranjas' do esquema - e afirma que aquele documento não deveria ter ido para o "forno".

'Reaquecer a pizza, certo?'

O mal-entendido entre Stefanutto e Cícero foi resolvido semanas depois. Em 7 de novembro de 2022, Cícero avisou a Stefanutto que ele "já pode colocar no forno". O ex-presidente do INSS respondeu: "Então reaquecer a pizza, certo?", antes de enviar apenas o número "250".

Para a PF, a conversa se refere à compensação de dois cheques de R$ 250 mil recebidos por Stefanutto. Segundo a investigação, um deles foi repassado a Anderson Pomini e o outro ao escritório Sanchez Salvadore Sociedade de Advogados, ambos emitidos pela empresa de fachada To Hire Car Locadora.

No relatório de indiciamento, a PF aponta Stefanutto como uma das peças centrais da organização criminosa. Segundo os investigadores, ele teria usado os cargos de procurador-geral e, posteriormente, de presidente do INSS para favorecer os interesses da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer).

Como mostrou o Estadão em novembro do ano passado, os pagamentos de propina eram ocultados por meio das empresas de fachada Stelo Advogados e a Delícia Italiana Pizzas. Após assumir a presidência do INSS, Stefanutto teria passado a receber R$ 250 mil por mês em propina, recursos que, segundo a PF, "provinham diretamente do escoamento da fraude em massa da Conafer".

"Essa valorização da propina leva ao entendimento de que os valores eram diretamente proporcionais ao poder hierárquico do agente em blindar o esquema de descontos indevidos", pontua a PF
 

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