Política

ELEIÇÕES 2026

Pesquisa mostra estabilidade de Riedel e avanço dos adversários

Levantamento do IPR/Correio do Estado foi realizado em 22 cidades, que representam 69% do total da população do Estado

Continue lendo...

A rodada do mês de abril da pesquisa de intenções de votos contratada pelo Correio do Estado e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), no período de 27 de abril a 1º de maio deste ano, apontou estabilidade do governador Eduardo Riedel (PP) e evolução dos demais pré-candidatos à cadeira de chefe do Executivo nas eleições de 4 de outubro.

Registrado sob os números BR-01165/2026 e MS-06319/2026, o levantamento estimulado, ou seja, quando são apresentadas aos entrevistados as opções com os nomes dos candidatos, trouxe Riedel na liderança, com 47,32% das intenções de votos, contra 16,45% do ex-deputado federal Fábio Trad (PT) e 6,76% do deputado estadual João Henrique Catan (Novo).

Além disso, ainda na pesquisa de abril, os pré-candidatos considerados “nanicos” também pontuaram, com Renato Gomes (DC) alcançando 3,70%, Lucien Rezende (Psol), 2,68%, e Jefferson Bezerra (Agir), 0,64%, sendo que 3,57% votariam em branco ou anulariam os votos, 7,65% não votariam em nenhum deles e 11,22% não sabem ou não responderam.

Na comparação com a pesquisa realizada em março deste ano, quando o atual governador somou 47,83%, houve um leve recuo de 0,51 ponto porcentual, enquanto Fábio Trad apresentou um crescimento de 2,04 pontos porcentuais e João Henrique Catan avançou 1,91 ponto porcentual, sendo que os demais pré-candidatos não foram incluídos.

060503A

ESPONTÂNEA

Na pesquisa espontânea, quando é feita a pergunta aos entrevistados e não é dada nenhuma alternativa para a resposta, a liderança ainda é de Riedel, com 10,33%, das intenções de votos, seguido por Fábio Trad, com 1,40%, e pela ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil), com 0,51%.

Mais atrás aparecem o ex-governador André Puccinelli (MDB), com 0,38%, o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), com 0,26%, o senador Nelsinho Trad (PSD), com 0,26%, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), com 0,26%, o ex-prefeito de Três Lagoas, Angelo Guerreiro (PSDB), com 0,13%, e Carlos Roberto Massa, o Ratinho, com 0,13%.

Por último, os entrevistados indicaram o deputado estadual João Henrique Catan, com 0,13%, o vereador Marquinhos Trad (PV), com 0,13%, a pastora mineira Rose Nascimento (Novo), com 0,13%, e o deputado estadual Zeca do PT, com 0,13%, sendo que 85,84% dos entrevistados não sabem ou não quiseram responder.

REJEIÇÃO

Com intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 3,5 pontos porcentuais para mais ou para menos, a pesquisa IPR/Correio do Estado também levantou a rejeição dos pré-candidatos a governador de Mato Grosso do Sul e Fábio Trad lidera, com 25,64%, seguido por Catan, com 11,48%, e Riedel, com 10,20%.

Além disso, Renato Gomes somou 5,99%, Lucien Rezende 5,10% e Jefferson Bezerra 2,30%, sendo que 17,22% dos entrevistados não rejeitam nenhum deles, 10,08% rejeitam todos, 2,30% disseram que votariam em branco ou anulariam os votos e 9,69% não sabem ou não quiseram responder.

Na comparação com o levantamento realizado em março deste ano, Fábio Trad apresentou rejeição de 24,74%, ou seja, um leve aumento de 0,90 ponto porcentual, Catan somou 14,29%, queda de 2,81 pontos porcentuais, e Riedel alcançou 6,89%, crescimento de 3,31 pontos porcentuais, sendo que os demais pré-candidatos não foram incluídos.

ABRANGÊNCIA

A pesquisa IPR/Correio do Estado ouviu 784 pessoas com 16 anos ou mais de idade, distribuídas pelos municípios de Antônio João, Aquidauana, Bonito, Caarapó, Campo Grande, Coronel Sapucaia, Corumbá, Coxim, Dourados, Guia Lopes da Laguna, Maracaju, Naviraí, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã, Ribas do Rio Pardo, Rio Brilhante, Rio Verde, Sidrolândia, Sonora e Três Lagoas.

Essas 22 localidades representam 69% do total de 1,8 milhão de eleitores sul-mato-grossense, ou seja, 1,2 milhão de eleitores, sendo que, ao ser realizado nesses municípios do Estado, o levantamento cobre onde está a maior parte da capacidade eleitoral de Mato Grosso do Sul, isto é, oferece uma fotografia extremamente fiel do cenário real, visto que os pequenos municípios têm baixo peso estatístico.

ANÁLISE

Conforme análise do diretor do IPR, Aruaque Fresato Barbosa, a poucos meses do início oficial do calendário eleitoral, a corrida ao cargo de governador mantém como favorito Eduardo Riedel, despontando com folga em todas as três perguntas centrais da pesquisa – espontânea, estimulada e rejeição.

“Enquanto o ex-deputado federal Fábio Trad se firmou como o segundo nome da disputa, ainda que carregue a maior taxa de rejeição entre os candidatos testados. Ao mesmo tempo, a fotografia revela uma campanha ainda em formação, pois mais da metade dos entrevistados (85,8%) não sabe ou não quis citar nenhum nome quando a pergunta foi feita sem leitura prévia das opções”, pontuou.

Ele acrescentou que 11,2% dos entrevistados continuam indecisos mesmo depois de ouvirem a lista completa de candidatos. “É nesse vácuo – somado aos 7,7% que dizem que não votariam em nenhum deles e aos 3,6% que pretendem votar em branco ou anular – que residem os 22 pontos porcentuais ainda passíveis de movimentação até a urna”, ressaltou.

SEM MOBILIZAÇÃO

Aruaque Barbosa destacou que, antes da leitura dos nomes, a pesquisa mediu o quanto cada candidato é lembrado pelo eleitor sem qualquer estímulo.

“O resultado expõe um eleitorado pouco mobilizado. Riedel é citado por 10,3% dos entrevistados, o que corresponde a 81 menções entre 784 e aparece à frente de qualquer adversário por uma margem larga. Fábio Trad vem em segundo, com 1,4% (11 menções), seguido de Rose Modesto, com 0,5%, e do ex-governador André Puccinelli, com 0,4%”, detalhou.

Conforme o diretor do IPR, quando o entrevistador apresenta a lista oficial de candidatos, o cenário muda de tonalidade.

“Riedel atinge 47,3% das intenções de voto, com 371 menções, encostando no patamar simbólico que dispensaria o segundo turno. Fábio Trad consolidou-se em segundo lugar, com 16,5% (129 menções), seguido por João Henrique Catan, com 6,8%, Renato Gomes, com 3,7%, Lucien Rezende, com 2,7%, e Jefferson Bezerra, com 0,6%”, estratificou.

Ele ressaltou que a distância entre o primeiro e o segundo colocado é de 30,8 pontos porcentuais. “Somadas, todas as opções de oposição (Fábio Trad, João Henrique Catan, Renato Gomes, Lucien Rezende e Jefferson Bezerra) chegam a 30,3%, ainda 17 pontos abaixo do governador”, avaliou.

PONTO CRÍTICO

Com relação à pergunta sobre rejeição, Aruaque Barbosa comentou que ela inverteu a lógica das duas anteriores, revelando um ponto crítico para o segundo colocado. “Fábio Trad é o nome em quem 25,6% dos eleitores afirmam que não votariam de jeito nenhum – uma marca que, isoladamente, supera a soma das rejeições do segundo e do terceiro nomes da lista”, falou.

Para ele, o dado tem leitura dupla, pois, por um lado, comprova que Fábio Trad ocupou o espaço de polo oposto ao governo, uma vantagem em termos de mobilização da base petista, que tende a votar com convicção. “Por outro, reduz seu teto eleitoral e dificulta a expansão para eleitores que se declaram desencantados com a polarização”, disse.

O diretor apontou que, para fins comparativos, Riedel registra 10,2% de rejeição, número compatível com o de governadores de aprovação alta, enquanto João Henrique Catan aparece com 11,5% leitura, que o coloca como candidato com estoque de votos no campo bolsonarista, mas com piso de aceitação semelhante ao do petista, sinal de que disputa eleitorado de centro com mais dificuldade.

CENÁRIO FINAL

Aruaque Barbosa concluiu que o conjunto dos dados permite delinear três conclusões objetivas para o leitor que pretende entender a corrida para governador no momento em que a pesquisa foi a campo.

A primeira, conforme ele, é a liderança consolidada de Eduardo Riedel, que reúne lembrança espontânea, intenção de voto estimulada e baixa rejeição em proporções compatíveis com cenário de reeleição em primeiro turno.

“A segunda é a vice-liderança previsível, mas limitada, de Fábio Trad, cuja base é firme entre o eleitorado petista e na capital, mas cuja rejeição figura como teto difícil de atravessar sem um evento político que reordene a disputa”, projetou.

De acordo com o diretor do IPR, a terceira é a fragmentação do campo conservador alternativo, dividido entre Catan, Gomes e Bezerra, com soma inferior a 12% e sem candidato com força suficiente para isoladamente desafiar a hegemonia governista.

“A pesquisa, contudo, captura apenas um instante. Restam ainda 22% do eleitorado em zona cinza, somando indecisos, nenhum deles e brancos/nulos, território suficiente para que o desenho final se reorganize em torno do desempenho dos candidatos no horário eleitoral gratuito, da aprovação do governo na reta final do mandato e, sobretudo, do humor do eleitor sul-mato-grossense em relação à conjuntura nacional”, concluiu.

*Saiba

Veja perfil dos eleitores de Riedel, Fábio e Catan

Levantamento da pesquisa IPR/Correio do Estado também aponta as diferenças marcantes no desempenho eleitoral dos três principais nomes que disputam o cargo de governador, com bases de apoio distintas e desafios específicos para ampliar suas candidaturas.

O governador Eduardo Riedel aparece com desempenho mais consistente e homogêneo entre as regiões, tendo como principal base o interior do Estado.

Seu crescimento é mais acentuado em áreas com perfil econômico ligado ao agronegócio, além de apresentar maior adesão entre eleitores acima de 45 anos e com renda média e alta.

Apesar da capilaridade, o desempenho na Capital é proporcionalmente menor, assim como entre jovens e eleitores de baixa renda – segmentos considerados mais voláteis e sensíveis ao discurso da oposição.

Já o ex-deputado federal Fábio Trad concentra sua força eleitoral principalmente em Campo Grande, onde encontra maior respaldo entre o eleitorado urbano e de classe média.

O parlamentar registra melhor desempenho entre eleitores com maior nível de escolaridade. Por outro lado, enfrenta dificuldades para avançar no interior e em regiões de perfil mais conservador, o que limita sua capacidade de ultrapassar um patamar médio de competitividade em escala estadual.

O deputado estadual João Henrique Catan, por sua vez, apresenta um perfil mais segmentado. Seu principal ativo está em nichos ideológicos, especialmente entre eleitores de direita e mais engajados politicamente, em que mantém um voto fiel.

No entanto, a baixa presença em diferentes regiões e a dificuldade de romper a barreira de um dígito nas intenções de voto evidenciam limitações de expansão.

O parlamentar também encontra resistência para avançar entre eleitores moderados e no centro político, o que restringe sua relevância no conjunto do eleitorado.

O quadro geral indica um cenário fragmentado, em que cada pré-candidato mantém bases específicas, mas ainda enfrenta desafios para ampliar alcance e consolidar uma maioria eleitoral em Mato Grosso do Sul.

Assine o Correio do Estado

Apuração

Erika Hilton leva à PGR lei que restringe pessoas trans em banheiros femininos em Campo Grande

Deputada federal alega inconstitucionalidade por parte da prefeitura da Capital

05/05/2026 18h15

Deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP)

Deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) Foto: Divulgação

Continue Lendo...

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) encaminhou um ofício à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a Lei Municipal 7.615/2026 sancionada pela prefeitura de Campo Grande, que estabelece diretrizes para o uso de banheiros públicos com base no critério de “mulheres biológicas”. 

A parlamentar pede a análise da constitucionalidade da norma e a adoção de medidas para levá-la ao Supremo Tribunal Federal (STF).

No documento enviado à PGR, a deputada sustenta que a legislação “segrega mulheres trans e travestis ao proibir que usem banheiros públicos de acordo com sua identidade de gênero” e afirma que a norma cria um ambiente de "constrangimento generalizado".

Aprovada na última quarta-feira (22), a lei institui na Capital a "Política Municipal de Proteção da Mulher", que estabelece que banheiros femininos em espaços públicos sejam destinados exclusivamente a mulheres biológicas, ou seja, proíbe a entrada de pessoas trans nestes locais. 

Com relação aos banheiros, a lei afirma que a garantir a utilização de banheiros exclusivos às mulheres biológicas é forma de "resguardar a sua intimidade e de combater todo tipo de importunação ou de constrangimento".

O Poder Executivo fica autorizado a promover as adaptações necessárias nas estruturas municipais, bem como a fiscalizar as devidas adaptações em estabelecimentos particulares, para o fim de evitar qualquer tipo de constrangimento contra as mulheres.

Segundo a parlamentar, a medida atinge e expõe população trans, mas também expõe todas as mulheres a riscos e abordagens abusivas. O documento aponta que a norma “gera violência contra todas as mulheres, inclusive mulheres cis”, ao pressupor mecanismos de controle sobre o acesso a espaços públicos.

No último dia 28, manifestantes ocuparam o plenário da Câmara Municipal em um ato contra a lei que proíbe mulheres trans de utilizar banheiros femininos. A lei foi sancionada pela Prefeita Adriane Lopes (PP) no último dia (22) e gerou fortes debates nas redes sociais. A defensoria pública também acompanha o imblóglio. 

Saiba*

Em 2024, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) pediu ao Supremo Tribunal Federal a garantia que mulheres transexuais tivessem o direito de utilizarem banheiros femininos e demais espaços destinados a esse público sem discriminação.

Assine o Correio do Estado
 

AMANHÃ!

Quarta-feira (6) é o último dia para regularizar o título eleitoral

Amanhã (6 de maio) é o último dia para realizar transferência de domicílio, transferir endereço ou local de votação, tirar o primeiro título eleitoral, realizar revisão eleitoral, atualizar dados cadastrais e atualizar cadastro de biometria

05/05/2026 12h00

Título de eleitor brasileiro

Título de eleitor brasileiro

Continue Lendo...

Amanhã, quarta-feira, 6 de maio, é o último dia para regularizar o título eleitoral em Mato Grosso do Sul, como:

  • realizar transferência de domicílio
  • transferir endereço ou local de votação
  • tirar o primeiro título eleitoral
  • realizar revisão eleitoral
  • atualizar dados cadastrais
  • atualizar cadastro de biometria

Após essa data, o cadastro eleitoral será fechado e não será possível fazer alterações ou transferências. O encerramento ocorre 150 dias antes da eleição, de acordo com a Lei das Eleições nº 9.504/1997.

Caso contrário, não poderá votar nas eleições de outubro, que ocorrerão em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno).

Os motivos que levam um título ser cancelado são:

  • deixar de votar
  • deixar de justificar a ausência às urnas em três eleições consecutivas
  • não comparecer à revisão do eleitorado
  • entre outros

O juiz eleitoral auxiliar da presidência do TRE-MS, Luiz Felipe de Medeiros, ressaltou a importância de estar em dia com a Justiça Eleitoral.

"O mais importante é você estar em dia com a sua situação eleitoral para tomar posse em concurso público (efetivo ou comissionado). Se não estiver com a situação eleitoral em dia, não pode assumir nenhum cargo ou função pública também. Programas sociais de governo também, benefícios sociais que a população tem o direito de receber, também exige a quitação eleitoral e estar em dia com a sua situação eleitoral. Matricular em instituição pública ou universidade também exige a situação regular junto à justiça eleitoral. Emissão de passaporte e regularização de CPF e também são outras situações que exigem estar em dia com a justiça eleitoral", disse.

COMO REGULARIZAR?

A regularização pode ser feita presencialmente, diretamente nos Cartórios Eleitorais.

Em Campo Grande, o eleitor pode regularizar seu título, das 8h às 18h, no Memorial da Cultura, localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, número 559, Centro.

No interior de MS, basta se deslocar a um cartório eleitoral mais próximo, na cidade em que reside, das 12h às 18h.

DOCUMENTOS - os documentos necessários para regularização são:

documento oficial com foto que comprove sua identidade
título eleitoral ou e-Título
comprovantes de votação
comprovantes de justificativas eleitorais
comprovante de dispensa de recolhimento ou, caso não tenha sido dada baixa, os comprovantes do recolhimento das multas

É imprescindível que a população não deixe para última hora e evite filas.

ELEIÇÕES 2026

Brasileiros vão às urnas em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno) para eleger parlamentares para o mandato 2027-2030).

Os cargos em disputa são presidente da República, governadores, senadores (duas vagas por estado), deputados federais e deputados estaduais/distritais.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).