Política

BRASÍLIA

PGR vai investigar general Heleno por nota com críticas ao STF

Ministro de Bolsonaro criticou eventual apreensão do celular do presidente, que acabou negada

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O procurador-geral da República, Augusto Aras, determinou a abertura de uma apuração preliminar contra o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Aras. Segundo a CNN Brasil, o chefe do Ministério Público Federal (MPF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que irá apurar a conduta do general da reserva ao emitir uma nota pública com críticas à Corte.

Essa investigação, chamada notícia de fato, vai levantar se existem provas robustas para a abertura de um inquérito criminal. O PDT havia acionado o STF em maio contra Heleno.

CELULARES

Em um texto intitulado “Nota à Nação Brasileira”, o chefe do GSI criticou ato do ministro do STF, Celso de Mello, que consultou a PGR sobre o pedido de apreensão dos telefones celulares do presidente da República, Jair Bolsonaro, e de seu filho, o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos).  

Heleno classificou a decisão do STF como um pedido “inconcebível e inacreditável” que, caso seja aceito, poderá trazer “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”.

“O pedido de apreensão do celular do Presidente da República é inconcebível e, até certo ponto, inacreditável. Caso se efetivasse, seria uma afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e uma interferência inadmissível de outro Poder, na privacidade do Presidente da República e na segurança institucional do País. O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República alerta às autoridades constituídas que tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre outros poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”, diz a nota.

Por fim, Mello arquivou no início do mês o pedido dos partidos PDT, PSB e PV, que também eram direcionados ao ex-ministro da Justiça Sergio Moro; ao ex-diretor-geral da Polícia Federal (PF), Maurício Valeixo; e à deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP). A intenção era realizar novas diligências como desdobramentos da investigação sobre a suposta interferência do presidente na PF.

ELEIÇÕES 2026

Com saída de Vander, PT passará aperto para eleger mais de um deputado federal

A pré-candidatura do vereador Marquinhos Trad (PV) à Câmara dos Deputados pode inviabilizar ainda mais a situação da sigla

24/04/2026 08h05

A deputada federal Camila Jara (PT) e o vereador Marquinhos Trad (PV) estarão juntos na chapa

A deputada federal Camila Jara (PT) e o vereador Marquinhos Trad (PV) estarão juntos na chapa Divulgação

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A decisão do deputado federal Vander Loubet de não tentar a reeleição para poder disputar uma cadeira no Senado tende a agravar o cenário do PT em Mato Grosso do Sul para manter as atuais duas vagas do partido pelo Estado na Câmara dos Deputados.

O Correio do Estado apurou que, sem o parlamentar, que cumpre atualmente o sexto mandato consecutivo na Casa de Leis, estando em exercício desde 2003, quando foi eleito pela primeira vez, e, depois, reeleito em todas as eleições subsequentes (2006, 2010, 2014, 2018 e 2022), a legenda corre um sério risco de não fazer nenhum deputado federal no pleito do dia 4 de outubro.

Pois, diferentemente das últimas seis eleições, o parlamentar com a trajetória mais longa na bancada federal de Mato Grosso do Sul não tentará a reeleição, cabendo à deputada federal Camila Jara fazer a função de puxadora de votos para o PT no Estado e, dessa forma, garantir ao menos uma cadeira para a sigla na Câmara dos Deputados.

No entanto, ela está longe de ser um nome consolidado dentro do partido e com densidade eleitoral capaz de alcançar os votos suficientes para garantir mais de uma cadeira na Casa de Leis, pois, de acordo com estimativa apresentada pelo diretor do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), Aruaque Fressato Barbosa, uma vaga de deputado federal exige cerca de 172 mil votos – na prática, esse valor funciona como referência do quociente eleitoral e do quociente partidário em Mato Grosso do Sul.

O quadro se torna ainda mais desafiador diante da movimentação de outros partidos e pré-candidaturas competitivas para a Casa de Leis, como os da ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil) e dos deputados federais Rodolfo Nogueira (PL), Beto Pereira (Republicanos), Dagoberto Nogueira (PP), Geraldo Resende (União Brasil) e dr. Luiz Ovando (PP).

Além disso, para agravar a situação a decisão do vereador Marquinhos Trad (PV), ex-prefeito de Campo Grande, de entrar na corrida por uma vaga na Câmara dos Deputados pode impactar diretamente o desempenho do PT, ao atrair votos em um eleitorado urbano estratégico, especialmente na Capital, cidade que administrou por dois mandatos e pela qual foi eleito para a Câmara Municipal como um dos mais votados em 2024.

Isso porque o PV faz parte da Federação Partidária Brasil da Esperança, composta ainda por PT e PCdoB, ou seja, as três legendas atuam como se fossem um partido só na eleição proporcional (deputado federal e estadual), portanto, todos os votos dados para candidatos das três siglas entram no mesmo “bolo”.

Na prática, isso significa que um candidato do PV pode ajudar a eleger um do PT ou do PCdoB e vice-versa. No entanto, o ex-prefeito da Capital por dois mandatos larga com vantagem sobre outros nomes em construção, como o de Camila Jara, que ainda busca consolidar sua base eleitoral. 

O capital político acumulado à frente do Executivo municipal confere maior reconhecimento e capilaridade ao vereador, fatores que pesam em disputas proporcionais. 

Ainda assim, a vantagem individual de Marquinhos não garante, por si só, a abertura de espaço para mais de uma vaga dentro do mesmo campo político. 

O sistema proporcional, aliado à fragmentação partidária e à concorrência crescente, impõe um cenário de incerteza. Nesse contexto, o PT precisará ampliar sua votação de forma significativa para evitar um encolhimento na bancada federal.

Nos bastidores, lideranças petistas reconhecem que a ausência de Vander Loubet – tradicional puxador de votos – altera o equilíbrio interno e externo da disputa.

A estratégia agora passa por fortalecer nominatas e ampliar alianças, numa tentativa de compensar a perda de um dos principais nomes da sigla no Estado.

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Pedido

Lula diz que pediu retorno de agentes e delegados da PF para derrotar crime organizado

Segundo presidente, a convocação é uma medida que visa derrotar o crime organizado

23/04/2026 23h00

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira, 23, em uma agenda em Planaltina (DF), que ordenou ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, que convide os delegados e agentes da Polícia Federal (PF) que não estão atuando na corporação a assumirem os seus postos. Segundo Lula, a convocação é uma medida que visa derrotar o crime organizado.

"Ontem [quarta-feira, 22], eu mandei o ministro da Justiça fazer uma nota convidando todos os delegados da Polícia Federal que estão fora da Polícia Federal. Só vão ficar fora aqueles que são secretários de Estado, mas aqueles agentes ou delegados que estão aí, em outro lugar, fingindo que estão trabalhando, e não estão, todos vão ter que voltar porque nós vamos derrotar o crime organizado neste País", declarou o presidente.

Em fala de tom eleitoral, Lula disse que os brasileiros precisam retirar do Congresso Nacional parlamentares que utilizam a internet para propagar mentiras. Segundo Lula, no decorrer da campanha eleitoral, ele irá fazer falas mais contundentes contra os adversários.

"Então, essa gente que fica fazendo essa imbecilidade e mentindo na internet, esse ano, vocês têm que assumir a responsabilidade: nós precisamos desmascarar os mentirosos e as mentirosas desse país"

O presidente participou nesta quinta da Feira Brasil na Mesa, realizada no Embrapa Cerrados, na região administrativa de Planaltina, no Distrito Federal. O evento, que ocorre até o sábado, 25, apresenta tecnologias, produtos e experiências desenvolvidos a partir da pesquisa agropecuária brasileira.

Antes de discursar no evento, Lula visitou pomares e a feira organizada pela Embrapa. Falou brevemente no local. Em tom de brincadeira, disse que "quando eu viajar vou tentar levar um pé de jabuticaba para o Xi Jinping" e "um para o Trump, para acalmar ele, jabuticaba é calmante". Nas últimas semanas, o petista tem se distanciado do presidente dos Estados Unidos, após meses de aproximação que culminaram na retirada de várias sanções contra os produtos brasileiros e autoridades brasileiras. 

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