Política

Eleições 2026

PL contrata duas pesquisas para definir segundo candidato ao Senado

Presidente estadual da sigla, Azambuja informou que na próxima semana já terá o nome de quem vai compor a chapa com ele

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O PL contratou dois institutos de pesquisa para definir quem ocupará a segunda vaga na chapa ao Senado em Mato Grosso do Sul nas eleições do dia 4 de outubro. 

A decisão deve ser anunciada na próxima semana, após a conclusão dos levantamentos encomendados pela legenda.

De acordo com o presidente estadual do partido e dono da primeira vaga da sigla ao Senado por Mato Grosso do Sul, ex-governador Reinaldo Azambuja, os institutos escolhidos foram a Quaest, que será paga pelo diretório estadual, e o Paraná Pesquisas, cujo pagamento será feito pelo diretório nacional da legenda.

Os resultados dos levantamentos de intenções de votos devem ser concluídos ainda nesta semana e serão encaminhados ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do partido à Presidência da República. 

A definição dos nomes será discutida também com o ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro. “Eu estive em Brasília [DF] para reunião da executiva nacional na semana passada e fui autorizado a contratar as duas pesquisas”, afirmou Azambuja ontem ao Correio do Estado, ao informar sobre o processo de escolha do segundo nome da chapa.

Conforme Azambuja, o senador Flávio Bolsonaro, que já retornou dos Estados Unidos, participará da avaliação dos resultados das pesquisas. 

“O senador Rogério Marinho [PL-RN, secretário-geral nacional da legenda] me falou que ele pediu para serem encaminhados os resultados das pesquisas para que possa despachar com o pai – Jair Bolsonaro”, disse.

A expectativa inicial era de que a definição ocorresse ainda em maio, mas o calendário foi impactado por outras agendas.

Com isso, o anúncio oficial do escolhido para compor a chapa ao lado de Azambuja será feito na próxima semana.

Nos bastidores do partido, a disputa pela segunda vaga envolve o ex-deputado estadual Capitão Contar e o deputado federal Marcos Pollon, que buscam o apoio dos bolsonaristas no Estado. 

A estratégia do PL é usar os levantamentos qualitativos e quantitativos para medir o potencial eleitoral dos dois postulantes antes de bater o martelo.

* Saiba 

Michelle reforça opção por Marcos Pollon

Em nova manifestação nas redes sociais, a ex-primeira-dama do Brasil Michelle Bolsonaro voltou a reforçar o nome de Marcos Pollon como o escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para ser o segundo pré-candidato do PL ao Senado em MS.

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“Você continua sendo o nosso candidato, Pollon”, escreveu na postagem de vídeo em que o parlamentar mostra carta escrita pelo ex-presidente o indicando.

Resolução

Fachin cria grupo de trabalho para rever 'penduricalhos' de juízes

Na última sessão do CNJ, em maio, o plenário aprovou proposta de Fachin que implementa um contracheque único para magistrados

06/06/2026 13h30

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF Foto: Gerson Oliveira

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O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, publicou uma portaria, nesta sexta-feira (5)  que cria um grupo de trabalho para discutir a remuneração dos magistrados brasileiros

A medida vem na esteira de iniciativas de Fachin para tentar enfrentar o tema dos "penduricalhos" dos salários de juízes. Esses extras permitem remuneração muito acima do teto constitucional e são fontes de críticas ao Poder Judiciário. Um levantamento do CNJ identificou a existência de mais de 500 registros de "penduricalhos", pagos com nomes distintos.

O objetivo do grupo de trabalho será "realizar estudos sobre propostas legislativas acerca da remuneração da magistratura e seus reflexos no aperfeiçoamento do sistema remuneratório do serviço público nacional".

Com isso, Fachin pretende "superar os obstáculos para a construção de um sistema remuneratório que atenda aos princípios republicanos de relevo para a questão" e apresentar uma "solução de longo prazo que gere uma disciplina remuneratória consentânea com os princípios constitucionais".

Pelos próximos seis meses, a comissão deverá analisar propostas voltadas à uniformização, padronização, transparência e previsibilidade das parcelas remuneratórias do Judiciário.

Na justificativa apresentada para a criação do grupo, Fachin destacou que o atual sistema de pagamentos, criado em 1998, tem problemas que vão da ausência de revisão anual até a falta de uniformidade nos diferentes tribunais.

Segundo ele, isso gerou um "cenário de desigualdades, insegurança jurídica, falta de publicidade e, o mais grave, utilização de subterfúgios conceituais dissociados da realidade"

O alvo são mecanismos utilizados por tribunais para ampliar remunerações acima do teto constitucional, prática que ganhou destaque em Mato Grosso do Sul após magistrados receberem salários superiores a R$ 200 mil em abril.

"Em outras palavras: utilização de verbas indenizatórias com efeitos de verbas remuneratórias objetivando superar a defasagem do teto remuneratório. Na esteira da má solução, o reconhecimento de passivos funcionais nem sempre devidamente amparados na adequada interpretação das normas previstas no ordenamento jurídico", escreveu o ministro.

Na última sessão do CNJ, em maio, o plenário aprovou proposta de Fachin que implementa um contracheque único para magistrados e magistradas de todos os tribunais do País.

O texto obriga os tribunais a adotarem uma nomenclatura padronizada para todas as rubricas remuneratórias e cria a Tabela Remuneratória Unificada (TRU).

O grupo de trabalho terá um comitê executivo composto pelos seguintes membros, definidos por Fachin:

- Francisco José Rodrigues de Oliveira Neto, Desembargador Auxiliar da Presidência do CNJ, coordenador

- Paula Fernanda de Souza Vasconcelos Navarro, Juíza Auxiliar da Presidência do CNJ, secretária;

- Clara da Mota Santos Pimenta Alves, secretária-geral do CNJ;

- Paulo Marcos de Farias, Secretário de Estratégia e Projetos do CNJ;

- Lizandro Garcia Gomes Filho, Juiz Auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça.

- Terá ainda representantes do Conselho Nacional do Ministério Público, da Defensoria Pública da União, do Conselho Superior da Defensoria Pública dos Estados, da Advocacia Pública da União, do Colégio Nacional de Procuradores-Gerais dos Estados e do Distrito Federal, da Câmara dos Deputados, do Senado, do Executivo e do Tribunal de Contas da União (TCU).

Com informações de Estadão Conteúdo 

TRANSPARÊNCIA

Assembleia Legislativa afirma que contrato de alimentação segue critérios técnicos

Casa de Leis reforça que valor previsto é apenas uma estimativa baseada em estudos técnicos e destaca que contratação atende eventos, audiências públicas e sessões

06/06/2026 11h39

Fachada do prédio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), em Campo Grande

Fachada do prédio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), em Campo Grande Divulgação

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Após ser alvo de inúmeros questionamentos sobre valor estimado previsto em termo de referência da licitação, a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) veio a público esclarecer os detalhes do processo licitatório destinado à contratação de serviços de alimentação para atender eventos, reuniões e atividades institucionais promovidas pela Casa de Leis ao longo do ano. 

Segundo o Legislativo estadual, a iniciativa busca garantir suporte adequado para sessões solenes, audiências públicas, recepções oficiais e demais compromissos realizados no âmbito parlamentar. Em nota, a Casa de Leis informou que o montante divulgado corresponde a uma projeção máxima elaborada a partir de estudos técnicos, histórico de consumo e estimativas de demanda para todo o período de vigência do contrato.

De acordo com a Assembleia Legislativa, o valor apresentado não representa uma despesa efetivamente realizada nem o total que necessariamente será contratado. A expectativa é que a concorrência entre as empresas participantes contribua para a redução dos preços durante a fase competitiva do certame.

A Casa de Leis também ressaltou que os serviços não serão destinados ao atendimento individual dos parlamentares. O objetivo é oferecer suporte às diversas atividades institucionais que recebem regularmente prefeitos, vereadores, representantes de entidades, autoridades, estudantes, servidores públicos e cidadãos.

Entre as ações contempladas estão reuniões de trabalho, recepção de delegações, homenagens, audiências públicas, sessões solenes e encontros institucionais promovidos ao longo do ano.

Ainda conforme a Assembleia Legislativa, todo o processo segue as diretrizes da Lei Federal nº 14.133/2021, que regulamenta as licitações e contratos da administração pública. Antes da publicação do edital, foram realizados levantamentos técnicos, estudos de necessidade e pesquisas de mercado para definição dos valores de referência.

A Assembleia informou ainda que toda a documentação relacionada ao processo está disponível para consulta pública em seus canais oficiais, incluindo estudos técnicos, especificações e demais documentos que fundamentam a contratação.

Por fim, o Legislativo estadual destacou que a ampla divulgação das informações permite o acompanhamento da sociedade em todas as etapas do certame, reforçando os princípios de planejamento, legalidade e transparência na aplicação dos recursos públicos.

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