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PL quer novos atos com Bolsonaro para energizar militância e mostrar força

A avaliação no PL é que o evento demonstrou o vigor político de Bolsonaro

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A cúpula do PL quer repetir em outros estados a fórmula do ato pró-Jair Bolsonaro (PL) em São Paulo no final do mês passado como forma de reagir às investigações da Polícia Federal.

Integrantes do partido conversaram com o ex-presidente para que ele replique a manifestação em locais como Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

A avaliação no PL é que o evento demonstrou o vigor político de Bolsonaro e é uma forma de manter a militância engajada num ano de eleições municipais.

Além disso, reforça a narrativa propagada pelo ex-presidente de que ele é vítima de uma perseguição do Judiciário e que não tramou um golpe de Estado, ao contrário do que apontam as investigações da PF.

Desta forma, para integrantes do PL, Bolsonaro conseguiria "equilibrar" as forças com o STF (Supremo Tribunal Federal) ao demonstrar que segue com bastante apoio popular e o país, dividido.

Na visão desses assessores, seria também um modo de eventualmente frear o avanço de processos no Supremo ao deixar claro que condenar Bolsonaro ou tomar uma medida mais drástica, como prendê-lo, teria repercussão negativa em parte da população.

Pessoas próximas ao ex-presidente, fora do núcleo partidário, concordam em fazer novos atos, desde que bem espaçados --por exemplo, um por semestre. A leitura de quem está no núcleo duro de Bolsonaro é que fazer um evento do tipo todo mês poderia banalizar a manifestação e enfraquecê-la.

O ex-presidente reuniu milhares de apoiadores na avenida Paulista no último dia 25. O ato foi convocado pelo próprio ex-chefe do Executivo que argumentou querer se defender das suspeitas apontadas pela PF.

O presidente Lula (PT) reconheceu que o ato foi grande.

Aliados consideraram o evento um sucesso pela quantidade de participantes e também porque Bolsonaro soube moderar o tom do discurso, assim como seus apoiadores, que evitaram faixas contra as instituições, a pedido do ex-presidente.

No lugar da postura agressiva contra ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e do STF, em especial Alexandre de Moraes, o ex-presidente foi mais ameno nas críticas às cortes.

Em sua fala, Bolsonaro disse buscar a pacificação do país e pediu anistia aos presos pelo ataque golpista de 8 de janeiro de 2023.
Ele também reclamou por estar inelegível e criticou as penas impostas aos que participaram do 8 de janeiro. Ainda lembrou da facada de que foi vítima e fez um balanço de seu governo.

Bolsonaro tratou diretamente das suspeitas que pairam sobre ele e acabou, na visão de investigadores, produzindo provas contra ele mesmo.

O ex-mandatário reclamou do "abuso por parte de alguns que trazem a insegurança para todos nós" e negou ter planejado um golpe para evitar que Lula tomasse posse.
"O que é golpe? É tanque na rua, é arma, conspiração. Nada disso foi feito no Brasil", disse. "Agora o golpe é porque tem uma minuta do decreto de estado de defesa. Golpe usando a Constituição? Tenha paciência", disse o ex-presidente, ao admitir a existência de um texto nessa linha.

Segundo integrantes da PF, esse trecho constará no inquérito que mira o ex-presidente, como indício de que ele tinha conhecimento da redação de minutas golpistas.
O tom adotado pelo ex-mandatário não foi à toa. Aliados e advogados passaram dias conversando com Bolsonaro para que ele evitasse ataques diretos para que o Supremo não se sentisse provocado.

A mesma orientação foi passada aos poucos que discursaram no local. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, foi ao ato na Paulista antes da chegada de Bolsonaro e levou uma decisão da Executiva do partido estabelecendo que poucos discursariam. Reforçou que aqueles que falassem, fizessem um discurso ameno.

O único que fugiu à regra foi o pastor Silas Malafaia, um dos organizadores do ato, que criticou diretamente o STF e o TSE.

Integrantes do PL temiam que Bolsonaro pudesse ser preso no início deste ano. Agora, dizem acreditar que qualquer decisão drástica não deve ser tomada tão cedo.
Isso porque ainda falta a PF indiciar o ex-presidente nos três inquéritos nos quais ele é alvo, depois a PGR (Procuradoria-Geral da República) precisa se manifestar e só depois o Supremo julgará o caso.

A cúpula do partido diz que as investigações não atrapalharão o capital político de Bolsonaro nem a capacidade de transferir votos nas eleições municipais.

O partido aposta fortemente, por exemplo, na candidatura do deputado Delegado Ramagem (PL-RJ) a prefeito do Rio de Janeiro contra o atual Eduardo Paes (MDB).
Ramagem também é alvo de uma investigação da PF, que apura se a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) fez monitoramentos ilegais enquanto ele era o dirigente do órgão.
Para o PL, isso não atrapalha Ramagem, pelo contrário, o alavanca com o discurso adotado pelo partido de que ele é vítima de perseguição.

A avaliação é que no Rio, Bolsonaro e sua família, que tem Flávio Bolsonaro como senador pelo estado e Carlos Bolsonaro como vereador, conseguem alavancar a candidatura de Ramagem.
 

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Conheça as atribuições do presidente e do vice-presidente da República

Presidente é o chefe de Estado e de governo do Brasil

23/08/2026 23h00

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

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O Brasil se prepara para ir às urnas e, mais uma vez, escolher pela via democrática aqueles que ocuparão os maiores cargos do Poder Executivo – tanto no âmbito federal quanto no estadual. O futuro do país será definido a partir do voto de cada cidadão.

Nas eleições de 2026, será escolhida uma chapa para presidente e vice-presidente da República. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se houver segundo turno, será em 25 de outubro.

Conhecer a história do candidato é muito importante. Ao mesmo tempo, é também fundamental, para uma boa escolha, entender quais são as atribuições desses cargos públicos tão relevantes para a qualidade de vida dos cidadãos brasileiros nos próximos quatro anos.

Presidente da República

Saber o que cabe a um presidente da República fazer pode ajudar a identificar qual candidato tem perfil mais adequado para o cargo.

De acordo com a Constituição Federal, o presidente da República é o chefe de Estado e de governo do Brasil. Como chefe de Estado, cabe a ele representar o Brasil interna e externamente. Como chefe de Governo, é responsável pela condução da administração federal.

Autoridade máxima do Poder Executivo federal, o presidente tem entre suas responsabilidades conduzir a administração do país; executar as leis aprovadas pelo Congresso Nacional; e formular políticas públicas de alcance nacional.

Também cabe a ele sancionar ou vetar projetos aprovados pelo Legislativo, encaminhar propostas de Orçamento ao Congresso, editar medidas provisórias nos casos previstos pela Constituição e nomear ministros de Estado.

No âmbito internacional, é o presidente da República quem representa o país nas relações com outros Estados e organismos internacionais. Estão também previstas atribuições relativas à defesa nacional e ao comando supremo das Forças Armadas.

O mandato presidencial é de quatro anos, com a possibilidade de uma reeleição consecutiva.

Se, no primeiro turno, o candidato obtiver maioria absoluta dos votos, ele é eleito sem necessidade de segundo turno. Caso contrário, será feita uma nova votação com os dois candidatos mais bem colocados.

Vice-presidente da República

O vice-presidente é eleito com o presidente que, com ele, integrou a chapa vencedora do pleito. O vice tem como principal função a de substituir o presidente, tanto em ausências temporárias, como viagens ao exterior, quanto de forma definitiva, em caso de vacância do cargo.

Cabe, portanto, a ele garantir a continuidade do Executivo Federal em situações de ausência ou vacância da Presidência da República.

O vice-presidente pode auxiliar o presidente sempre que for convocado, por meio de missões especiais em situações como representações oficiais, articulações políticas ou outras tarefas delegadas pelo chefe do Executivo.

A Constituição prevê também a possibilidade de que outras atribuições lhe sejam conferidas por meio de lei complementar.

Eleições 2026

Nas eleições de 2026, serão escolhidas uma chapa para presidente e vice-presidente da República e 27 chapas para governador e vice-governador dos estados e do Distrito Federal. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se houver segundo turno, será em 25 de outubro.

filho investigado

Lula diz tratar com 'muita seriedade' caso sobre Lulinha e afirma: 'Investigue-se'

Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de tráfico de influência em negócios de aliados no governo federal

23/08/2026 20h00

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho primogênito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho primogênito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Reprodução

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O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, falou sobre as investigações contra o seu primogênito, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, neste domingo, 23. Em entrevista à Record, Lula diz tratar com "muita seriedade" o caso envolvendo o filho.

A entrevista com o presidente está prevista para ser transmitida no mesmo horário do debate presidencial da Band em parceria com o Estadão na noite do domingo.

Lula desistiu de enfrentar os adversários e reclamou do convite aos candidatos Romeu Zema (Novo), que também disse que vai se ausentar no domingo, e Renan Santos (Missão).

À Record, o presidente negou tentar barrar as investigações contra Lulinha. "Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se. [...] Meu filho sabe se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele", disse.

Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). As apurações conduzidas pela Polícia Federal investigam suspeitas de tráfico de influência em negócios de aliados no governo federal.

Os casos envolvem o Ministério da Saúde, a Dataprev e outras estruturas da administração pública.

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