Política

Dança das Cadeiras

Planos dos partidos não cabem nas vagas da Assembleia Legislativa

Projeções feitas pelas lideranças partidárias indicam o PL e a federação PP-União Brasil com as maiores bancadas da Casa

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As projeções traçadas pelas principais lideranças políticas do Estado para as eleições deste ano revelam um cenário de forte disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems).

Porém, conforme as contas das coordenações dos próprios partidos e das federações, o número de cadeiras almejadas já ultrapassa em 37,5% o disponibilizado pela Casa de Leis, ou seja, das atuais 24 vagas, seriam necessárias 33 vagas, nove a mais do que a quantidade existente.

A maior bancada projetada é a do PL, com o objetivo de eleger até oito deputados estaduais, de acordo com o presidente estadual da sigla, o ex-governador Reinaldo Azambuja.

Na sequência aparece a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, que estima eleger seis parlamentares, enquanto a federação entre PT, PV e PCdoB, conforme o presidente estadual, deputado federal Vander Loubet (PT), almeja eleger cinco parlamentares.

“Nós trabalhamos com quatro certezas, podendo fazer o quinto, até porque faltaram 15 mil votos para a gente fazer o quarto em 2022. Na legislatura passada, nós não tínhamos governo federal e não tínhamos estrutura nenhuma. Por isso, nossa expectativa é fazer cinco [deputados] estaduais agora”, afirmou.

Também com meta de fazer cinco deputados estaduais está a Federação PSDB-Cidadania, de acordo com o presidente, deputado estadual Pedro Caravina (PSDB).

Já o Republicanos, conforme o presidente estadual, deputado federal Beto Pereira, projeta conquistar quatro vagas.

O MDB, por sua vez, trabalha com a expectativa de eleger três deputados estaduais, segundo o presidente estadual, o ex-senador Waldemir Moka. 

Por sua vez, o Avante calcula que poderá garantir duas cadeiras, de acordo com o presidente, o deputado estadual Lidio Lopes.

As projeções evidenciam o otimismo das siglas e a disputa acirrada por espaço no Legislativo estadual. 

Além das estimativas de crescimento das respectivas bancadas, os dirigentes partidários avaliam que a próxima composição da Alems será influenciada diretamente pela polarização da disputa nacional e pelo desempenho dos candidatos ao governo e ao Senado. 

A expectativa é de que alianças regionais, candidaturas com forte presença municipal e o desempenho das federações partidárias tenham papel decisivo na definição das vagas, tornando a corrida eleitoral ainda mais competitiva.

Internacional

Trump diz que EUA não vão liberar ativos nem afrouxar sanções em acordo inicial com Irã

Trump enfatizou que qualquer alívio financeiro só será discutido em um momento posterior

07/06/2026 21h00

Presidente dos Estados Unidos da América, Donaldo Trump

Presidente dos Estados Unidos da América, Donaldo Trump Foto: Arquivo

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Em entrevista concedida ao programa Meet the Press, da rede de televisão americana NBC News, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo americano não vai liberar ativos financeiros congelados nem afrouxar as sanções econômicas contra o Irã em nenhum eventual acordo inicial para encerrar a guerra entre os dois países. Trump enfatizou que qualquer alívio financeiro só será discutido em um momento posterior, caso as autoridades de Teerã demonstrem conformidade e bom comportamento.

O líder republicano criticou duramente as gestões anteriores, mencionando o pacto assinado pelo ex-presidente Barack Obama, que envolveu o envio de dinheiro em espécie aos iranianos. “Sob a minha liderança, o desfecho será muito mais favorável aos interesses de segurança de Washington”, disse o presidente.

O chefe do Executivo detalhou que os dois países estão muito próximos de assinar um pacto definitivo para cessar as hostilidades, mas revelou que a diplomacia americana exige termos ainda mais severos contra o que chamou de planos atômicos de Teerã. Trump quer incluir uma cláusula explícita que proíba o Irã não apenas de desenvolver, mas, também, de comprar ou adquirir armas nucleares por vias alternativas.

Caso um acordo de cooperação seja firmado, os EUA pretendem trabalhar em conjunto com as forças iranianas para confiscar e destruir todo o urânio enriquecido utilizando equipamentos militares americanos.

Na ausência de um entendimento diplomático rápido, o presidente alertou que as forças americanas vão continuar degradando o poderio militar iraniano de forma severa até que as tropas de Washington consigam coletar e neutralizar o material nuclear de maneira unilateral e segura.

No balanço das operações militares, Trump declarou que os EUA destruíram quase por completo as forças convencionais do país persa nos últimos três meses. Conforme relatórios do Pentágono, cerca de 90% da marinha e 95% das minas navais iranianas foram eliminadas, embora metade da frota não convencional de barcos do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) permaneça intacta.

O presidente ainda estimou que o Irã retém apenas 21% a 22% do seu estoque original de mísseis pré-guerra. Apesar do enfraquecimento das defesas de Teerã, Trump confirmou que pretende manter o contingente de 50 mil soldados americanos posicionados no Oriente Médio por tempo indeterminado até a conclusão definitiva das tratativas, utilizando a presença militar como um forte elemento de pressão na mesa de negociações.

Em relação aos impactos econômicos globais, Trump reconheceu que o fechamento do Estreito de Ormuz - canal por onde escoa cerca de 20% do petróleo mundial - pressionou temporariamente os preços da gasolina e dos fertilizantes no mercado interno.

Ele ponderou que aceitou arcar com esse custo inflacionário de curto prazo para eliminar a ameaça nuclear da região, mas previu que as cotações internacionais do barril de petróleo vão despencar assim que o conflito for oficialmente encerrado.

No front macroeconômico doméstico, o presidente elogiou os dados de emprego do último relatório de payroll, classificando-os como realmente fortes. Ainda assim, Trump assegurou que não há qualquer justificativa para o Federal Reserve (FED) aumentar as taxas de juros americanas nas próximas reuniões de política monetária, defendendo que tanto agricultores quanto consumidores dos EUA experimentarão uma forte expansão econômica e alívio de custos assim que a estabilidade internacional for restabelecida.

CASO MASTER

Quem supervisiona banco e tem dever de olhar o que está acontecendo é o BC, diz Haddad

O ex-ministro também disse que já tinha conhecimento desde o segundo semestre de 2024 sobre as irregularidades no Banco Master e que levou os fatos à PGR

06/06/2026 17h00

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT)

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) Divulgação

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O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse que já tinha conhecimento desde o segundo semestre de 2024 sobre as irregularidades no Banco Master e que levou os fatos à Procuradoria-Geral da República (PGR), mas reforçou que é papel do Banco Central (BC) supervisionar o sistema financeiro.

"Àquela altura, eu já tinha, pelo Tesouro Nacional, pela Febraban (Federação Brasileira das Associações de Bancos), a radiografia da fraude bancária que estava em curso no País. Lembrando que o Ministério da Fazenda não supervisiona banco. Quem supervisiona banco é o Banco Central. Quem tem o dever de olhar o que está acontecendo com o banco é o Banco Central. E a gestão do presidente indicado pelo Bolsonaro (Roberto Campos Neto) foi alertada inúmeras vezes", afirmou Haddad, em entrevista ao podcast 3 Irmãos, publicada neste sábado, 6.

Haddad disse que o presidente do BC, Gabriel Galípolo, também já sabia da fraude bancária quando assumiu o cargo, em janeiro de 2025. "Já tinha sido aberto, no último mês da gestão do Roberto Campos, uma espécie de processo administrativo contra o Banco Master", afirmou.

"No segundo semestre, ou mais particularmente no último trimestre de 2024, é que a coisa eclodiu com muita força. E aí, tudo o que foi feito foi levar o que estava acontecendo ao conhecimento do Procurador-Geral da República e da Polícia Federal, até que o cara (Daniel Vorcaro, dono do Master) terminou preso".

O ex-ministro da Fazenda afirmou ainda que foi procurado diversas vezes por terceiros para receber Daniel Vorcaro, mas garantiu que nunca se reuniu com o banqueiro. "Nunca recebi o Vorcaro, nunca recebi ninguém do Banco Master", disse.

Haddad também disse que a classificação, pelos EUA, do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas "é muitas vezes usada como cortina de fumaça para espantar o negócio do Banco Master".

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