Política

INDEPENDÊNCIA

Prefeita Adriane Lopes não comparece ao desfile de 7 de setembro na Capital

Além de Adriane, outros políticos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro aderem ao boicote à celebração da Independência do Brasil

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), não prestigiou o desfile cívico-militar em alusão ao Dia da Independência do Brasil, nesse 7 de setembro. Em 2022, a chefe do Executivo Municipal esteve no palanque, prestigiando o desfile de 7 de setembro, ao lado do então governador, Reinaldo Azambuja (PSDB). 

Segundo a assessoria da prefeitura, o secretário Especial de Segurança e Defesa Social da Capital, Anderson Gonzaga, compareceu representando a prefeita Adriane Lopes.

Esse é o 201° aniversário da Independência, que contou com desfile de cerca de 4 mil pessoas, ligadas a oito escolas públicas, cinco projetos sociais e entidades militares.

O governador Eduardo Riedel (PSDB), esteve presente no evento e ficou ao lado dos chefes das três Forças Armadas, o general de Exército Luiz Fernando Estorilho Baganha, do Comando Militar do Oeste (CMO); comandante da Base Aérea de Campo Grande (BACG), o Brigadeiro do Ar Eric Brevigleri; e o comandante do 6° Distrito Naval, o Contra-Almirante Iunis Távora Said. 

Entre os presentes estavam também vereadores, como Luiza Ribeiro (PT) e Ronilço Guerreiro (Podemos), o deputado estadual Jamilson Name (PDT), os secretários Eduardo Rocha, da Casa Civil; Marcelo Miranda, de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania; e Antônio Carlos Videira, de Justiça e Segurança Pública e o vice-governador Barbosinha. 

ANTI 7 DE SETEMBRO 

Entre os políticos do Estado que pregam a bandeira do patriotismo, mas não compareceram às celebrações do Dia da Independência do Brasil em Campo Grande, estão os deputados estaduais Coronel David (PL), João Henrique Catan (PL) e Rafael Tavares (PRTB). 

Em suas redes sociais, Catan e Tavares afirmaram que aderiram ao movimento bolsonarista, que pede para que as pessoas fiquem em casa nesse dia 7 de setembro, como forma de boicote ao governo do presidente Lula. 

Ambos os deputados compartilharam imagens do desfile em Brasília, e comentaram que estava “vazio”, fazendo afirmação de que as pessoas não foram por não apoiarem o atual governo federal. No entanto, imagens diretas da transmissão do desfile na Capital brasileira apontam o contrário. 

Com o slogan de “Democracia, Soberania e União”, o atual governo federal não usou a data da Independência do Brasil para discursos políticos ou promoção da autoimagem, e trouxe de volta o foco do discurso para o país, fazendo um contraponto ao que houve nos últimos anos. Henrique Catan, por exemplo, usou suas redes sociais para relembrar o seu 7 de setembro de 2022, em que estava no palanque, fazendo sua campanha política para eleição de deputado estadual. 

POLÍTICA

Flávio Bolsonaro pede união na direita depois de farpas entre Eduardo e Nikolas

O imbróglio foi desencadeado após Nikolas reagir com uma risada ("kkk") em uma das publicações do ex-deputado e de um aliado no X.

05/04/2026 19h00

Flávio Bolsonaro concorrerá à presidência do Brasil este ano

Flávio Bolsonaro concorrerá à presidência do Brasil este ano Divulgação

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O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RS) pediu, por meio de um vídeo postado em suas redes sociais, que os políticos da direita brasileira parem de se "digladiar" por causa de "mágoas e provocações" e foquem no futuro do País.

A fala do herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) veio depois que seu irmão, o ex-deputado Carlos Bolsonaro (PL), e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) trocaram comentários criticando um ao outro nas redes sociais.

"É muito angustiante ver lideranças do nosso lado se digladiando enquanto temos um País para resgatar. O inimigo não está aqui, está do lado de lá. Esse é o tipo de confusão que não tem vencedor. Todo mundo sai perdendo. Cada um tem seus motivos e suas mágoas, tem o direito de se defender do que acha que é a provocação, mas precisamos focar no caminho que precisamos seguir. Perdoem uns aos outros", afirmou em vídeo publicado em perfil nas redes sociais.

O desentendimento entre Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira é mais um episódio da disputa interna no campo bolsonarista. A nova questão foi desencadeada após Nikolas reagir com uma risada ("kkk") em uma das publicações do ex-deputado e de um aliado no X.

A reação foi interpretada por Eduardo como um gesto de deboche, levando-o a afirmar que o deputado mineiro estava agindo com desrespeito e dando visibilidade a conteúdos e perfis que não apoiam o grupo político liderado por seu pai. "Risinho de deboche para mim? Ao que parece, não há limites para seu desrespeito comigo e minha família".

O ex-deputado intensificou o tom das críticas e questionou a atuação de Nikolas nas redes, sugerindo que o parlamentar estaria usando seu alcance digital para se impulsionar politicamente às custas de sua família e dar voz às críticas ao ex-presidente.

"Os holofotes e a fama te fizeram mal, infelizmente. Demorei muito para acreditar que você trabalhava o algoritmo das suas redes para dar visibilidade a quem deseja a morte de meu pai, a quem comemora a prisão dele e a todos os que odeiam a mim e a minha família".

política

Onze governadores renunciam para disputar eleições de outubro

Primeiro turno das eleições será em 4 de outubro

05/04/2026 15h01

Primeiro turno das eleições será no dia 4 de outubro

Primeiro turno das eleições será no dia 4 de outubro Agência Brasil

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O prazo para agentes públicos que vão participar das eleições deixarem seus cargos terminou neste sábado (4). A regra é chamada de desincompatibilização e vale para governadores, prefeitos e ministros de Estado que pretendem se candidatar no pleito de outubro.

Com o fim do prazo, 11 governadores deixaram suas funções para disputar outros cargos.

Ronaldo Caiado (PSD-GO) anunciou, na semana passada, que é pré-candidato à Presidência da República. Romeu Zema (Novo-MG) também deixou o cargo após dois mandatos consecutivos e sinalizou que deve ser candidato à Presidência, mas ainda não formalizou sua pré-candidatura.

Nove governadores saíram o cargo e pretendem disputar uma vaga no Senado. São eles:

  • Gladson Cameli (PP-AC)
  • Wilson Lima (União-AM)
  • Ibaneis Rocha (MDB-DF)
  • Renato Casagrande (PSB-ES)
  • Mauro Mendes (União-MT)
  • Helder Barbalho (MDB-PA)
  • João Azevêdo (PSB-PB)
  • Antonio Denarium (PP-RR).

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) também renunciou ao mandato para disputar uma cadeira no Senado. No entanto, Castro foi condenado, no mês passado, à inelegibilidade até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dessa forma, ele deverá disputar o cargo sub judice.

Reeleição

Nove governadores vão disputar a reeleição e podem continuar nos cargos: Clécio Luís (União-AP); Jerônimo Rodrigues (PT-BA); Elmano de Freitas (PT-CE); Eduardo Riedel (PP-MS); Raquel Lyra (PSD-PE); Rafael Fonteles (PT-PI); Jorginho Mello (PL-SC); Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Fábio Mitidieri (PSD-SE).

De acordo com a legislação eleitoral, políticos não precisam deixar os cargos no Poder Executivo se pretendem disputar o segundo mandato.

Ficam no governo

Sete govenadores decidiram completar o mandato e não renunciaram para disputar algum cargo nas eleições. Eles já cumpriram dois mandatos consecutivos. São eles: Paulo Dantas (MDB-AL); Carlos Brandão (Sem partido-MA); Ratinho Junior (PSD-PR); Fátima Bezerra (PT-RN); Eduardo Leite (PSD-RS), Marcos Rocha (PSD-RO) e Wanderlei Barbosa (Republicanos-TO).

Eleições

O primeiro turno das eleições será em 4 de outubro, quando 155 milhões de eleitores estarão aptos a elegerem o presidente da República, o vice-presidente, governadores e deputados estaduais, federais e distritais.

O segundo turno poderá realizado, no dia 25 de outubro, para os cargos de presidente e govenador se nenhum dos candidatos obtiver mais da metade dos votos válidos, que excluem os brancos e nulos, no primeiro turno.

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