Política

INFRAESTRUTURA

Prefeito articula com bancada federal liberação de recursos para aeroporto de Dourados

Alan Guedes recebeu o apoio da senadora Tereza Cristina e dos deputados federais Dr. Luiz Ovando, Rodolfo Nogueira e Vander Loubet

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O prefeito de Dourados, Alan Guedes (PP), informou, nesta sexta-feira (5), ao Correio do Estado que os recursos complementares para a conclusão das obras do Aeroporto Municipal Francisco de Matos Pereira já foram liberados pela Casa Civil da Presidência da República e em breve já estarão disponíveis para o Ministério da Defesa fazer o repasse ao 9º Batalhão de Engenharia de Construção para concluir a revitalização do aeródromo.

Ele explicou obteve a confirmação ontem (4) durante agenda em Brasília (DF) com o deputado federal Vander Loubet (PT-MS), coordenador da bancada federal de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional.

“Essa informação é muito importante porque a conclusão das obras do aeroporto é estratégica para Dourados e região. Nossa economia, seja comércio, serviços, agro e indústria, dependem muito da conexão aérea. Quanto antes a obra for concluída, mais rápido restabeleceremos as agendas de novos investimentos empresariais na cidade e que necessariamente precisam do aeroporto”, disse.

Alan Guedes ainda ressaltou que a notícia da liberação dos recursos é resultado da articulação e principalmente da sensibilidade da bancada federal. Em março o prefeito pediu pessoalmente ao ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, mais celeridade na obra de reforma e ampliação da pista.

A conversa aconteceu durante a 84º Reunião Geral da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), em Brasília. Já em abril, Alan Guedes e o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) também enviaram ofício ao coordenador da bancada federal pedindo apoio na liberação.

Além de Rodolfo e Vander, o prefeito foi prontamente apoiado pelo deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP) e pela senadora Tereza Cristina (PP-MS). "Sem o apoio da bancada não teríamos sucesso nessa demanda", destacou.

O aeroporto

O Aeroporto Municipal Francisco de Matos Pereira foi inaugurado em 1982 e essa é a primeira vez que a unidade recebe uma obra desse porte. Com essa ampliação, Dourados poderá atender aeronaves maiores, receber outras empresas, consequentemente mais destinos, o que aumenta renda e gera economia para cidade.

Com a obra, a pista de pouso passará a ter 1.950 metros de extensão. O espaço físico também será totalmente ampliado. Um novo terminal de embarque será construído, cerca de três vezes maior que o atual, além de uma nova sala de Estação Prestadora de Serviço de Telecomunicações e de Tráfego Aéreo (EPTA) e uma nova seção contra incêndio, que é o prédio do Corpo de Bombeiros no local.

A obra é executada pelo Exército Brasileiro ao custo estimado de R$ 72 milhões oriundos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC). Três grandes companhias aéreas já sinalizaram o interesse em voltar a operar na cidade e, agora, aguardam a liberação para funcionamento.

Conab

Outra agenda importante em Brasília tratou da cessão da área da Conab em Dourados para o município. Na oportunidade, o prefeito Alan Guedes esteve com o deputado federal Vander Loubet, juntamente com o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Luiz Paulo Teixeira Ferreira, e presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)l Edegar Pretto.

Alan Guedes destacou que assim que assim que a cedência for concretizada o município tem vários projetos já formatados para o local, entre eles a criação de um entreposto de mercadorias hortifrutigranjeiros de produtores rurais de Dourados e região.

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Defensiva

Defesa nega base para MPE impugnar candidatura de Jamilson Name

Name é alvo da Operação Omertà e condenado em primeira instância a oito anos de prisão

17/08/2026 18h00

Deputado estadual Jamilson Name

Deputado estadual Jamilson Name Divulgação

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A defesa do deputado estadual Jamilson Name (PP) rechaçou as chances de o pedido Ministério Público Eleitoral (MPE) impugnar o registro de sua candidatura. 

A impugnação foi protocolada neste domingo (16) pelo procurador regional eleitoral Silvio Pettengil Filho e distribuída ao desembargador Sérgio Fernandes Martins, vice-presidente e corregedor-geral do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). Name busca reeleição em 2026. 

Name é alvo da Operação Omertà e condenado em primeira instância a oito anos de prisão pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A sentença, proferida em janeiro de 2025 e está sob recurso.

Ao Correio do Estado, o advogado Valeriano Fontoura destacou que apesar da condenação em primeira instância, Jamilson Name não se enquadra na alegação uma vez que o critério utilizado para solicitar a impugnação, segundo ele, não se aplica.

"O pedido tem como base o Artigo 17, parágrafo 4 da Constituição Federal, o que se aplicaria a organizações paramilitares, a condenação em primeira instância a qual o deputado responde é sobre o campo da contravenção e lavagem de dinheiro", disse Fontoura. 

À reportagem, destacou que a defesa deve se manifestar ao longo desta semana. 

O MPE sustenta que, embora a condenação não seja definitiva, as provas reunidas durante a Operação Omertà seriam suficientes, para fins eleitorais, para demonstrar sua vinculação com uma organização criminosa e justificar o impedimento de sua candidatura.

Jamilson foi alvo da sexta fase da Operação Omertà, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul em dezembro de 2020.

Segundo a acusação, ele teria exercido papel de liderança na estrutura ligada à exploração ilegal do jogo do bicho, especialmente na administração financeira da organização.

À época, Jamilson Name foi apontado como líder da organização com atividades ligadas à empresa Pantanal Cap, apontada pela acusação como instrumento utilizado para misturar recursos de origem lícita com valores provenientes do jogo do bicho.

O MPE também sustenta que ele passou a exercer maior autonomia e influência após a prisão do pai, Jamil Name, e do irmão, Jamil Name Filho.

O patriarca morreu em 2021, vítima da Covid-19, enquanto cumpria pena no presídio federal de Mossoró (RN), prisão onde Jamil Name Filho, que também foi preso no âmbito das investigações da Omertà, segue detido.

Na ação eleitoral, o procurador adota como fundamento a necessidade de preservar a legitimidade do processo eleitoral diante de possíveis vínculos com organizações criminosas. Pettengil ressalva que o pedido não representa antecipação de uma condenação criminal.

“Necessário ressalvar que não se busca, no caso, antecipar o juízo de condenação criminal ou afastar a garantia constitucional da presunção de inocência.”

Na sequência, o procurador sustenta que o precedente utilizado pelo Ministério Público Eleitoral não exige uma condenação criminal definitiva, mas considera a “necessidade de proteção do processo eleitoral contra a influência de organizações criminosas.”

A acusação aponta ainda que, após as prisões de Jamil Name e Jamil Name Filho, ele teria ampliado sua atuação dentro da organização.

Jamilson foi condenado em primeira instância pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Como a decisão está sob recurso, não houve trânsito em julgado da condenação.

Para o Ministério Público Eleitoral, a análise do pedido de impugnação ocorre em âmbito eleitoral e, por isso, as provas produzidas na Operação Omertà poderiam ser consideradas suficientes para avaliar os riscos à legitimidade do processo eleitoral, independentemente da conclusão definitiva da ação penal.

O pedido será analisado pela Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul, sob relatoria do desembargador Sérgio Fernandes Martins. Até a publicação desta matéria, a candidatura de Name segue em vigor.

Revogação

Ministério Público Eleitoral pede impugnação de candidatura de Jamilson Name, réu na Omertà

Deputado foi condenado a oito anos de prisão; sentença está sob recurso

17/08/2026 16h00

Deputado Jamilson Name

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O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a impugnação do registro de candidatura do deputado estadual Jamilson Name (PP), alvo da Operação Omertà e condenado em primeira instância a oito anos de prisão pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A sentença, proferida em janeiro de 2025 e está sob recurso.

A impugnação foi apresentada neste domingo (16) pelo procurador regional eleitoral Silvio Pettengil Filho e distribuída ao desembargador Sérgio Fernandes Martins, vice-presidente e corregedor-geral do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). Name busca reeleição em 2026. 

O MPE sustenta que, embora a condenação não seja definitiva, as provas reunidas durante a Operação Omertà seriam suficientes, para fins eleitorais, para demonstrar sua vinculação com uma organização criminosa e justificar o impedimento de sua candidatura.

Jamilson foi alvo da sexta fase da Operação Omertà, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul em dezembro de 2020. Segundo a acusação, ele teria exercido papel de liderança na estrutura ligada à exploração ilegal do jogo do bicho, especialmente na administração financeira da organização.

À época, Jamilson Name foi apontado como líder da organização com atividades ligadas à empresa Pantanal Cap, apontada pela acusação como instrumento utilizado para misturar recursos de origem lícita com valores provenientes do jogo do bicho. O MPE também sustenta que ele passou a exercer maior autonomia e influência após a prisão do pai, Jamil Name, e do irmão, Jamil Name Filho.

O patriarca morreu em 2021, vítima da Covid-19, enquanto cumpria pena no presídio federal de Mossoró (RN), prisão onde Jamil Name Filho, que também foi preso no âmbito das investigações da Omertà, segue detido.

Na ação eleitoral, o procurador adota como fundamento a necessidade de preservar a legitimidade do processo eleitoral diante de possíveis vínculos com organizações criminosas. Pettengil ressalva que o pedido não representa antecipação de uma condenação criminal.

“Necessário ressalvar que não se busca, no caso, antecipar o juízo de condenação criminal ou afastar a garantia constitucional da presunção de inocência.”

Na sequência, o procurador sustenta que o precedente utilizado pelo Ministério Público Eleitoral não exige uma condenação criminal definitiva, mas considera a “necessidade de proteção do processo eleitoral contra a influência de organizações criminosas.”

A acusação aponta ainda que, após as prisões de Jamil Name e Jamil Name Filho, ele teria ampliado sua atuação dentro da organização.

Jamilson foi condenado em primeira instância pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Como a decisão está sob recurso, não houve trânsito em julgado da condenação.

Para o Ministério Público Eleitoral, a análise do pedido de impugnação ocorre em âmbito eleitoral e, por isso, as provas produzidas na Operação Omertà poderiam ser consideradas suficientes para avaliar os riscos à legitimidade do processo eleitoral, independentemente da conclusão definitiva da ação penal.

O pedido será analisado pela Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul, sob relatoria do desembargador Sérgio Fernandes Martins. Até a publicação desta matéria, a candidatura de Name segue em vigor.

A reportagem entrou em contato com o deputado estadual e não obteve retorno até o fechamento. O espaço segue aberto. 

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