Política

Apuração

Prefeito diz que afastará servidor após áudio sobre envenenar água em Tacuru

Rogério Torquetti afirmou também que abriu um Processo Administrativo

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O prefeito de Tacuru, município localizado a 416 quilômetros de Campo Grande, Rogério Torquetti (PSDB), informou, em vídeo publicado nas redes sociais, que abriu um procedimento para apurar a conduta de um servidor que, em conversa com um colega após o resultado das eleições de domingo (25), teria sugerido envenenar a água.

“De antemão, o nosso jurídico entendeu que um processo administrativo será aberto e que o servidor será afastado”, afirmou o prefeito, que disse não ter sido intimado por nenhuma esfera.

Antes de publicar o vídeo, Torquetti havia dito que os dois homens da conversa gravada são servidores do município e estavam “meio eufóricos, alcoolizados”, após o resultado da votação.

Na ocasião, também disse que eles não mencionaram, em nenhum momento, envenenar a água de comunidades indígenas. Apesar disso, o prefeito afirmou que proibiu os dois de irem às comunidades e que havia os repreendido pelo diálogo.

Na fala mais recente, classificou o funcionário afastado como um “excelente servidor”, mas reforçou que o jurídico do município orientou pela abertura de um Processo Administrativo (PAD).

Entenda a história

No áudio que começou a circular no domingo, os dois servidores lamentam o resultado das urnas e reclamam que as pessoas se “matam” de ajudar esses “capetas”, enquanto os “cães” fazem isso, em referência à vitória do presidente Lula (PT). Um deles diz no final do diálogo: “Mas fazer o quê? A gente não pode fazer nada. Eu já falei, tem que ‘ponhar’ veneno na água, matar essas pragas na água”.

O ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena, afirmou que tem recebido diversas denúncias de assédio e violência política em aldeias desde domingo e que medidas estão sendo tomadas. “Nós não admitiremos que as comunidades indígenas sejam assediadas, intimidadas ou violentadas nos seus direitos políticos”, declarou.

Outra situação de revolta com o resultado da eleição aconteceu em Chapadão do Sul. O prefeito Walter Schlatter (PP) compartilhou uma imagem considerada xenofóbica que associava a região Nordeste do Brasil à figura de um burro. Depois da repercussão, o chefe do Executivo pediu desculpas. 

 

fuga

Trump diz que aprovou visto nos EUA para Flávio Bolsonaro

"Não sei onde ele está. Ouvi dizer que ele está na Argentina. Mas eu certamente aprovaria [o ingresso de Flávio no país com a família]", afirmou Trump na última madrugada

28/10/2026 07h10

Após comício no Texas, Trump disse ainda que a eleição presidencial no Brasil foi

Após comício no Texas, Trump disse ainda que a eleição presidencial no Brasil foi "muito estranha"

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na madrugada desta quarta-feira, 28, que aprovou a concessão de visto para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que estava a caminho do país com a mulher e duas filhas. "Não sei onde ele está. Ouvi dizer que ele está na Argentina. Mas eu certamente aprovaria [o ingresso de Flávio no país com a família]", afirmou

Ao desembarcar na Base Aérea de Maryland, após participar de um comício no Texas, Trump disse ainda que a eleição presidencial no Brasil foi "muito estranha", mas ressaltou que não se envolveu no pleito. "A maneira como eles chegaram ao resultado foi terrível", disse o líder americano. "Mas eu não estava envolvido. É o Brasil, um outro país."

Trump disse que conhece Flávio "um pouco" e que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem afirmou conhecer "muito bem", foi "tratado muito mal". Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, em Brasília, após ter sido condenado a mais de 27 anos de detenção por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.

No fim da noite da terça-feira, Flávio e a família cruzaram a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) à cidade argentina de Puerto Iguazú, de onde embarcaram em um jato privado rumo a Guayaquil, no Equador. As informações foram reveladas na madrugada desta quarta pelo órgão de migração argentino.

O site argentino Infobae informou que o destino final do avião é os Estados Unidos e que haverá apenas uma parada para reabastecimento em Guayaquil. A rota da aeronave evita sobrevoar o território brasileiro. A família está a bordo de um jato Gulfstream G400 de prefixo LV-JQW, ainda de acordo com o Infobae

Flávio Bolsonaro deixou o Brasil após ter descumprido a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar os passaportes. O senador é investigado por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, em um inquérito que também mira o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio.

ARGENTINA

O governo da Argentina informou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a mulher dele, Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas do casal ingressaram no país na noite da terça-feira, 27, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú, na Província de Misiones.

Em publicação no X na madrugada desta quarta-feira, a Direção Nacional de Migrações da Argentina relatou ainda que a família embarcou em um voo privado da companhia Baires com destino a Guayaquil, no Equador.

Segundo o site de notícias argentino Infobae, a família do parlamentar está a bordo de um Gulfstream G400 que fará uma parada para reabastecimento na cidade equatoriana antes de seguir para os Estados Unidos. A rota da aeronave, ainda de acordo com o Infobae, evita sobrevoar o território brasileiro.

Os quatro membros da família portavam "documentação de viagem válida, sem nenhum impedimento legal para a entrada no país", de acordo com a Direção Nacional de Migrações da Argentina.

As informações contradizem aliados de Flávio, que afirmaram que o senador e a família teriam chegado aos Estados Unidos já na terça. Fontes do governo norte-americano disseram que eles receberão vistos para se estabelecer no país.
 

Crime

Assédio eleitoral: saiba como denunciar crime mesmo após eleições

Empregadores não podem fazer ameaças para interferir ou retaliar voto

27/10/2026 23h00

Mulher votando nas Eleições 2026

Mulher votando nas Eleições 2026 Foto: Paulo Ribas

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Mesmo com o fim das eleições, ainda é possível denunciar casos de assédio eleitoral. Nesta segunda-feira (26), o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Vieira de Mello Filho, afirmou que a Justiça continuará combatendo esse tipo de prática e que todas as denúncias serão julgadas. 

Até o dia 26, o Ministério Público do Trabalho (MPT) já havia recebido 1.937 denúncias de assédio eleitoral. 

O que é o assédio eleitoral

Assédio eleitoral é quando um chefe ou superiores hierárquicos pressionam o trabalhador a votar ou deixar de votar em um determinado candidato.

Essa conduta ocorre, por exemplo, quando o chefe ameaça demitir o funcionário ou fechar a empresa caso um dos candidatos perca a eleição ou pede ao funcionário para gravar vídeo de apoio político.

Coações sutis, como promessas de vantagens para induzir o voto, também são passíveis de punição. 

A prática é considerada crime eleitoral e pode dar pena de reclusão e multa. As vítimas podem ser trabalhadores celetistas, terceirizados, estagiários e servidores. 

Como denunciar

Quem sofrer assédio eleitoral pode fazer denúncia ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e pelos canais próprios do Ministério Público (MPT) e Ministério Público Eleitoral (MPE).

Outra opção é o site No Meu Voto Mando Eu, que faz parte da campanha da Justiça do Trabalho para combater o assédio eleitoral. 

Casos concretos

Um dos casos mais emblemáticos do segundo turno diz respeito ao empresário Leandro Batista Nóbrega, dono do Frigorífico Goiás.

Ele publicou um vídeo nas redes sociais ofertando viagem para a cidade turística de Caldas Novas (GO), com todas as despesas pagas, para 1 mil apoiadores do então candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo seria que eles não fossem votar.

A Justiça do Trabalho acabou concedendo uma liminar para barrar a iniciativa, sob pena de multa de R$ 100 mil por trabalhador encontrado na situação.

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