Política

Eleições 2022

Propaganda eleitoral no rádio e na TV termina hoje

Nesta sexta (28) também termina o prazo para divulgação impressa e realização de debates

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Nesta sexta-feira (28) é o último dia para a divulgação da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão referente ao segundo turno das Eleições Gerais 2022.

Segundo o calendário eleitoral, também é o último dia para a divulgação paga, na imprensa escrita, e a reprodução na internet do jornal impresso, de até dez anúncios de propaganda eleitoral, por veículo, em datas diversas, para cada candidata ou candidato, no espaço máximo, por edição, de um oitavo de página de jornal padrão e de um quarto de página de revista ou tabloide.

Também termina hoje o prazo para a realização de debate no rádio e na televisão, não podendo o evento ultrapassar o horário de meia-noite.

A regra está prevista na Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições) e na Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nº 23.610/2019.

Segundo turno 

Neste domingo (30), acontece o segundo turno, e mais de 156 milhões de eleitoras e eleitores aptos a votar retornam às urnas para decidir as Eleições 2022.

Em alguns estados também tem segundo turno para governador, inclusive Mato Grosso do Sul. Os eleitores vão decidir entre Eduardo Riedel (PSDB) e Capitão Contar (PRTB).

Além dos sul-mato-grossenses, eleitores de mais 11 estados vão as urnas decidir seus governadores: Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo. A votação acontece em 5.570 cidades do país e em 181 localidades no exterior.

Quem vota?

O voto é obrigatório para maiores de 18 anos e facultativo para analfabetos, maiores de 70 anos e pessoas com 16 e 17 anos.

Qual o horário de votação?

O horário de votação nas Eleições 2022 foi unificado e, no segundo turno, valem as mesmas regras: é de 8h às 17h do horário de Brasília. Isso significa que em Mato Grosso do Sul, a votação vai das 7h às 16h do horário local. 

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São Paulo

Com Haddad cotado ao Governo, Simone Tebet deve ser escolha de Lula ao Senado

Ex-deputada sul-mato-grossense deve ser escolha do presidente para reforçar base governista em SP

27/02/2026 15h33

Fotos: Divulgação

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Com Haddad cada vez mais próximo de assumir a candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, desponta como principal nome ao Senado no estado vizinho.

Diante deste cenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcou para a próxima terça-feira (3) uma reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e com o vice-presidente Geraldo Alckmin para definir o desenho do palanque que enfrentará Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo governo de São Paulo, movimentação que esbarra no pleito eleitoral da ex-duputada sul-mato-grossense para a disputa de 2026. .

A articulação ganhou força após um jantar de Lula com Haddad e a esposa do ministro, Ana Estela, na quinta-feira (26), em Brasília, como destacou a Folha de São Paulo.  

Segundo relatos de interlocutores, o tema eleitoral surgiu apenas no fim do encontro, quando o presidente questionou quando Haddad retornaria à capital federal e sinalizou que chamaria Alckmin para a conversa decisiva.

Aliados afirmam que Haddad está “a um passo” de aceitar disputar o governo paulista. A pressão aumentou nas últimas semanas, em meio à deterioração do cenário político nacional e à queda na popularidade do presidente.

Pesquisas recentes, inclusive levantamentos internos do governo, indicam crescimento do senador Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno presidencial.

Sondagem do instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta sexta-feira (27) aponta empate técnico entre Lula (43,8%) e Flávio (44,4%), dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Diante desse cenário, Lula intensificou movimentos para consolidar palanques em estados estratégicos, especialmente em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.

Viagem à Ásia

Durante a recente viagem à Ásia, o presidente convidou três ministros considerados peças-chave na montagem da chapa paulista: Haddad (Fazenda), Marina Silva (Meio Ambiente) e Márcio França (Empreendedorismo).

Caso Haddad confirme a candidatura ao governo, o PT e aliados avaliam nomes para o Senado. Simone Tebet e Marina Silva aparecem como principais alternativas. Marina também negocia a saída da Rede e possível retorno ao PT.

Procurada pelo Correio do Estado nesta semana, Simone Tebet afirmou que deve conversar com Lula nos próximos dias para definir por qual estado e cargo disputará as eleições.

“Estou resistindo ao máximo a disputar a eleição por São Paulo, porém será muito difícil negar caso o presidente realmente insista”, declarou. Segundo ela, a preferência é pelo Senado, e não pelo governo paulista.

Nos bastidores, Tebet reforça que Haddad é o nome mais competitivo para enfrentar Tarcísio de Freitas e tem defendido que o ministro aceite a missão. “Hoje não tem como ficar fora da chapa. Não tem como dizer não ao presidente”, afirmou.

Desse modo, a reunião da próxima terça-feira deve selar o arranjo eleitoral em São Paulo e indicar os próximos passos da estratégia nacional de Lula para 2026.

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CÂMARA DOS DEPUTADOS

Em ano eleitoral, maioria dos deputados de MS é favorável ao fim da escala 6x1

Dos oito parlamentares do Estado na Câmara, sete se posicionaram a favor da mudança, enquanto um não respondeu

27/02/2026 08h00

Dagoberto Nogueira, Geraldo Resende, Vander Loubet, Camila Jara, Marcos Pollon e Luiz Ovando

Dagoberto Nogueira, Geraldo Resende, Vander Loubet, Camila Jara, Marcos Pollon e Luiz Ovando Montagem

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Nesta semana, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), escolheu o relator para a proposta de emenda à Constituição (PEC) que pede o fim da escala de trabalho 6x1, principal bandeira de reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), demonstrando que a questão deve entrar em pauta antes das eleições gerais de outubro.

Em razão disso, o Correio do Estado consultou os oito deputados federais de Mato Grosso do Sul para saber o posicionamento deles a respeito desse assunto polêmico, e a maioria se declarou a favor da discussão do tema, ressaltando que o Brasil já está preparado para debater a redução da atual escala de trabalho.

O cenário atual mostra um embate direto entre diferentes tipos de entidades de classe, enquanto as entidades sindicais (trabalhadores) intensificam o lobby pelo fim da escala 6x1, as entidades patronais (empresários) estabelecem uma forte articulação política contrária à proposta.

Do lado patronal, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima um aumento de R$ 267 bilhões por ano nos custos da folha salarial e a extinção de até 600 mil empregos, impactando fortemente o agronegócio e o comércio, enquanto a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) defende a medida como um avanço civilizatório, pois trará melhoria da saúde mental (redução de burnout) e da qualidade de vida e potencial ganho de produtividade.

O coordenador da bancada federal de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional, deputado federal Dagoberto Nogueira (PSDB), é favorável à mudança na escala 6x1 e pensa que o Brasil já está mais do que preparado para fazer essa discussão.

“No entanto, dentro dessa proposta há a sugestão de se adotar uma escala 4x3, o que é impossível, por mais que o País tenha avançado. Por isso, acredito que não vai passar essa proposta, enquanto a escala 5x2 é plausível e pode, sim, ser aprovada. Entretanto, o assunto ainda vai ter muita discussão dentro da Câmara dos Deputados, mas acredito que devemos chegar a um acordo”, projetou.

O deputado federal Marcos Pollon (PL) também é favorável à redução de escala, no entanto, acredita que o texto da PEC é grosseiro, erra inclusive na matemática básica do cômputo de horas semanais.

“A propósito, além de reduzir a escala, é preciso repassar ao empregador meios para suportar o custo da redução, bem como aumentar o salário, este valor poderia ser obtido zerando as emendas e retirando as regalias dos políticos. Para isso não precisa de PEC, inclusive, fiz um projeto de lei tratando disso”, analisou.

Já a deputada federal Camila Jara (PT) disse que desde o começo se posicionou favorável à PEC, que reduz a jornada de trabalho sem reduzir salários. Ela reforçou que as mulheres cumprem jornada dupla, pois, ao terminarem o expediente laboral, elas começam um terceiro turno, cuidando da casa e da família.

“O fim da escala 6x1 vai equilibrar a vida e o trabalho. A proposta vai impactar a vida de todos os brasileiros porque vai melhorar a saúde física e mental, além de garantir tempo para as famílias e gerar mais e melhores empregos”, assegurou.

O deputado federal Geraldo Resende (PSDB) também é favorável à mudança da escola laboral 6x1. “Sou a favor de discutir e construir uma proposta consensual”, avisou.

Por sua vez, o deputado federal Vander Loubet (PT) ressaltou que sua posição é a mesma do PT no Congresso Nacional, ou seja, 100% a favor dos trabalhadores.

“Por isso, defendemos o fim da escala 6x1. A resistência de setores empresariais que vemos hoje nessa questão é a mesma resistência que ocorreu em outros episódios históricos na luta dos trabalhadores por direitos no Brasil, como férias remuneradas, 13º salário, licença-maternidade, e o Brasil não quebrou, como afirmavam que aconteceria, nem vai quebrar agora”, garantiu.

Ele completou que é importante ressaltar que há estudos socioeconômicos e experiências práticas de empresas que mostram que a redução da jornada gera mais qualidade de vida para o trabalhador e que isso se converte em melhoria e aumento de produtividade dos trabalhadores.

Para o deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP), uma proposta vem sendo amplamente aclamada e liderou a participação popular no primeiro semestre de 2025: a jornada 4x3.

“Se quisermos que a 4x3 seja uma conquista estrutural e não um experimento incerto, precisamos construir as bases. O debate não deve ser conduzido como disputa ideológica, mas como política pública de longo prazo. O Brasil pode ir além da 6x1, mas deve fazê-lo com planejamento. A 4x3 pode representar um avanço histórico – desde que seja resultado de maturidade econômica, não de precipitação normativa”, declarou.

O deputado federal Beto Pereira (PSDB) também se posicionou de forma favorável ao fim da escala 6x1. “Sou favor ao fim da escala 6x1. Mas essa mudança precisa ser amplamente debatida com os representantes das classes empresarial e industrial. É crucial garantir que os empregadores não sejam sobrecarregados com mais custos que possam impactar negativamente seus negócios, resultando em demissões ou até no fechamento de empresas”, declarou.

Ele vê que muitos trabalhadores já enfrentam uma rotina desgastante, com horários rígidos de entrada, pouco tempo para descanso e intervalos cada vez mais curto de almoço. “Ao fim do expediente, lidam com o estresse do transporte coletivo lotado e trânsitos com congestionamentos nas grandes cidades. Essas condições afetam diretamente sua qualidade de vida, comprometendo a saúde e o bem-estar, além de reduzir o tempo valioso que podem dedicar à família. Portanto, é fundamental buscar um equilíbrio que beneficie tanto empregadores quanto empregados, promovendo um ambiente de trabalho melhor e produtivo”, afirmou.

O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL) não retornou até o fechamento desta edição.

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