Política

ELEIÇÕES 2020

PSDB articula para emplacar o vice na chapa de Marcos Trad

Tucanos estão de olho na sucessão estadual em 2022

Continue lendo...

O PSDB está de olho na vaga para vice-prefeito de Campo Grande nas eleições de 2020. A estratégia do ninho tucano já faz parte dos planos de fortalecer o partido visando às eleições estaduais de 2022.

Além da eleição para o Executivo de Mato Grosso do Sul, a sigla também está de olho na única cadeira para o Senado Federal que estará em disputa, com o fim do mandato de Simone Tebet (MDB).

O governador Reinaldo Azambuja deverá ser um dos candidatos ao Senado; para isso, o PDSB trabalha a fim de ampliar as bases e fortalecer suas pretensões. Ele terá de renunciar ao cargo para o qual foi reeleito. Assim, o comando do Estado ficará nas mãos do hoje vice-governador, Murilo Zauith (DEM), que também é o titular da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra). Também há possibilidade de Zauith ser candidato ao governo nas próximas eleições. 

O PSDB, porém, não quer deixar de estar presente no maior colégio eleitoral do Estado, Campo Grande, e aí é que entra a figura do vice. Enquanto os demais partidos “patinam” até para encontrar um candidato a prefeito, a legenda tucana teria encontrado quem poderá representá-la na Capital na época da sucessão estadual.

O nome mais forte é do secretário especial do Governo Carlos Alberto de Assis – ex-titular da Secretaria de Administração e Desburocratização (SAD) –, que foi designado por Azambuja para ser o representante do Estado na parceria com o município. 

Outros nomes se articulam para ocupar o espaço, como o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador João Rocha, e ainda o presidente do PSDB municipal, vereador João César Mattogrosso, e os deputados federais Beto Pereira e Rose Modesto.

PROXIMIDADE

Secretário de Administração e Desburocratização na primeira gestão de Reinaldo Azambuja, Carlos Alberto é um dos integrantes do núcleo mais próximo do governador.

O fato de atuar na gestão pública já há algum tempo – exerceu outras funções, como a de presidente da Fundação de Esportes de Campo Grande – e de ter estreitado o relacionamento político de forma macro, uma vez que foi presidente municipal do PSDB, também pesa. Assis vem desempenhando as funções no desenvolvimento do projeto Juntos por Campo Grande I e II, em parceria com a prefeitura, na chamada “medida certa”, pois está mantendo os laços com o PSD, de Marcos Trad, sem nenhuma crise ou “ciumeira”.

Caso seja oficializada aliança com o PSD para reeleição de Marcos Trad, o nome de Carlos Alberto deverá ser a escolha para a vaga de vice. Uma de suas funções como representante do governo no projeto Juntos por Campo Grande é acompanhar a realização de obras no município em que há investimentos do Executivo estadual. Assim, têm sido constantes suas visitas sozinho às obras ou em companhia do prefeito Marcos Trad (PSD), nos serviços que vão desde a área de infraestrutura até ações no campo da política social. Desde julho, Assis é assunto em reportagens publicadas no site oficial do governo do Estado, sempre durante as visitas nas obras ou em agendas oficiais representando Azambuja e ainda em reuniões diversas.

Em que pese o trabalho realizado por ele, a cadeira de vice-prefeito também está na mira do vereador João Rocha, presidente da Câmara Municipal de Campo Grande. Nos bastidores, a informação é de que ele trabalha para que seja confirmado dentro do partido para formar chapa de reeleição com Trad. Deverá, contudo, enfrentar dificuldades, pois há alas no partido que defendem que continue atuando no Legislativo. 

Ocorre que Assis já abdicou de algumas pretensões atendendo aos interesses do partido. Ele foi cotado para disputar uma cadeira na Câmara Municipal de Campo Grande, na Assembleia Legislativa, e até mesmo a prefeitura da Capital, porém, foi chamado para auxiliar administrativamente o governador e, juntamente do ex-secretário de Governo e atual presidente estadual do PSDB, Sérgio de Paula, foi responsável pela reeleição de Reinaldo Azambuja.

Ele foi também o coordenador da campanha eleitoral de Rose Modesto à prefeitura em 2016, levando-a para o segundo turno. Caso a dinâmica da política não mude no atual quadro, Assis deverá ser lançado como candidato a vice-prefeito da Capital.

O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, João Rocha, destacou que o governador já se manifestou com relação a Campo Grande, mas tem de analisar se o prefeito Marcos Trad vai concordar em compor a chapa de reeleição com um nome tucano. 

“Se as coisas acontecerem, podem se cristalizar em uma coligação. Para que aja um casamento, há necessidade de que as duas partes queiram. O prefeito pode dizer que não quer”, destacou o vereador. 

Rocha destacou que, por mais que a Executiva nacional oriente os partidos, a definição em Campo Grande não pode excluir a situação regional do partido.  

FALTA DEFINIR

Em reportagem publicada pelo Correio do Estado na edição do dia 11 de setembro deste ano, o presidente do PSDB em Mato Grosso do Sul, Sérgio de Paula, disse que o partido deve seguir a determinação da Executiva Nacional nas eleições de 2020.

A possível aliança para a reeleição do prefeito Marcos Trad (PSD) depende de aprovação do partido tucano, que em 2022 deve lançar o governador de São Paulo, João Dória, como candidato a presidente do País.

Veto

Organizações sociais criticam derrubada de veto ao PL da Dosimetria

Entidades apontam retrocesso institucional com decisão do Congresso

30/04/2026 19h00

Atos de 8 de janeiro

Atos de 8 de janeiro Reprodução, Marcelo Camargo/Agência Brasil

Continue Lendo...

Organizações da sociedade civil manifestaram repúdio à derrubada de veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei (PL) da Dosimetria, que reduz a pena dos condenados por tentativa de golpe de Estado ligados ao 8 de janeiro de 2023. O veto foi derrubado nesta quinta-feira (30) pelo Congresso Nacional. 

Para as entidades, a medida representa um "grave e histórico retrocesso institucional", naturaliza a violência e é um risco de impunidade em caso de repetição de ataques golpistas no futuro.

A nota da coalizão Pacto pela Democracia é assinada por mais de 20 organizações, aponta que a derrubada do veto pode ser vista como uma forma de relativizar ataques frontais ao regime democrático e substituir a soberania popular por projetos autoritários.

Segundo a nota, a derrubada fragiliza “o caminho que vinha sendo construído para a devida responsabilização daqueles que atentaram contra a ordem constitucional democrática no país, no contexto da tentativa de golpe de Estado após as últimas eleições presidenciais.”

O texto, assinado por organizações como o Instituto Vladimir Herzog, Instituto Marielle Franco e a Transparência Eleitoral Brasil, destaca ainda que a medida não promove pacificação e que setores do parlamento que votaram pela derrubada do veto abdicam do papel de guardiões constitucionais, nem atuam no sentido de  “corrigir excessos”.

“Na prática, trata-se de um movimento que, além de não contar com respaldo popular nem sólido fundamento constitucional, reabre espaço para a naturalização da violência política contra a democracia e enfraquece a construção da memória coletiva sobre um dos episódios mais graves da história republicana recente”, diz o documento.

As organizações alertam ainda que reduzir a gravidade desses fatos por meio da revisão de penas significa reescrever a história em favor da impunidade. O documento diz que o debate sobre a flexibilização de penas exige cautela e reflexão responsáveis, principalmente por seus possíveis efeitos em outros âmbitos do sistema penal.

“No 8 de janeiro, o povo brasileiro assistiu, atônito, ao vandalismo e ao ódio dirigidos às sedes dos Três Poderes por aqueles que buscavam desacreditar o resultado das eleições e substituir a soberania popular por um projeto autoritário; a perplexidade coletiva não foi apenas reação à violência, mas o reconhecimento imediato de um ataque frontal ao regime democrático", diz a nota.

"Ficou evidente que não se tratava de mero vandalismo, mas da expressão organizada de uma trama que visava deslegitimar o processo eleitoral e instaurar, pela força e pelo caos, uma ruptura institucional”, diz o documento.

O texto afirma ainda que a derrubada do veto ao PL abre brechas concretas para a repetição desses ataques no futuro.

“A democracia não se sustenta apenas por eleições periódicas, mas pela capacidade de reconhecer seus traumas, responsabilizar seus agressores e impedir que a violência golpista seja incorporada à normalidade institucional. A derrubada deste veto caminha no sentido da normalização da violência”, diz a nota.

Votação

Direita de MS comemora derrubada do veto que beneficia Jair Bolsonaro

Deputados e Senadores votaram pela anulação da PL da Dosimetria, projeto do presidente Lula, e pode reduzir as penas de condenados pelos atos golpistas em 8 de janeiro de 2023

30/04/2026 16h45

Parlamentares derrubaram o voto em sessão nesta quinta-feira (30)

Parlamentares derrubaram o voto em sessão nesta quinta-feira (30) Divulgação

Continue Lendo...

A ala da direita de Mato Grosso do Sul celebrou a derrubada do veto do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto conhecido como PL da Dosimetria, que permite a redução das penas de condenados pelos ataques ao Palácio do Planalto em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023. 

O projeto pode beneficiar pelo menos 190 pessoas condenadas pelos atos, de acordo com o último balanço do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Na Câmara dos Deputados, foram 318 votos favoráveis à derrubada do veto, 144 a favor do mantimento e 5 abstenções. No Senado, foram 24 votos a favor e 49 votos contrários. Para que o veto fosse derrubado, era preciso que houvessem, no mínimo, 247 votos a favor na Câmara e 41 no Senado. 

Para o deputado federal, Rodolfo Nogueira (PL), o "Gordinho do Bolsonaro", o resultado mostra a força da ação conjunta do Parlamento. 

“Hoje o Congresso mostrou sua força. A derrubada desse veto é uma resposta clara à sociedade e um passo importante para corrigir injustiças em condenações que não respeitaram a proporcionalidade das penas”, afirmou ao Correio do Estado. 

A Senadora Tereza Cristina (PP), afirmou que a decisão é um passo para uma pacificação do Brasil. 

"Derrubamos o veto porque o Parlamento já decidiu, por ampla maioria, no final do ano passado, corrigir as penas abusivas do 8 de Janeiro - punir sim os crimes de multidão, mas com proporcionalidade. Precisamos virar essa página, fazer justiça aos injustiçados e pacificar o país", disse a senadora.

Um dos principais defensores dos presos políticos pelo atos, Marcos Pollon, deputado federal pelo Partido Liberal, também comemorou a derrubada do veto presidencial, alegando que o próximo passo deve ser a anistia e anulação do processo sobre um "golpe falso que não existiu". 

"Vamos acabar com essa injustiça de uma vez por todas. Vamos caminhar para anulação dos processos e acabar com essa injustiça . Esse foi o primeiro passo. Agora a gente precisa eleger o Flávio bolsonaro e um Senado forte e ano que vem será a anistia”, disse. 

O deputado Dr. Luiz Ovando (PP) ressaltou que a derrubada do veto resgata parcialmente a justiça para os manifestantes do 8 de janeiro. 

"O Congresso ainda é capaz de proteger direitos violados e corrigir abusos de um STF que precisa ser reavaliado. Justiça significa dar ao cidadão aquilo que é devido, e hoje mostramos que a voz do povo pode prevalecer". 

Veja como votou cada parlamentar de Mato Grosso do Sul

Deputados a favor da manutenção do veto

Camila Jara (PT)
Geraldo Rezende (União)
Vander Loubet (PT)

Deputados contra a manutenção do veto

Marcos Pollon (PL)
Rodolfo Nogueira (PL)
Beto Pereira (Republicanos)
Luiz Ovando (PP)

O deputado Dagoberto não votou

Senadores a favor da manutenção do veto

Soraya Thronicke (PSB)

Senadores contra a manutenção do veto

Nelsinho Trad (PSD)
Tereza Cristina (PP)

O texto agora será encaminhado para promulgação e o presidente Lula terá até 48 horas para oficializar a lei. Caso isso não ocorra, a responsabilidade fica com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil/AP) e, depois, ao vice-presidente da Câmara, Hugo Mota (Republicanos/PB). 

Após o decreto e publicação oficial, a nova regra passa a valer oficialmente. 

Como isso afeta a situação de Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado por tentativa de golpe e está há pouco mais de um mês em prisão domiciliar por questões de saúde. 

Segundo a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, ele só poderia ser transferido para o regime semi-aberto depois de sete anos da pena, ou seja, em 2033. 

No entanto, com a nova regra, especialistas afirmam que Bolsonaro pode migrar em um período menor, variando entre dois e quatro anos. 

Além disso, o projeto também prevê a redução da pena de um a dois terços do tempo quando os crimes ocorrem em contexto de multidão, desde que o réu não tinha financiado os atos nem exercido um papel de liderança. 

A partir da defesa de algum dos condenados, caberá ao STF recalcular as punições de cada um dos réus pelos crimes. Assim, a redução das penalidades não será automática. 


 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).