Política

eleições 2024

PSDB já estaria preparando Azambuja para ser o plano B em Campo Grande

O deputado federal Beto Pereira teria somente até o início do próximo ano para viabilizar a própria candidatura a prefeito

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As eleições municipais do próximo ano em Campo Grande podem ter uma reviravolta dentro do ninho tucano até o início de janeiro de 2024, com a possível mudança na cabeça de chapa do PSDB para a disputa da prefeitura municipal da Capital.

De acordo com fontes ouvidas pelo Correio do Estado, o partido teria dado um ultimato para que o atual pré-candidato da legenda para disputar a cadeira mais importante do Poder Executivo do município de Campo Grande, o deputado federal Beto Pereira, viabilize sua candidatura até o início do próximo ano.

Afinal, conforme as pesquisas de intenção de voto internas do partido e públicas divulgadas pela mídia, o nome do parlamentar ainda não teria decolado, ficando bem atrás tanto de velhas lideranças políticas, como o ex-governador André Puccinelli (MDB) e a ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil), quanto de novas, como a atual prefeita Adriane Lopes (PP) e o deputado estadual Lucas de Lima (PDT).

Na impossibilidade de Beto Pereira demonstrar algum poder de reação frente aos adversários já postos na disputa pela Prefeitura de Campo Grande, o plano B do PSDB seria o nome do ex-governador Reinaldo Azambuja, atual presidente estadual da legenda em Mato Grosso do Sul e um dos entusiastas da candidatura do ex-prefeito de Terenos para tentar a cadeira de prefeito da Capital.

Segundo os caciques do próprio partido, Reinaldo Azambuja reúne todos os predicados para ser o candidato tucano a prefeito de Campo Grande em 2024, pela excelente administração que fez à frente do governo de Mato Grosso do Sul, quando encerrou o segundo mandato com aprovação popular de mais de 70%, feito que inclusive o ajudou a fazer o seu sucessor, o atual governador Eduardo Riedel, pela primeira vez no Estado.
Apesar de estar fora do cargo de governador desde o dia 1º de janeiro, ele tem sido figura constante nos atos públicos realizados pelo atual governador Eduardo Riedel, contribuindo para manter sua figura sempre viva entre os eleitores de Campo Grande e também do interior de Mato Grosso do Sul.

Os aliados dizem que Reinaldo Azambuja está apenas trabalhando para ser o próximo senador do Estado em 2026, porém, para os adversários, ele já estaria em campanha para assumir a vaga de Beto Pereira como candidato tucano para 2024.

Além disso, outro fator que credencia o ex-governador a tentar ser eleito prefeito da Capital é a liderança política construída ao longo de sua carreira, como prefeito de Maracaju, por duas vezes, deputado estadual, deputado federal e governador, também por duas vezes.

Outro ponto importante, conforme os interlocutores de Reinaldo Azambuja, é que ele jamais esqueceu o fato de não ter conseguido ser eleito prefeito de Campo Grande em 2012.

Na oportunidade, obteve 113.629 votos no 1º turno, o equivalente a 25,43% dos votos válidos, montante insuficiente para avançar ao 2º turno, que teve os candidatos Edson Giroto (MDB) e Alcides Bernal (PP), sendo o último o vencedor na disputa pelo cargo.

Também está sendo colocado na balança o fato de o ex-governador ser amigo muito próximo da senadora Tereza Cristina (PP), o que poderia favorecer uma provável aliança do PSDB com o partido da parlamentar sul-mato-grossense, com ela abrindo mão de lançar Adriane Lopes à reeleição com o compromisso de colocar outra liderança da legenda como vice na chapa de Reinaldo Azambuja.

Essa costura política só seria possível com o provável compromisso de o ex-governador administrar Campo Grande por apenas dois anos, saindo do cargo para disputar a cadeira no Senado Federal e deixando a vaga de prefeito para o seu vice, que, na teoria, seria do PP.

Tereza Cristina já deixou bem claro que, caso o PSDB insista em lançar Beto Pereira como candidato a prefeito da Capital, o PP não abrirá mão do nome de Adriane Lopes para disputar a reeleição em Campo Grande.

O motivo, conforme pessoas mais próximas da senadora, é que ela também não digeriu a derrota sofrida para o deputado federal quando ambos concorreram à prefeitura de Terenos, há 20 anos, com Beto Pereira sagrando-se vencedor.

Com o prazo final estipulado pelo PSDB para que Beto Pereira se viabilize politicamente, os caciques tucanos estão parafraseando o imperador romano Caio Júlio César, que, em 10 de janeiro do ano 49 a.C., cruzou com seu exército o Rio Rubicão, perto de Ravena, no norte da Itália, e teria proferido as palavras “Alea jacta est”, que na tradução do latim para o português significam “A sorte está lançada”.

SAIBA

Pelo menos por enquanto, o deputado federal Beto Pereira é o pré-candidato do PSDB para ser o próximo prefeito de Campo Grande nas eleições municipais de 2024. Tanto que, quando foi eleito presidente municipal do partido na Capital, obteve declarações explícitas de apoio do atual governador, Eduardo Riedel, e do ex-governador Reinaldo Azambuja.

Armamento

Trump diz que 'Arco do Triunfo dos EUA' terá drones, atiradores de elite e depósito de munição

Declaração é mais um exemplo de como Trump tem atribuído uma finalidade defensiva a seus projetos para embelezar a Casa Branca

20/09/2026 22h00

Trump e Lula em encontro na Malásia recentemente

Trump e Lula em encontro na Malásia recentemente Foto: Ricardo Stuckert/PR

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O presidente Donald Trump afirmou neste domingo, 20, que o "Arco do Triunfo" dos Estados Unidos que pretende construir entre o Memorial de Lincoln e o Cemitério Nacional de Arlington se tornaria um "complexo militar de primeira linha", capaz de abrigar drones e atiradores de elite, além de armazenar munição.

A declaração é mais um exemplo de como Trump tem atribuído uma finalidade defensiva a seus projetos para embelezar a Casa Branca e a cidade.

O presidente também vem se referindo ao novo salão de baile da Casa Branca como um "complexo militar" e argumenta que a construção é necessária para a segurança nacional. O Pentágono afirmou não ter informações adicionais além da declaração do presidente.

A fala Trump ocorre em meio a uma disputa judicial envolvendo o arco, assim como outros projetos do presidente. Embora a construção tenha recebido aprovação preliminar da Comissão de Belas Artes dos EUA - cujos membros foram todos indicados por Trump -, três veteranos e um historiador de arquitetura entraram com uma ação judicial sob o argumento de que o projeto precisa ser aprovado pelo Congresso.

"Os esforços tardios do presidente para inventar uma justificativa de segurança nacional para este projeto não fazem nada para sanar sua ilegalidade fundamental", afirmou no domingo Nicolas Sansone, um dos advogados que representam os autores da ação. "O Congresso não autorizou o arco e, a menos que o faça, o projeto não deve ter permissão para seguir adiante."

Em uma publicação nas redes sociais, o presidente republicano afirmou que concordou, a "forte pedido" das Forças Armadas, em transformar o arco memorial planejado, de 75 metros de altura, "em um complexo militar de alto padrão/Arco do Triunfo de alto padrão, para abrigar, armazenar e ter a capacidade de utilizar rapidamente um grande número de drones, além de atiradores de elite, tanto no telhado quanto na praça, e, adicionalmente, armazenar grandes quantidades de munição para atiradores de elite".

O arco está previsto para uma rotatória próxima à Memorial Bridge, uma área de tráfego intenso por abrigar uma das poucas pontes que ligam a capital americana ao norte da Virgínia.

A construção é um dos vários projetos promovidos pelo presidente republicano para deixar sua marca em Washington. Entre as outras iniciativas estão o salão de baile da Casa Branca, a mudança de nome e a reforma do Kennedy Center, a reforma do Espelho d’Água do Memorial de Lincoln e a reconstrução de um campo de golfe no East Potomac Park, que poderia reduzir significativamente o acesso do público às trilhas de corrida e ciclismo.

O início das obras do arco estava previsto para este mês. O projeto ainda não recebeu a aprovação final da Comissão de Planejamento da Área da Capital Nacional, que aprovou o local e os planos preliminares em uma reunião realizada em julho. A expectativa é que a comissão volte a analisar a proposta durante o outono no Hemisfério Norte.

*Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado pela equipe editorial do Estadão. Saiba mais em nossa Política de IA.

Postura

ONU: Lula defende multilateralismo e reforma do Conselho de Segurança

Presidente embarca hoje para Nova York e vai discursar na terça-feira

20/09/2026 20h00

Ricardo Stuckert / PR

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (20) para Nova York, nos Estados Unidos (EUA), onde participará da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). 

No tradicional discurso de abertura na seção de alto nível da assembleia, o presidente deve ressaltar a importância do multilateralismo, uma das linhas centrais da política externa brasileira, em um cenário marcado pela multiplicação de conflitos internacionais. 

Lula também deverá defender a negociação como caminho para a solução de disputas, o respeito ao direito internacional humanitário e a não interferência em assuntos internos de outros países. O discurso deve apresentar a visão do Brasil sobre os principais temas da agenda internacional.

A reforma das Nações Unidas, em particular de seu Conselho de Segurança, deve estar entre os temas abordados. O Brasil defende há anos a atualização da composição e do funcionamento do órgão e critica a sua dificuldade de responder aos conflitos internacionais.

Lula terá encontros bilaterais com outros chefes de Estado, que ainda não foram anunciados, além de se reunir com o secretário-geral da ONU, António Guterres, que está em fase final de mandato à frente da entidade internacional. Um dos encontros previstos de Lula será com o prefeito da cidade, o progressista Zohran Mamdani, do Partido Democrata, que governa Nova York desde o início do ano.

A agenda presidencial em Nova York prevê a chegada à cidade ainda na noite de domingo (20), com encontros bilaterais reservados para ocorrer ao longo da segunda-feira (21). Na terça-feira (22) de manhã, o presidente terá encontro com Guterres e depois fará o discurso na Assembleia Geral. Ele retorna ao Brasil no mesmo dia.

Esta será a 11ª participação de Lula na Assembleia Geral das Nações Unidas como presidente da República. Em seus três mandatos, ele só não compareceu em 2010.

Trump
O Palácio Itamaraty não informou sobre a expectativa de um encontro entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, que não tem confirmação de nenhuma das partes.

O presidente norte-americano é o segundo a falar, logo após Lula, e ambos eventualmente poderiam se cruzar nos bastidores do plenário. No ano passado, os dois líderes tiveram um breve contato, quando Lula deixava o palco após seu discurso e Trump se preparava para falar.

Na ocasião, o encontro causou boa impressão nos dois presidentes e Trump posteriormente falou em "química excelente" entre eles. Foi o primeiro de três encontros entre os dois líderes desde então.

Outras agendas
De acordo com o Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanecerá em Nova York durante toda a semana e participará de uma série de reuniões e encontros ministeriais, entre eles os do Brics, do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (IBAS), do G77, do G4, do L69 e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), além de reuniões da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e do Consenso de Brasília.

O ministro também presidirá duas reuniões ministeriais. No dia 23 de setembro, será realizado o encontro da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada pelo Brasil durante a presidência brasileira do G20. No dia 24, Mauro Vieira presidirá a reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas).

O Brasil ocupa atualmente a presidência da Zopacas, após a realização, em abril deste ano, da 9ª Reunião Ministerial da organização. O país exercerá a presidência pelo período de três anos.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, copresidente da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, também participará de atividades em Nova York entre os dias 21 e 23 de setembro, com agendas relacionadas à segurança alimentar, proteção social, financiamento para o desenvolvimento e cooperação internacional. No dia 23, participará do encontro da Aliança Global.

A delegação brasileira participará de reuniões do Conselho de Segurança das Nações Unidas e de encontros sobre a situação da Palestina e a solução de dois Estados, o combate à desigualdade, a Comissão de Consolidação da Paz e temas relacionados ao direito internacional humanitário.

Comitiva

Além dos ministros Mauro Vieira e Wellington Dias, estão previstas as participações da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; do ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena; e da ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, em atividades relacionadas às áreas de atuação de cada pasta.

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