Política

ELEIÇÕES 2024

PSDB tem o desafio de trazer Bolsonaro à campanha de Beto em Campo Grande

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) teria combinado com o ex-presidente da República para que ele não venha à Capital

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A aliança entre PSDB e PL em Mato Grosso do Sul para as eleições municipais deste ano ainda está movimentando o cenário político no Estado, principalmente nos dois maiores colégios eleitorais sul-mato-grossenses, que são Campo Grande e Dourados.

O Correio do Estado apurou que, superada a quebra do acordo fechado entre a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e o ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL) para que o apoio dele fosse aos pré-candidatos progressistas na Capital e em Dourados, o desafio agora está nas mãos do PSDB.

A reportagem obteve a informação que os tucanos estão enfrentando dificuldade para convencer Bolsonaro a vir para Mato Grosso do Sul e subir no palanque de Beto Pereira em Campo Grande durante a campanha eleitoral que se inicia oficialmente no próximo mês.

Além do problema de agenda do ex-presidente, que está priorizando fazer visitas eleitorais nas cidades brasileiras dos grandes centros do País para apoiar os candidatos do seu arco de aliança, o Correio do Estado ouviu de interlocutores de Brasília (DF) que há um outro motivo.
 

PEDIDO PESSOAL

O fato novo seria que, durante o encontro realizado no dia 10 de julho, em Brasília, entre Tereza Cristina, o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, e Bolsonaro, a senadora teria pedido ao ex-presidente que, se ele tem mesmo todo um apreço de amizade por ela, não venha ao Estado, principalmente em Campo Grande e Dourados.

 Conforme apurado pela reportagem, Bolsonaro teria aceitado o pedido e se comprometido em não vir a Mato Grosso do Sul durante a campanha eleitoral, o que, no caso da Capital, a ausência do ex-presidente no palanque de Beto passaria um sinal aos bolsonaristas de que ele não estaria 100% fechado com a candidatura tucana, beneficiando a prefeita Adriane Lopes (PP), que tentará ser reeleita e aposta nos votos da direita.

 Já no caso de Dourados, a ausência de Bolsonaro no palanque da candidata a prefeita Gianni Nogueira (PL), esposa do deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS), o "Gordinho do Presidente", ajudaria na candidatura do prefeito Alan Guedes (PP), que também tentará a reeleição e é outro que espera contar com os votos dos bolsonaristas do município.

Alheiro a esse "novo pacto" entre Tereza Cristina e Jair Bolsonaro, o PSDB trabalha pesado para que o ex-presidente venha, pelo menos, a Campo Grande participar de ato político com Beto Pereira, inclusive, chegou a circular que ele era esperado já para a convenção do pré-candidato a prefeito, marcada para amanhã à noite no diretório estadual do partido, mas tal possibilidade já foi negada.
 

CONVENÇÃO TUCANA

Na convenção de amanhã à noite, conforme informado pelo PSDB, estarão presentes as lideranças regionais de cada partido que forma o arco de aliança, sendo mais um ato oficial. Já o lançamento da candidatura com o nome e o número de Beto Pereira será durante a campanha, quando há a possibilidade da vinda de Bolsonaro.

Ao Correio do Estado, o ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PSDB, disse que a vinda do ex-presidente da República estaria certa para a campanha eleitoral de Beto Pereira.

"Ele não vem para a convenção e isso nem foi cogitado pelo partido. O Bolsonaro virá na campanha", afirmou.

Portanto, durante o evento de amanhã no diretório estadual dos tucanos, a Federação PSDB/Cidadania vai oficializar o nome do deputado federal Beto Pereira como candidato a prefeito de Campo Grande e, o ato em si, deve reunir as principais lideranças da legenda do Estado e também dirigentes dos partidos aliados.

A candidatura de Beto Pereira já conta com a adesão do PSD, PSB, Podemos, Republicanos, PL, MDB, Solidariedade e Cidadania, que compõem a federação com o PSDB. "Estamos formando um grande arco de alianças em torno de um projeto de mudança para Campo Grande que possa devolver a autoestima da população e promover o desenvolvimento que a nossa cidade tanto merece", afirmou Beto Pereira.

eleições 2026

Coligação de Lula aciona TSE contra Flávio por uso de perfis para impulsionar campanha

Equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis

20/09/2026 19h00

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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que pede uma investigação judicial eleitoral sobre o suposto uso, pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), de collabs nas redes sociais para burlar às regras de recomendação de propaganda eleitoral e monetizar conteúdos.

Segundo a petição, a equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis. A maior parte delas ocorreu em um espaço de dez dias e repetiu o mesmo conjunto de coautores.

Parte das páginas utilizaria links para venda de produtos relacionados à campanha. Um dos casos é o de um boné com número 22. Segundo o documento, doze perfis com mais de 10 milhões de seguidores somados direcionam o público a mesma loja na Shoppe com o produto.

A coligação de Lula argumenta que a situação caracteriza uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico e político. Além de Flávio, a petição cita o deputado federal Alfredo Gaspar (PL), vice na chapa.

A petição pede liminar para que os registros sejam preservados pela Meta e da Shopee e que os responsáveis pelos perfis sejam identificados. Também solicita que os links de vendas sejam suspensos. Requer ainda a cassação do registro da chapa e a inelegibilidade dos investigados por oito anos.

Caixinha gorda

Lucas de Lima, Dione Hashioka e Gleice Jane lideram arrecadação de campanha por vaga na Alems

Grande parte da verba dos candidatos foi destinada pelo fundo eleitoral de seus respectivos partidos

20/09/2026 17h00

Lucas de Lima, Gleice Jane e Dione Hashioka

Lucas de Lima, Gleice Jane e Dione Hashioka Fotos: Alems

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Lucas de Lima (PL), Dione Hashioka (União Brasil) e Gleice Jane (PT) concentram as maiores arrecadações entre os candidatos a deputado estadual de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026.

Conforme a Justiça eleitoral, o trio é quem mais recebeu dinheiro para gastar na corrida pelas 24 cadeiras na Assembleia Legislativa do Estado.

Lucas declarou R$ 1.102.830,00 em recursos para a campanha, seguido por Dione, com R$ 1.093.660,00, e Gleice, que soma R$ 1.081.986,33.

Candidatos que mais receberam dinheiro para campanha deste ano

Lucas de Lima do Amor Sem Fim: R$ 1.102.830,00 PL
Dione Hashioka: R$ 1.093.660,00 UNIÃO
Professora Gleice Jane: R$ 1.081.986,33 PT
Barbara Resende: R$ 1.063.260,00 UNIÃO
Professor Marcelo Miranda: R$ 1.050.000,00 PP
Zé Teixeira: R$ 1.027.720,00 PL
Coronel David: R$ 1.007.120,00 PL
Marcio Fernandes: R$ 1.000.620,00 PL
Renato Câmara: R$ 986.079,29 Republicanos
Pedrossian Neto: R$ 979.400,00 Republicanos

Cabe destacar que os valores correspondem aos recursos declarados pelas campanhas neste domingo (4) e podem sofrer alterações conforme novas prestações de contas, ou doações sejam informadas à Justiça Eleitoral.

Lucas de Lima disputa a reeleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) e está em seu segundo mandato. Em 2022, foi eleito com 26.575 votos, mais que o dobro dos 12.391 votos obtidos na eleição de 2018.

Do total arrecadado por Lucas, R$ 1 milhão foi destinado pelo fundo de campanha do PL. O restante corresponde a doações de campanha. 

Dione Hashioka também retorna à disputa pela Alems após já ter exercido dois mandatos como deputada estadual. Em janeiro de 2023, reassumiu uma cadeira na Assembleia após a saída de Barbosinha, que deixou o Legislativo para assumir o cargo de vice-governador de Mato Grosso do Sul.

Dos recursos declarados por Dione, R$ 1,063 milhão é proveniente do fundo de campanha destinado pelo União Brasil.

Terceira colocada no levantamento, Gleice Jane foi eleita como primeira suplente do PT e assumiu uma cadeira na Assembleia em 2023, após o falecimento do deputado estadual Amarildo Cruz.

No caso de Gleice, R$ 1,035 milhão da arrecadação declarada é oriundo do fundo partidário destinado à campanha.

Barbara Resende, quarta colocada entre as maiores arrecadações, é filha do deputado federal Geraldo Resende. Os dois se filiaram ao União Brasil em março deste ano, após deixarem o PSDB. Assim como a filha, Geraldo Resende compõe o top-3 dos candidatos a deputado federal que mais receberam verba para utilizar na campanha deste ano. 

Ao todo, foram registradas 253 candidaturas para deputado estadual em Mato Grosso do Sul. Desse total, 31 candidatos disputam a eleição sem qualquer valor arrecadado, enquanto outros 104 declararam até R$ 50 mil em recursos para a campanha.

Cada candidato a deputado estadual pode gastar até R$ 1.270.629,01, conforme o limite informado para o cargo. O prazo para a realização da votação é 4 de outubro.

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