Política

eleições 2026

PT oficializa Lula como candidato à reeleição para a Presidência

Geraldo Alckmin será novamente vice na chapa; Oficialização ocorreu na Convenção Nacional do PT, na Expo Center Norte, em São Paulo

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O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, disse na manhã deste domingo, 2, que a sigla homologou a candidatura da chapa do presidente Lula e do vice-presidente, Geraldo Alckmin, à reeleição para o Executivo. A declaração foi dada durante a Convenção Nacional do PT, na Expo Center Norte, em São Paulo.

Edinho destacou que os coordenadores de campanha, partidos da coligação e movimentos sociais se reuniram ontem para debater os rumos da campanha que mira a reeleição de Lula. "Vamos fazer a disputa nos territórios. Vamos identificar, em cada cidade e em cada estado do Brasil, aquilo que o governo do presidente Lula fez para mudar a vida do povo brasileiro", salientou.

 

No evento, Lula repetiu o discurso de defesa da soberania e disse que não vai deixar nem a China nem os Estados Unidos interferirem em temas como a exploração de terras raras. "Tem muita gente metendo o dedo no nosso nariz", disse, acrescentando: "Essas terras raras, nem chinês, nem americano, nem francês, vão meter o dedo nas nossas terras raras", afirmou

O presidente prometeu mais investimentos na área da Defesa. Ele destacou o tamanho das fronteiras e das riquezas naturais brasileiras. "Eu quero estar preparado para ninguém invadir esse País para levar esse presidente, como eles invadiram (a Venezuela). Eu quero estar preparado para a paz, não para a guerra. Eu quero estar preparado para ninguém ousar se fazer de besta com a gente", discursou.

Ele também prometeu "brigar" com os parlamentares por causa de emendas parlamentares. O petista criticou uma "inversão" no Orçamento, em que deputados podem indicar bilhões enquanto o Poder Executivo tem que fazer cortes milionários em programas de saúde e educação. Ele prometeu até mesmo vetar uma indicação de emendas do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP).

"A minha quarta Presidência é pra mudar muita coisa nesse País. Vai ter briga com emenda parlamentar. Vai ter briga com o papel que tem hoje o Poder Legislativo", discursou a apoiadores reunidos na Zona Norte de São Paulo.

"Eu sou triste com a política de hoje. Esse negócio de fundo partidário não me agrada. Está levando os partidos à promiscuidade", afirmou. "Tem partido que recebe R$ 1 bilhão, sem prestar contas ao povo brasileiro. Muitas vezes no Poder Executivo temos que cortar R$ 10 milhões de uma escola, de um programa de saúde".

Lula criticou o que vê como uma perda de poder do Executivo. "Eu não posso permitir que o presidente da República vá perdendo os seus direitos. Vai perdendo o direito de criar agência, de indicar ministro da Suprema Corte... Ou seja, daqui a pouco, qual é o direto que tem o presidente da República? Nenhum!"

Apesar de prometer "briga" e "ousadia" nessas duas questões, no restante do discurso Lula prometeu diálogo e união. Ele destacou sua longa trajetória política, afirmando estar jogando a "sétima Copa" do Mundo e querendo ser "tetra". "Preparar a campanha é que nem preparar a Seleção. Tem que ser melhor que o Ancelotti. Nós temos time, nós temos futebol, temos o que entregar, temos argumento", brincou.

Ao longo da fala, Lula citou muitos aliados históricos, como Eduardo Campos, Miguel Arraes, Antônio Cândido, Henfil, Betinho e Paulo Freire. O petista buscou posicionar seu partido como representante da democracia.

"A essência do PT é um partido político que ensinou a esquerda a viver democraticamente na diversidade. A esquerda não conversava", afirmou. "Quando eu criei o Foro de S. Paulo em 1990, eu achei que a gente podia educar a esquerda da América Latina. Para tentar dizer para toda a esquerda que a melhor via não era da luta armada, era da organização do povo, da eleição direta. E assim ganhamos vários países da América Latina, pela democracia, sem matar e sem morrer ninguém".

Ele acrescentou que a ideia de criar o PT ajudou a construir o Brasil. "A gente conseguiu criar um partido em que é quase todo mundo sindicalista. Quase toda a esquerda revolucionária passou a trabalhar conosco, mesmo tendo divergências, cada um continuou com sua tese revolucionária, mas todos acatam as decisões que o partido toma, porque o partido é o guarda-chuva que unificou a esquerda", disse.

Declaração

Caiado diz que Lula e Bolsonaro são adversários da população e fala em desordem institucional

Candidato à presidência falou com a imprensa após participar da convenção estadual do PSD em Santa Catarina

01/08/2026 18h00

Candidato à presidência, Ronaldo Caiado cumpriu agenda em Campo Grande recentemente

Candidato à presidência, Ronaldo Caiado cumpriu agenda em Campo Grande recentemente Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O candidato à Presidência da República do PSD, Ronaldo Caiado, disse neste sábado, 1, que seus dois principais oponentes na disputa eleitoral - o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) - são adversários da população brasileira. Caiado falou com a imprensa após participar da convenção estadual do PSD em Santa Catarina, realizada em Florianópolis. O evento oficializou a candidatura do ex-prefeito de Chapecó João Rodrigues ao governo catarinense

Indagado qual dos dois - Lula e Flávio - considera seu maior adversário, Caiado criticou ambos. "Os dois mais rejeitados do País são exatamente o Lula e o Flávio. Então, você não pode ter um país com eleição de rejeitados", afirmou Caiado em entrevista coletiva.

"Hoje o Brasil não pode ter candidatos que um fica brigando com o outro pela mesma causa, o mesmo interesse pessoal, pela vaidade do poder e o povo brasileiro deixado em segundo patamar", prosseguiu. "Os dois são grandes adversários da população brasileira. Um já governou por cinco mandatos (seu partido), o outro já governou. E por que é que não deram conta de resolver?", completou.

Ele lembrou que tanto Lula quanto Flávio já indicaram a indisposição a participar de debates eleitorais e os chamou de "fujões". "O que eu tenho a apresentar não é contra um nem contra outro, é mostrar um caminho outro para o Brasil. Sair dessa vinculação de um com o outro, que nunca foi um traço da política nacional, isso foi criado nesses últimos anos."

O ex-governador de Goiás ainda sustentou que há uma "desordem institucional" no País, em que o cidadão não acredita no Supremo Tribunal Federal (STF), no Congresso Nacional, nem no presidente da República.

"O que é o programa do PSD? É realmente sair dessa discussão estéril, inútil, em que um se alimenta do outro e não fazem nada", afirmou. Em seguida, disse que há uma "briga burra" no País, que fomenta o ódio e que não discute os problemas práticos da vida do cidadão.
 

Após desistência

Nelsinho evita expor conflito com Fábio e diz que não levaria "briga de casa" para a política

Declaração foi dada pelo senador após desistir de disputar reeleição no Senado

01/08/2026 17h00

Nelsinho Trad e o irmão Fábio Trad

Nelsinho Trad e o irmão Fábio Trad Foto: Montagem Correio do Estado

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Após desistir de buscar a reeleição, o senador Nelsinho Trad (PSD) afirmou neste sábado (1º) que não transformaria divergências com o irmão Fábio, em uma espécie de "espetacularização", uma vez que ambos estão em espectros distintos.  Parlamentar falou novamente sobre a retirada durante a convenção estadual do partido, realizada no Rádio Clube Cidade, em Campo Grande.

A declaração ocorre uma semana após o ex-deputado federal Fábio Trad ser oficializado candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pela ala petista, que encabeça a Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV). 

"Não poderia colocar para o público uma briga de dentro da minha casa. Jamais eu ia fazer isso. Respeito ele lá, e ele me respeita cá e a vida segue."

Cercado por familiares, aliados e dirigentes, o parlamentar atribuiu o recuo a entraves partidários e ao cenário político nacional, defendeu assim a unidade da base em torno da reeleição do governador Eduardo Riedel (PP). 

Aos apoiadores, Nelsinho disse ter sido racional e comparou a escolha ao exercício da medicina, profissão que exerce.

"(...) o médico tem que fazer com a razão. O coração é para você envolver o paciente, as pessoas, na hora de agir, tem que ser com a razão", disse.

A desistência da candidatura tem como justificativa um entrave jurídico-partidário, uma vez que pelas alianças do próprio partido, ele deveria apoiar as indicações de Capitão Contar (PL) e Reinaldo Azambuja (PL), do qual é suplente. 

"A conjuntura nacional me orientou a fazer parte da coligação que eu ajudei a construir e na qual eu acredito. Como é que eu não vou apoiar uma pessoa em quem acredito e que vai ser o melhor para todos nós?"

Nelsinho ainda reforçou a relação de confiança com o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), de quem será primeiro suplente na chapa ao Senado.

"Tenho com Reinaldo Azambuja uma amizade indestrutível. Vou estar ao lado dele, substituindo-o quando for necessário e mostrando que Mato Grosso do Sul não tem outro caminho. É o caminho de dar certo."

A decisão foi elogiada pelo governador Eduardo Riedel, que classificou o gesto como um exemplo de desprendimento político e afirmou que a atitude fortalece o projeto de reeleição da base aliada.
 

Colaboraram Naiara Camargo e Felipe Machado

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