Política

Política

Quais os riscos e sintomas da pneumonia, que levou Lula a adiar viagem à China

A doença parte de uma inflamação das vias aéreas inferiores e, na idade de Lula, é comum passar despercebida por nem sempre vir acompanhada de febre e ser facilmente confundida com uma gripe

Continue lendo...

Com queixas de dor de garganta e cansaço, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 77, deixou de discursar ontem em um evento a fim de guardar voz para sua viagem à China, onde pretende assinar cerca de 20 acordos bilaterais em áreas como educação, agronegócio, saúde e tecnologia.

À noite, porém, após passar por exames no hospital Sírio-Libanês, em Brasília (DF), o chefe do executivo brasileiro foi diagnosticado com uma pneumonia leve e deve tomar antibióticos. Seu embarque, portanto, foie adiado de sábado para domingo, conforme nota divulgada por sua equipe.

A doença parte de uma inflamação das vias aéreas inferiores e, na idade de Lula, é comum passar despercebida por nem sempre vir acompanhada de febre e ser facilmente confundida com uma gripe.
Os sintomas incluem:
- secreção amarelada
- tosse
- cansaço e indisposição acentuados
- dores no pulmão
- febre alta em alguns casos
- respiração ofegante mesmo em repouso
- baixa saturação de oxigênio no sangue.

Rotinas intensas também podem mascarar os sintomas -um alerta àqueles com ritmo acelerado, especialmente os idosos e crianças.

Apesar de ter tratamento específico e conhecido, a pneumonia pode trazer grandes danos à saúde e, em casos mais graves, até levar à morte do paciente.

A causa geralmente é viral ou bacteriana, e pode, em casos raros, ter origem fúngica. Como foram prescritos antibióticos, a suspeita de especialistas é de que o quadro do presidente seja devido a uma contaminação por bactéria.

Até os cinco anos de idade e a partir dos 60 anos, o sistema imunológico é mais enfraquecido e, portanto, estes indivíduos estão mais sujeitos a contaminações. "Os idosos se tornam mais vulneráveis porque o próprio envelhecimento traz alterações características da função pulmonar", aponta a médica Carla Núbia Nunes Borges, geriatra e pneumologista.

Com o tempo a força da caixa torácica diminui, deixando o corpo humano sem uma tosse eficaz para eliminar a secreção e com um sistema imunológico mais fragilizado na terceira idade. "Tudo isso colabora para que a infecção respiratória, a pneumonia, seja mais grave e potencialmente mais séria no idoso. Por isso, o diagnóstico e tratamento precoces são imperiosos", afirma a médica.

Uma pneumonia leve, como a de Lula, se tratada corretamente, não traz grandes riscos e pode ter seus sintomas controlados em até três dias. O tratamento com antibióticos pode durar até duas semanas e precisa ser feito à risca. Nos episódios mais graves, pode ser recomendada até internação, e a recuperação pode levar meses.

Contudo, é preciso estar atento a quem não tem uma equipe presidencial para lhe chamar a atenção, pois, segundo Borges, uma característica muito forte nas pessoas mais velhas é a apresentação atípica da doença.
A médica afirma que isso pode atrasar a identificação da pneumonia na fase inicial e permitir complicações graves, como um quadro de sepse (infecção generalizada) ou alterações clínicas cardiológicas e neurológicas.

"O idoso geralmente não apresenta aqueles sintomas clássicos, como tosse, secreção amarelada, febre, dor no peito, [mas] ele pode apresentar complicações de doenças crônicas, como a piora da insuficiência cardíaca ou cansaço persistente ou uma alteração do nível de sensório com delírio, [que é] falar coisas desconexas ou ficar sonolento, ou [ainda ter] um delírio hiperativo com agitação", diz Borges.
Pessoas com comorbidades devem sempre informar os remédios que tomam. Borges diz que a suspensão da viagem de Lula foi uma decisão acertada.

"O paciente com infecção respiratória deve ser resguardado, cuidado e acompanhado para ver como vai ser essa evolução. Nós nunca sabemos de imediato se o paciente vai ter um tratamento absolutamente eficaz, rápido de resposta positiva em poucos dias, ou se vai haver necessidade de um suporte maior", reforça a pneumologista.

Borges destaca que é possível prevenir infecções respiratórias no cotidiano com controle rigoroso das doenças crônicas, atenção à imunidade, higiene oral e vacinação em dia.

Assine o Correio do Estado 

JUSTIÇA

Presidente do STF assume relatoria de processo sobre Moraes e Vorcaro

Fachin também remeteu à presidência processos do Master e INSS

13/09/2026 08h10

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

Continue Lendo...

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, é agora o relator do caso sobre a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. No mesmo despacho deste sábado (12), Fachin remeteu à Presidência da Corte processos relacionados ao Banco Master e a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).Presidente do STF, Edson FachinPresidente do STF, Edson Fachin

Na decisão, Fachin faz referência a despacho do ministro André Mendonça, também deste sábado, que remeteu a investigação contra Alexandre de Moraes (Petição 16.662) ao presidente do STF, com base no regimento interno do Supremo, que atribui ao plenário da Corte a responsabilidade por processar e julgar crimes cometidos pelos ministros da casa.

O presidente do Supremo também já havia suspendido qualquer procedimento sobre investigação de integrantes da Corte em decisão do dia 9 de setembro, e ordenado que qualquer caso fosse remetido a ele. Mendonça, então, cumpre essa determinação.

Na próxima terça-feira (15), uma sessão plenária extraordinária analisa a Pet 16.662 e decide sobre possível investigação a respeito de supostas relações entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

Master e INSS

No documento, Fachin envia à Presidência as Pets 15.041 e 15.556 e “todos os processos a elas relacionados”. A primeira trata dos descontos indevidos em aposentadorias e pensões concedidas pelo INSS. A outra é uma das investigações relacionadas ao Master.

Justiça

Fachin marca sessão sobre Mendonça para dia 23

Presidente do STF mantém análise de Moraes para próxima terça

12/09/2026 22h00

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF Foto: Gerson Oliveira

Continue Lendo...

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou neste sábado (12) o pedido de Alexandre de Moraes para que os casos envolvendo os dois ministros fossem analisados em conjunto na sessão extraordinária marcada para terça-feira (15). Fachin manteve a pauta da próxima semana dedicada exclusivamente ao processo que trata das mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes.

No mesmo despacho, o presidente do STF marcou para 23 de setembro a sessão que deverá analisar o pedido de investigação contra André Mendonça. Segundo Fachin, o procedimento envolvendo o ministro ainda está em fase de instrução e não reúne, neste momento, todos os elementos necessários para ser levado ao plenário.

Processos separados

Moraes havia pedido a análise conjunta sob o argumento de que a separação poderia provocar um “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual”.

Segundo o ministro, a inclusão apenas do processo relacionado a ele prejudicaria uma avaliação completa dos fatos pelos integrantes da Corte.

Fachin, porém, considerou que os procedimentos têm objetos distintos e estão em momentos processuais diferentes.

A Petição 16.662, que reúne o relatório da Polícia Federal sobre as mensagens de Vorcaro, havia sido liberada para julgamento por Mendonça em 6 de setembro. A Petição 16.704, que trata das acusações contra Mendonça, ainda aguarda manifestações e informações pedidas pela Presidência do STF.

“A manutenção em pauta tão somente da Pet 16.662 assegura a precisa delimitação do objeto da deliberação deste tribunal”, escreveu Fachin.

Caso de Moraes

A sessão extraordinária de terça-feira, a partir das 10h, analisará o relatório da Polícia Federal que identificou mais de 50 mensagens enviadas por Vorcaro a um número de telefone que, segundo a investigação, seria utilizado por Moraes.

O material foi produzido no contexto das apurações relacionadas ao Banco Master e se tornou público após ter sido elaborado a pedido de Mendonça.

O caso gerou uma crise interna no STF. Moraes questionou a forma como documentos da investigação foram tornados públicos e acusou Mendonça de ter feito uma “escolha seletiva” na divulgação do material.

Segundo Moraes, cerca de 180 peças e arquivos permaneceram sob sigilo. Ele pediu o levantamento integral da confidencialidade dos procedimentos relacionados ao caso.

Acusações contra Mendonça

A Petição 16.704 reúne questionamentos apresentados por Moraes sobre a atuação de Mendonça nas investigações envolvendo o Banco Master e o INSS.

Entre os pontos levantados estão suspeitas de:

• usurpação da direção das investigações;

• condução irregular de tratativas relacionadas a delação premiada;

• suposto direcionamento de apurações contra Moraes;

• possível atuação seletiva na condução dos procedimentos.

Fachin destacou que parte das informações solicitadas ainda deve ser apresentada. O prazo para algumas manifestações termina na segunda-feira (14), véspera da sessão que tratará do caso de Moraes, enquanto outros prazos se estendem para além da data.

Por isso, segundo o presidente do STF, levar o processo contra Mendonça ao plenário na terça-feira significaria submeter aos ministros uma matéria cuja instrução preliminar ainda não foi concluída.

Pedido de Moraes

Além do julgamento conjunto, Moraes fez outros pedidos a Fachin. O ministro pediu o levantamento de “todo e qualquer sigilo, sem exceção” dos procedimentos relacionados à Petição 15.556.

Também pediu que todos os integrantes da magistratura citados nos procedimentos fossem intimados para prestar informações e adotar medidas destinadas à defesa das prerrogativas do Judiciário.

Sobre os sigilos, Fachin informou que pedido semelhante já havia sido apresentado pelo ministro Cristiano Zanin e que as providências correspondentes haviam sido tomadas. O pedido para ouvir os magistrados será analisado posteriormente.

Banco Master

A disputa entre Moraes e Mendonça ocorre em meio às investigações da Polícia Federal sobre suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e possíveis ramificações políticas.

Uma das frentes da apuração também envolve o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O caso provocou divergências no STF sobre a definição do ministro responsável por centralizar procedimentos relacionados às diferentes frentes da investigação.

Com a decisão de Fachin, a Corte terá duas sessões separadas: a primeira, na terça-feira (15), sobre o caso envolvendo Moraes; e a segunda, em 23 de setembro, para analisar as questões relacionadas a Mendonça.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).