Política

ELEIÇÕES 2026

Riedel terá mais de 6 minutos e dominará o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV

Com a entrada do PDT na aliança do PT, o candidato Fábio Trad terá aproximadamente 2 minutos de horário eleitoral

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O governador Eduardo Riedel (PP), pré-candidato à reeleição, deverá iniciar a campanha eleitoral com ampla vantagem no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão das eleições, que começa no dia 28 de agosto e vai até o dia 1º de outubro.

Pelas estimativas baseadas nas coligações já anunciadas e na representatividade das legendas na Câmara dos Deputados obtidas pelo Correio do Estado, Riedel terá aproximadamente 6 minutos e 22 segundos dos 9 minutos destinados aos candidatos ao governo estadual em cada bloco de propaganda, o equivalente a 70,8% do tempo.

O candidato do PT, ex-deputado federal Fábio Trad, ficará com cerca de 2 minutos e 38 segundos, ou 29,2% do horário eleitoral gratuito reservado à disputa pelo Executivo estadual.

O tempo da coligação petista aumentou após a confirmação da entrada do PDT na aliança, que já contava com a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) e PSB.

Na prática, a adesão do PDT acrescenta aproximadamente 20 segundos ao tempo de Fábio Trad em comparação com uma composição formada só pela federação e PSB. Ainda assim, a diferença em relação ao governador permanece superior a 3 minutos e 40 segundos por bloco.

A distribuição do horário eleitoral segue as regras da Lei das Eleições e, do total destinado a cada cargo, 10% do tempo é dividido igualmente entre todos os candidatos aptos a participar da propaganda, enquanto os 90% restantes são distribuídos proporcionalmente ao tamanho das bancadas das siglas e federações na Câmara dos Deputados.

MAIOR COLIGAÇÃO

A ampla vantagem de Riedel decorre da maior aliança formada até o momento, pois reúne em sua coligação PP, União Brasil, PL, Federação PSDB-Cidadania, Republicanos, MDB e Avante.

Para efeito da distribuição proporcional, porém, entram no cálculo apenas as seis maiores bancadas da coligação, conforme estabelece a legislação eleitoral.

Assim, são consideradas as do PL (99 deputados federais), do União Brasil (59 deputados), do PP (47 deputados), do MDB (42 deputados), do Republicanos (40 deputados) e da Federação PSDB-Cidadania (18 deputados), juntas, essas legendas somam 305 deputados federais, número que garante ao governador a maior fatia do horário; o Avante não entra na conta por ser a sétima maior força.

A superioridade da coligação de Riedel também deverá se refletir nas inserções distribuídas ao longo da programação das emissoras. Pois, além dos programas em bloco, rádio e televisão exibirão diariamente 70 minutos de propagandas de 30 e 60 segundos, veiculadas entre as 5h e meia-noite, inclusive aos domingos.

Do outro lado, Fábio Trad lidera a coligação formada pela Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), PSB e PDT. Para efeito do cálculo do horário eleitoral, o grupo reúne 112 deputados federais – Federação Brasil da Esperança (81 deputados), PSB (14 deputados) e PDT (17 deputados).

SEM DIREITO

Já o deputado estadual João Henrique Catan, pré-candidato do Novo ao governo estadual, pode não participar do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão.

Embora o partido tenha eleito três deputados federais em 2022, o Novo não atingiu a cláusula de desempenho prevista na legislação eleitoral, requisito necessário para ter acesso ao Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos (FP) e ao horário gratuito de propaganda.

Entretanto, o Novo tem direito ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fefc), pois aprovou critérios internos para distribuir os recursos entre seus candidatos, e esses critérios já foram informados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

*SAIBA

Nas eleições deste ano, o horário eleitoral gratuito será exibido em dois blocos diários, de segunda-feira a sábado.

No rádio, os programas serão das 7h às 7h25min e das 12h às 12h25min, enquanto na TV serão exibidos das 13h às 13h25min e das 20h30min às 20h55min.

Cada bloco terá 25 minutos, distribuídos entre os cargos: presidente (10 minutos), governador (9 minutos), senador (5 minutos), deputado federal (30 segundos) e deputado estadual (30 segundos).

eleições 2026

Tereza Cristina se reúne com Flávio Bolsonaro e negociações para ser vice avançam

Senadora admitiu a aliados que poderá aceitar o convite, mas, em nota, disse que ainda não há nada definido

30/07/2026 16h45

Tereza Cristina negocia para ser vice de Flávio Bolsonaro

Tereza Cristina negocia para ser vice de Flávio Bolsonaro Foto: Divulgação

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A senadora Tereza Cristina (PP) teria afirmado a aliados que aceita ser candidita a vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, de acordo com pessoas próximas à parlamentar. Em nota, no entanto, a assessoria da senadora afirmou que ainda não há nada definido.

"A senadora Tereza Cristina reuniu-se ontem com o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. No encontro, produtivo, falou-se, pela primeira vez, sobre a vice-presidência, mas nada foi decidido - até porque qualquer composição de chapa depende de avaliações políticas e pessoais, além de consultas e acertos partidários", diz a nota.

Caso Tereza decida aceitar o convite, a decisão ainda precisa passar pelo crivo do PP, que integra uma federação com o União Brasil.

A federação União Progressista tinha indicado neutralidade na eleição presidencial, o que poderia fragilizar a candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A campanha de Flávio busca uma mulher para a vice, como parte do esforço para atrair o eleitorado feminino. Pesquisa Datafolha apontou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem, hoje, 50% das intenções de voto entre as eleitoras, enquanto Flávio registra 40%.

Em abril, Flávio chegou a afirmar que Tereza Cristina era “o sonho de consumo de todo mundo”, ao ser questionado sobre quem seria o vice na sua chapa.

A ex-ministra da Agricultura de Bolsonaro, contudo, resistia à ideia e indicava que sua intenção era concorrer à presidência do Senado, onde seu mandato vai até 2031.

No dia 21 de julho, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o acordo com a parlamentar do PP não havia avançado. “Não (houve acordo), ela me disse hoje que é candidata à presidência do Senado, que ela vai disputar a presidência do Senado e que esse é o objetivo dela”, disse ele, em entrevista à CNN Brasil, após se reunir com a senadora.

De acordo com o Estadão, ainda há dúvida se o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), aceitará selar um acordo oficial com o PL.

Há alguns meses, Ciro via a aliança como provável, mas as negociações esfriaram por atritos nas disputas estaduais e pelas revelações das relações entre Flávio, Ciro e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Ele chegou a sinalizar que a legenda não faria uma composição com o senador para o Planalto.

Tereza Cristina é citada há meses como uma das principais cotadas para vice de Flávio, por agregar votos com o eleitorado feminino, o agronegócio e o setor produtivo. Durante as negociações, Flávio passou a chamar Tereza de “Vozinha”, como forma de criar uma proximidade com a senadora.

As conversas sobre o posto foram retomadas no último fim de semana, quando Flávio voltou a procurá-la.

Pessoas próximas da ex-ministra avaliam que o retorno do interesse ocorreu após movimentações de algumas alas partidárias e do agronegócio para lançar Tereza como cabeça de chapa de uma candidatura presidencial. Para reduzir essa possibilidade, o PL teria recomeçado as articulações e aumentado os esforços.

* Com Estadão Conteúdo

ENGATINHANDO

Investimentos em redes sociais ainda não empolgam os candidatos no Estado

Pré-candidatos investiram entre R$ 30,9 mil e R$ 52,6 mil em anúncios na Meta antes do início oficial da campanha eleitoral

30/07/2026 08h00

Reprodução/TSE

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Apesar da proximidade das eleições e do fim do período de convenções partidárias, os pré-candidatos e os candidatos de Mato Grosso do Sul ainda mantêm um ritmo tímido de investimentos em publicidade nas redes sociais.

Levantamento feito pelo Correio do Estado, com base na Biblioteca de Anúncios da Meta, mostra que, até o momento, o conjunto de anúncios identificados soma entre R$ 30,9 mil e R$ 52,6 mil em gastos com impulsionamento no Facebook e no Instagram.

O montante considera apenas os valores divulgados pela plataforma. Os números indicam que a disputa digital ainda está em fase inicial e a tendência é de que os investimentos em impulsionamento cresçam após a definição oficial das candidaturas e o avanço da campanha, quando a presença nas redes sociais passa a ser um dos principais instrumentos para ampliar o alcance das mensagens e consolidar a imagem dos candidatos junto ao eleitorado.

Além disso, o baixo volume de investimentos nas plataformas digitais também pode refletir uma opção de parte dos pré-candidatos e dos candidatos por priorizar o contato direto com o eleitor e o uso das mídias tradicionais, como rádio, televisão, sites e jornais impressos. 

Essa estratégia ganha força em um cenário de crescente preocupação com a disseminação de desinformação e notícias falsas nas redes sociais, fator que pode reduzir a confiança do eleitor nesse ambiente e levar campanhas a buscar formas de comunicação consideradas mais confiáveis.

LÍDERES DE GASTOS

 Esse montante inclui outros 12 candidatos e pré-candidatos, cujos valores gastos oscilam entre R$ 100 e R$ 400.

Entre os políticos com maior volume de anúncios patrocinados aparece a deputada estadual Mara Caseiro (PL), pré-candidata a deputada federal, com investimento entre R$ 7,5 mil e R$ 9,9 mil. Na sequência estão o deputado estadual Gerson Claro (PP), pré-candidato à reeleição, com gasto entre R$ 4 mil e R$ 5,5 mil, e o ex-secretário Hélio Peluffo (PP), pré-candidato a deputado estadual, com gasto entre R$ 2,3 mil e R$ 5,4 mil.

Também figuram entre eles o deputado estadual Coronel David (PL), pré-candidato à reeleição, com gasto entre R$ 2,1 mil e R$ 5,4 mil, o deputado federal Dagoberto Nogueira (PP), pré-candidato à reeleição, que soma entre R$ 3,1 mil e R$ 4,7 mil, e o deputado federal Vander Loubet (PT), candidato a senador, com gasto entre R$ 2,7 mil e R$ 4,2 mil.

Mais atrás aparecem o governador Eduardo Riedel (PP), pré-candidato à reeleição, cuja gasto varia entre R$ 2 mil e R$ 3,7 mil, e Tiago Botelho (PT), candidato a deputado estadual, com gastos entre R$ 1,7 mil e R$ 2 mil.

Logo em seguida temos o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), pré-candidato a senador, que investiu de R$ 300 a R$ 1,7 mil, e o ex-secretário Jaime Verruck (Republicanos), pré-candidato a deputado federal, com gastos entre R$ 900 e R$ 1.197.

Outros pré-candidatos aparecem com investimentos mais modestos, tais como o deputado estadual Pedro Pedrossian Neto (Republicanos), pré-candidato à reeleição, que soma entre R$ 800 e R$ 1.097, e o vereador Flávio Cabo Almi (PSDB), candidato a deputado estadual, que investiu entre R$ 700 e R$ 1.096.

Já o o influencer Bruno Ortiz (Republicanos), pré-candidato a deputado estadual, gastou entre R$ 600 e R$ 1.095, e o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), pré-candidato à reeleição, investiu de R$ 300 a R$ 894.

Por último, temos o vereador Professor Juari (PSDB), candidato a deputado federal, que teve gasto entre R$ 500 e R$ 797, e o deputado estadual Renato Câmara (Republicanos), pré-candidato à reeleição, que gastou até R$ 594.

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