Política

ELEIÇÕES 2024

Rose confirma pré-candidatura e busca ser uma alternativa de centro na Capital

A ex-deputada federal revelou que pretende conversar com MDB, PP, PT, PDT e demais partidos para criar um grupo forte

Continue lendo...

Depois de analisar as últimas pesquisas internas, tanto qualitativas como quantitativas, a executiva nacional do União Brasil ontem decidiu pela oficialização da pré-candidatura da ex-deputada federal Rose Modesto à Prefeitura de Campo Grande na eleição do dia 6 de outubro.

“Vamos procurar a todos com quem temos bom diálogo para formar alianças, respeitando os partidos que já têm pré-candidatos, mas sem deixar de conversar com todos até o momento do registro de candidatura, que será em julho”, declarou a atual titular da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).

Ao Correio do Estado, que já tinha adiantado essa informação no início deste ano, Rose Modesto acrescentou que pretende ser uma alternativa de centro na Capital, para que o eleitorado possa fugir da polarização entre direita e esquerda fortalecida em 2022 na disputa entre o agora ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Apesar de existirem outros pré-candidatos de centro na disputa pela Prefeitura de Campo Grande, a ex-deputada federal pretende ser mais uma opção e, nesse sentido, vai a partir de agora buscar o diálogo com MDB, PT, PP, PDT, PRD e PL, entre outras legendas, para formar uma ampla aliança partidária.

“Eu vou dialogar com todos, até porque o registro de candidatura é só em julho e, até lá, vou buscar alianças. Então, é um período agora de muita conversa e muito diálogo”, avisou.

Rose Modesto também completou que ficará à frente da Sudeco, a pedido da equipe, do governo estadual e também dos governadores dos outros estados da Região Centro-Oeste.

“Nós vamos ficar até o fim de abril, começo de maio pelo menos, já que a data para a descompatibilização, no meu caso, é o dia 4 de junho, mas nós vamos ficar um período a mais e vamos sair antes também dessa data final”, assegurou.

A ex-deputada federal revelou que não pretende vetar nem os partidos que já anunciaram pré-candidaturas, pois até julho ainda tem muito tempo para os diretórios municipais decidirem se realmente vão registrar candidaturas próprias ou não.

“Então, eu vou buscar ter essas conversas para formar alianças para concorrer à prefeitura da Capital. Quero falar com todo mundo, dialogar com as lideranças do MDB, do PT, do PP, entendeu? São os partidos em que a gente encontra espaço para poder dialogar até o período final de registro da candidatura, para, dessa forma, buscar fortalecer a minha candidatura”, ressaltou.

Sobre quem poderá ser o vice-prefeito ou a vice-prefeita na chapa encabeçada por ela, Rose Modesto reforçou que ainda é muito cedo.

“A respeito do meu vice ou da minha vice, só vou decidir lá no período das convenções mesmo. Agora, vou buscar dialogar com todo mundo, pois acredito que Campo Grande precisa de uma candidatura que consiga dialogar com todos”, afirmou.

Ela assegurou que vai precisar de todo mundo, “respeitando as diferenças ideológicas, mas os nossos interesses por Campo Grande têm de estar muito acima dos interesses pessoais e das defesas ideológicas e partidárias”.

“Penso que, com essa condição, a gente vai conseguir fazer uma campanha eleitoral propositiva”, argumentou.

"Vamos procurar a todos com quem temos bom diálogo para formar alianças, respeitando os partidos que já têm pré-candidatos, mas sem deixar de conversar com todos”, Rose Modesto, confirmando sua pré-candidatura a prefeita de Campo Grande

TERCEIRA VIA

Como o Correio do Estado já tinha informado, nos últimos dias, Rose Modesto surgiu como a terceira via na disputa pela prefeitura do maior colégio eleitoral de Mato Grosso do Sul.

Com 639.873 eleitores, de um total de 1.996.510 no Estado, Campo Grande é a jóia da coroa para os maiores partidos políticos sul-mato-grossense, tanto que, até ontem, a disputa pela prefeitura estava entre a atual prefeita Adriane Lopes (PP) e o deputado federal Beto Pereira (PSDB).

No entanto, a partir de agora, a dupla ganhou a incômoda presença da ex-deputada federal Rose Modesto, que ganhou força com a divulgação dos resultados das últimas pesquisas de intenções de votos na cidade.

Porém, ela não terá uma tarefa fácil, afinal, enfrentará duas máquinas na corrida eleitoral, a municipal, encabeçada pela prefeita Adriane Lopes, e a estadual, liderada pelo deputado federal Beto Pereira, que é do mesmo partido do governador Eduardo Riedel.

Além disso, Rose terá pela frente a alta popularidade de Riedel e do ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PSDB, trabalhando pela pré-candidatura de Beto Pereira.

Do outro lado, a titular da Sudeco ainda terá de driblar a popularidade da senadora Tereza Cristina (PP), que foi a mais votada nas eleições gerais de 2022, com 829.149 votos, ou seja, 60% dos votos válidos, e a influência da parlamentar junto aos bolsonaristas da Capital.

Ao seu favor, Rose Modesto tem a baixa rejeição em Campo Grande e o fato de ter mais “chão” nos bairros da periferia da Capital, onde está a maioria dos eleitores campo-grandense, do que os dois adversários. 
“Alea jacta est”, que, traduzido do latim para o português, significa “a sorte foi lançada”.

ASSINE O CORREIO DO ESTADO

Eleições 2026

Eleitor tem até 3 de outubro para ativar e-Título antes das eleições

Aplicativo permite consultar local de votação e pode ser usado para identificação, mas primeiro acesso

21/09/2026 17h00

Antônio Cruz/Agência Brasil

Continue Lendo...

Quem pretende utilizar o e-Título nas Eleições 2026 precisa concluir o primeiro acesso e a validação do aplicativo até sábado (3), véspera do primeiro turno, marcado para domingo (4). A orientação é especialmente importante para quem ainda não acessou o aplicativo, já que o download e o primeiro acesso ficam indisponíveis no dia da votação.

Segundo o advogado especialista em Direito Eleitoral Newton Lins, o eleitor deve verificar antecipadamente se o aplicativo está funcionando e se os dados estão atualizados para evitar problemas no dia da eleição.

“O eleitor precisa entender que baixar o e-Título não significa que ele já estará pronto para ser utilizado. É necessário fazer o primeiro acesso e concluir a validação das informações. Deixar esse procedimento para o dia da eleição pode gerar uma dificuldade desnecessária justamente no momento em que o eleitor precisa estar com sua documentação regularizada”, afirma.

O e-Título também permite consultar o local de votação, a zona e a seção eleitoral. O serviço pode ser acessado pelo aplicativo e pelo Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A ferramenta pode ser utilizado como documento de identificação no momento da votação quando o aplicativo apresenta a fotografia do eleitor. Nesse caso, basta apresentar a tela do celular ou tablet com o documento digital.

Já quem possui e-Título sem fotografia precisa levar também um documento oficial de identificação com foto. Capturas de tela não substituem o aplicativo como documento de identificação.

Newton Lins orienta que essa conferência seja feita antes da eleição. “O uso do e-Título traz praticidade, mas também exige atenção às condições estabelecidas pela Justiça Eleitoral. O eleitor deve conferir previamente se a fotografia aparece no aplicativo e se os dados estão corretos. Caso não haja fotografia, é necessário levar um documento oficial com foto. O print também não substitui o aplicativo”, explica.

Além da identificação, o aplicativo reúne outros serviços eleitorais e permite consultar informações relacionadas à votação. A ferramenta utiliza mecanismos de segurança para validar a identidade do eleitor, incluindo recursos de validação facial.

Para o especialista, a conferência antecipada também deve incluir outras informações necessárias para o dia da votação. “A tecnologia facilita o acesso do cidadão aos serviços eleitorais, mas não elimina a necessidade de planejamento. Conferir o aplicativo, o local de votação e a documentação antes da eleição é uma forma de evitar imprevistos no dia do voto”, afirma.

O e-Título é gratuito e está disponível para celulares e tablets com sistemas Android e iOS. Para quem pretende utilizar a versão digital do título no primeiro turno, a recomendação é fazer o download, o primeiro acesso e a validação até 3 de outubro.

Manipulação de imagem

Justiça Eleitoral multa deputado por usar vídeo de 2018 com Bolsonaro como se fosse atual

Luiz Ovando (PP) distorceu gravação antiga para simular apoio recente do ex-presidente e foi condenado a pagar R$ 5 mil pelo TRE-MS

21/09/2026 14h58

Luiz Ovando (PP) foi multado pela Justiça Eleitoral

Luiz Ovando (PP) foi multado pela Justiça Eleitoral Reprodução

Continue Lendo...

O deputado federal Luiz Ovando (PP), candidato à reeleição, foi multado pela Justiça Eleitoral por tentar induzir o eleitor a erro, por meio de um vídeo de 2018, com o ex-presidente Jair Bolsonaro, veiculado como se fosse atual.

A condenação pela distorção foi proferida pelo relator do processo no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva, ao julgar procedente a representação ajuizada pela Procuradoria Regional Eleitoral no estado. Com a decisão, o parlamentar foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 5 mil.

Reedição e descontextualização temporal

A infração envolveu o impulsionamento pago de um vídeo gravado originalmente durante a campanha de 2018, no qual Jair Bolsonaro manifestava apoio político a Luiz Ovando. Para o pleito de 2026, a peça foi reeditada com a inserção do novo número de candidatura (1122), a sigla do seu atual partido (PP) e a legenda “ELEIÇÃO 2026”, sem apresentar nenhum aviso claro ou ostensivo sobre o ano original do registro.

De acordo com o TRE-MS, a alteração dos elementos visuais criou uma “grave descontextualização temporal”, levando o eleitor médio ao engano de supor que a declaração e o pedido de voto haviam sido renovados para a disputa eleitoral recente.

A decisão ressaltou ainda o descolamento da realidade provocado pela propaganda impulsionada. 
Jair Bolsonaro foi condenado em 2025 por tentativa de golpe de Estado e cumpre prisão domiciliar, estando sob proibição judicial expressa de utilizar redes sociais. 

Assim, a exibição do vídeo reformatado em 2026 gerava no eleitorado a falsa impressão de se tratar de uma manifestação recente e consentida, situação incompatível com as restrições impostas ao ex-presidente.

Argumentos da defesa e posicionamento do Tribunal

Em sua defesa, o deputado alegou que o registro continha uma declaração autêntica de apoio, sem alteração de áudio ou uso de “deepfake”. 

Luiz Ovando argumentou que as modificações nos elementos visuais serviram apenas para cumprir a obrigação legal de identificar o anunciante e a legenda atual, substituindo dados desatualizados do antigo partido (PSL).

O tribunal, contudo, rejeitou a tese defensiva. O relator fixou o entendimento de que o dever de identificar a candidatura responsável não autoriza a manipulação de mídia histórica sem esclarecer sua origem temporal ao público. 

A distorção configurou infração ao artigo 9º-C da Resolução TSE nº 23.610/2019, que proíbe o uso de conteúdos manipulados ou descontextualizados na propaganda eleitoral.

Ao aplicar a sanção prevista na Lei das Eleições, o relator ponderou que o investimento financeiro para impulsionar e distribuir conteúdo descontextualizado agrava o potencial lesivo ao pleito.

Contudo, considerando que o deputado não possuía reincidência e demonstrou postura colaborativa ao cumprir a ordem judicial de remoção do vídeo em menos de 24 horas, a multa foi estabelecida no patamar mínimo legal de R$ 5 mil.

Outro lado

O deputado federal, por sua vez, reclamou da decisão, por meio de sua assessoria de imprensa. Ele desprezou a justificativa da Justiça Eleitoral classificou como “censura” a decisão de desembargador. 

“História não se apaga. Eu apoio Jair Bolsonaro desde 2018. Esse apoio não foi inventado agora e não nasceu por causa de uma eleição. O vídeo é verdadeiro, o apoio existiu e faz parte da minha história. Mandar retirar essa imagem não muda os fatos. Na minha avaliação, isso é censura”, afirmou Dr. Luiz Ovando.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).