Política

Eleições 2024

Rose deixa para depois do Carnaval o anúncio sobre candidatura ou não

Presidente estadual do União Brasil, ela é vista pela cúpula nacional como o melhor nome para disputar a prefeitura da Capital

Continue lendo...

Um forte nome na disputa pela Prefeitura de Campo Grande nas eleições municipais deste ano, a titular da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e presidente do União Brasil em Mato Grosso do Sul, Rose Modesto, informou ao Correio do Estado que somente após o Carnaval definirá seu futuro político.


Como neste ano a festa pagã mais celebrada pelos brasileiros será de 9 a 14 de fevereiro, somente na segunda quinzena do próximo mês a ex-deputada federal anunciará se será ou não candidata a prefeita da Capital no pleito do dia 6 de outubro.


 
PESQUISAS


“Sobre a minha candidatura ou não à prefeitura municipal, só posso dizer que a minha decisão será anunciada depois do Carnaval, mas a data ainda não fechou. Eu estou decidindo isso com o diretório nacional do União Brasil para poder organizar tudo”, declarou.
 Rose Modesto explicou à reportagem que, até depois do Carnaval, as lideranças nacionais do partido já terão em mãos as últimas pesquisas qualitativas e quantitativas sobre a disputa pela cadeira de chefe do Executivo municipal de Campo Grande.


 “A minha intenção e a do diretório nacional do partido é tomar uma decisão amparada nas pesquisas que foram encomendadas. Portanto, pelo momento, só posso garantir que em fevereiro terei a minha definição sobre a pré-candidatura ou não em Campo Grande”, argumentou.


 Ela pontuou ainda que está preparada, tanto para ser a pré-candidata do União Brasil na Capital quanto para não ser, porém, já recebeu aceno do governo federal para retornar ao cargo de titular da Sudeco caso saia candidata e não vença o pleito.

BAIXA REJEIÇÃO


Nas últimas pesquisas de intenções de voto para a Prefeitura de Campo Grande, o nome da ex-deputada federal tem aparecido entre os favoritos ao cargo, além disso, sua rejeição é uma das menores na comparação com as de outros postulantes ao cargo, o que a credencia para uma vaga no segundo turno.


 Outro ponto positivo para a candidatura dela é o fato de o União Brasil, por ser um dos partidos com o maior número de deputados federais no Congresso Nacional, ter direito a um maior porcentual da verba do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), mais conhecido como Fundo Eleitoral, além de mais tempo de rádio e de televisão para a propaganda eleitoral.

FRENTE AMPLA


A força de Rose é tanta que o nome dela chegou a ser cogitado para ser cabeça de chapa em uma frente ampla de partidos aliados ao PT do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Ela chegou a ser apontada como a candidata ideal para construir uma boa base de apoio para as eleições de 2026.


A explicação seria pelo fato de a ex-deputada federal ser evangélica, mulher e ter boa aceitação em segmentos populares, inclusive naqueles que mesclam tendências conservadoras para o comportamento, mas progressistas para políticas sociais.
Além disso, à frente da Sudeco, ela aproximou-se dos setores empresarial e do agronegócio, abrindo as portas de um segmento que nunca foi o seu forte. Rose é um dos poucos nomes capazes de agregar uma frente ampla de partidos, unindo partidos da esquerda, como PT, Psol e PDT, a partidos mais de centro-direita, como PSB e MDB. 


Um dos “padrinhos” de Rose Modesto para assumir o comando da Sudeco, o deputado federal Vander Loubet (PT), que é o atual coordenador da bancada federal de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional, sabe do potencial da ex-colega de bancada. 


“Sempre tive uma ótima relação com ela e acredito que a Rose é um excelente nome para muitas eleições que virão pela frente”, disse o parlamentar sul-mato-grossense ao Correio do Estado no ano passado.

Assine o Correio do Estado

Eleições 2026

Pardal já soma 19 denúncias de irregularidades eleitorais em MS

Consulta feita pelo Correio do Estado mostra que Campo Grande concentra 12 registros

24/08/2026 16h30

Aplicativo Pardal

Aplicativo Pardal Gerson Oliveira

Continue Lendo...

Consulta feita pelo Correio do Estado ao painel público do Pardal, ferramenta da Justiça Eleitoral destinada ao recebimento de denúncias sobre propaganda irregular, mostra que Mato Grosso do Sul já contabiliza 19 ocorrências relacionadas às eleições de 2026.

O levantamento foi realizado nesta segunda-feira (24), e considera os registros apresentados desde 16 de agosto, data do pontapé oficial do período de campanhas eleitorais. O número representa três denúncias a mais em relação ao balanço do encerramento da primeira semana, que apontava 16 ocorrências.

Campo Grande concentra 12 registros, o equivalente a mais de 60% das denúncias feitas no Estado. Dourados aparece em seguida, com duas. Ivinhema, Jardim, Miranda, Nova Andradina e Três Lagoas possuem uma ocorrência cada.

Na Capital, as denúncias envolvem distribuição de material gráfico, comícios e showmícios, utilização de bens públicos, propaganda na internet e outdoors. Um dos registros aparece no sistema sem a informação sobre o tipo de irregularidade apontada.

Em Dourados, uma denúncia está relacionada ao uso de bens públicos e outra à propaganda na internet. Ivinhema tem um caso envolvendo omissão de informações obrigatórias, enquanto Jardim e Nova Andradina registraram ocorrências relacionadas a outdoors. Em Miranda e Três Lagoas, as denúncias tratam de propaganda eleitoral na internet.

Entre os cargos envolvidos, candidatos a deputado estadual e a deputado federal aparecem empatados, com oito denúncias cada. As duas ocorrências restantes têm como alvo candidaturas ao governo de Mato Grosso do Sul.

O painel público do Pardal não informa os nomes dos candidatos ou responsáveis denunciados. O relatório disponibilizado pela Justiça Eleitoral apresenta somente o município, o tipo de irregularidade, o cargo envolvido e a situação da ocorrência. Os nomes podem constar no ambiente interno da Justiça Eleitoral ou em processos do PJe que não estejam sob sigilo.

A propaganda na internet é o tipo mais frequente, com quatro registros. Bens públicos, comícios e showmícios, distribuição de material gráfico e outdoors aparecem com três denúncias cada. Também há uma ocorrência por omissão de informações obrigatórias e outra sem classificação.

Das 19 denúncias apresentadas em Mato Grosso do Sul, 15 já foram peticionadas no Processo Judicial Eletrônico. Outras duas permanecem em andamento e duas foram baixadas do sistema. A maior parte dos registros, 13, foi enviada por aparelhos com sistema iOS, enquanto seis partiram de dispositivos Android.

O registro no Pardal não significa que a irregularidade tenha sido comprovada. As informações encaminhadas pelos eleitores passam pela análise da Justiça Eleitoral, que verifica a existência de elementos mínimos e define as providências cabíveis para cada caso.
 

eleições 2026

Eduardo Bolsonaro endossa crítica a Michelle e reacende tensão na família durante campanha

Ex-deputado comentou e posteriormente compartilhou um vídeo do influenciador Allan dos Santos no qual a candidatura da ex-primeira-dama ao Senado pelo Distrito Federal é colocada em dúvida

24/08/2026 15h00

Eduardo Bolsonaro endossou crítica a Michelle

Eduardo Bolsonaro endossou crítica a Michelle Foto: Reprodução / Redes Sociais

Continue Lendo...

Um movimento de Eduardo Bolsonaro nas redes sociais voltou a expor divergências dentro da família do ex-presidente Jair Bolsonaro em meio à tentativa de Flávio Bolsonaro (PL) de fortalecer sua campanha presidencial e reconstruir a aproximação política com Michelle Bolsonaro. Neste domingo, o ex-deputado comentou e posteriormente compartilhou um vídeo do influenciador Allan dos Santos no qual a candidatura da ex-primeira-dama ao Senado pelo Distrito Federal é colocada em dúvida.

Ao publicar o conteúdo, Eduardo resumiu sua avaliação em uma frase: "Triste, mas verdadeiro…". No vídeo, Allan afirma preferir a eleição da deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e do ex-desembargador Sebastião Coelho (Novo) à de Michelle. O influenciador também questiona qual será a orientação política da ex-primeira-dama caso ela conquiste uma das duas cadeiras destinadas ao Distrito Federal no Senado.

"Eu prefiro mil vezes Bia Kicis e Sebastião Coelho do que a Michelle com oito anos de incógnita. É uma incógnita, porque nós não sabemos o que ela poderá trazer para a direita. O que não é incógnita: pauta feminista, pauta de esquerda, saindo da boca de alguém que se diz de direita", afirmou Allan.

Michelle, que aparece bem posicionada nas pesquisas para o Senado, disputa espaço justamente com nomes ligados ao mesmo campo da direita.

O episódio ocorre em um momento delicado para Flávio. Nas últimas semanas, o senador e Michelle protagonizaram movimentos de reaproximação após divergências que chegaram a colocar em dúvida o grau de participação da ex-primeira-dama na campanha presidencial. A tentativa agora é ampliar sua presença ao lado do candidato e explorar sua força especialmente entre o eleitorado feminino e os evangélicos.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).