Política

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Rose na chefia da Sudeco não assegura apoio do União Brasil de MS ao governo de Lula

Ex-deputada já está no comando da autarquia; senadora Soraya, da legenda da ex-congressista, avisou que não vota em projeto para agradar presidente

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A cota ofertada pelo governo federal ao União Brasil, em Mato Grosso do Sul, à ex-deputada Federal Rose Modesto, que assumiu ontem a Sudeco (Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste) não abona o apoio do partido em votações de projetos de interesse do presidente Lula, no Congresso.

Compartilhar cargos com adversários políticos é uma prática comum em inícios de gestão. No entato, a "parceria" exige fidelidade, ao menos nas votações dos projetos de lei criados ou brigados pelo governo que tramitam ora na Câmara dos Deputados ora no Senado.

União Brasil de MS não tem parlamentar na Câmara dos Deputados. E a única representante da legenda, em Brasília, a senadora Soraya Thronicke, desde o ano passado, antes do segundo turno que elegeu Lula presidente, mostra-se contrária ao governo petista.

Inclusive, assim que anunciaram o duelo de Lula e Bolsonaro, no segundo turno, a senadora disse que não votaria em ninguém. Preferiria pagar multa por não ir às urnas.

Depois das recentes derrotas do governo na Câmara dos Deputados, semana passada, Lula acendeu um sinal de alerta e exigiu fidelidade dos aliados. Tanto que escalou articuladores próximos para dialogarem com os integrantes de outras legendas que ocupam cargos no governo petista.

Soraya costuma pregar independência no Senado, mesmo com seu partido na chefia de três ministérios.
"Estou aqui representando não os interesses da Soraya, ou de um grupo, mas sim do estado onde nasci e que tenho muito orgulho de representar", escreveu ela. 

Ela disse também que não deve agradar o governo de Lula em circunstância alguma.

"Não voto em um projeto por ser de governo A ou B, e sim pelo que acredito ser o certo e o melhor para o país", respondeu ela em reportagem publicada pelo Correio do Estado, nesta semana.

O CARGO DE ROSE

A também ex-vice-governadora de MS, é a primeira mulher a comandar a Sudeco e vai administrar cerca de R$ 10 bilhões para execução de programas de financiamento aos setores produtivos, prioritariamente os mini e pequenos produtores rurais e microempreendedores individuais, bem como às micro e pequenas empresas.

A ex-congressista disputou o governo de MS, mas ficou fora já no primeiro turno. Hoje, ela trava uma briga judicial com a senadora Soraya por disputa pelo comando regional do UB.

 

 

stf

Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino sobre comando da Polícia Federal

Presidente do STF considerou que decisões conflitantes de dois ministros da Corte obrigavam uma correção imediata

09/09/2026 16h18

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF Foto: Gerson Oliveira

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu as decisões mais recentes dos ministros André Mendonça e Flávio Dino. O primeiro havia determinado o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O segundo, restituído o delegado ao posto. Com a nova decisão de Fachin, Rodrigues é mantido no comando da PF até que a decisão final sobre o caso seja tomada pelo presidente do Supremo.

Na decisão, repreende publicamente Mendonça e Dino pela guerra de liminares. "É grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência."

Também diz que decisões monocráticas em sentidos opostos, comprometem a integridade do tribunal e a ordem pública.

"Delineia-se, assim, quadro de conflitos e sobreposições processuais que configuram grave lesão à ordem pública e à integridade deste Tribunal: decisões monocráticas sucessivas, proferidas por integrantes desta Corte em incidentes distintos, mas entrelaçados pelos mesmos fatos e autoridades", diz a decisão.

Fachin ressalta que havia avocado para si os processos que envolviam decisões de Mendonça e de Alexandre de Moraes sobre desdobramentos do caso Master. Mendonça tornou público relatório de 218 páginas com várias citações a Moraes e conversas que o magistrado manteve com Daniel Vorcaro. Em reação, Moraes usou relatórios de inteligência da PF apócrifos para pedir investigação de Mendonça.

Na sequência, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, o que provocou reação de Dino determinando a restrituição do delegado ao cargo na manhã desta quarta-feira.

Crise

Edson Fachin cancela sessão do STF em meio à crise entre Moraes e Mendonça

Nos bastidores da Corte, há expectativa que Fachin convoque reunião entre ministros

09/09/2026 13h15

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, cancelou a sessão plenária que estava prevista para esta quarta-feira, 9. Não houve justificativa para a atitude. A decisão foi tomada logo depois que o ministro Flávio Dino revogou a decisão do colega André Mendonça de afastar Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal.

Nos bastidores da Corte, há expectativa que Fachin convoque reunião entre ministros, ou que tome alguma decisão relativa à guerra instalada no tribunal nos últimos dias.

A crise começou quando Mendonça divulgou um relatório da Polícia Federal (PF) com trocas de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Na sequência, Moraes pediu a inclusão de Mendonça no inquérito das fake news como investigado.

Fachin, por sua vez, abriu prazo para todos os envolvidos se manifestarem. Enquanto os prazos corriam, Mendonça determinou na terça (8) a retirada de Rodrigues do cargo e, nesta quarta, Dino revogou a medida.

Havia expectativa que a sessão desta quarta fosse palco para a manifestação de ministros sobre a crise. Na terça, na Segunda Turma, que Mendonça integra, havia o mesmo risco. A sessão no colegiado também foi cancelada.

Entre os processos pautados para julgamento no plenário nesta quarta estava um que discute os poderes investigativos da Polícia Federal. Seria analisada a condução de investigações criminais por delegados de polícia, incluindo a possibilidade de requisição direta de perícias, informações, documentos e dados para a instrução de inquéritos.

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