Política

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Ruído

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Redação

09/04/2010 - 20h30
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Sem empolgação

Na edição mais recente da "Billboard Brasil", o músico carioca Lulu Santos queixa-se da situação atual da música, mais diretamente do pop rock. Não observa cenário fértil. Ao contrário. Por causa disso, afirma ouvir somente música do passado. Nesta semana, ao conversar, informalmente, com atuante músico campo-grandense, ouvi dele palavras de puro desalento quanto ao cenário musical. Incluía o próprio trabalho como desinteressante, num momento que nada, ou quase nada, parece empolgar. Reclamara do show de Lenine, apresentado no domingo no Projeto MS Canta Brasil. "Tinha esperança que o show dele fosse bom. Saí na metade. Não aguentei". Entendi que a crítica nem era em torno do talento do músico pernambucano, mas do resultado do que este pretendia.

Sem empolgação 1

Por que cito as opiniões de Lulu Santos e do músico local? Os dois representam o ponto de vista defendido por muitos consumidores de música da atualidade. Não importa a idade. Há quase consenso de que o melhor já foi feito. Isso quer dizer: o melhor está no passado. Não compactuo com a opinião. Tento entender. Com a facilidade estipulada pela internet, é fácil descobrir a origem de muito do que é ouvido atualmente e, muitas vezes, com melhor qualidade do que as versões atuais. Por exemplo, Lady Gaga (foto), depois de rápida pesquisa, não passa de atualização do eurodance do fim dos anos 80. Descontando a produção, as canções da nova diva do pop caberiam, sem problema, numa seleção de flashback de qualquer baile de periferia. O que falar então do Killers? Esses nem disfarçam. Não passam de saqueadores do pós-punk e do tecnopop. Ainda bem que são divertidos. A lista seria enorme. Há ainda quem viva do presente? Sim, as adolescentes que amam Jonas Brothers, Luan Santana, NXZero, Fresno... Estas vivem do agora, do descartável, do que é palpável. Da própria inocência e da falta de informação – ou do excesso dela. Logo crescem e estão ouvindo outra coisa, melhor ou pior. O restante do público continuará cultuando Metallica, Roberto Carlos, Zezé Di Camargo e Luciano, The Beatles – medalhões que são como peru assado em noite de Natal. As pessoas queixam-se da obviedade da iguaria, porém, sempre apreciam um pedaço, entre um prato e outro. Voltando ao assunto inicial, o período com relação à música não é lá muito empolgante, mas é somente um instante, logo passa. Enquanto isso não acontece, aplausos para Charly Garcia, Nei Lopes, Chico Buarque, Charme Chulo, Lou Reed, Pena Branca, Sex Beatles, Facas Voadoras...

Lotação

Não tenho bola de cristal. Muito menos sou de fazer previsões, mas o êxito do filme "Chico Xavier", de Daniel Filho, não me causou qualquer surpresa. Mistura-se tema popular, divulgação maciça e produto profissional. O resultado não poderia ser diferente: alta bilheteria. Da mesma forma antevi o desempenho modesto de "Lula, o filho do Brasil", de Fábio Barreto. Os números superlativos previstos pelos produtores deste filme nunca me convenceram. O possível público da obra sobre o presidente não vai ao cinema. É aquela parcela da população que se afastou das salas de projeção no fim da década de 1970. Hoje, com a supremacia dos multiplex, que cobram, normalmente, ingresso acima de R$ 10, o público C e D prefere consumir audiovisual inédito via pirata. No caso de Chico Xavier, o público potencial é muito maior. Se um filme modesto – e ruim – como "Gregório de Menezes", com temática espírita, conseguiu ultrapassar a marca de 500 mil espectadores, imagine a superprodução sobre a vida do médium mais conhecido do Brasil. Um recorde pode estar a caminho.

STF

Moraes manda prender sete kids pretos condenados pela trama golpista

Prisões foram determinadas após o fim do processo

13/03/2026 16h00

Ministro do STF, Alexandre de Moraes

Ministro do STF, Alexandre de Moraes Divulgação

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão definitiva de sete kids pretos que foram condenados pela trama golpista ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro.

No grupo, há seis militares e um agente da Polícia Federal. Eles fazem parte do Núcleo 3 da acusação de golpe de Estado e foram denunciados por planejar ações táticas para sequestrar e matar Moraes, o vice-presidente Geraldo Alckmin, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022.

As prisões foram determinadas após o fim do processo e da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo negou os últimos recursos apresentados pelos réus. Nesta semana, o acórdão do julgamento foi publicado, e o ministro determinou a execução das penas.

Confira as penas dos réus:

  1. Hélio Ferreira Lima - tenente-coronel: 24 anos de prisão;
  2. Rafael Martins de Oliveira - tenente-coronel: 21 anos de prisão;
  3. Rodrigo Bezerra de Azevedo - tenente-coronel: 21 anos de prisão;
  4. Wladimir Matos Soares - policial federal: 21 anos de prisão;
  5. Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros - tenente-coronel: 17 anos de prisão;
  6. Bernardo Romão Correa Netto - coronel: 17 anos de prisão;
  7. Fabrício Moreira de Bastos - coronel: 16 anos de prisão.

Observação

Moraes autoriza Michelle como acompanhante de Bolsonaro e determina segurança 24h no hospital

Ministro cancelou todas as visitas previstas para o ex-presidente na cadeia

13/03/2026 13h30

Alexandre de Moraes / Divulgação

Alexandre de Moraes / Divulgação Divulgação

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, autorizou nesta sexta-feira, 13, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) receba a visita de familiares e tenha acompanhamento de sua mulher, Michelle Bolsonaro (PL) no hospital DF Star, onde está internado após apresentar "quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios". Além disso, o magistrado também determinou que o Núcleo do Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar forneça segurança 24h para Bolsonaro no hospital.

O ministro cancelou todas as visitas previstas para o ex-presidente na cadeia, e especificou quais familiares estão autorizados a visitá-lo no hospital. Segundo a decisão, podem entrar na unidade médica:

"A esposa do custodiado, Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, como acompanhante do internado";

"Os filhos Flávio Nantes Bolsonaro, Carlos Nantes Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro, a filha Laura Firmo Bolsonaro e enteada Letícia Marianna Firmo da Silva".

Nas redes sociais, Michelle manifestou apoio ao marido. Em uma publicação em seu perfil no Instagram nesta sexta, ela pede orações para Bolsonaro. "Confiai no Senhor perpetuamente porque o Senhor Deus é uma rocha eterna. Deus está no controle de todas as coisas. Meu amor vai ficar bem", escreveu.

Medidas de segurança no hospital

Bolsonaro está detido no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Por volta das 8h desta sexta, ele precisou ser atendido na prisão e deslocado até o hospital após queixar-se de falta de ar. Ele chegou ao hospital DF Star por volta das 9h, em uma operação do Samu em conjunto com o Corpo de Bombeiros e com apoio da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

Na decisão, Moraes também determina que o batalhão do presídio "providencie a vigilância e segurança do custodiado durante sua internação, bem como do hospital, mantendo equipes de prontidão; garantindo, ainda, a segurança e fiscalização 24 horas por dia, mantendo, no mínimo 2 policiais militares na porta do quarto do hospital, bem como as equipes que entender necessárias dentro e fora do hospital".

Ainda nas medidas de segurança da internação de Bolsonaro, Moraes proibiu a entrada no quarto hospitalar e na UTI de "computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, salvo obviamente os equipamentos médicos, devendo a Polícia assegurar o cumprimento da restrição", escreveu.

Quadro médico de Bolsonaro

O hospital DF Star informou em boletim médico que o ex-presidente deu entrada e foi internado na manhã desta sexta-feira, 13, com "quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios". Segundo os médicos, os exames confirmaram "broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa", ou seja, uma infecção bacteriana nos dois pulmões, causada pela entrada de líquido do estômago ou da boca nas vias respiratórias.

Segundo o boletim, Bolsonaro "no momento encontra-se internado em unidade de terapia intensiva, em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo". A nota foi assinada pelo cardiologista do ex-presidente, Brasil Caiado, pelo coordenador da UTI geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior e pelo diretor geral do hospital, Allisson Barcelos Borges.

Após a internação, seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou o hospital e afirmou que o ex-presidente estava "consciente e lúcido, mas com voz fraca e abatida. Segundo Flávio, "nunca houve tanto líquido no pulmão dele. Líquido que veio da broncoaspiração, do seu estômago", disse aos jornalistas na saída do hospital.

Segundo Flávio, a água dos pulmões de Bolsonaro é oriunda do estômago, por causa dos soluços frequentes que o ex-presidente apresenta. "Isso pode se alastrar para uma grande infecção", disse o senador.

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