Política

CENTENÁRIO DE NASCIMENTO

Senado vai prestar homenagem a Noel Rosa

Senado vai prestar homenagem a Noel Rosa

AGÊNCIA SENADO

12/12/2010 - 13h00
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O Senado vai comemorar na sessão plenária da próxima quinta-feira (16), às 14h, o centenário de nascimento de Noel Rosa, cantor, compositor, bandolinista, violonista e um dos maiores e mais importantes artistas da música no país. O requerimento solicitando a homenagem é de autoria do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE).

Noel Rosa nasceu em 11 de dezembro de 1910 no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, que se tornou célebre graças a suas músicas. Em 1927, fundou o Bando dos Tangarás, com os compositores João de Barro (Braguinha), Almirante, Alvinho e Henrique Brito. Em 1929, Noel criou suas primeiras composições: Minha Viola e Toada do Céu. Posteriormente, trabalhou com dezenas de parceiros e integrou outros grupos musicais.

Em 1930, entrou para a Faculdade Nacional de Medicina, atendendo a um desejo da mãe, que era filha de médico, mas abandonou o curso dois anos depois. No ano seguinte, compôs Com que Roupa?, que fez grande sucesso no carnaval de 1931 e tornou-se um clássico do cancioneiro popular. A composição teria sido feita quando Noel descobriu que não poderia ir a uma festa com os amigos porque a mãe, preocupada com sua saúde frágil, escondeu as roupas do filho para ele não sair de casa.

A partir daí, Noel tornou-se um compositor criativo e protagonizou uma carreira de sucesso, com mais de 300 composições, entre sambas e marchinhas. Além de crônicas do cotidiano da vida carioca, muitas carregadas com seu senso de humor, as letras de Noel falaram sobre amor, briga e ciúme. Entre suas músicas de sucesso, destacam-se: Feitiço da Vila, Filosofia, Fita amarela, Gago apaixonado, O x do problema, Palpite infeliz, Pra que mentir, Mulher indigesta, Pierrô apaixonado, Conversa de botequim, Coração e Três apitos.

O compositor também vendeu suas músicas para outros cantores, e ficou conhecido no rádio pelas vozes de Araci de Almeida, Mário Reis e Francisco Alves. Participou ainda de programas de rádio e fez recitais e apresentações públicas.

Em 1934, o poeta, que chegou a namorar várias mulheres ao mesmo tempo, apaixonou-se por Ceci, dançarina de profissão. No fim desse mesmo ano, no entanto, acabou casando-se com Lindaura. Nos anos seguintes, Noel contraiu tuberculose, e passou uma temporada em Belo Horizonte em busca de tratamento, voltando, posteriormente, ao Rio. Apesar de travar uma luta contra a doença, continuou na vida boêmia, bebendo e fumando.

Em 1935, duas de suas composições estrearam no cinema, no filme Alô, Alô Carnaval, de Adhemar Gonzaga. Eram duas marchas de carnaval que constaram da trilha sonora do filme, feitas por Noel em parceria com Heitor dos Prazeres e Hervé Cordovil: Pierrô apaixonado e Não resta a menor dúvida.

Primeiro filho do comerciante Manoel e da professora Martha de Medeiros Rosa, Noel nasceu de um parto difícil com uso do fórceps, o que acabou causando um afundamento em sua mandíbula. Aos seis anos de idade, foi operado, permaneceu com o queixo um pouco retraído por toda vida.

Com sua mãe, aprendeu a tocar bandolim, e depois passou a tocar violão, instrumento utilizado por seu pai. O único irmão, Hélio de Medeiros Rosa, era quatro anos mais novo que Noel. O compositor tinha apenas 26 anos quando faleceu em sua casa, no bairro de Vila Isabel, em 4 de maio de 1937, em consequência da tuberculose. Para Inácio Arruda, apesar da morte precoce, Noel "mostrou ao mundo porque veio, teve uma vida cultural e artística pródiga e foi um dos maiores ícones da música brasileira".

SEM CANDIDATOS

Tereza Cristina e PP mantêm postura sobre não ter candidatos ao Senado em MS

A presidente do partido no Estado confirmou que a estratégia é seguir a escolha da direita e apoiar a candidatura de Reinaldo Azambuja (PL)

31/03/2026 20h50

Senadora Tereza Cristina

Senadora Tereza Cristina Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Na noite desta terça-feira (31), durante o ato de filiação do deputado federal Dagoberto Nogueira ao Partido Progressistra (PP), a senadora e presidente da sigla em Mato Grosso do Sul Tereza Cristina confirmou que não haverá candidato ao cargo de senador federal no Estado. 

Ao lado do governador Eduardo Riedel, a líder do partido no Estado confirmou que a estratégia do PP é seguir a escolha da direita e apoiar a candidatura de Reinaldo Azambuja, além de outro nome que ainda não foi decidido.

"O nosso candidato para senador é o Reinaldo Azambuja e ainda tem uma discussão sobre quem será o segundo candidato do nosso campo, da nossa aliança".

Sobre a formação da federação junto com o União Brasil, Tereza Cristina falou sobre o desafio de montar uma única chapa para estas eleições, dado que ambos os partidos possuem muitos postulantes. 

Para maximizar o número de eleitos, a federação busca alianças com outros partidos da direita, como o PL, Republicanos e possivelmente o PSDB.

"O nosso maior desafio é montar uma chapa competitiva para que possamos eleger o nosso governador, ter aí os nossos candidatos a deputados federais eleitos e os nossos candidatos estaduais. E como nós não temos senadores, temos uma ampla aliança com outros partidos, com o PL, com os Republicanos, talvez com o PSDB. Com essa aliança também, elegemos o maior número possível de candidatos a deputados estaduais, federais, governador, senador".

Questionada sobre as expectativas para as eleições, a senadora afirmou que a ideia do partido é eleger no mínimo dois deputados federais e com a possibilidade de um terceiro, dependendo da composição final da chapa. Já para os deputados estaduais, o PP tentará eleger seis membros.

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"Nunca fui convidada"

Tereza Cristina disse que se for convidada para ser vice de Flávio, irá "pensar"

A senadora tem sido cogitada por lideranças da direita como nome para compor a chapa presidencial da direita ao lado de Flávio Bolsonaro

31/03/2026 14h00

Tereza Cristina e o ex-presidente Jair Bolsonaro

Tereza Cristina e o ex-presidente Jair Bolsonaro Divulgação

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A Senadora Tereza Cristina (PP) afirmou que nunca recebeu um convite para ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro na disputa pela presidência do Brasil. Mas, caso houvesse, ela iria “pensar”. 

“Esse assunto não sai da minha frente. Nunca fui convidada. se eu for, lá na frente, vamos pensar. Nunca chegou esse convite”, disse em entrevista nesta terça-feira (31). 

Tereza é um nome que vem sendo dito desde as últimas eleições, por ser uma voz de liderança feminina entre a direita e voz para o agronegócio. 

Em fevereiro deste ano, ela assumiu a presidência do Conselho Superior do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a convite do presidente da entidade, Paulo Skaf. 

Recentemente, em entrevista para a Veja, ela afirmou que se sentir “preparada” para assumir a vice-presidência ao lado de Flávio Bolsonaro, nome considerado o mais capaz de tirar Lula das eleições. No entanto, não descartou a chance de lançar seu próprio nome como candidata à presidência. 

"Me sinto honrada com isso. Mas também posso ser candidata a presidente como mulher, por que não? Me sinto preparada. Mas isso não depende da minha vontade. Ser vice-presidente não é o meu sonho de consumo”, disse. 

Durante evento de filiação de cinco deputados ao Partido Liberal (PL) na noite de ontem (30), o presidente do partido, Reinaldo Azambuja, também frisou o desejo da senadora de compor a chapa de Bolsonaro. 

“Eu olho pra Tereza Cristina e me dá uma vontade de ver você como vice do Flávio Bolsonaro. Eu sei que você vai ser guerreira, vai falar o que você fez pelo Brasil como a melhor ministra da agricultura nos momentos mais difíceis”, afirmou no evento. 

Cenário eleitoral

Um levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência em parceria com o BTG Pactual, divulgado nesta segunda-feira (30), aponta um cenário de forte polarização na disputa presidencial de 2026, com o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) empatados no segundo turno e tecnicamente empatados no primeiro turno, em diferentes simulações.

Nos cenários de segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados com 46% cada, e 7% afirmam que votariam em branco ou nulo.

No cenário principal de primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 38%. Como a margem de erro da pesquisa é de 2pp, os dois estão empatados tecnicamente. 

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