Política

GOVERNO FEDERAL

Sônia Guajajara será ministra dos Povos Indígenas de Lula

Nova ministra é deputada federal eleita pelo PSOL-SP

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A deputada federal eleita Sonia Guajajara (PSOL-SP) foi escolhida para ser a primeira ministra dos Povos Indígenas. O anúncio oficial deve ser feito por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos próximos dias, junto com o restante dos escolhidos para ocupar a Esplanada.

Guajajara foi um dos três nomes enviados pela Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) como sugestões para o cargo mais alto da pasta, que será criada pelo próximo governo.

Ela passou o Natal em sua aldeia e chegou nesta terça-feira (27) a Brasília, onde será convidada formalmente por Lula, provavelmente em um encontro pessoal -já houve conversas por telefone e ela aceitará o cargo.

Na lista de cotados também estavam Joênia Wapichana, deputada federal não reeleita da Rede de Roraima, e o vereador de Caucaia (CE) Weibe Tapeba (PT).

A definição do seu nome demorou mais que o previsto, como mostrou a coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, em razão da indefinição acerca do formato que a futura pasta terá.

Durante a transição, Lula chegou a indicar que, na verdade, poderia criar uma secretaria especial em vez de um ministério -possibilidade que foi prontamente rebatida pelas lideranças indígenas, como mostrou a Folha de S.Paulo.

Segundo pessoas envolvidas na estruturação do ministério, ele abraçará a Funai (Fundação Nacional do Índio) e pode funcionar com o seu orçamento em um primeiro momento.

A transferência da fundação, que hoje está sob o Ministério da Justiça, para os Povos Indígenas, foi um dos entraves para a formulação do organograma da pasta, uma vez que há questões burocráticas que precisam ser resolvidas para funcionar.

Por exemplo, por lei, demarcações de terra, que são de incumbência da Funai, precisam passar pela Justiça para serem homologadas.

Já a Sesai (Secretaria de Saúde Indígena), um dos órgãos com maior verba dentro da política indígena, deverá seguir com o Ministério da Saúde.

O argumento é que, em primeiro lugar, uma mudança drástica em todas as instâncias da política indígena neste momento pode atrapalhar a operação de algumas áreas importantes -como no caso da saúde.

Ao mesmo tempo, o movimento indígena entende que é importante ter capilaridade dentro do governo federal, ou seja, ter espaço também em outras pastas e não só na dos Povos Indígenas. Nesse sentido, a reivindicação é de que também a chefia de outros órgãos, como a Sesai ou a secretaria responsável pela educação indígena, seja ocupada por lideranças indígenas ou pessoas indicadas por elas.

Ativista conhecida internacionalmente, Guajajara despontou como a favorita para assumir a pasta nas últimas semanas.

Ela foi eleita deputada federal pela primeira vez na eleição deste ano, em que disputou por São Paulo, e não pelo Maranhão, onde nasceu.

A explicação é que o estado paulista tem direito a mais deputados na Câmara e é uma região onde ela teria um potencial de votos maior que em sua terra natal, em razão do maior colégio eleitoral.

A escolha de Guajajara para o ministério, no entanto, irá desfalcar a bancada indígena no Congresso.
Uma vez que a atual deputada Joênia Wapichana (Rede-RR) não conseguiu se reeleger e deixou a Câmara nessa legislatura, apenas Célia Xakriabá (PSOL), eleita em Minas Gerais, será diretamente ligada ao movimento indígena na Casa.

Como mostrou a Folha, no geral, a bancada indígena contará com nomes não reconhecidos pelo movimento e também de direita, como o senador eleito Hamilton Mourão (Republicanos-SC e autodeclarado indígena) e Silvia Waiapi (PL-RO), bolsonarista.

Sônia Guajajara, 48, nasceu na Terra Indígena Arariboia, no Maranhão, e ainda criança se mudou para Imperatriz. Se tornou uma das principais lideranças do movimento indígena, inclusive tendo discursado em cúpulas das Nações Unidas.

Já em 2018, já no PSOL, ela foi candidata a vice-presidente na chapa de Guilherme Boulos.
Com a escolha de Sônia Guajajara e também a da deputada federal eleita Marina Silva (Rede-SP), esta última para o Meio Ambiente, a federação entre os dois partidos terá dois novos nomes na Câmara dos Deputados.

Pelo resultado das eleições, os dois primeiros nomes na lista de suplência para o estado de São Paulo são a professora Luciene Cavalcante e o atual deputado Ivan Valente, ambos do PSOL.

ELEIÇÕES 2026

Em Brasília, Flávio Bolsonaro reafirma acordo com Azambuja e Riedel em MS

Reunião na sede do PL não teve a participação do deputado federal Marcos Pollon, apesar da presença dele no diretório nacional

05/03/2026 08h00

Valdemar Costa Neto, Rogério Marinho, Flávio Bolsonaro, Reinaldo Azambuja, Riedel e Rodrigo Perez

Valdemar Costa Neto, Rogério Marinho, Flávio Bolsonaro, Reinaldo Azambuja, Riedel e Rodrigo Perez Divulgação

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Na tarde de ontem, após reunião na sede da executiva nacional do PL, em Brasília (DF), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reafirmou o acordo feito pelo seu pai, o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) com o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e com o governador Eduardo Riedel (PP) para as eleições gerais deste ano em Mato Grosso do Sul.

Ou seja, o PL vai apoiar a reeleição de Riedel ao cargo de governador e terá dois candidatos ao Senado, os quais serão escolhidos levando em conta a viabilidade política dos postulantes, que no momento são Azambuja, o ex-deputado estadual Capitão Contar, o deputado federal Marcos Pollon e a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira.

Em vídeo postado nas redes sociais, o pré-candidato à Presidência da República ressaltou a importância do encontro com as lideranças políticas de Mato Grosso do Sul.

“É uma grande honra estar aqui com esse quadro tão qualificado de políticos, formando pelo presidente Valdemar Costa Neto, pelo governador Riedel, pelo Reinaldo Azambuja e pelo senador Rogério Marinho”, disse.

Flávio prosseguiu dizendo que está feliz, porque a cada dia tem conversado mais sobre a estratégia nacional do PL para o pleito deste ano.

“Tenho certeza que em Mato Grosso do Sul essa unidade está mantida. Eu confio muito no governador Riedel, que faz um trabalho excepcional em Mato Grosso do Sul. Também temos o Azambuja, que é um craque e está aqui para encorajar o nosso time, sendo o presidente do partido no Estado”, destacou.

Flávio Bolsonaro reforçou que está muito confiante em que Mato Grosso do Sul será o estado que “vai nos ajudar muito na reconstrução e na retomada do nosso Brasil, com o time unido, pronto para o combate”.

“Então a gente não vai titubear. Vamos estar aqui juntos, unidos, porque Mato Grosso do Sul não tem espaço para a esquerda. Vamos com a gente, estamos juntos”, concluiu o senador Flávio Bolsonaro.

Após a reunião, Azambuja conversou com o Correio do Estado e completou que a reunião foi muito produtiva e transcorreu de forma tranquila.

“O Flávio reforçou a manutenção da união da direita em Mato Grosso do Sul e o nosso projeto de reeleger o Riedel como governador e conquistar as duas cadeiras no Senado Federal. Ele também assegurou que o acordo firmado em 2024 com o presidente Bolsonaro está mantido”, garantiu.

As declarações de Flávio Bolsonaro e Reinaldo Azambuja foram reforçadas pelo governador Eduardo Riedel.

“Nosso time é um só e trabalha unido por Mato Grosso do Sul e pelo Brasil”, declarou, pondo fim ao clima que foi criado no sábado passado após ser divulgada uma carta do ex-presidente Bolsonaro informando que seu candidato a senador pelo PL no Estado é o deputado federal Marcos Pollon.

O fato provocou um alvoroço na direita, pois, desde o ano passado o PL de Mato Grosso do Sul trabalha com a ideia de que os dois escolhidos para concorrer ao Senado pela legenda serão aqueles que apresentarem a melhor performance nas pesquisas qualitativas e quantitativas de intenções de votos, o que, até o momento, qualifica Azambuja e Capitão Contar.

A reportagem apurou que Marcos Pollon estava presente no prédio da executiva nacional do PL em Brasília, mas não foi convidado para participar da reunião de Flávio Bolsonaro, Valdemar Costa Neto e Rogério Marinho com o governador Eduardo Riedel e com o ex-governador Reinaldo Azambuja, demostrando que o deputado federal não tem o mesmo prestígio que as duas lideranças políticas sul-mato-grossenses têm com a cúpula nacional do da legenda.

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Guerra

Ministro da Defesa do Israel ameaça matar quem for escolhido como líder supremo do Irã

No sábado, 28, o ataque lançado pelos Estados Unidos e por Israel matou o aiatolá Ali Khamenei

04/03/2026 23h00

Foto: Divulgação

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O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz (foto), ameaçou nesta quarta-feira (4) matar o próximo líder supremo do Irã, independentemente de quem seja escolhido para o cargo.

"Qualquer líder nomeado pelo regime terrorista iraniano para dar continuidade e comandar o plano de destruir Israel, ameaçar os Estados Unidos e o mundo livre e os países da região e reprimir o povo iraniano será um alvo para eliminação", disse Katz, em publicação no X.

No sábado, 28, o ataque lançado pelos Estados Unidos e por Israel matou o aiatolá Ali Khamenei, que até então era o líder supremo do Irã. Na terça-feira, 3, as forças israelenses bombardearam um prédio que costuma abrigar reuniões da Assembleia de Especialistas, responsável pela escolha do novo líder supremo.

O regime iraniano informou, no entanto, que o imóvel estava vazio e que a reunião dos 88 aiatolás que fazem parte da Assembleia de Especialistas seria realizada virtualmente. Fonte: Associated Press.

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