Política

ELEIÇÕES 2026

Em Brasília, Flávio Bolsonaro reafirma acordo com Azambuja e Riedel em MS

Reunião na sede do PL não teve a participação do deputado federal Marcos Pollon, apesar da presença dele no diretório nacional

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Na tarde de ontem, após reunião na sede da executiva nacional do PL, em Brasília (DF), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reafirmou o acordo feito pelo seu pai, o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) com o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e com o governador Eduardo Riedel (PP) para as eleições gerais deste ano em Mato Grosso do Sul.

Ou seja, o PL vai apoiar a reeleição de Riedel ao cargo de governador e terá dois candidatos ao Senado, os quais serão escolhidos levando em conta a viabilidade política dos postulantes, que no momento são Azambuja, o ex-deputado estadual Capitão Contar, o deputado federal Marcos Pollon e a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira.

Em vídeo postado nas redes sociais, o pré-candidato à Presidência da República ressaltou a importância do encontro com as lideranças políticas de Mato Grosso do Sul.

“É uma grande honra estar aqui com esse quadro tão qualificado de políticos, formando pelo presidente Valdemar Costa Neto, pelo governador Riedel, pelo Reinaldo Azambuja e pelo senador Rogério Marinho”, disse.

Flávio prosseguiu dizendo que está feliz, porque a cada dia tem conversado mais sobre a estratégia nacional do PL para o pleito deste ano.

“Tenho certeza que em Mato Grosso do Sul essa unidade está mantida. Eu confio muito no governador Riedel, que faz um trabalho excepcional em Mato Grosso do Sul. Também temos o Azambuja, que é um craque e está aqui para encorajar o nosso time, sendo o presidente do partido no Estado”, destacou.

Flávio Bolsonaro reforçou que está muito confiante em que Mato Grosso do Sul será o estado que “vai nos ajudar muito na reconstrução e na retomada do nosso Brasil, com o time unido, pronto para o combate”.

“Então a gente não vai titubear. Vamos estar aqui juntos, unidos, porque Mato Grosso do Sul não tem espaço para a esquerda. Vamos com a gente, estamos juntos”, concluiu o senador Flávio Bolsonaro.

Após a reunião, Azambuja conversou com o Correio do Estado e completou que a reunião foi muito produtiva e transcorreu de forma tranquila.

“O Flávio reforçou a manutenção da união da direita em Mato Grosso do Sul e o nosso projeto de reeleger o Riedel como governador e conquistar as duas cadeiras no Senado Federal. Ele também assegurou que o acordo firmado em 2024 com o presidente Bolsonaro está mantido”, garantiu.

As declarações de Flávio Bolsonaro e Reinaldo Azambuja foram reforçadas pelo governador Eduardo Riedel.

“Nosso time é um só e trabalha unido por Mato Grosso do Sul e pelo Brasil”, declarou, pondo fim ao clima que foi criado no sábado passado após ser divulgada uma carta do ex-presidente Bolsonaro informando que seu candidato a senador pelo PL no Estado é o deputado federal Marcos Pollon.

O fato provocou um alvoroço na direita, pois, desde o ano passado o PL de Mato Grosso do Sul trabalha com a ideia de que os dois escolhidos para concorrer ao Senado pela legenda serão aqueles que apresentarem a melhor performance nas pesquisas qualitativas e quantitativas de intenções de votos, o que, até o momento, qualifica Azambuja e Capitão Contar.

A reportagem apurou que Marcos Pollon estava presente no prédio da executiva nacional do PL em Brasília, mas não foi convidado para participar da reunião de Flávio Bolsonaro, Valdemar Costa Neto e Rogério Marinho com o governador Eduardo Riedel e com o ex-governador Reinaldo Azambuja, demostrando que o deputado federal não tem o mesmo prestígio que as duas lideranças políticas sul-mato-grossenses têm com a cúpula nacional do da legenda.

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NOVO DESEMBARGADOR

Com lista da OAB definida, TJ seleciona até julho os 3 nomes para enviar a governador

Após receber lista sêxtupla do quinto constitucional, o Tribunal Pleno da Corte tem a missão de reduzir pela metade essa relação

30/05/2026 08h30

Bitto Pereira com Ewerton de Brito, Regina Bezerra, José Cury, Silmara Salamaia, Ana Ali e José da Rosa

Bitto Pereira com Ewerton de Brito, Regina Bezerra, José Cury, Silmara Salamaia, Ana Ali e José da Rosa Gerson Walber/OAB-MS

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Com a definição da lista sêxtupla da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS), a escolha do novo desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) pelo quinto constitucional entra em sua fase decisiva, que deve ser concluída até julho.

No entanto, a partir de agora, cabe ao Tribunal Pleno da Corte de Justiça analisar os seis indicados e formar a lista tríplice que será encaminhada ao governador Eduardo Riedel (PP), responsável pela nomeação do novo integrante do TJMS.

Após receber formalmente a relação elaborada pela OAB-MS, o Tribunal Pleno terá a missão de reduzir pela metade o número de candidatos, escolhendo três nomes entre os seis advogados selecionados pela categoria. 

Embora não exista prazo legal para essa definição, a expectativa é de que a votação ocorra até julho, seguindo o ritmo tradicional adotado pelo Tribunal em processos semelhantes.

A lista sêxtupla foi definida na sexta-feira pelo Conselho Seccional da OAB-MS, sendo que a procuradora do Estado Ana Carolina Ali Garcia foi a mais votada, com 43 votos.

Também foram escolhidos Regina Iara Ayub e Silmara Salamaia Gonçalves, ambas com 42 votos, José Eduardo Chemin Cury, mais conhecido como “Dadinho Cury”, com 41 votos, Ewerton Araújo de Brito, com 39 votos, e José Roberto Rodrigues da Rosa, com 35 votos.

A composição atende à regra de paridade de gênero adotada pela entidade para as vagas do quinto constitucional, reunindo três mulheres e três homens.

Ao encerrar a sessão, o presidente da OAB-MS, Bitto Pereira, informou ao Correio do Estado que a lista será encaminhada ao presidente do TJMS, desembargador Dorival Renato Pavan, nesta segunda-feira.

Ele também  destacou o nível do processo e o compromisso institucional da entidade. “Foi uma eleição em altíssimo nível, com debates relevantes. Fizemos aquilo que compete ao Conselho: um trabalho sério, digno, na escolha dos representantes da advocacia”, afirmou.

Bitto Pereira ainda  ressaltou a responsabilidade dos eleitos na representação da classe. “A partir deste momento, a nossa história fica atrelada à de vocês. Que jamais se esqueçam de que chegaram ao tribunal escolhidos pela advocacia e que devem honrar esse compromisso com a defesa das prerrogativas e com a valorização da profissão”, declarou.

TRIBUNAL PLENO

A partir desse momento, os desembargadores passarão a avaliar os currículos e trajetórias dos candidatos antes da votação que definirá os três finalistas.

Concluída essa etapa, a lista tríplice será enviada ao governador Eduardo Riedel, que terá prazo constitucional de 20 dias para escolher o novo desembargador.

Caso a nomeação não ocorra dentro desse período, a vaga será preenchida pelo candidato mais votado pelo Tribunal Pleno, conforme artigo 94 da Constituição.

Entretanto, a reportagem apurou que é a intenção de Riedel fazer a nomeação o mais rápido possível para não atrapalhar a sua campanha eleitoral pela reeleição ao cargo de governador.

Porém, a expectativa nos meios jurídico e político é de que todo o processo seja concluído em cerca de 60 dias, dependendo do calendário de sessões do TJMS e da tramitação interna dos atos necessários na escolha.

O futuro desembargador ocupará a vaga deixada por Ary Raghiant Neto, que deixou a magistratura em março deste ano após três anos e meio no cargo para retornar ao exercício da advocacia.

*Saiba

As advogadas escolhidas são Ana Carolina Ali Garcia, Regina Iara Ayub Bezerra e Silmara Salamaia Gonçalves, enquanto os advogados são José Eduardo Chemin Cury, Ewerton Araújo de Brito e José Roberto Rodrigues da Rosa.

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Proposta

ALEMS propõe órgão exclusivo para defesa dos direitos das mulheres

Projeto prevê estrutura permanente voltada ao combate à violência de gênero e à defesa dos direitos das mulheres no Parlamento estadual

29/05/2026 16h17

Divulgação/Alems

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) começou a analisar uma proposta que cria a Procuradoria Especial da Mulher, estrutura parlamentar destinada à defesa dos direitos femininos, ao enfrentamento da violência de gênero e ao fortalecimento da participação das mulheres nos espaços de representação política.

A medida está prevista no Projeto de Resolução 21/2026, que tramita na Casa de Leis e propõe alterações no Regimento Interno da Assembleia.

A matéria foi apresentada pela Mesa Diretora, com coautoria da deputada Mara Caseiro (PL), e agora segue para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).

A proposta prevê mudanças no artigo 46 do Regimento Interno, ampliando as atribuições relacionadas à discussão e ao acompanhamento de políticas públicas voltadas às mulheres.

Entre os temas que passarão a receber atenção específica estão o combate à violência doméstica e familiar, ao feminicídio, ao assédio moral e sexual, além de questões ligadas à saúde, segurança, igualdade de gênero e ao atendimento policial e pericial especializado.

Outro ponto central do projeto é a criação do Capítulo III, denominado “Da Procuradoria Especial da Mulher”. Pelo texto, o órgão será composto por uma procuradora-geral e uma procuradora-adjunta, escolhidas entre as deputadas em exercício e designadas pela Presidência da Assembleia.

O mandato será de dois anos, coincidindo com o período da Mesa Diretora, sendo permitida uma recondução.

Atribuições

Entre as competências previstas para a Procuradoria Especial da Mulher estão a defesa dos direitos das mulheres, a fiscalização e o acompanhamento de políticas públicas voltadas à proteção feminina e ao combate à violência doméstica, além do recebimento, análise e encaminhamento de denúncias de violência e discriminação aos órgãos competentes.

A proposta também estabelece que a estrutura poderá atuar como elo entre a população e os órgãos responsáveis pela proteção das mulheres, contribuindo para ampliar o acesso a mecanismos de denúncia e acolhimento.

Protocolo de acolhimento

Na justificativa do projeto, os autores destacam que a criação da Procuradoria Especial da Mulher representa um avanço institucional para fortalecer a proteção feminina dentro e fora do ambiente legislativo.

“A matéria altera o Regimento Interno, com o objetivo de criar a Procuradoria Especial da Mulher, uma estrutura parlamentar voltada à defesa dos direitos das mulheres, ao enfrentamento da violência de gênero e ao fortalecimento da representação feminina na política. Entre as competências atribuídas à procuradoria, figura a elaboração do protocolo de Atendimento, Acolhimento e Prevenção às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Familiar, estabelecendo desde já o caminho institucional para que a proteção às mulheres no âmbito da Casa Legislativa ganhe forma concreta e padronizada”, destaca a justificativa da matéria. 

O texto também ressalta a necessidade de adequação das atribuições das comissões permanentes ligadas à defesa dos direitos da mulher e ao combate à violência doméstica e familiar, de forma a integrar as ações do novo órgão à estrutura já existente na Assembleia Legislativa.

Caso seja aprovado pelas comissões e pelo plenário, o projeto incorporará a Procuradoria Especial da Mulher ao Regimento Interno da ALEMS, criando um espaço institucional permanente para acompanhamento, fiscalização e promoção de políticas voltadas à proteção e garantia dos direitos das mulheres em Mato Grosso do Sul.



 

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