Política

espionagem clandestina

Simone e Soraya foram alvo da arapongagem da "Abin paralela"

Elas faziam parte da CPMI da Covid e integram uma relação com 21 nomes trazida a público pelo Jornal da Band nesta sexta-feira

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Candidatas a presidente na eleição de 2022, as sul-mato-grossenses Soraya Thronicke e Simone Tabet foram alvo da arapongagem ilegal feita pela chamada Abin paralela, conforme revelou investigação da Polícia Federal nas duas últimas semanas. 

A senadora e a ministra do Planejamento do Governo Lula aparecem em uma lista com mais 19 políticos, ex-políticos e até ministros do Supremo Tribunal Federal que teriam sido vigiadas clandestinamente com uso de equipamentos da Agência Brasileira de Inteligência. 

Conforme reportagem da Band, que trouxe a público a lista com estes nomes, boa parte dos alvos dos arapongas ilegais estavam ligados à CPI da Covid, o que ajuda a explicar por que as então senadoras de Mato Grosso do Sul aparecem nesta relação, já que durante esta CPMI tiveram os maiores embates com o governo Bolsonaro e obtiveram destaque nacional por conta de seguidas intervenções nesta investigação. 

E com a visibilidade que tiveram ao longo desta inestigação, acabaram sendo lançadas como candidatas à Presidência. 

Ainda de acordo com a reportagem do Jornal da Band, os senadores Humberto Costa (PT-PE), Rogério Carvalho (PT-SE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Omar Aziz (PSD-AM), Otto Alencar (PSD-BA), Randolfe Rodrigues (Sem partido-AP) e Renan Calheiros (MDB-AL) também foram alvo dos mesmos arapongas.

Segundo investigações da Polícia Federal, que nas últimas duas semanas tiveram como principais alvos o ex-chefe da Abin, o deputado federal Alexandre Ramagem, e o vereador Carlos Bolsonaro,  dossiês e documentos produzidos pela Abin paralela teriam sido impressos e entregues ao Palácio do Planalto durante o governo Bolsonaro.

As investigações apontam que o monitoramento ilegal, feito por meio do programa Firstmile, era comandado por Alexandre Ramagem (PL-RJ), delegado da PF e ex-diretor da Abin. Mas o cabeça do esquema seria Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro e filho do ex-presidente. Ambos negaram envolvimento e ainda não foram ouvidos pela Polícia Federal. 

A reportagem da Band aponta que os investigadores da Polícia Federal têm sido minuciosos. Segundo a emissora, eles tiveram acesso aos números dos telefones rastreados, não diretamente aos nomes dos espionados. Por isso, esse levantamento é demorado: foram mais de 60 mil acessos pelo programa espião.

Governadores também foram alvos da Abin paralela, como João Doria (na época, do PSDB), eleito com o apoio de Bolsonaro no estado de São Paulo, e Camilo Santana (PT), que governou o Ceará e atualmente é ministro da Educação e senador licenciado.

Segundo fontes da apuração, o ministro do Supremo Tribunal Federal Luis Roberto Barroso – hoje, presidente da Corte – também foi monitorado. Na lista aparecem ainda os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

Além deles, também foram monitorados o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) e os ex-deputados Rodrigo Maia (então presidente da Câmara) e Alexandre Frota, que foi eleito na onda bolsonarista, mas que depois se rebelou contra a família.

Outras autoridades espionadas incluem até mesmo aliados de Bolsonaro, como os ex-ministros Abraham Weintraub (Educação), Anderson Torres (Justiça) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo) e o antecessor dela, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz.

 

Medalha Ruben Figueiró de Oliveira

Câmara de Campo Grande cria medalha para celebrar 50 anos de Mato Grosso do Sul

Honraria prevista para outubro de 2027 prevê homenagem para personalidades políticas que contribuíram para emancipação do Estado

01/10/2026 16h20

Foto: Reprodução / Blog Ruben Figueiró

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A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou, nesta semana o projeto que cria a Medalha Legislativa 50 Anos da Criação do Estado de Mato Grosso do Sul, denominada “Medalha Ruben Figueiró de Oliveira”.

A honraria será destinada a agentes políticos, empresários, autoridades e outras pessoas que tenham contribuído, direta ou indiretamente, para a criação, instalação ou desenvolvimento de Mato Grosso do Sul.

A proposta consta no Projeto de Resolução 629/2026, de autoria do vereador Carlos Augusto Borges (PSB), o Carlão. A sessão solene para a entrega das medalhas está prevista para outubro de 2027, dentro das celebrações relacionadas aos 50 anos de criação do Estado.

A medalha recebe o nome de Ruben Figueiró de Oliveira, que teve atuação política em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Formado em Direito, exerceu três mandatos como deputado estadual por Mato Grosso e outros três mandatos consecutivos como deputado federal por Mato Grosso do Sul.

Nascido em Rio Brilhante em outubro de 1931, o conselheiro aposentado pelo Tribunal de Contas do Estado faz 95 anos neste sábado (3). 

Rúben Figueiró: Foto: Reprodução / Blog Ruben Figueiró

Figueiró também participou da Assembleia Nacional Constituinte de 1987–1988 e ocupou os cargos de secretário de Estado da Agricultura e Pecuária e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, além de senador da República.

Durante a discussão da proposta, o presidente da Câmara, vereador Papy, destacou o caráter histórico da homenagem e afirmou que a celebração deverá permanecer na memória das próximas gerações.

“Eu tenho certeza que para as futuras gerações, esse momento de celebração vai ficar na memória de todos”, destacou Papy.

Saiba*

Mato Grosso do Sul foi criado pela Lei Complementar nº 31, sancionada em 11 de outubro de 1977, pelo então presidente Ernesto Geisel.

A instalação oficial do novo Estado ocorreu apenas 1º de janeiro de 1979, quando Mato Grosso do Sul passou a existir administrativamente de forma efetiva, com a posse do primeiro governador, Harry Amorim Costa.

 

eleições 2026

Vai viajar no dia das eleições? Saiba como justificar o voto

Caso esteja viajando ou tenha algum compromisso nos dias de eleição, é possível justificar o voto e ficar em dia com a Justiça Eleitoral

01/10/2026 12h00

Pessoa votando na cabine eleitoral em 2024

Pessoa votando na cabine eleitoral em 2024 GERSON OLIVEIRA

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Primeiro turno das eleições gerais 2026 ocorre neste domingo (4).

Eleitores que não puderem votar, por quaisquer motivos (viagem, doença, impossibilidade ou compromisso), devem obrigatoriamente justificar o voto.

O voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas, com idade entre 18 e 69 anos.

Caso o eleitor esteja ausente, é possível justificar o voto e ficar em dia com a Justiça Eleitoral, sem consequências para o eleitor. Veja como:

Justificar o voto no dia das eleições

O eleitor que deixou de votar pode justificar a ausência, no dia das eleições, por meio:

Justificar o voto após as eleições

O eleitor que não votou e deixou de justificar a ausência no dia das eleições, ainda tem a chance de justificar até 60 dias após cada turno (até 3 de dezembro de 2026 para o primeiro turno e até até 8 de janeiro de 2027 para o segundo turno), por meio:

  • Do aplicativo e-Título
  • Presencialmente em qualquer Cartório Eleitoral
  • Pelo Autoatendimento Eleitoral - acesse os Portais da Justiça Eleitoral

A documentação que comprove o motivo da ausência à eleição deverá ser anexada ao requerimento para análise da autoridade judiciária da zona eleitoral responsável pelo título.

Caso a justificativa seja aceita, haverá o registro no histórico do título eleitoral. Se a justificativa não for aceita, é necessário quitar o débito (R$ 3,51 por turno).

Quem estiver viajando no dia da eleição, deve apresentar passagens, cartões de embarque ou carimbos no passaporte, entre outros documentos que possam justificar a ausência no dia da votação.

Cada turno é tratado separadamente: se faltar aos dois turnos, precisa fazer uma justificativa para cada um.

Pessoas que fizeram ou farão 70 anos até a data da eleição não são mais obrigadas a votarem. Neste caso, não é necessário justificar a ausência.

Brasileiros entre 18 e 69 anos que não votarem e nem justificarem a ausência ficarão em débito com a Justiça Eleitoral e não poderão obter a certidão de quitação eleitoral.

CONSEQUÊNCIAS

Caso não vote e nem justifique a ausência, o eleitor NÃO poderá:

  • Tirar carteira de identidade ou passaporte
  • Inscrever-se em concurso público, prova para cargo público ou função pública, da União, estado ou município
  • Ser empossado em concurso público, cargo público ou função pública, da União, estado ou município
  • Participar de concorrência pública do governo federal, estado ou município
  • Receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público
  • Renovar matrícula em estabelecimento de ensino público
  • Obter certidão de regularidade do exercício do voto, justificativa ou pagamento da multa no último turno da última eleição ou de regularidade do comparecimento às urnas ou pagamento da multa pela ausência e do atendimento às convocações para os trabalhos eleitorais
  • Obter certidão de quitação eleitoral para fins de instrução de registro de candidatura
  • Praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda

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