Política

SOB SUSPEITA

STF cobra transparência em emendas de, pelo menos, dois parlamentares de MS

PF pode investigar R$ 9,4 milhões feitos por Beto Pereira (PSDB) e Soraya Thronicke (Podemos) a governo e prefeituras

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O ministro Flávio Dino, relator das ações que tratam das emendas impositivas no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) abra inquérito para investigar 964 emendas Pix que não tiveram seus planos de trabalho cadastrados. Entre elas, estão oito apresentadas por dois parlamentares sul-mato-grossenses, de 2020 a 2024, que totalizam R$ 9,4 milhões, de acordo com dados do portal governamental Transferegov, que reúne as informações sobre emendas e outras transferências de recursos da União para outros entes da federação.

Conforme apuração feita pelo Correio do Estado, as oito emendas Pix, que são emendas individuais da modalidade transferências especiais (TE), foram para as áreas de saúde e infraestrutura e entraram na mira da PF por não terem seus planos de trabalho cadastrados. Os recursos atenderiam seis municípios e o governo do Estado.

Dino determinou, também, que o Tribunal de Contas da União (TCU) junte, no prazo de 10 dias úteis, a identificação detalhada destas emendas relativas aos 964 planos de trabalho não cadastrados, referentes aos exercícios de 2020 a 2024, e que estas informações sejam enviadas para a PF apurar possíveis irregularidades.

Agora, informações devem ser individualizadas por unidade da federação e encaminhadas à PF para instauração de inquérito policial, visando apurar possíveis irregularidades.

Em Mato Grosso do Sul, das oito emendas Pix que Dino mandou investigar, uma foi destinada no ano passado para o governo do Estado, no valor de R$ 5,9 milhões, sendo R$ 2,2 milhões para custeio e R$ 3,7 milhões para obras, de acordo com o sistema Transferegov, que aponta como “impedido por restrição técnica”, sem detalhar os motivos.

Também no ano passado, teve mais emendas. Uma no valor de R$ 1 milhão para o município de Vicentina, na área de assistência hospitalar e ambulatorial. Outra, de R$ 500 mil para Inocência, a ser usada em infraestrutura urbana. Essas são de autoria do deputado federal Beto Pereira (PSDB).

Outra emenda Pix de 2024 sem plano de trabalho cadastrado é no valor de R$ 1,5 milhão, da senadora Soraya Thronicke (Podemos), para Aparecida do Taboado. Esse recurso é para infraestrutura urbana. Do ano de 2022, são quatro emendas totalizando R$ 500 mil, todas da senadora Soraya Thronicke, sendo R$ 200 mil para Corumbá, em duas emendas de R$ 100 mil, R$ 200 mil para Campo Grande e R$ 100 mil para Dourados.

Essa decisão de investigar as emendas se deu por meio de despacho de Flávio Dino na arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) 854, a partir de petições da Associação Contas Abertas, da Transparência Brasil e da Transparência Internacional Brasil, que noticiaram fatos novos consistentes na existência de “emendas de comissão paralelas” e de um “novo Orçamento Secreto no Ministério da Saúde”.
De acordo com ele, em fevereiro deste ano, 8.263 planos não estavam cadastrados. Número que caiu para 6.760 em março. 

No entanto, segundo o magistrado, “remanesce situação de parcial descumprimento de decisão judicial, evidenciada pela inexistência e planos de trabalho relacionados à destinação de emendas Pix que totalizam repasses da ordem de R$ 694.695.726”. 

Ele determinou que a Advocacia-Geral da União (AGU) e os ministérios elaborem, em 15 dias, um cronograma de análise das prestações de contas de todas as emendas Pix, que foram criadas por lei.

Saiba

As emendas Pix são transferências de recursos feitas por parlamentares, que caem diretamente nas contas dos beneficiados, que podem ser governo estaduais, prefeituras, organizações não governamentais e órgãos públicos. Até 2024, não havia exigência de plano de trabalho prévio para sua aprovação. Desde o ano passado, no entanto, por determinação do STF, as emendas desse tipo devem ter um plano de trabalho especificando sua execução, como ocorre com os outros tipos de emendas parlamentares.

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ELEIÇÕES 2026

Prazo para regularizar título de eleitor encerra em dois meses

Após o dia 6 de maio, o cadastro eleitoral será fechado, sendo reaberto apenas após o 2º turno das eleições de outubro.

06/03/2026 17h45

Eleitores podem regularizar o título eleitoral até o dia 6 de maio

Eleitores podem regularizar o título eleitoral até o dia 6 de maio Arquivo/ Correio do Estado

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O prazo para regularizar o título eleitoral começa a entrar nos últimos dois meses. A partir desta sexta-feira (6), faltam exatamente 60 dias para os eleitores terem todos os documentos regularizados para que executem seu direito de cidadão.

O último dia para isto é 6 de maio. Após essa data o cadastro eleitoral será fechado, sendo reaberto apenas após o 2º turno das eleições de outubro.

De acordo com a Lei das Eleições, nº 9.504 de 1997, a data limite e improrrogável para ficar certo com a Justiça Eleitoral, ocorre 150 dias antes da eleição.

O eleitor deve procurar o Cartório Eleitoral para regularizar a situação, onde pode solicitar pelos seguintes serviços:

  • transferência de domicílio
  • alteração de endereço ou local de votação
  • tirar o primeiro título eleitoral
  • atualização de dados cadastrais
  • ou cadastro biométrico

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) orienta para não deixar para a última hora, a fim de evitar filas, eventuais instabilidades do sistema ou imprevistos. É importante lembrar que quem não estiver em dia com a Justiça Eleitoral, não poderá votar nas eleições de outubro.

Como consultar?

Para consultar sua situação eleitoral, basta acessar o  autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral - (TSE) e preencher seus dados.

Como regularizar?

Em Campo Grande, a Central de Atendimento Ao Eleitor funciona das 12 às 18h, e está localizada na Rua Delegado José Alfredo Hardman, 180, Jardim Veraneio.

Também há atendimento eleitoral no Centro Integrado de Justiça - (CIJUS), das 12h às 18h.

O horário de expediente é o mesmo para os Fóruns Eleitorais localizados no interior do Estado.

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União

Governo Federal cumpre agenda para demarcar áreas no entorno do Rio Paraguai

Secretaria do Patrimônio da União deu início a uma série de audiências para proteger Pantanal

06/03/2026 17h20

Foto: Divulgação

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Por meio de audiências públicas, a Secretaria do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul (SPU/MS), encabeçada pelo superintendente Tiago Botelho, iniciou no último mês o processo de demarcação de áreas no entorno do Rio Paraguai. O Governo Federal visa abrir diálogos para atuar na proteção dos rios sul-mato-grossenses.

Botelho, representou a União na abertura dos diálogos, que já aconteceram em Miranda, Ladário, Corumbá, Aquidauana e Anastácio. As próximas audiências estão previstas para Maracaju, Bonito, Jardim, Porto Murtinho, Naviraí, Itaquiraí e Jateí, nos meses de março e abril.

O diálogo ocorre em um momento considerado estratégico para o Governo Federal, após a revogação do decreto nº 12.856, que previa a inclusão de trechos de rios federais no Programa Nacional de Desestatização (PND).

Corumbá recebeu a abertura oficial do procedimento administrativo de definição da linha média de enchente ordinária, parâmetro técnico que delimita as áreas de domínio público federal ao longo do rio Paraguai. As conversas têm objetivo discutir a separação de áreas públicas e privadas, com base em estudos técnicos, ambientais e jurídicos, para assegurar a transparência e participação social.

Foto: Divulgação / SPU 

"A demarcação tem metodologia técnica e embasamento jurídico. É um instrumento fundamental para proteger as margens do Rio Paraguai, ordenar o uso do solo e evitar conflitos fundiários", afirmou Botelho ao ressaltar o papel da SPU em proteger o patrimônio público e garantir que ele cumpra sua função social.

Entre os objetivos das audiências públicas estão a apresentação dos estudos técnicos que fundamentam a delimitação, a escuta de moradores, prefeituras, organizações da sociedade civil e órgãos ambientais, além da coleta de contribuições e eventuais contestações.

O processo também subsidia a decisão final da SPU quanto à homologação ou retificação dos limites, orientando medidas posteriores como registro cartográfico, regularização de ocupações, restrições de uso quando necessárias e ações de fiscalização.

Durante a audiência, a SPU/MS também apresentou balanço das ações recentes no estado. Entre 2023 e 2026, cerca de R$ 350 milhões em imóveis da União foram destinados a políticas públicas. Areas antes ociosas ou com pendências administrativas passaram a ser direcionadas para finalidades como saúde, educação, assistência social e regularização fundiária.

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