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Previsão

Fim de semana chega a 40°C, mas frente fria derruba temperaturas na próxima semana

O calorão atinge todo o Estado com máximas entre 38ºC e 40ºC, mas chuvas chegam entre domingo e segunda-feira juntamente com uma nova massa de ar fria

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O final de semana promete ser de temperaturas altas em todo o estado de Mato Grosso do Sul. De acordo com previsão divulgada pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), nas regiões centro-norte, as máximas podem chegar a 40ºC neste sábado. 

Porém, o avanço de uma frente fria a partir da noite de domingo (8) deve derrubar gradativamente as temperaturas em todas as regiões.

Entre sexta-feira (06) e sábado (07), a previsão indica tempo firme em grande parte do Estado, com sol e variação de nebulosidade, devido à atuação de um sistema de alta pressão atmosférica. 

As altas temperaturas vêm acompanhadas de baixos valores de umidade relativa do ar, variando entre 15% e 35%, índices que requerem atenção quanto à hidratação e aos cuidados com a saúde. 

De forma isolada, podem acontecer pancadas de chuvas de forma rápida, principalmente na região norte, com ventos com velocidades superiores a 50 km/h. 

As máximas variam entre 35ºC e 40ºC em todas as regiões do Estado, e as mínimas chegam a 21ºC nas regiões do Bolsão, Norte e Leste. 

No domingo (8), as temperaturas seguem altas, podendo chegar a 37ºC especialmente na metade sul do Estado. Nas demais regiões, a previsão indica aumento de nebulosidade e possibilidade de ocorrência de chuvas. 

Entre a noite de domingo e ao longo da segunda-feira (9), as chuvas devem chegar em todo o Estado, acompanhadas de raios, rajadas de vento e possíveis queda de granizo. Essas condições estão atreladas ao avanço de uma frente fria pelo oceano, aliada à atuação de áreas de baixa pressão atmosférica. 

As chuvas são consequência da onda de calor que atingiu o Estado nos últimos dias, aquecendo a atmosfera, combinada com a disponibilidade de umidade e passagem de cavados. 

Estão previstos grandes acumulados de chuva, podendo ultrapassar os 40 milímetros diários, especialmente entre a segunda-feira (9) e a terça-feira (10). 

Frente fria

Entre o final desta quinta-feira (5) e a sexta-feira (6), uma longa e intensa frente fria começa a avançar pelo País devido a formação de um novo ciclone no extremo sul do continente Americano. 

Os efeitos do fenômeno já começam a ser sentidos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina na sexta-feira, com pancadas de chuvas ao longo do sábado. No domingo, o ciclone deve impulsionar a frente fria em direção ao norte, levando as chuvas para o Paraná, Mato Grosso do Sul e grande parte da região Sudeste. 

As temperaturas começam a cair gradativamente nesses estados por causa de uma massa de ar frio no País, indicativo da chegada do outono, que já chega no dia 20 de março. 

Essa nova massa de ar frio começa a avançar pelo Brasil logo após a passagem das chuvas, derrubando de forma expressiva as temperaturas no centro-sul do País. Essa queda acentuada vem logo após uma onda de calor com máximas de 40ºC em grande parte das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. 

Segundo o Clima Tempo, as temperaturas começam a cair em Mato Grosso do Sul já na próxima segunda feira, com máximas entre 28ºC e 29ºC, acompanhadas de temporal. 

O frio chega na quinta-feira que vem (12), quando a máxima em Campo Grande não deve ultrapassar os 23ºC, seguindo até o próximo fim de semana. 
 

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pregão eletrônico

Prefeitura publica licitação para recapeamento da Avenida Ernesto Geisel

A estimativa orçamentária é de R$ 5,4 milhões e as propostas podem ser enviadas até o dia 05 de maio

16/04/2026 17h30

Trecho que deve passar por recapeamento na Avenida Ernesto Geisel

Trecho que deve passar por recapeamento na Avenida Ernesto Geisel FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Prefeitura de Campo Grande divulgou nesta quinta-feira (16) o ato licitatório para contratação de empresa para a recuperação do pavimento asfáltico da avenida Presidente Ernesto Geisel. 

O orçamento previsto para a obra é de R$ 5,4 milhões e contará com um investimento federal realizado pela senadora Tereza Cristina (PP) através de emenda parlamentar no valor de R$ 5 milhões. 

De acordo com o Diário Oficial do Município (Diogrande), os trechos previstos para o recapeamento vão da Rua do Aquário até a Avenida Manoel da Costa Lima (do lado direito do Córrego) e da Rua do Aquário até a Rua Pirituba (do lado esquerdo do Córrego) e são considerados os mais críticos da Avenida. 

A obra prevê, além do recapeamento da via, os serviços complementares de infraestrutura como adequações de acessibilidade, a implantação de bocas de lobo, execução de sarjetas e meios-fios. 

A licitação será realizada na forma de pregão eletrônico, do tipo menor preço. Ou seja, as empresas darão seus lances e o menor preço oferecido deverá ser acatado pela Prefeitura da cidade. 

As propostas podem ser enviadas até às 7h44 do dia 05 de maio e a abertura da sessão de disputa de preços será no mesmo dia, às 7h45, o portal eletrônico de compras do município (clique aqui).

Programa de recapeamento

Em 2024, a prefeitura lançou um programa de recapeamento que com recursos próprios conseguiu requalificar algumas vias. Uma das obras de maior impacto talvez tenha sido a Avenida Ernesto Geisel, entre a Avenida Afonso Pena e a Rua Antônio Maria Coelho, em que foram investidos cerca de R$ 2,5 milhões.

A avenida também recebeu recapeamento em outro trecho, entre a Avenida Afonso Pena e o Shopping Norte Sul Plaza, totalizando 1,5 quilômetro ao longo de cada margem do Córrego Segredo e do Rio Anhanduí.

Esse trecho da obra foi feita pela empreiteira AR Pavimentação e Sinalização pelo valor de R$ 5.180.249,98, conforme licitação.

De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), entre 2024 e 2025, dos 35,1 km de recapeamentos entregues em Campo Grande, 12,7 km foram feitos por meio da secretaria. O programa beneficiou, ao todo, 20 trechos de vias da Capital.

Foram recapeadas as seguintes vias: Avenida Tancredo Neves, Avenida Ezequiel Ferreira Lima, Rua Campo Nobre, Avenida Souza Lima, Avenida Pedro Paulo Soares de Oliveira, Avenida Marginal Bálsamo, Rua Camocim, Rua Anacá, Rua Palmácia, Rua Minas Novas, Rua Ariti, Rua Jerônimo Paes Benjamin, Avenida Ernesto Geisel (as duas pistas, entre a Avenida Mato Grosso e Shopping Norte Sul), Rua 15 de Novembro, Rua Eduardo Santos Pereira e Rua Caconde.

Além dessas obras feitas pelo Município, a concessionária de abastecimento e tratamento de água de Campo Grande, a Águas Guariroba, também realizou o serviço de recapeamento em vias que sofreram algum tipo de serviço na rede.

Ao todo, foram 13 km revitalizados pela concessionária nas seguintes vias de Campo Grande: Rua Américo Carlos da Costa (3 trechos), Rua Santa Adélia, Rua São Cosme e Damião (3 trechos), Rua Aristóteles (2 trechos), Avenida Tiradentes (3 trechos), Rua Sebastião Lima (3 trechos), Rua da Liberdade (4 trechos), Rua 15 de Novembro (3 trechos), Rua 25 de Dezembro, Rua João Pedro de Souza (4 trechos), Rua Rio Negro e Avenida Centáurea (2 trechos).

Condenação

"Irmãs" do PCC são condenadas por sequestro, tortura e assassinato em MS

Mulheres foram condenadas por assassinato após "tribunal do crime" em caso ocorrido em 2019, no interior do Estado; penas passam de 20 anos

16/04/2026 17h00

Mulheres são condenadas por assassinato após

Mulheres são condenadas por assassinato após "tribunal do crime" em caso ocorrido em 2019, no interior do estado; penas passam de 20 anos Divulgação

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Após mais de 11 horas de julgamento, o Tribunal do Júri condenou, nesta terça-feira (15), quatro mulheres acusadas de participação no sequestro, tortura e assassinato de Erika Rodrigues Ribeiro. O crime ocorreu em setembro de 2019, em Três Lagoas. A sessão começou às 9h30 e foi encerrada por volta das 20h40.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o homicídio foi motivado por acusações de supostos abusos sexuais atribuídas à vítima, que teriam sido levadas a integrantes de uma facção criminosa.

Erika acabou submetida a um chamado “tribunal do crime”, prática comum em organizações criminosas, e posteriormente executada. O Ministério Público destaca que não há comprovação de que a vítima tenha cometido os crimes dos quais era acusada.

As investigações apontam que Erika foi retirada à força de sua residência, localizada no bairro Jardim Novo Aeroporto, e levada até um imóvel no bairro Guanabara. Nesse local, segundo a acusação, ocorreu o julgamento informal conduzido por integrantes da facção. Na sequência, a vítima foi transportada até uma área conhecida como “cascalheira”, na região norte de Três Lagoas, onde foi morta com golpes de faca.

Ainda conforme o processo, a decisão pela execução não foi isolada, mas resultado de reuniões entre membros da organização criminosa, incluindo a participação remota de outros envolvidos. A dinâmica evidencia a atuação estruturada da facção, com divisão de funções e hierarquia definida, segundo sustentou a acusação durante o julgamento.

O júri reconheceu que as rés tiveram participação direta no crime, seja na condução do chamado tribunal, seja na execução da vítima. Elas foram condenadas por homicídio qualificado por motivo torpe, quando há razão considerada moralmente reprovável e também por integrarem organização criminosa.

As penas estabelecidas foram as seguintes:

  • Elma Virgínia da Silva Prado: 24 anos de prisão, sendo 19 anos e 2 meses por homicídio e 5 anos e 3 meses por organização criminosa;
  • Juliana da Silva Matos: 16 anos de prisão, sendo 12 anos por homicídio e 4 anos por organização criminosa, com possibilidade de progressão de regime por ser ré primária;
  • Daniela Garcia Gomes: 18 anos e 6 meses de prisão, sendo 14 anos por homicídio e 4 anos e 6 meses por organização criminosa, em regime inicialmente fechado. A Justiça também decretou sua prisão após ela não comparecer ao julgamento e romper a tornozeleira eletrônica;
  • Andreia Paloma Mendes de Souza: 20 anos e 10 meses de prisão, sendo 16 anos e 4 meses por homicídio e 4 anos e 6 meses por organização criminosa.


A acusada Adelícia Aparecida Queiroz Honorato não foi julgada nesta sessão. O julgamento foi adiado após solicitação da defesa, aceita pelo juiz responsável, e deverá ser incluído em uma das próximas sessões do júri relacionadas ao caso.

O caso teve forte repercussão à época do crime, sobretudo pela brutalidade e pela forma como a vítima foi submetida a um julgamento paralelo, sem qualquer garantia de defesa.

A decisão do júri reforça o entendimento das autoridades sobre a atuação de facções criminosas na região e a prática dos chamados “tribunais do crime”, utilizados como forma de impor controle e punições dentro desses grupos.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul destacou, durante o julgamento, a importância da responsabilização penal como forma de enfrentamento à violência organizada e de garantia de justiça à vítima e seus familiares.

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