Política

Política

Teatro a todo vapor

Teatro a todo vapor

Redação

24/03/2010 - 07h14
Continue lendo...

Quais forças foram responsáveis pela morte de uma liderança indígena na região de Dourados, na década de 1980? Como a violência aparece no cotidiano? O que move uma família marcada pela imobilidade de seus integrantes? O autoritarismo está presente nos instantes mais íntimos das relações pessoais? Um grupo local pode trazer nova perspectiva cênica para um texto emblemático de Nelson Rodrigues? As respostas a essas perguntas estarão nos palcos campo-grandenses ao longo de 2010. Pode até parecer que o silêncio domina a cena teatral, mas esta situação é somente aparente, pois nos bastidores a movimentação é total. Os ensaios estão em pleno andamento. No momento, cinco grupos preparam espetáculos para esta temporada, cada um respondendo a uma pergunta específica formulada acima. O Grupo Teatro Imaginário Maracangalha, que há cinco anos divulga o teatro de rua, ocupa, atualmente, em vários dias e horários, a Praça do Rádio Clube para acertar as arestas de “Tekoha – ritual de vida e morte do deus pequeno”, que contará a trajetória de Marçal de Souza, líder indígena guarani-nhandeva, morto por disputa de terra. “Queremos abrir a reflexão sobre os aspectos do poder que afetam não só os índios, mas outras minorias também. No caso específico do Marçal, como se comportaram no julgamento do assassino dele, o judiciário, a imprensa e outros setores sul-mato-grossenses”, explica o diretor do grupo, Fernando Cruz, que roteirizou as etapas a serem desenvolvidas na peça. Serão cinco atores representado os momentos importantes da trajetória de Marçal, porém, há mais envolvidos no processo. “No total, somos 12 pessoas, incluindo a historiadora Patrícia Rodrigues. Começamos a intensificar os trabalhos no fim do ano passado. Agora, ensaiamos às segundas, terças, quartas e quintas-feiras, das 18h30min às 22h, e aos sábados, das 8h às 12h, na Praça do Rádio Clube”, destaca Cruz. A estreia está prevista para o fim de maio, e a montagem percorrerá várias praças da Capital. O grupo recebeu R$ 12,5 mil do Fundo Municipal de Cultura para colaborar com a montagem. Nova proposta “Incontornáveis – um teatro de incoerência e horror” não será um espetáculo de rua e também não destacará somente o palco italiano – o tradicional das representações teatrais – para desenvolver sua proposta. “Na primeira parte do espetáculo, ocuparemos o palco do Teatro Aracy Balabanian; na segunda, iremos para fora do teatro, usando vários elementos cênicos”, antecipa Vitor Hugo Samudio, diretor do Mercado Cênico. A produção faz seguir a carreira do grupo, que ainda tem no repertório a peça “Paredes revisitadas”. A nova produção passou por etapas diferentes até ganhar a atual versão. “Anteriormente, pensamos em encená-la numa garagem, mas ficou inviável. No decorrer da pesquisa para a montagem, apareceram vários assuntos e aspectos. Resolvemos, então, criar uma trilogia. Começamos abordando a violência. Na primeira parte, o assunto será tratado com dramaticidade; na seguinte, o enfoque será mais escrachado, mostrando que a violência pode estar até em um programa de televisão como o ‘Big brother’”, enfatiza Vitor. Oito atores, juntamente com o diretor, têm ensaiado de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30min, no Centro Cultural José Octávio Guizzo. A previsão de estreia é para o próximo mês. A segunda parte da trilogia, denominada “Propina’s days”, deverá ser feita no segundo semestre e, a terceira, no próximo ano. A primeira parte foi premiada com R$ 20 mil pela Funarte, por meio do Prêmio Myriam Muniz para montagem.

Negativa

Mulher de Moraes nega mensagem de Vorcaro

Viviane Barci de Moraes negou ter recebido mensagem de dono do Banco Master

09/03/2026 22h00

Viviane Barci ao lado do ministro Alexandre de Moraes, seu marido

Viviane Barci ao lado do ministro Alexandre de Moraes, seu marido Foto: Antônio Augusto / TSE

Continue Lendo...

A advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ter recebido mensagem em que o dono do Banco Master, Daniel Vorcado, pergunta: "Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?". Com isso, ela enfraquece a versão do próprio marido, segundo quem os prints dos textos enviados pelo banqueiro a seus interlocutores foram armazenados em pastas junto com os contatos das pessoas que os receberam e, depois, entregues à CPI do INSS

No material sob custódia da CPI, essa anotação com o questionamento de Vorcaro é um arquivo armazenado numa pasta junto com o contato de Viviane. Na nota, ela disse que "não recebeu as referidas mensagens".

Assim, as versões de Moraes e da mulher são incompatíveis. A assessoria de comunicação do STF foi acionada sobre a afirmação de Viviane, mas não houve retorno.

O fato de dois arquivos estarem na mesma pasta criada pelo programa de processamento de dados usados pela PF e compartilhado com a CPI não indica automaticamente correlação entre eles. Apenas que as "impressões digitais" deles têm trechos iguais e, por isso, são armazenados juntos.

Moraes se posicionou após reportagem do jornal O Globo informar que a mensagem de Vorcaro, redigida no dia 17 de novembro de 2025, data de sua primeira prisão, teve como destinatário o magistrado.

'Sem Sentido'

Naquele dia, Vorcaro já sabia que seria alvo da PF e foi detido no Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, enquanto embarcava para Dubai, nos Emirados Árabes. Ele afirma que a viagem tinha como objetivo tentar vender o banco para um grupo estrangeiro, após o Banco Central rejeitar uma oferta de compra feita pelo Banco de Brasília e, depois, pela Fictor.

Moraes, porém, nega ter se comunicado com Vorcaro. Segundo ele, uma das mensagens também teve como destinatário o senador Irajá (PSD-TO) que, em nota, disse não ter falado com Vorcaro e que a versão não tem sentido.

A própria estrutura das pastas dentro do programa IPED, desenvolvido há mais 10 anos pela PF para extração de dados e análise forenses de dispositivos eletrônicos, inviabiliza a versão de Moraes.

Assine o Correio do Estado
 

Diálogo

Não acredito que Trump tenha interesse em interferir nas eleições brasileiras, diz Motta

declarações ocorreram nesta segunda-feira em entrevista à Rádio Metrópole

09/03/2026 21h00

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

Continue Lendo...

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou crer que não existe interesse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em praticar interferências nas eleições brasileiras.

As declarações ocorreram nesta segunda-feira, 9, em entrevista à Rádio Metrópole, da Bahia. Na ocasião, Motta disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem implementado "bom diálogo" com o governo dos Estados Unidos.

"O presidente Trump, na minha avaliação, tem buscado muito mais defender as relações comerciais dos países onde ele tem interesse com os Estados Unidos. Com relação ao Brasil, o presidente Lula tem conseguido implementar um bom diálogo com o presidente Trump depois das tarifas que ele decidiu imputar ao Brasil", disse Motta.

O presidente da Câmara continuou: "E esse diálogo vem se dando de forma positiva, o Brasil demonstrou capacidade de diálogo, defendendo a sua soberania". Ele acrescentou: "O Brasil neste ponto está bem posicionado, e eu não acredito que o presidente Trump tenha interesse de interferir nas eleições brasileiras".

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).