Política

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Terceira idade

Terceira idade

Redação

02/02/2010 - 21h21
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Iniciar o aprendizado de outro idioma na fase adulta e na terceira idade apresenta desvantagens, porém, como afirmam os profissionais da área, fatores objetivos em aprender – ascensão profissional, viagem, carreira acadêmica – podem levar a resultados positivos. “Primeiro, o aluno tem que entender que não é apenas na sala de aula que ele aprende. É preciso ter dedicação. Se ele faz 3 horas semanais na escola, no mínimo, tem que fazer o mesmo tempo em casa. Sempre comparo o estudante de uma língua estrangeira com um estudante de piano: se não estudar, não vai tocar bem, não poderá fazer um concerto. O que seria um concerto para um estudante de língua estrangeira? É ele falar bem, fluentemente, colocar em prática o que aprendeu”, explica João Pereira dos Santos. Para Daniela de Souza Coimbra, o sucesso do aprendizado surge na motivação do aluno. “O principal diferencial do adulto é a motivação. Ele tem que estar realmente decidido a se dedicar ao estudo da língua estrangeira”. Isso, segundo ela, pode acontecer numa possível promoção, nova possibilidade profissional, entre outros. “Normalmente, o adulto se afasta do curso por qualquer motivo: uma viagem, um casamento, tudo é motivo para ele desistir, mas se tiver algo realmente forte, ele permanece e tem bons resultados”. Ela cita uma empresa que se instalou no interior do Estado e ofereceu um curso intensivo para profissionais contratados, todos adultos. Como os participantes tinham motivos para aprender inglês, o resultado foi positivo. “Praticamente, todos os participantes se saíram bem”. Entre os empecilhos na aprendizagem dos adultos em aprender está a inibição. “Muitos têm vergonha de errar a pronúncia diante dos outros. Ficam intimidados. As pessoas mais desinibidas têm mais chances de se dar melhor”, afirma Guido Nogueira Júnior. Todos os consultados afirmam que a pessoa na terceira idade procura muito pouco as escolas, mas isso não quer dizer que não existam casos de estudantes nessa faixa etária. “A principal diferença que vemos é que são poucos os que se aventuram a um novo aprendizado nesta fase da vida, o que é uma pena, pois as poucas experiências que acompanhamos foram de sucesso”, aponta Daniela de Sousa Franco Coimbra. “Tive um caso de pessoa com mais de 60 anos que ajudava os outros em sala aula”, lembra Guido. (OR)

Postura

Debate sobre jornada 6X1 é eleitoreiro, mas teremos que enfrentá-lo, diz Ciro Nogueira

Declarações foram feitas em evento do Brazilian Regional Markets

11/03/2026 13h30

Ciro Nogueira, presidente nacional do PP

Ciro Nogueira, presidente nacional do PP Foto: Agência Senado

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O presidente do PP, Ciro Nogueira, afirmou que a PEC que acaba com a jornada de trabalho 6X1 é "eleitoreira" e que a conta não deve ser repassada "apenas ao empresariado".

"É um debate muito eleitoreiro. Vamos ter que enfrentar essa discussão, tem que existir um apoio popular. Mas vamos ter que ter a responsabilidade de não botar isso só na conta do empresariado. Temos um setor de serviços que é mais do que 70% do nosso peso. Vamos jogar esse custo para o governo que está apresentando essa opção", disse o senador.

As declarações foram feitas em evento do Brazilian Regional Markets (BRM), plataforma de inteligência e relacionamento da Apex dedicada ao desenvolvimento dos mercados regionais brasileiros. O evento também contou com a presença do presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e com os pré-candidatos à Presidência pelo PSD Eduardo Leite e Ronaldo Caiado.

Em sua fala, Rueda defendeu um adiamento da discussão da PEC do 6X1 e que o tema deve ser debatido com "maturidade". Também afirmou desejar que a eleição presidencial de 2026 seja "a última da polarização" e defendeu uma política moderada.

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Banco Master

Fachin procura os ministros para tentar tirar STF da crise

Preocupado, presidente da Corte já conversou com nove ministros, incluindo Mendonça, relator do caso, e Moraes, com quem Daniel Vorcaro conversou

11/03/2026 08h15

O presidente do STF, Edson Fachin, já conversou com colegas ministros da Corte de Justiça

O presidente do STF, Edson Fachin, já conversou com colegas ministros da Corte de Justiça Luiz Silveira/STF

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Desde a divulgação das mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, procurou os colegas para conversar sobre formas de retirar a Corte do centro da crise do Banco Master.

Segundo interlocutores, Fachin já teria falado com os nove colegas – entre eles, Alexandre de Moraes e André Mendonça, que é o relator das investigações.

As conversas aconteceram inclusive ao longo do fim de semana. Fachin considera a situação grave e, com alguns ministros, insistiu na criação de um código de conduta para o STF. A intenção é sinalizar para a sociedade que, mesmo com desvios éticos pontuais, o tribunal está comprometido com a correção institucional.

Na tarde de ontem, Fachin defendeu em discurso o “saudável distanciamento” entre juízes e as partes envolvidas nos processos. Ele aproveitou a abertura de um encontro com presidentes de tribunais superiores e de segunda instância para dar o recado aos colegas.

O STF se viu dentro da crise do Banco Master a partir da condução de Dias Toffoli às investigações. O Estadão mostrou a ligação de um empreendimento de Dias Toffoli com fundos ligados ao Master, de Vorcaro. Toffoli foi pressionado a deixar a relatoria do caso, que passou para André Mendonça.

Na semana passada, o relator determinou nova prisão do banqueiro. Ao mesmo tempo, mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular de Vorcaro indicam que o investigado mantinha contato com Moraes.

A advogada Viviane de Moraes, casada com o ministro Alexandre, mantém um contrato milionário com o Banco Master.

Alexandre de Moraes se encontrava com Vorcaro e falou com ele ao longo do dia 17 de novembro, data em que ocorreu sua primeira prisão. Além disso, sua mulher, Viviane Barci de Moraes, tinha um contrato de R$ 129 milhões com o banco, “incompatível” com valores de mercado, segundo especialistas.
 

Saiba

Visita de advogados a Vorcaro sem gravação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a penitenciária federal de Brasília permita visitas dos advogados do banqueiro Daniel Vorcaro sem o monitoramento e gravação dos diálogos.

Esse monitoramento costuma ser feito nos presídios federais para evitar ordens de novos crimes por parte de integrantes de organizações criminosas.

Em sua decisão, André Mendonça acolheu o pedido da defesa do banqueiro e também autorizou que eles ingressem na penitenciária com cópia impressa dos autos e a possibilidade de tomarem notas escritas durante os encontros.

“Determino à direção da Penitenciária Federal de Brasília que permita a realização de visitas dos advogados regularmente constituídos nos autos, independentemente de agendamento, sem a realização de qualquer tipo de monitoramento ou gravação por áudio e/ou vídeo”, escreveu na decisão. “Autorizo, ainda, o ingresso de cópias impressas dos autos e a possibilidade de os advogados tomarem notas escritas”, completou.

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