Política

eleições 2026

Tereza Cristina diz que gostaria de ser candidata a vice-presidência pela direita

Senadora ressaltou que a prioridade será definir um nome principal para concorrer à presidência, o que só ocorrerá após o julgamento de Bolsonaro

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A senadora de Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina (PP), manifestou desejo de ser candidata da direita à vice-presidência da República nas eleições de 2026. Em entrevista à Folha de São Paulo, Tereza salientou que só poderá discutir candidaturas após o julgamento do ex-presidente, previsto para terminar no dia 12 de agosto.

Conforme a senadora, a prioridade será definir um nome principal da direita.

“Dizer que eu não gostaria [de ser candidata a vice] não é verdade. Eu estaria aqui sendo falsa. Mas eu gostaria de ser vice de quem? Quem é o candidato? Eu nunca soube que tinha eleição para vice. Tem eleição para presidente”, declarou.

Ela chegou a citar alguns nomes, que já foram ventilados como possíveis candidatos, como os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), mas cobrou deles um plano político para o Brasil.

“Eu acho que os nomes que estão postos são muito bons. É questão de escolher e saber o mais viável e que tem o melhor projeto para o Brasil. Acho que quem vier tem que trazer uma proposta robusta para esse país do caminho que a gente quer dar a ele”, acrescentou na entrevista.

Ainda na entrevista, a senadora afirmou acreditar que o Brasil pode sofrer mais sanções dos Estados Unidos com o julgamento de Bolsonaro, que começou nesta terça-feira (2).

Tereza Cristina fez parte da comitiva que foi aos Estados Unidos em missão oficial para tentar negociar as tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e responsabilizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo tarifaço, afirmando que faltou diálogo do governo com Washington.

A senadora também criticou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pela forma como se posicionou a favor das sanções de Trump. "Ele é filho, ele tem as razões dele, enfim, os métodos dele. Eu não faria isso, eu jogo pelo Brasil", disse.

Por fim, Tereza defendeu que os políticos do PP entreguem cargos que ocupam no governo, como Ministério do Esporte, comandado por André Fufuca, e a Caixa Econômica Federal, presidida por Carlos Antônio Vieira Fernandes.

"Eu acho que a gente precisa começar a colocar as coisas nos seus devidos lugares. Quem é oposição é oposição mesmo, quem é da base é da base. O eleitor precisa saber quem nós somos", disse à Folha.

Alteração

Trump diz que pediu adiamento de cúpula com Xi Jinping por cerca de um mês

Viagem do americano à Pequim estava prevista para ocorrer entre os dias 31 de março e 2 de abril

16/03/2026 22h00

Presidente dos EUA, Donald Trump

Presidente dos EUA, Donald Trump Divulgação

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira, 16, que pediu para adiar por um mês ou mais a cúpula com o líder chinês Xi Jinping, alegando que precisa continuar em Washington devido à guerra no Oriente Médio. A viagem do americano à Pequim estava prevista para ocorrer entre os dias 31 de março e 2 de abril.

Trump reiterou críticas a ausência de apoio pela parte de Pequim na liberação do Estreito de Ormuz, trecho estratégico para o fluxo de petróleo mundial, e na resolução do conflito com o Irã no Oriente Médio. "Eles deveriam estar nos ajudando", disse ele em referência à China, Japão e Coreia do Sul.

Mais cedo, o chefe da Casa Branca disse que não está claro se a China se juntará aos esforços para ajudar a garantir a segurança do Estreito de Ormuz. "Gostaríamos de saber antes disso. Duas semanas é muito tempo".

O presidente americano diz ter convocado vários países, incluindo aliados dos EUA na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a se juntarem ao que ele descreveu como um "esforço conjunto" mais amplo para reabrir o Estreito de Ormuz. O presidente disse que informará quais países estão ajudando os EUA "em breve".

Ele criticou a demora dos aliados dos Estados Unidos para entrar na guerra. Trump disse estar surpreso que outros países não estejam se mobilizando em relação ao Estreito de Ormuz e voltou a criticar o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, por resistir aos seus pedidos em relação à guerra no Irã.

"Disse a ele Starmer que não queremos seus porta-aviões", afirmou Trump.

Irã e Oriente Médio

Trump disse que o Irã usaria seu eventual armamento nuclear contra Israel e seus países vizinhos no Oriente Médio assim que estivesse pronto. Segundo o presidente, o conflito acabará "em breve", mas ainda é cedo para declarar o encerramento das ações militares nesta semana.

"Prestamos um serviço ao mundo, caso contrário, haveria uma guerra nuclear", afirmou, em comentários no Salão Oval em referência aos ataques ao Irã. "A única questão é se eles usariam bombas nucleares dentro de uma hora depois de obtê-las ou dentro de um dia. Eles explodiriam todo o Oriente Médio, não apenas Israel."

O chefe da Casa Branca também disse que ninguém imaginou que o Irã atacaria os países vizinhos, uma vez que eles são "nações neutras" e se dão bem com o regime persa. Trump disse que as forças militares americanas destruíram as fábricas de mísseis e que mais está por vir.

"Em algum momento, algo vai acontecer com os oleodutos na ilha de Kharg", ameaçou Trump, ao citar que só não os atacou ainda porque o reparo deles demoraria um tempo muito longo.
 

Discussão

Motta sobre regulação do trabalho por app: Devo receber representantes de plataformas

Pauta debate vínculo empregatício de trabalhadores com as empresas de aplicativos

16/03/2026 19h00

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira, 16, que receberá nesta semana representantes de plataformas digitais para discutir o projeto de regulamentação do vínculo empregatício de trabalhadores com as empresas de aplicativos.

A votação está prevista para abril. "Nós queremos fazer a construção equilibrada dessa proposta", declarou. "Eu devo, nesta semana, receber representantes das plataformas para tratar desse assunto", afirmou.

Motta também disse que, a pedido da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), pautará o projeto do marco legal do transporte público urbano. A matéria já foi aprovada pelo Senado.

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