Política

Eleições 2022

Travamento de urna forma fila e estende votação no Colégio Dom Bosco

Cerca de 40 pessoas aguardaram para votar no local; horário para votação foi encerrado às 16h

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Na tarde deste domingo (2), durante as votações para o primeiro turno das Eleições 2022, a seção 24 do Colégio Salesiano Dom Bosco enfrentou problemas com um travamento de urna. Segundo apuração do Correio do Estado, a urna chegou a ser substituída, mas a nova travou novamente outras três vezes.

Eleitores que aguardavam na fila afirmaram que estavam esperando há aproximadamente 2 horas. Tatiane Gasparetto foi uma delas. Ela trabalhou durante a manhã como auxiliar em outra escola, mas, assim como nas eleições anteriores, precisou votar no Colégio Dom Bosco. Segundo ela, foi a primeira vez que enfrentou problemas para votar no local.

“Cheguei 13h57, e meu esposo (que vota em outra seção) votou em 2 minutos. Agora, quase 1 hora e meia depois, que eu vou votar”, comentou.

Em entrevista ao Correio do Estado, Fabrício Diamante, fiscal do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) responsável pelo Colégio Dom Bosco, informou que duas urnas foram utilizadas na seção. A primeira travou e foi substituída, mas a urna que foi colocada no lugar chegou a travar outras três vezes.

O horário de encerramento das eleições era 16 horas. No entanto, eleitores que ainda estavam na fila durante este horário ainda tinham o direito de exercer o voto. Senhas foram distribuídas para organizar o término da votação. 

Na seção 24, do Colégio Dom Bosco, foram distribuídas 35 senhas para os eleitores prejudicados pela paralisação da urna. O último eleitor chegou ao local às 15h40, e as votações na seção só acabaram mais de uma hora depois, às 16h50.

Humberto Lapa Ferri, promotor da 36a zona, estava acompanhando a entrega das senhas. Para ele, o dia foi mais tranquilo do que o esperado.

"Fiquei responsável por 38 locais e apenas tivemos problema em uma ou duas localidades. Então não houve nada demais no decorrer da eleição que nos preocupasse", concluiu.

ELEIÇÕES 2026

Prazo para regularizar título de eleitor encerra em dois meses

Após o dia 6 de maio, o cadastro eleitoral será fechado, sendo reaberto apenas após o 2º turno das eleições de outubro.

06/03/2026 17h45

Eleitores podem regularizar o título eleitoral até o dia 6 de maio

Eleitores podem regularizar o título eleitoral até o dia 6 de maio Arquivo/ Correio do Estado

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O prazo para regularizar o título eleitoral começa a entrar nos últimos dois meses. A partir desta sexta-feira (6), faltam exatamente 60 dias para os eleitores terem todos os documentos regularizados para que executem seu direito de cidadão.

O último dia para isto é 6 de maio. Após essa data o cadastro eleitoral será fechado, sendo reaberto apenas após o 2º turno das eleições de outubro.

De acordo com a Lei das Eleições, nº 9.504 de 1997, a data limite e improrrogável para ficar certo com a Justiça Eleitoral, ocorre 150 dias antes da eleição.

O eleitor deve procurar o Cartório Eleitoral para regularizar a situação, onde pode solicitar pelos seguintes serviços:

  • transferência de domicílio
  • alteração de endereço ou local de votação
  • tirar o primeiro título eleitoral
  • atualização de dados cadastrais
  • ou cadastro biométrico

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) orienta para não deixar para a última hora, a fim de evitar filas, eventuais instabilidades do sistema ou imprevistos. É importante lembrar que quem não estiver em dia com a Justiça Eleitoral, não poderá votar nas eleições de outubro.

Como consultar?

Para consultar sua situação eleitoral, basta acessar o  autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral - (TSE) e preencher seus dados.

Como regularizar?

Em Campo Grande, a Central de Atendimento Ao Eleitor funciona das 12 às 18h, e está localizada na Rua Delegado José Alfredo Hardman, 180, Jardim Veraneio.

Também há atendimento eleitoral no Centro Integrado de Justiça - (CIJUS), das 12h às 18h.

O horário de expediente é o mesmo para os Fóruns Eleitorais localizados no interior do Estado.

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União

Governo Federal cumpre agenda para demarcar áreas no entorno do Rio Paraguai

Secretaria do Patrimônio da União deu início a uma série de audiências para proteger Pantanal

06/03/2026 17h20

Foto: Divulgação

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Por meio de audiências públicas, a Secretaria do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul (SPU/MS), encabeçada pelo superintendente Tiago Botelho, iniciou no último mês o processo de demarcação de áreas no entorno do Rio Paraguai. O Governo Federal visa abrir diálogos para atuar na proteção dos rios sul-mato-grossenses.

Botelho, representou a União na abertura dos diálogos, que já aconteceram em Miranda, Ladário, Corumbá, Aquidauana e Anastácio. As próximas audiências estão previstas para Maracaju, Bonito, Jardim, Porto Murtinho, Naviraí, Itaquiraí e Jateí, nos meses de março e abril.

O diálogo ocorre em um momento considerado estratégico para o Governo Federal, após a revogação do decreto nº 12.856, que previa a inclusão de trechos de rios federais no Programa Nacional de Desestatização (PND).

Corumbá recebeu a abertura oficial do procedimento administrativo de definição da linha média de enchente ordinária, parâmetro técnico que delimita as áreas de domínio público federal ao longo do rio Paraguai. As conversas têm objetivo discutir a separação de áreas públicas e privadas, com base em estudos técnicos, ambientais e jurídicos, para assegurar a transparência e participação social.

Foto: Divulgação / SPU 

"A demarcação tem metodologia técnica e embasamento jurídico. É um instrumento fundamental para proteger as margens do Rio Paraguai, ordenar o uso do solo e evitar conflitos fundiários", afirmou Botelho ao ressaltar o papel da SPU em proteger o patrimônio público e garantir que ele cumpra sua função social.

Entre os objetivos das audiências públicas estão a apresentação dos estudos técnicos que fundamentam a delimitação, a escuta de moradores, prefeituras, organizações da sociedade civil e órgãos ambientais, além da coleta de contribuições e eventuais contestações.

O processo também subsidia a decisão final da SPU quanto à homologação ou retificação dos limites, orientando medidas posteriores como registro cartográfico, regularização de ocupações, restrições de uso quando necessárias e ações de fiscalização.

Durante a audiência, a SPU/MS também apresentou balanço das ações recentes no estado. Entre 2023 e 2026, cerca de R$ 350 milhões em imóveis da União foram destinados a políticas públicas. Areas antes ociosas ou com pendências administrativas passaram a ser direcionadas para finalidades como saúde, educação, assistência social e regularização fundiária.

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