Política

Eleições

TRE-MS reforça atendimento para evitar cancelamento de títulos eleitorais

Após 6 de maio, o cadastro eleitoral de quem não se regularizar será fechado e não será possível fazer alterações ou transferências de domicílio eleitoral

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A Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul realizará neste sábado (21), mais uma edição do atendimento itinerante em Campo Grande. A ação acontecerá das 8 às 15h na Escola Municipal Professora Oliva Enciso, localizada na Rua Álvaro Silveira, 210, Bairro Tiradentes.

Coordenada pela 8ª Zona Eleitoral, a iniciativa busca ampliar e facilitar o acesso da população aos principais serviços relacionados ao título de eleitor. Na ocasião, serão oferecidos: emissão do primeiro título, transferência de domicílio eleitoral, regularização da situação eleitoral e atualização de dados cadastrais.

A ação integra o cronograma de atendimentos itinerantes realizados pelo TRE-MS, que tem percorrido diversas regiões do Estado e da Capital, aproximando os serviços da Justiça Eleitoral das comunidades, irando o processo eleitoral de 2026. No início deste mês, foram promovidos atendimentos em Jaraguari e Paraíso das Águas.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, após 6 de maio, o cadastro eleitoral de quem não se regularizar será fechado e não será possível fazer alterações ou transferências, prazo reaberto apenas após o 2º turno das eleições de outubro.

De acordo com a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), o encerramento ocorre 150 dias antes da eleição. Sendo assim, como esse ano o 1º turno do pleito será no dia 4 de outubro, a data-limite e improrrogável para ficar quite com as obrigações eleitorais.  

Números

Segundo a Justiça Eleitoral, até o fim do ano passado, ao menos 88.124 eleitores de Mato Grosso do Sul tiveram seus títulos cancelados o equivalente a 4,33% do eleitorado local. No Brasil, o total chega a 5.042.047 documentos, o que representa 3,17% dos eleitores.

Quem não regularizar sua situação pode ficar impedido de votar nas eleições de 2026, quando serão escolhidos presidente e vice-presidente da República, dois senadores, oito deputados federais, governador e vice, além de 24 deputados estaduais.

Além da impossibilidade de votar, o título irregular pode gerar uma série de complicações: suspensão de benefícios sociais, dificuldades para emissão de passaporte e carteira de identidade, restrição para assumir cargos públicos, impedimento de renovação de matrícula em instituições de ensino e entraves em atos que dependem de quitação eleitoral ou do serviço militar.

De acordo com o Código Eleitoral, o título é cancelado quando o eleitor com voto obrigatório deixa de comparecer a três eleições consecutivas considerando cada turno como uma eleição sem apresentar justificativa em até 60 dias nem pagar as multas correspondentes. O processo de cancelamento foi concluído em 2 de junho de 2025 e já afeta milhões de brasileiros.

Saiba*

O eleitor pode consultar sua situação eleitoral no site do TSE, acessando a aba “Autoatendimento Eleitoral”. No portal, é possível verificar pendências, emitir certidões, atualizar dados e acompanhar informações sobre o título.

 

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ELEIÇÕES 2026

PL tem meta agressiva no Estado e quer "abocanhar" as duas vagas ao Senado

A executiva nacional da sigla calcula conquistar 33 novas cadeiras na Câmara Alta e, dessa forma, alcançar um total de 49 senadores

19/02/2026 08h20

O PL tem 16 senadores que têm mandato até 2030 e espera fazer mais 33 novos parlamentares

O PL tem 16 senadores que têm mandato até 2030 e espera fazer mais 33 novos parlamentares Carlos Moura/Agência Senado

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A executiva nacional do PL divulgou nesta semana uma meta agressiva para as eleições gerais de outubro deste ano que projeta a conquista de 33 novas cadeiras no Senado e, desta forma, chegar ao número mágico de 49 senadores da República a partir de 2027 já contabilizando os 16 parlamentares da legenda que têm mandato até 2030.

Para tentar atingir esse objetivo, ou seja, obter a maioria absoluta na Câmara Alta brasileira, as lideranças nacionais bolsonaristas já fazem os cálculos na ponta do lápis e, pelas contas da legenda, esses 33 novos senadores alcançados ficando com as duas vagas ao Senado que estão em disputa em Mato Grosso do Sul, Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, São Paulo e Rio de Janeiro.

Ainda vitória total em estados como Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Roraima, Rondônia e Tocantins.

Além disso, para chegar a esse número mágico, a expectativa é “abocanhar” pelo menos uma vaga de senador da República em Alagoas, Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Sergipe.

As lideranças do PL explicam que a tabela deverá ser atualizada mais duas vezes, e que a primeira seria em abril, após a janela para troca partidária, enquanto a segunda será depois das convenções que baterão o martelo sobre as candidaturas.

Na prática, para que esse projeto político possa vingar, o partido primeiro precisará combinar com os milhões de eleitores das 20 unidades da federação citadas no plano bolsonarista e também a cúpula do partido terá de excluir os partidos aliados, pois, para ficar com as duas vagas, a sigla terá de lançar chapa pura ao Senado.

Em Mato Grosso do Sul, conforme o presidente estadual do PL, o ex-governador Reinaldo Azambuja, que preferiu não comentar os planos da executiva nacional da legenda, a sigla manterá os planos já acertados, ou seja, uma das vagas ao Senado será sua e a segunda será definida por meio de pesquisas de intenções de votos quantitativas e qualitativas entre os atuais postulantes.

Pelos levantamentos divulgados até o ano passado, a segunda vaga deve ficar com o ex-deputado estadual Capitão Contar, pois os outros dois concorrentes do PL, o deputado federal Marcos Pollon e a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, aparecem bem atrás do ex-parlamentar.

Entretanto, caso Azambuja e Contar tenham os nomes confirmados na convenção do PL de Mato Grosso do Sul para concorrer às duas vagas ao Senado, para a dupla ficar com as duas cadeiras do Estado na Câmara Alta ainda terá de superar a “ameaça” do senador Nelsinho Trad (PSD), que aparece tecnicamente empatado com ambos.

Também terá de assegurar que o PP, da senadora Tereza Cristina, realmente não lance a pré-candidatura do deputado estadual Gerson Claro ao Senado e apostar que as pré-candidaturas do deputado federal Vander Loubet (PT) e da senadora Soraya Thronicke (Podemos) continuem com pontuação baixa nas pesquisas de intenções de votos.

Um ponto positivo para a concretização dos planos do PL em Mato Grosso do Sul é o fato de a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), estar praticamente fora da disputa ao Senado por Mato Grosso do Sul, devendo mesmo concorrer por São Paulo.

Afinal, a continuidade da ex-senadora na disputa pelo Senado no Estado complicaria muito a definição das duas vagas, pois ela vinha pontuando muito bem nos levantamentos.

*Saiba

O Senado brasileiro é composto por 81 senadores, representando os 26 estados e o Distrito Federal, com três senadores por unidade federativa. Os mandatos duram oito anos, com renovação alternada de um terço e dois terços a cada quatro anos. Cada senador é eleito com dois suplentes. A estrutura visa garantir igualdade entre os entes federativos, diferentemente da Câmara dos Deputados, onde a representação é proporcional à população.

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Eleições

Lindbergh aciona TSE contra ex-ministro e Flávio Bolsonaro alegando propaganda antecipada

Na ação o parlamentar cita vídeo publicado por Gilson nas redes sociais, no qual aparece afixando adesivos com a frase "O Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026", acompanhada da imagem do senador

18/02/2026 22h00

Redes Sociais

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Ex-líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, o deputado federal Lindbergh Farias (RJ), protocolou nesta terça-feira, 18, representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto (Podemos-PE) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suposta prática de propaganda eleitoral antecipada.

Na ação, com pedido de liminar, o parlamentar cita vídeo publicado por Gilson nas redes sociais, no qual aparece afixando adesivos com a frase "O Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026", acompanhada da imagem do senador. Durante a gravação, segundo a representação, o ex-ministro afirma: "Vou eleger o homem. Nosso presidente".

"A mensagem veiculada não deixa margem a dúvida quanto ao seu objetivo: promover, perante o eleitorado, a futura candidatura do segundo representado à Presidência da República, associando seu nome, imagem e identidade política ao pleito eleitoral vindouro", argumenta Lindbergh na peça.

O deputado ainda afirma que o ato "transcende esfera abstrata do debate político e materializa verdadeira ação de campanha eleitoral" por meio da distribuição de adesivos e da ampla divulgação nas redes.

Procurados, Gilson Machado Neto e Flávio Bolsonaro não se manifestaram. O espaço segue aberto.

O parlamentar pede ao TSE urgência para a remoção, em até 24 horas, de todo o conteúdo considerado irregular, a proibição de novas divulgações do material e a fixação de multa diária mínima de R$ 10 mil em caso de descumprimento. No mérito, pede o reconhecimento da prática de propaganda antecipada, com aplicação de multa individual aos dois representados.

A representação também solicita o envio do caso ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para apuração de eventual abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. O deputado sustenta que, por se tratar de ex-ministro de Estado e aliado político direto do senador, a conduta teria potencial de influenciar o eleitorado e desequilibrar a disputa antes do período permitido para propaganda eleitoral.

Ex-ministro sanfoneiro filia-se ao Podemos

Gilson Machado Neto oficializou na última sexta-feira, 13, sua filiação ao Podemos e fez críticas à antiga sigla, o Partido Liberal (PL). Durante discurso no evento de filiação, afirmou que "a direita não tem dono", em referência ao PL. Segundo ele, recebeu "carta branca" do Podemos para apoiar a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência.

Quando anunciou sua desfiliação do PL, em janeiro, Machado havia afirmado que seguiria na disputa por uma vaga no Senado por Pernambuco. Como mostrou o Estadão, o PL vivia uma disputa interna entre o presidente estadual da legenda, Anderson Ferreira, e Gilson Machado para definir quem seria o candidato ao Senado. Com a saída de Machado, o dirigente partidário deve ser o escolhido.

Gilson Machado é aliado próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem se aproximou ainda em 2018. Foi secretário do Ministério do Meio Ambiente durante a gestão do ex-presidente e, em maio de 2019, foi indicado para a presidência da Embratur, ficando à frente da estatal por mais de um ano.

Machado ganhou destaque por aparecer tocando sanfona em lives de Bolsonaro durante a pandemia de covid-19. O ex-ministro é sanfoneiro, já gravou com nomes como Zé Ramalho e atua na banda Brucelose até hoje. Ele também já deu aulas do instrumento para Bolsonaro. Em dezembro de 2020, foi remanejado para o Ministério do Turismo.

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