Política

JUSTIÇA ELEITORAL

TSE encaminha lista tríplice para vaga de juiz eleitoral suplente em MS à Presidência da República

Lista com três advogados sul-mato-grossenses é validada por unanimidade e segue para decisão final do presidente da República em ano eleitoral

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, encaminhar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a lista tríplice para a escolha e nomeação de juiz eleitoral suplente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul. A decisão foi tomada durante sessão ordinária realizada em 30 de abril de 2026.

O processo, de número 0600698-74.2025.6.00.0000, foi relatado pelo ministro Antonio Carlos Ferreira e não tramita em segredo de justiça. Não houve pedido de liminar ou concessão de justiça gratuita.

A lista tríplice é composta pelos advogados Douglas de Oliveira Santos, Ana Maria Medeiros Navarro Santos e Coraldino Sanches Filho, indicados após escolha prévia realizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Na etapa anterior, Douglas de Oliveira foi o mais votado, com 23 votos, seguido por Ana Maria Medeiros, com 20, e Coraldino Sanches, com 15. Os dois primeiros integram a atual gestão da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS).

A advogada Ana Maria comentou a decisão e a tramitação do processo. “Agora no dia 30, depois de nove meses, o relator levou a pauta para julgamento o processo da lista tríplice e, depois desse período, finalmente houve aprovação por unanimidade e o encaminhamento ao presidente da República. Como foi no dia 30 de abril, véspera do feriado de 1º de maio, acredito que nesta segunda-feira o processo deva ser enviado ao presidente para que faça a escolha. Espero que essa definição não demore tanto quanto a aprovação. Estamos em ano eleitoral e, ainda que seja uma função de suplência, haverá muito trabalho em Mato Grosso do Sul. Agora é aguardar a escolha”, afirmou.

Já o advogado Coraldino Sanches destacou o significado da decisão. “Embora já fosse esperada, a aprovação, pela mais alta Corte Eleitoral do país, da lista tríplice em que tive a honra de figurar, em sessão presidida pela ministra Cármen Lúcia e relatada pelo ministro Antônio Carlos Ferreira, é motivo de sincero orgulho e acentua, ainda mais, o senso de responsabilidade dos indicados. A partir de agora, cabe-nos aguardar, com serenidade e respeito institucional, a escolha a ser realizada pelo Presidente da República. Estou certo de que todos os nomes constantes da lista reúnem plenas condições de corresponder às elevadas expectativas da Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul”, declarou.

O advogado Douglas de Oliveira também comentou a aprovação de seu nome. “Fiquei muito feliz com a aprovação do meu nome na lista tríplice, agora pelo Tribunal Superior Eleitoral, e o processo de formação da lista segue para o Poder Executivo, que é responsável pela nomeação. Ter figurado como o candidato mais votado no Tribunal de Justiça e passado pelo TSE sem qualquer questionamento sobre minha conduta e reputação já é uma vitória pessoal significativa, todavia, sigo trabalhando com humildade e buscando apoios para essa última fase do processo de escolha”, disse.

Com o envio da lista ao TSE já concluído e validado pela Corte, caberá agora ao presidente da República selecionar um dos nomes para ocupar a vaga de juiz eleitoral suplente no TRE-MS. O processo segue os trâmites legais previstos para a composição da Justiça Eleitoral brasileira.

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Política

A cada visita de um Bolsonaro à Casa Branca, quem paga a conta é o povo, diz Elias Rosa

A declaração foi feita em entrevista à CNN Brasil

24/06/2026 21h00

Flávio Bolsonaro e o irmão, Eduardo, nos Estados Unidos

Flávio Bolsonaro e o irmão, Eduardo, nos Estados Unidos Reprodução

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, criticou a família de Jair Bolsonaro nesta quarta-feira, 24, atribuindo a parentes do ex-presidente a responsabilidade pela aplicação de tarifas do governo dos Estados Unidos contra o Brasil.

"Eu lamento dizer isso, mas, a cada visita de um Bolsonaro à Casa Branca, quem paga a conta é o povo brasileiro, e tem sido assim desde o início", disse o ministro, durante uma entrevista à CNN Brasil.

Rosa relembrou que o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comemorou a abertura de uma investigação contra o Brasil pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), ainda em julho do ano passado, com base na Seção 301.

A investigação resultou, em junho deste ano, na recomendação do USTR para que os EUA aplicassem novas tarifas contra produtos brasileiros, por causa de supostas práticas comerciais indevidas do País. O governo brasileiro vem negociando para evitar que essas taxas entrem em vigor.

"Me parece que foi uma encomenda que eles tinham feito para o governo norte-americano, imaginando que, quanto maior o dano à economia brasileira, melhor é o capital político deles", acusou o ministro.

Rosa relatou já ter participado de oito reuniões com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, para tratar das investigações. Na mais recente delas - realizada no último sábado, 20 -, ficou acertado um prazo de duas semanas para que a próxima rodada aconteça.

Segundo o ministro, a preocupação tem sido de indicar maneiras de fazer uma acomodação tarifária para aumentar a participação de bens e serviços americanos na economia brasileira, mas sem causar prejuízos ao País.

"Um dos temas que a 301 levanta é que os nossos acordos preferenciais com Índia e México causariam dano para as exportações norte-americanas. Em algumas reuniões temos discutido isso, tentando mostrar que as linhas tarifárias com o México ou a Índia não causam dano aos EUA", disse.

Dark Horse

Fachin pede análise técnica antes de decidir sobre relator de caso 'Dark Horse'

A questão passou a ser analisada por Fachin após um pedido de Moraes

24/06/2026 20h00

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF Foto: Gerson Oliveira

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pediu análise da área técnica antes de decidir se a investigação envolvendo o dinheiro enviado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o filme Dark Horse deve ser julgado por André Mendonça ou Alexandre de Moraes.

No despacho publicado nesta quarta-feira, 24, Fachin pediu à Coordenadoria de Processamento Inicial da Secretaria Judiciária que preste esclarecimentos sobre os critérios de distribuição dos processos.

O caso foi parar com Moraes após ele receber uma notícia-crime do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) sobre o tema. O deputado pediu a ampliação do escopo do inquérito que mirava o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) - do qual Moraes é relator - para abarcar a conduta de Flávio.

Eduardo foi condenado na semana passada por suposta coação no curso do processo e obstrução à Justiça no julgamento da trama golpista que tinha como líder o seu pai, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A questão passou a ser analisada por Fachin após um pedido de Moraes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu, em manifestação ao Supremo na última segunda-feira, 22, que a investigação deve ser redistribuída para o ministro André Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro.

O pedido de Lindbergh foi feito após o site The Intercept Brasil revelar que Flávio pediu ao banqueiro Daniel Vorcaro R$ 134 milhões para bancar o filme inspirado na trajetória do pai.

Cerca de R$ 61 milhões foram pagos e enviados a um fundo ligado a Eduardo nos EUA. A suspeita é que o dinheiro tenha sido usado para bancar a atuação do ex-deputado contra autoridades brasileiras. Após receber a notícia-crime, Moraes enviou a petição para análise da PGR.

Ao analisar o pedido do deputado, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, considerou que o episódio "já é objeto de procedimento próprio na Suprema Corte, que tramita sob a supervisão do eminente Ministro André Mendonça".

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