Política

ELEIÇÕES 2026

Vander diz que desistência de suplente é normal e que foco é unidade e resultados

O deputado federal afirma que decisão de Maurício Bumlai foi recebida "com tranquilidade" e reforça compromisso com projeto político de Lula

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O deputado federal Vander Loubet, presidente estadual do PT e pré-candidato ao Senado Federal, divulgou nota nesta segunda-feira (22) em resposta à reportagem publicada pelo Correio do Estado que apontou uma possível crise interna na composição de sua chapa, após a recusa do empresário Maurício Bumlai em permanecer como primeiro suplente.

Na manifestação, Vander afirma que recebeu “com tranquilidade” a decisão de Bumlai e reforça que o convite foi uma iniciativa pessoal, construída com “respeito, diálogo e reconhecimento à trajetória política” do empresário. Ele destaca ainda que Bumlai, filiado ao PSB, integra a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e segue alinhado a um projeto político comum.

O parlamentar sustenta que segue comprometido com a construção de unidade em torno da reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste ano e da formação de um campo político amplo em Mato Grosso do Sul.

Conforme ele, a prioridade é fortalecer um projeto voltado à democracia, ao desenvolvimento e à justiça social. Vander também menciona que mantém diálogo político com a senadora Soraya Thronicke (PSB) em pautas de interesse do Estado e do país, ressaltando a importância de parcerias institucionais, independentemente de diferenças partidárias.

Na nota, o deputado ainda cita questionamentos envolvendo a ex-secretária estadual de Cidadania, Viviane Luiza, que é pré-candidata a deputada federal pelo PSDB, afirmando que ela deve ser reconhecida por sua trajetória e ideias, e não por relações pessoais. Ele criticou o que chamou de especulações e diz que não pretende transformar decisões partidárias ou vínculos pessoais em “combustível para disputas políticas”.

Ao final, Vander afirma que está focado no trabalho e na agenda política. “A população espera de nós menos ruído e mais resultados”, declarou, reforçando que seguirá atuando em defesa de Mato Grosso do Sul e da construção das candidaturas do campo político ligado ao presidente Lula no Estado.

Entenda o caso

A reação ocorre após a pré-candidatura de Vander ao Senado sofrer um revés com a desistência de Maurício Bumlai de integrar a chapa como primeiro suplente. Em reunião no fim de semana, o empresário comunicou a retirada do apoio ao projeto eleitoral e sua saída da composição.

A decisão expôs um racha no PT de Mato Grosso do Sul e aprofundou tensões internas no grupo político. Bumlai teria demonstrado insatisfação com o ambiente de disputas internas envolvendo aliados do próprio partido e críticas públicas direcionadas à ex-secretária estadual de Cidadania Viviane Luiza.

Segundo informações apuradas pelo Correio do Estado, a crise se agravou após declarações atribuídas a lideranças petistas sobre a pré-candidata, o que foi interpretado como ataques pessoais e políticos. O episódio provocou desgaste na articulação da chapa e levou a reações dentro do campo político ligado ao presidente Lula no Estado.

O episódio também repercutiu no entorno de Vander às vésperas de agendas políticas importantes, incluindo a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Mato Grosso do Sul, que vinha sendo tratada como momento estratégico para fortalecimento da pré-candidatura ao Senado. O cenário, porém, passou a ser marcado por tensões internas e rearranjos no grupo político.
 

INTERNACIONAL

Trump diz que não haverá cobrança de pedágio em Ormuz a menos que seja imposto pelos EUA

O líder norte-americano descreveu os Estados Unidos como "anjo da guarda" dos países do Oriente Médio

20/06/2026 22h00

Presidente dos Estados Unidos da América, Donaldo Trump

Presidente dos Estados Unidos da América, Donaldo Trump Foto: Arquivo

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na tarde deste sábado, 20, que não haverá cobrança de "pedágios" no Estreito de Ormuz, a menos que a cobrança "seja imposta pelos Estados Unidos". Em postagem na Truth Social, Trump disse que, caso o acordo definitivo com o Irã não seja alcançado, seu governo pode cobrar taxas "como forma de reembolso de custos".

O líder norte-americano também descreveu os Estados Unidos como "anjo da guarda" dos países do Oriente Médio e disse que uma eventual cobrança teria como objetivo "reembolsar custos passados, presentes e futuros", justificando a medida como pagamento por "serviços prestados" pelos EUA na região.

Na sexta, o Irã afirmou que não cobrará taxa de navios no Estreito de Ormuz pelos próximos 60 dias. Há cinco dias, porém, Teerã anunciou que, após esse prazo - período em que vigora o acordo com os EUA -, pretende instituir uma "taxa por serviço" para embarcações que cruzarem a rota marítima.

ELEIÇÕES 2026

Em cenário de 1º turno, Lula tem 41%, Flávio, 31%, Caiado, 3% e Renan Santos, 3%

No último levantamento, divulgado em 22 de maio, Lula tinha nove pontos percentuais de vantagem em relação a Flávio: 40% a 31%

20/06/2026 14h00

Lula e Flávio seguem tecnicamente empatados, no limite da margem de erro, em um eventual 2º turno da eleição presidencial

Lula e Flávio seguem tecnicamente empatados, no limite da margem de erro, em um eventual 2º turno da eleição presidencial Reprodução: Folha de São Paulo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem dez pontos de vantagem em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas intenções de voto no 1º turno para a Presidência da República. É o que aponta a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 20.

Na simulação de 1º turno, o petista registrou 41% ante 31% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No último levantamento, divulgado em 22 de maio, Lula tinha nove pontos percentuais de vantagem em relação a Flávio: 40% a 31%.

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o empresário Renan Santos (Missão) possuem 3% das intenções de voto cada.

Já o deputado federal Aécio Neves (PSDB), o escritor Augusto Cury (Avante), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e a ativista Samara Martins (UP) possuem 2% cada.

O ex-deputado federal Cabo Daciolo (Mobiliza), o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC) e o jornalista Rui Costa Pimenta (PCO) possuem 1% das intenções de voto cada.

Brancos, nulos ou nenhum somam 7%. Eleitores que não sabem em quem votar são 4%.

Comparada com a pesquisa anterior do Datafolha, Lula variou positivamente 1 p.p, enquanto Flávio não teve o percentual alterado. Caiado, Zema e Samara oscilaram negativamente 1 p.p.

2º turno

Lula e Flávio seguem tecnicamente empatados, no limite da margem de erro, em um eventual 2º turno da eleição presidencial. O petista, no entanto, está numericamente à frente.

De acordo com o levantamento, Lula registra 47% das intenções de voto, enquanto Flávio alcança 43%. Os percentuais são os mesmos da última pesquisa do instituto, divulgada em 22 de maio. Eleitores que pretendem votar em branco, nulo ou não escolher nenhum dos candidatos somam 8%. Já os eleitores que afirmaram não saber em quem votar são 1%.

Já no cenário em que o candidato da oposição é Ronaldo Caiado (PSD), Lula chega a 47% das intenções de voto e o ex-governador de Goiás, 41%. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 10% Eleitores indecisos somam 2%.

O presidente também venceria o ex-governador Romeu Zema (Novo) por 48% a 39%. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 11%, enquanto os que não sabem são 2%.

O Datafolha ouviu 2.004 entrevistados, com 16 anos ou mais, em 139 cidades, de 17 a 18 de junho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.

 

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