Política

SEGUNDO TURNO

Vander diz que Lula mira eleitores que não votaram para reverter resultado

Presidente do PT-MS participou de reunião em Brasília e afirma que campanha vai reforçar mobilização para reduzir abstenção e ampliar votação

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O deputado federal Vander Loubet, presidente do PT em Mato Grosso do Sul, afirmou que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá como prioridade conquistar os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.

O parlamentar participou, nesta segunda-feira (5), em Brasília, de uma reunião com Lula e aliados para definir as estratégias para a segunda etapa da disputa presidencial.

Segundo Vander, a abstenção em Mato Grosso do Sul recebeu atenção durante o encontro. Mais de 483 mil eleitores deixaram de votar no Estado, número equivalente a quase 24% do eleitorado.

“No Mato Grosso do Sul, tivemos a maior taxa de abstenção do país. Mais de 483 mil eleitores não compareceram às urnas no nosso estado, quase 24%. O presidente Lula cobrou que a gente faça um trabalho sobre esse público”, informou o parlamentar.

A mobilização de quem não votou também deve orientar a campanha nos estados do Sudeste, especialmente São Paulo e Minas Gerais. No Nordeste, onde Lula obteve vantagem no primeiro turno, a intenção é ampliar os percentuais alcançados. Já no Centro-Oeste, a meta é recuperar espaço.

“No Ceará, por exemplo, o Lula fez 63% e a meta é chegar a 70%. No caso do Piauí, a meta é aumentar de 71% para 80%. Aqui no Centro-Oeste, o foco é recuperar terreno e chegar aos 40% que tivemos na eleição passada”, pontuou Vander.

O planejamento inclui reforçar a mobilização da militância petista e intensificar a presença nas redes sociais. Conforme o deputado, a campanha também pretende concentrar críticas nos efeitos que atribui a uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL), sobretudo sobre programas sociais e investimentos nos municípios.

“Vamos mostrar o impacto negativo que a vitória do Flávio vai ter, principalmente para os programas sociais e para os municípios que foram contemplados com obras de saúde, educação e infraestrutura do Novo PAC”, declarou.

Vander afirmou que a equipe do adversário pretende reduzir investimentos e associou essa possibilidade ao risco de interrupção de obras públicas.

“O plano da equipe do Flávio é fazer um tesouraço nos investimentos e isso significa não só uma redução das políticas sociais como também a paralisação ou cancelamento de obras importantes, como escolas de tempo integral, creches, unidades básicas de saúde, entre outras”, alertou o deputado.

Além de Vander, participaram da reunião, por Mato Grosso do Sul, o candidato ao governo Fábio Trad (PT), a senadora Soraya Thronicke (PSB) e a deputada federal Camila Jara (PT).

O encontro reuniu ainda os governadores Jerônimo Rodrigues (PT-BA), Elmano de Freitas (PT-CE), Lucas Ribeiro (PP-PB) e Rafael Fonteles (PT-PI), além dos senadores eleitos ou reeleitos Rui Costa (PT-BA), Jaques Wagner (PT-BA), João Azevêdo (PSB-PB), Rogério Carvalho (PT-SE), Marcelo Castro (MDB-PI), Marília Campos (PT-MG) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).

SUCESSÃO NA ALEMS

Presidência da Assembleia abre disputa entre deputados do PL

Reinaldo Azambuja afirma que partido precisará do apoio de outras bancadas para conquistar o comando da Casa em 2027

06/10/2026 07h45

Os deputados estaduais Coronel David, Paulo Corrêa e Zé Teixeira querem comandar a Alems

Os deputados estaduais Coronel David, Paulo Corrêa e Zé Teixeira querem comandar a Alems Foto: Montagem

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O PL vai pleitear a presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), mas precisa primeiro definir um candidato de consenso entre os nove deputados estaduais eleitos pelo partido.
Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, o senador eleito Reinaldo Azambuja, presidente estadual da legenda, apontou três nomes para a disputa: os deputados estaduais reeleitos Zé Teixeira, Paulo Corrêa e Coronel David.

Segundo Azambuja, o tamanho da bancada credencia o partido a buscar o comando da Casa, mas exige articulação com outras legendas. A definição interna, afirmou, deve anteceder as negociações para reunir os votos necessários à eleição.

“Temos de construir um consenso interno para lá na frente chegar com apenas um nome. Depois vamos precisar agregar os votos de outros partidos, pois só nove deputados não elegem ninguém, precisamos de pelo menos 14 votos”, declarou.

O senador eleito ressaltou que a apresentação de mais de uma candidatura do PL pode comprometer as chances da sigla. Para ele, a bancada precisa chegar unida à negociação com os demais parlamentares.

“Quem tem três, não tem ninguém, se você começa dividido dentro de casa, não ganha nada. Primeiro precisamos ter consenso dentro do PL. Porém, acredito que ainda temos tempo para tratar da eleição para a presidência da Assembleia Legislativa”, afirmou.

BUSCA DE APOIO

Depois de escolher seu representante, o PL pretende buscar o apoio da base de Riedel. Azambuja destacou que o chefe do Executivo, o governador reeleito Eduardo Riedel (PP), tem uma bancada forte na Assembleia, o que torna esse diálogo decisivo para as pretensões do partido.

O PP contará com os deputados reeleitos Gerson Claro e Londres Machado, além do ex-prefeito de Ponta Porã, Hélio Peluffo. Pelo PSDB, foram reeleitos Pedro Caravina e Paulo Duarte, enquanto o ex-prefeito de Três Lagoas, Ângelo Guerreiro, conquistou outra cadeira.

A composição mencionada por Azambuja inclui ainda o deputado estadual Rinaldo Modesto, reeleito pelo União Brasil, e os deputados estaduais Pedrossian Neto e Renato Câmara, ambos reeleitos pelo

Republicanos. O ex-governador André Puccinelli, do MDB, e Lidio Lopes, do Avante, também foram citados entre os parlamentares com os quais será necessário construir entendimento.

Apesar de defender que o PL dispute o comando do Legislativo estadual, Azambuja afirmou que a prioridade neste momento é a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. As negociações sobre a Assembleia Legislativa, segundo ele, ficarão para uma etapa posterior.

“Primeiro, como presidente estadual do PL, é ajudar na eleição do Flávio como presidente do Brasil, depois vamos pensar no comando da Assembleia Legislativa, o mais importante agora é a eleição do Flávio no segundo turno, depois vamos discutir as outras eleições”, declarou.

CANDIDATOS

Entre os três nomes mencionados, Coronel David confirmou interesse em disputar o cargo, mas condicionou a candidatura à construção de um entendimento entre os integrantes da legenda.

“Tenho interesse, desde que haja um consenso dentro do partido”, declarou o deputado reeleito.
Paulo Corrêa também confirmou que é pré-candidato à presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e afirmou que trabalhará internamente para ser o escolhido da legenda, respeitando a orientação do presidente estadual do partido.

“Primeiro temos de obedecer à decisão do presidente do partido e, como o Reinaldo falou, o PL, com a maior bancada, é normal que reivindique a presidência da Assembleia Legislativa. Diante disso, posso dizer que, neste momento, sou pré-candidato ao cargo e vou trabalhar dentro da legenda para ser o escolhido e, se Deus quiser, conseguir ser o próximo presidente da Casa de Leis”, declarou.

Já Zé Teixeira defendeu que as conversas envolvam os 24 deputados estaduais, destacando que a bancada do PL, sozinha, não consegue eleger o presidente. Ao tratar do número de votos necessários, o parlamentar mencionou um mínimo de 13, enquanto Azambuja falou em reunir pelo menos 14.

“Para se eleger um presidente da Assembleia Legislativa precisa de no mínimo 13 votos. Não adianta conversar entre nove, pois nove não elegem um presidente”, afirmou Zé Teixeira.

O deputado também ressaltou o peso do governador reeleito Eduardo Riedel na definição do comando da Casa. Na avaliação dele, o apoio do chefe do Executivo é indispensável para viabilizar uma candidatura.

“Outra coisa é que essa eleição depende muito do governador Eduardo Riedel, sem o apoio dele não será possível”, declarou.

Zé Teixeira acrescentou que a disputa exige disposição para conquistar apoio entre todos os parlamentares, sem impor uma candidatura aos demais.

“Por isso, não discuto eleição para a presidência da Assembleia Legislativa com nove deputados estaduais, eu discuto com 24. Não existe você exigir ser candidato, você tem de colocar o nome à disposição e conquistar os votos necessários”, disse.

Ao comentar suas condições para participar dessa articulação, o parlamentar destacou a experiência na primeira-secretaria da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e afirmou compreender a proposta de Azambuja de construir uma indicação consensual do PL.

“Tenho a experiência de oito anos atuando como primeiro-secretário da Casa, período em que acredito ter realizado um excelente trabalho. Entendo perfeitamente a ideia defendida pelo senador Reinaldo Azambuja, considerando que o PL tem a maior bancada eleita”, afirmou.

Ele também se colocou à disposição para construir os apoios necessários, tanto dentro da legenda quanto entre os demais integrantes da Casa.

“Acho que o primeiro passo é conversarmos para chegar a um consenso da bancada dentro de Casa de Leis. Depois, o desafio é buscar o apoio dos demais deputados, pois sei que ninguém é escolhido presidente ou primeiro-secretário sozinho. Da minha parte, estou pronto para construir esses apoios”, declarou.

em cima do muro

Renan Santos nega ter sido procurado para fazer alianças

Ele afirmou que evitará conversas e seguirá com outras prioridades, como a estruturação do Missão e questões internas do Movimento Brasil Livre (MBL)

06/10/2026 06h47

No 1º turno, Renan conquistou 2,6 milhões de votos, um valor que representa 2,24% dos válidos

No 1º turno, Renan conquistou 2,6 milhões de votos, um valor que representa 2,24% dos válidos

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Em entrevista ao SBT News na segunda-feira, 5, Renan Santos (Missão) afirmou que não foi contatado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) depois do primeiro turno, realizado no domingo, 4. Ele declarou que o Centrão também não entrou em contato.

Renan afirmou que evitará conversas e seguirá com outras prioridades, como a estruturação do Missão, questões internas do Movimento Brasil Livre (MBL) e o lançamento de um novo álbum de sua banda de rock, Limão Rosa. O deputado estadual Arthur do Val, conhecido como Mamãe Falei, é integrante da banda.

O ex-presidenciável também comentou sobre Flávio Bolsonaro (PL) e a direita brasileira. Em sua fala reconheceu a força do bolsonarismo. "Não existe direita sem Bolsonaro", declarou.

Além disso, afirmou que não fará oposição a integrantes do movimento que optarem por seguir Flávio Bolsonaro.

No primeiro turno das eleições, Renan Santos, então candidato à Presidência, conquistou 2,6 milhões de votos, um valor que representa 2,24%.

Seu partido conseguiu reeleger Kim Kataguiri como deputado federal e eleger Rafa Minato como estadual por São Paulo.
 

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