Política

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Verdades e mentiras

Verdades e mentiras

Redação

19/04/2010 - 07h25
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Mauro Trindade, TV Press

  Jornalistas bons e maus sempre deram ótimos personagens, especialmente os maus. É nesse filão que vai “A vida alheia”, seriado de Miguel Falabella que estreou há pouco mais de uma semana. Sua Alberta Peçanha, vivida por Claudia Gimenez, é o mais novo nome dessa legião, que conta com o obcecado Charles Tatum, do filme “A montanha dos sete abutres”, ou o barão das comunicações Charles Kane, do clássico do cinema
“Cidadão Kane”. Perto desses, Miranda Priestly, de “O Diabo veste Prada”, e a própria Peçanha não passam de noviças da Ordem Imaculada das Freirinhas Descalças.
Mas é na literatura que estão os piores avais ao jornalismo. Poucos conseguiram chegar ao nível do repórter Amado Ribeiro, da peça “O beijo no asfalto”, de Nelson Rodrigues. E Blondet, do romance “As ilusões perdidas”, obra-prima de Balzac, compara a imprensa a um armazém onde se vendem palavras. “Se houvesse um jornal dos corcundas, haveria de provar a beleza dos corcundas”, escreve o francês.
Mais do que um ataque à imprensa de celebridades e suas invasões à privacidade, Miguel Falabella retrata e maneira desesperançada a condição humana, sufocada sob o peso das informações, moeda de troca das relações contemporâneas. Ninguém é bom ou mesmo ruim em seu folhetim. São apenas uncionais. A relação entre a editora Alberta Peçanha e a dona da editora, Catarina Faissol (Marília Pêra), é um primor do desprezo pelo outro, inclusive por elas próprias, respectiva e cinicamente representadas por Gimenez e Marília Pêra.
Manuela, a repórter ambiciosa e igualmente inescrupulosa, é vivida com ardor por Danielle Winits, em um de seus melhores papéis. Paulo Vilhena é um jovem fotógrafo que ainda mantém alguns laivos de ética, em uma atuação convicente de um profissional que tende a ser substituído pelo amador. Mais e mais a foto de paparazzo perde espaço para a câmera de celular, muito mais inesperada, onipresente e invasiva que os equipamentos fotográficos profissionais.
Todos os atores seguem um texto sem escapes para cacos ou brincadeiras. “A vida alheia” revela mais profundamente o “pathos” e a descrença na comunicação que permeia o trabalho de Falabella, um autor que, visto por esse viés, está mais para a tragédia do que para a comédia.
É sintomática sua frase sobre a vida a dois em “O submarino”: “O casamento é como o submarino. Até boia, mas foi feito para afundar”. Em um escritor de recursos, a morte também lhe cai bem.

Declaração

Durigan: Confaz aprovou acordo entre ANP e 21 Estados para compartilhar notas de combustíveis

Mensagem foi que o governo está comprometido em manter o abastecimento e mitigação máxima de preços

18/03/2026 14h45

secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan

secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan Foto: Divulgação

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O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta quarta-feira, 18, que o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou acordo entre a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e 21 Estados para o compartilhamento em tempo real de notas fiscais de combustíveis para melhorar a fiscalização de possíveis abusos de preços.

Segundo ele, os seis Estados que não aderiram foram São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Alagoas, Mato Grosso e Amazonas. Durigan afirmou, entretanto, que a adesão segue aberta.
A Fazenda convocou uma reunião extraordinária do Confaz para discutir medidas sobre o preço dos combustíveis.

Segundo Durigan, a mensagem foi que o governo está comprometido em manter o abastecimento e mitigação máxima de preços para a população.

“A gente convocou uma reunião extraordinária do Confaz para agora, que terminou recentemente. A gente teve a oportunidade de discutir com os secretários de Fazenda, dentro de uma boa relação que já existe...então a gente tem um diálogo facilitado, um diálogo fluido com os secretários de Fazenda”, afirmou o secretário-executivo.

Durigan reforçou que há diferença grande entre governo anterior e esse por acreditarem no federalismo. O governo disse a Estados que não há nenhuma intenção de fazer o que gestão anterior. Em 2022, a então gestão Jair Bolsonaro impôs um corte sobre o ICMS de combustíveis, compensação que teve que ser feita em 2023, já no governo Lula 3.

“A gente tem que preservar a nossa população dentro das regras, dentro das governanças das empresas públicas, o máximo possível para que a gente mitigue o impacto do aumento dos combustíveis, do aumento do preço do petróleo na população brasileira”, completou ele, dizendo ter pedido colaboração federativa dos Estados.

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internado

Bolsonaro tem 'melhora importante', mas ainda sem previsão de deixar a UTI, diz hospital

O ex-presidente foi hospitalizado na última sexta-feira, 13, com broncopneumonia bacteriana bilateral

18/03/2026 14h01

Ex-presidente Jair Bolsonaro

Ex-presidente Jair Bolsonaro Agencia Brasil

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou "boa evolução clínica, com melhora parcial dos aspectos tomográficos e melhora importante dos marcadores inflamatórios", segundo boletim médico divulgado pelo hospital DF Star nesta quarta-feira, 18. Apesar do progresso no tratamento, os médicos destacam que ainda não há previsão de alta da unidade de terapia intensiva (UTI).

O ex-presidente foi hospitalizado na última sexta-feira, 13, com broncopneumonia bacteriana bilateral. Segundo o boletim médico, Bolsonaro "tem programação de manter o tratamento com antibioticoterapia e segue com suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora".

Após deixar o hospital na manhã desta quarta, o médico Brasil Caiado explicou a jornalistas que um novo exame apontou uma melhora parcial do pulmão direito, sendo que o lado esquerdo do órgão ainda apresenta comprometimento moderado e difuso.

O cardiologista destacou ainda que apesar de não haver previsão de alta da UTI, existe uma expectativa de que, com as reações positivas ao tratamento, Bolsonaro possa ser transferido para o quarto neste final de semana.

"A prudência manda deixarmos lá (na UTI) para termos total segurança, observar, como eu falei, o quadro clínico, a evolução laboratorial, a melhora dos sintomas. Mas acredito que pode ser, daqui para o final de semana, que evoluamos para uma transferência para o quarto. Mas eu não sei exatamente o momento", disse Caiado.

Na última sexta, o médico afirmou que essa foi a "maior pneumonia que Bolsonaro já teve". O ex-presidente chegou à UTI com água nos pulmões, causadas pela aspiração de líquido do estômago, em decorrência dos soluços frequentes que ele apresenta.

"Pelo passado dele de várias comorbidades, e a principal delas, neste caso, nós suspeitamos, é esofagite, a gastrite e o refluxo gastroesofágico. Este refluxo, quando é aspirado para o pulmão, causa uma pneumonia aguda, grave", explicou o médico.

"Em geral, (o tratamento é com) antibiótico, terapia venosa. Em quadro de pneumonia grave bilateral, você pode estimar por mais de sete dias, oito, dez, doze (de internação), mas é impossível falar", afirmou. "Temos que nos antecipar a qualquer tipo de probabilidade de complicação. Depende muito da resposta do organismo dele ao antibiótico", completou.

Bolsonaro está preso no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado para permanecer no poder após as eleições de 2022.

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