Os vereadores do PSDB, Silvio Pitú, Flávio Cabo Almi e Dr. Victor Rocha bateram o pé com lideranças do ninho tucano sobre a permanência do deputado estadual Pedro Caravina no partido e deram um ultimato para os caciques escolherem quem preferem que continue na sigla.
Conforme apuração do Correio do Estado, o motivo pelo qual os vereadores pedem a saída de Caravina é a quantidade de votos que este arremataria caso permaneça no partido. Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), o foco do PSDB é reeleger Jamilson Name e Lia Nogueira. Além disso, também tem o intuito de fazer mais dois deputados estaduais. Para isso, a aposta é que Name seja o puxador de votos.
Com deputado estadual Paulo Duarte trocando o PSB pelo PSDB para tentar se reeleger, a última vaga para fechar o quarteto para a Casa de Leis fica entre os vereadores Silvio Pitú, Flávio Cabo Almi e Dr. Victor Rocha, justamente estes que são contra a permanência de Pedro Caravina, que é um nome forte para disputar a posição.
Com isso, o partido teria quatro deputados estaduais na próxima legislatura, ficando apenas com dois a menos na comparação com os seis que foram eleitos na atual legislatura – o partido vai perder Mara Caseiro, Zé Teixeira e Paulo Corrêa, para o PL, e Pedro Caravina, possivelmente para o PP.
Sobrevida do PSDB
Nos últimos dias, aconteceu uma verdadeira reviravolta dentro do ninho tucano em Mato Grosso do Sul e o partido, que antes estava na lista de extinção, ganhou sobrevida, sem a debandada geral prevista para a abertura da janela partidária.
Conforme apuração do Correio do Estado, depois que os deputados federais Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende anunciaram, na terça-feira, a permanência no PSDB, ontem foi a vez dos deputados estaduais Jamilson Name e Lia Nogueira também baterem o martelo pela continuidade na legenda.
No caso da Câmara dos Deputados, de acordo com fontes ouvidas pela reportagem, o objetivo é pelo menos reeleger Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende – um parlamentar a menos que na eleição passada, já que Beto Pereira vai para o Republicanos. Antes da decisão de terça-feira, Geraldo avaliava migrar para o PV e Dagoberto cogitava filiação ao PP.
Com a reavaliação do cenário, Dagoberto afirmou que houve mudança no rumo das negociações e tanto ele quanto Geraldo optaram por permanecer na sigla.
“Eu e o Geraldo vamos ficar no PSDB e o Beto está indo para o Republicanos. Nós estamos montando a chapa do PSDB de deputados federais e a [chapa] estadual já está praticamente pronta”, declarou.
Se até 2024 era o maior partido de MS, desde o ano passado, o PSDB começou a desmanchar no Estado, perdendo o governador Eduardo Riedel para o PP e o ex-governador Reinaldo Azambuja para o PL, além da maioria dos 44 prefeitos.


