Política

Reviravolta

Deputados e vereadores unem forças pela sobrevivência do PSDB no Estado

Dois deputados federais e dois deputados estaduais decidem continuar no ninho tucano para buscar a reeleição neste ano

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Nos últimos dias, aconteceu uma verdadeira reviravolta dentro do ninho tucano em Mato Grosso do Sul e o partido, que antes estava na lista de extinção, ganhou sobrevida, sem a debandada geral prevista para a abertura da janela partidária.

Conforme apuração do Correio do Estado, depois que os deputados federais Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende anunciaram, na terça-feira, a permanência no PSDB, ontem foi a vez dos deputados estaduais Jamilson Name e Lia Nogueira também baterem o martelo pela continuidade na legenda.

Os quatro decidiram abraçar o projeto de formação de duas chapas competitivas para tentarem as respectivas reeleições no pleito deste ano, para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), bem como aumentar, na medida do possível, as bancadas do partido nas duas Casas de Leis.

No caso da Câmara dos Deputados, de acordo com fontes ouvidas pela reportagem, o objetivo é pelo menos reeleger Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende – um parlamentar a menos que na eleição passada, já que Beto Pereira vai para o Republicanos. Antes da decisão de terça-feira, Geraldo avaliava migrar para o PV e Dagoberto cogitava filiação ao PP.

Com a reavaliação do cenário, Dagoberto afirmou que houve mudança no rumo das negociações e tanto ele quanto Geraldo optaram por permanecer na sigla.

“Eu e o Geraldo vamos ficar no PSDB e o Beto está indo para o Republicanos. Nós estamos montando a chapa do PSDB de deputados federais e a [chapa] estadual já está praticamente pronta”, declarou.

Já na Alems, o foco será reeleger Jamilson Name e Lia Nogueira, bem como fazer mais dois deputados estaduais. Para isso, a aposta é que Name, que já estava de malas prontas para o PP, seja o puxador de votos.

Dessa forma, ele vai contribuir para reeleger Lia Nogueira e o deputado estadual Paulo Duarte, que trocará o PSB pelo PSDB, e eleger para a Casa de Leis pelo menos um dos vereadores tucanos: Silvio Pitú, Flávio Cabo Almi e Dr. Victor Rocha.

Com isso, o partido teria quatro deputados estaduais na próxima legislatura, ficando apenas com dois a menos na comparação com os seis que foram eleitos na atual legislatura – o partido vai perder Mara Caseiro, Zé Teixeira e Paulo Corrêa, para o PL, e Pedro Caravina, para o PP.

DESMANCHE

Se até 2024 era o maior partido de MS, desde o ano passado, o PSDB começou a desmanchar no Estado, perdendo o governador Eduardo Riedel para o PP e o ex-governador Reinaldo Azambuja para o PL, além da maioria dos 44 prefeitos.

O golpe de misericórdia para a derrocada estava agendado para a abertura da janela partidária neste mês, quando estavam previstas as saídas dos três deputados federais – apenas Beto Pereira vai sair – e de pelo menos cinco deputados estaduais – somente quatro vão deixar o ninho.

No entanto, para ficar de fora da lista das legendas que correm grande risco de serem extintas nas eleições gerais deste ano, o PSDB precisa apresentar bom desempenho nas votações nacionais.

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, os tucanos têm de obedecer à cláusula de barreira, que é um mecanismo criado pela minirreforma eleitoral de 2017 que estipula um desempenho mínimo nas urnas para que legendas tenham acesso a recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o Fundão, e do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, o Fundo Partidário, bem como ao tempo de propaganda gratuito em rádio e TV.

Sem isso, a sobrevivência política da sigla fica quase inviável. O desafio não é simples: as metas de desempenho aumentam progressivamente até 2030, quando o partido precisará eleger ao menos 13 deputados federais ou ter 2,5% dos votos válidos para a Câmara.

Para se proteger contra a inanição por falta recursos públicos e tempo de rádio e TV, a lei permite que partidos formem federações, que são uma aliança entre dois ou mais partidos que passam a atuar como se fossem uma única legenda por um período mínimo de quatro anos.

Outra opção é a fusão entre partidos, para somar o número de deputados federais e alcançar a meta de desempenho.

 

 

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AGENDA PRESIDENCIAL

Em Três Lagoas, Lula chama Inteligência Artificial de "monstro"

Lula entrou no assunto ao lembrar que o mundo digital é novo e que os brasileiros terão que lidar com a IA

25/06/2026 16h30

Lula, em visita a UFN3, em Três Lagoas, no dia 25 de junho de 2026

Lula, em visita a UFN3, em Três Lagoas, no dia 25 de junho de 2026 Reprodução Instagram @lulaoficial

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, chamou a Inteligência Artificial (IA) de “monstro”, durante seu discurso, na manhã desta quinta-feira (25), em visita a UFN3, em Três Lagoas, município localizado a 327 quilômetros de Campo Grande.

Lula entrou no assunto ao lembrar que o mundo digital é novo e que os brasileiros terão que lidar com a IA, em tom de crítica.

“A inteligência artificial é um monstro que vai fugir do conhecimento do ser humano e vai se autorregular sozinha. Se prepare que não está longe o dia que a inteligência artificial não vai precisar mais dos seres humanos. E aí é o ser humano perdendo o controle de uma coisa que ele viu”, repudiou o presidente.

Lula afirmou que prefere lidar com humanos.

“Prefiro lidar com a inteligência humana porque nós precisamos ter sentimento, nós precisamos ter paixão, nós precisamos ter solidariedade. A gente não pode virar algoritmo. Algoritmo não tem coração, não tem sentimento, não tem visão social, não estende a mão para quem necessita mais”, disse.

Inteligência artificial é uma área da computação que desenvolve sistemas capazes de realizar tarefas que normalmente exigem inteligência humana, como aprender, reconhecer padrões, compreender linguagem, tomar decisões e resolver problemas.

A inteligência artificial faz parte do dia a dia, estando presente em mecanismos de busca, aplicativos de navegação, redes sociais, tradutores automáticos e assistentes virtuais.

LULA EM MS

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, está em Mato Grosso do Sul, nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026. 

De manhã, ele esteve em Três Lagoas (MS), para lançar a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3).

À tarde, ele cumpre agenda em Ponta Porã (MS), para entregar reformas de aeroportos e entregar títulos de terra no Assentamento Itamarati. 

Esta é a segunda vez, em 2026, que Lula visita Mato Grosso do Sul. A primeira vez foi na COP15, em março deste ano.

Política

Flávio Bolsonaro posta vídeo em resposta a Michelle e retira trecho sobre ligação não atendida

Senador também acrescentou que "sozinho" é difícil resgatar o País, em aparente aceno à ex-primeira-dama

25/06/2026 16h15

Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro Andressa Anholete/Agência Senado

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O senador e pré-candidato, Flávio Bolsonaro (PL) publicou um vídeo no início da tarde desta quinta-feira, 25, em que faz modificações em seu posicionamento sobre as críticas feitas por sua madrasta, Michelle Bolsonaro (PL), que o acusou de maltratá-la e humilhá-la após uma divergência política sobre a chapa na eleição do Ceará.

Na maior parte do vídeo, Flávio lê o posicionamento que já havia divulgado anteriormente em suas redes sociais. Ele, porém, ignorou um trecho em que afirma que havia ligado para Michelle na manhã de quarta-feira, 24, com o objetivo de convidá-la para um evento com lideranças femininas que estava sendo organizado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

“Fiz mais um gesto não correspondido. Não atendeu. Deixei mensagem. Também não retornou. Para minha surpresa, na tarde de hoje [quarta] ela publicou o vídeo”, diz o trecho do posicionamento escrito que Flávio optou por não ler ao gravar o vídeo.

Flávio Bolsonaro foi aconselhado a indicar Michelle como ministra e ignorou

Outra mudança ocorre no final, em um aparente aceno para que Michelle participe da campanha. “O convite segue de pé e o coração, segue aberto Michelle. Porque a gente tem que focar no nosso Brasil, resgatar o nosso País. E sozinho é muito mais difícil. Preciso de todo mundo junto comigo. Posso contar com você?”, questiona Flávio.

A fala, no entanto, é dúbia. O senador aponta para a câmera ao fazer a pergunta, o que dá margem para a interpretação de que ele se dirigiu a todas as pessoas que assistirem à gravação.

Ele repetiu que “nunca” desrespeitou, maltratou e humilhou uma mulher na vida. “Jamais o faria com a esposa do meu próprio pai”, disse Flávio, reforçando que o foco nesse momento é vencer o PT nas eleições.

As críticas de Michelle expuseram um racha no bolsonarismo e deflagraram mais uma crise na pré-campanha de Flávio, que tentava se recuperar do desgaste causado pelo áudio em que pede dinheiro para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse. A obra conta a história de Jair Bolsonaro.

A ex-primeira-dama afirmou que após defender que o PL apoiasse a candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) para o governo do Ceará recebeu uma ligação ríspida de Flávio. Ele e os irmãos já haviam negociado que o partido apoiasse Ciro Gomes (PSDB) em troca da indicação do pai do deputado federal André Fernandes (PL-CE) ao Senado.

Além de apoiar Ciro, crítico contumaz de Bolsonaro, a aliança com o PSDB derrubaria a candidatura de Priscila Costa (PL), aliada de Michelle, ao Senado.

“Ele [Flávio] foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”, afirmou Michelle.

Michelle fala em 'ataques covardes' e diz que Flávio Bolsonaro a desrespeitou

Segundo ela, desde esse dia Flávio não voltou a procurá-la. “Estou respeitando o que ele falou e é só isso”, disse, ao explicar o motivo de não ter embarcado na pré-campanha do enteado. “Se considerasse necessário, o meu apoio já teria conversado. Estou na minha, continuarei recolhida”, afirmou.

A avaliação na pré-campanha de Flávio é que as declarações da ex-primeira-dama servirão como “material de campanha” para o PT. Agora, dizem, o senador precisará dobrar os esforços para se conectar ao eleitorado feminino, o que já era visto como urgente, dada à resistência do público à imagem de Jair Bolsonaro.

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