Política

CAMPINAS

Vice assume ameaçado de impeachment

Vice assume ameaçado de impeachment

AGÊNCIA BRASIL

23/08/2011 - 15h18
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O vice-prefeito de Campinas, Demétrio Vilagra (PT), assumiu na manhã de hoje (23) o cargo de prefeito, em substituição a Hélio de Oliveira Santos (PDT), conhecido como Dr. Hélio, que teve o mandato cassado pela Câmara de Vereadores. A posse ocorreu no dia que o decreto de cassação do prefeito foi publicado no Diário Oficial do município.

Pouco depois da posse, o vereador Valdir Terrazan (PSDB) protocolou pedido para abrir uma comissão processante com o objetivo de apurar o envolvimento de Vilagra nas mesmas fraudes pelas quais Dr. Hélio é acusado e investigado pelo Ministério Público. Também pediu que o agora prefeito se afaste do cargo pelo mesmo período que durar a investigação da comissão processante (90 dias).

“A situação em Campinas é muito grave. O afastamento é necessário porque não é possível que um prefeito sem condições morais, éticas e políticas, que vai ser investigado, continue no cargo”. As requisições serão votadas na sessão de amanhã (24) da Câmara e precisam de 22 votos favoráveis para ser aprovadas. O PSOL também entrou com pedidos semelhantes.

O vice-prefeito já é investigado pelo Ministério Público. Vilagra chegou a ser preso em maio, em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). No discurso de posse, Vilagra disse que cumprirá o mandato até o fim.

Com relação aos R$ 60 mil encontrados na casa dele, Vilagra se defendeu dizendo que, desde o período da ditadura militar, guarda dinheiro em casa. Vilagra disse ainda que não sabe se há parentes dele trabalhando na Sanasa. E que acredita na inocência do ex-prefeito Dr. Hélio.

Dr. Hélio foi acusado de omissão diante das investigações do Gaeco e do Ministério Público sobre cobrança de propina e fraudes em contratos da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento de Campinas (Sanasa). Também é acusado de irregularidades em loteamentos imobiliários e em contratos de operação de antenas de telefonia celular na cidade.

BTG/NEXUS

Lula reage e fica numericamente à frente dos adversários no 2º turno

O petista reverteu as desvantagens numéricas que tinha diante do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do escritor Augusto Cury (Avante)

14/09/2026 07h11

Pesquisas anteriores apontavam recuo do presidente Lula e avanço de Flávio Bolronaro

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O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece numericamente à frente de todos os adversários testados nos cenários de segundo turno da pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 14. O petista reverteu as desvantagens numéricas que tinha diante do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do escritor Augusto Cury (Avante), embora permaneça tecnicamente empatado com os dois.

Na simulação contra Flávio, Lula registra 47% das intenções de voto, ante 46% do senador. Brancos, nulos ou eleitores que não escolheram nenhum dos dois somam 6%, enquanto 1% não sabe ou não respondeu. Na pesquisa anterior, divulgada em 8 de setembro, o cenário era inverso: Flávio tinha 46% e Lula, 45%, também em empate técnico.

Lula também passou à frente de Cury numericamente, com 45% contra 42%. Como a diferença está dentro da margem de erro, de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados. Na rodada anterior, Cury tinha 45% e Lula, 43%. Brancos, nulos ou nenhum somam agora 11%, e 2% não souberam responder.

Na disputa com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Lula venceria por 47% a 41%. A vantagem do petista passou de três para seis pontos porcentuais: na pesquisa anterior, Lula tinha 46% e Caiado, 43%, em empate técnico. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos representam 11%, e 1% não sabe ou não respondeu.

A maior vantagem de Lula ocorre nos confrontos com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e com o ativista Renan Santos (Missão). O presidente venceria Zema por 49% a 38%, ante 47% a 40% na rodada anterior. Contra Renan, Lula marca 48% e o adversário, 37%; anteriormente, o placar era de 47% a 39%. Os que escolheriam branco, nulo ou nenhum somam 11% no cenário com Zema e 14% na disputa com Renan.

PRIMEIRO TURNO

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lidera as intenções de voto para o primeiro turno das eleições presidenciais, com 42%, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 14. Na rodada anterior, de 8 de setembro, o petista tinha 39%. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em seguida, com 37%, ante 35% na pesquisa anterior.

A vantagem numérica de Lula sobre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro passou de quatro para cinco pontos porcentuais.

O escritor Augusto Cury (Avante) vem perdendo pontos, mas continua ocupando a terceira posição, com 6% das intenções de voto. Na semana passada, ele registrava 9% e na pesquisa de 31 de agosto, chegou a 11%.

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) tem 5%, ante 4% na rodada anterior.

O ativista Renan Santos (Missão) aparece com 2%, mesmo porcentual da pesquisa anterior.

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) registra 1%, também estável.

Os demais candidatos somam 1%.

Brancos, nulos ou eleitores que não escolheram nenhum candidato representam 4%, enquanto 2% não sabem ou não responderam.

A Nexus entrevistou 2.003 eleitores com 16 anos ou mais, por telefone, entre os dias 11 e 13 de setembro.

A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04076/2026.

brasil

Mendonça autorizou bloqueio de R$ 2 bilhões em bens ligados a Vorcaro

Entre os objetos listados, estão obras de arte, mansões nos Estados Unidos, embarcações e automóveis de luxo

13/09/2026 19h00

Foto: Reprodução Instagram @oficial.andremendonca

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o bloqueio de mais de R$ 1,9 bilhão em bens no exterior de propriedade do Banco Master e de empresas pertencentes ao grupo. Entre os objetos listados, estão obras de arte, mansões nos Estados Unidos, embarcações e automóveis de luxo. Também foram alvo da medida R$ 21,4 bilhões em ativos das instituições financeiras liquidadas e imóveis ligados às empresas.

Foram listados no processo 18 bens no exterior que, somados, foram avaliados em R$ 1,9 bilhão. Quatro itens não foram avaliados, o que eleva a estimativa total dos bens para mais de R$ 2 bilhões. Nem todos os bens e ativos foram localizados pelos investigadores.

O rol de bens inclui um apartamento duplex na Florida, uma casa de veraneio com residência para visitas no mesmo Estado dos EUA, uma fazenda de luxo com residência no Colorado, um iate, outras embarcações de luxo, uma Mercedes-Benz e um Ford Bronco. Também está na lista R$ 280 milhões decorrente da venda de uma aeronave

No campo das artes, o grupo de Daniel Vorcaro é dono de duas pinturas de Jean-Michel Basquiat avaliadas em R$ 25 milhões e R$ 27,5 milhões, respectivamente. Há ainda um Picasso avaliado em R$ 40 milhões e pinturas de Andy Warhol, Yayoi Kusama e Frederic Anderson de valores não estimados.

A decisão foi tomada em 24 de julho a partir de um pedido feito pela Procuradoria-Geral da República em 19 de junho. Segundo a PGR, "o sequestro de todos os ativos acessados pelas liquidações extrajudiciais é a única medida capaz de garantir a correta destinação do patrimônio em sua ordem legal e o valor de mercado dos bens arrecadados". Ainda de acordo com o pedido, a medida "servirá apenas para impedir a dispersão precoce do patrimônio levantado".

A PGR explicou que, "além de danos diretos e evidentes à Fazenda Pública, o expressivo prejuízo suportado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deve ser considerado". E que, "embora seja entidade privada, o FGC é custeado, em grande parte, por bancos e instituições públicas, que foram indiretamente (e significativamente) lesadas pelos delitos, sendo cabível e necessária a imposição da medida".

Na decisão, Mendonça determinou o sequestro sobre os ativos das seguintes instituições: Banco Master; Banco Master de Investimento; Banco Letsbank; Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários; Will Financeira Crédito, Financiamento e Investimento; Banco Pleno; Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários; e Banco Master Múltiplo.

A decisão foi tornada pública a partir da determinação do presidente do STF, Edson Fachin, para que Mendonça levantasse o sigilo das investigações sobre as fraudes do Banco Master.

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