Política

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Vorcaro fez mais um pagamento para 'Dark Horse' além do que Flávio havia admitido, diz revista

Flávio Bolsonaro disse que último repasse de Vorcaro ao filme ocorreu em maio de 2025, mas relatório indica mais um pagamento à produção no segundo semestre daquele ano

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O banqueiro Daniel Vorcaro fez mais um pagamento para financiar o filme "Dark Horse" além do que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) havia admitido. Em maio, quando o portal Intercept Brasil revelou o financiamento da produção pelo dono do Banco Master, o candidato à Presidência pelo PL alegou durante uma entrevista à GloboNews que a última parcela paga pelo banqueiro havia sido em maio de 2025.

A revista piauí obteve um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostrando que, em setembro daquele ano, houve mais um pagamento de US$ 1,6 milhão pelo dono do Master ao fundo Havengate, que era responsável por administrar o dinheiro antes de repassá-lo à produção de "Dark Horse".

Segundo a piauí, esse pagamento ocorreu oito dias após Flávio Bolsonaro cobrar Daniel Vorcaro por mais repasses para o filme. "Agora que é a reta final que a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui, porque senão a gente perde tudo", disse Flávio Bolsonaro em uma mensagem de áudio enviada ao banqueiro.

O senador, o banqueiro e a produtora do filme foram procurados, mas não responderam.

Além do relatório do Coaf que atesta que houve mais um pagamento além do que se sabia, a reportagem da piauí teve acesso a mensagens que indicam a possibilidade de mais uma parcela ter sido paga em outubro de 2025. Nos diálogos, o publicitário Thiago Miranda, que ajudou a captar dinheiro para a produção, pergunta a Vorcaro: "Consegue liberar as parcelas do filme?". O banqueiro responde: "Sim. Liberei mais uma hoje". A troca de mensagens não especifica o valor do repasse. Miranda, então, diz: "Vou avisá-los. Flávio disse que iria te ligar".

Real Time Big Data

Lula tem 38% dos votos totais no 1º turno; Flávio marca 30% e Cury, 11%

Em uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio, os dois aparecem empatados, com 44% das intenções de voto

01/09/2026 07h07

Dos entrevistados, 49% acreditam que Lula será o próximo presidente. Outros 36% acreditam que será Flávio

Dos entrevistados, 49% acreditam que Lula será o próximo presidente. Outros 36% acreditam que será Flávio

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Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira, 1º, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 38% das intenções de voto totais no primeiro turno da disputa presidencial. Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 30%, enquanto Augusto Cury (Avante) tem 11%.

Na sequência, Renan Santos (Missão) aparece com 7%, Ronaldo Caiado (PSD) pontua 4% e Romeu Zema (Novo) tem 2%. Outros candidatos somam 2%. Votos brancos e nulos são 3% e outros 2% não souberam ou não responderam. Este cenário estimulado considerado não inclui Pablo Marçal (PRTB).

Em uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio, os dois aparecem empatados, com 44% das intenções de voto. Brancos e nulos somam 9% e 3% não souberam ou não responderam. Na rodada anterior, realizada em julho, Lula tinha 45% e Flávio, 42%.

Nos demais confrontos, Ronaldo Caiado é quem aparece com maior vantagem sobre o atual presidente, com 45%, ante 43% do petista, em empate técnico considerando a margem de erro. Contra Romeu Zema, Lula marca 43% e o candidato do Novo, 40%. O presidente tem 44% ante 37% de Renan Santos e 44% contra 40% de Pablo Marçal. A pesquisa não apresenta simulação de segundo turno entre Lula e Cury.

O levantamento também perguntou, independentemente da preferência eleitoral, quem os entrevistados acreditam que será o próximo presidente do Brasil. Lula foi citado por 49%, ante 36% de Flávio Bolsonaro. Renan Santos aparece com 5%, Augusto Cury, com 4%, e Pablo Marçal, com 1%. Outros 5% disseram não saber.

POPULARIDADE

A pesquisa também mostra que 51% dos eleitores desaprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 45% aprovam. Outros 4% não souberam ou não responderam.

Na avaliação do desempenho do presidente, 15% consideram o trabalho de Lula ótimo e 12%, bom. Outros 33% classificam como regular, enquanto 16% avaliam como ruim e 23%, péssimo. Não souberam ou não responderam 1%. Assim, as avaliações positivas somam 27%, ante 39% de negativas.

O levantamento também aponta que 52% dos entrevistados consideram que o Brasil está seguindo na direção errada, ante 30% que avaliam que o País caminha na direção certa. Para 15%, a direção não é nem certa nem errada, e 3% não souberam responder

Quando comparam a própria vida com a situação de dois anos atrás, 52% dizem estar na mesma condição. Outros 28% afirmam estar melhor, 9% "muito melhor" e 19% "um pouco melhor", enquanto 19% dizem estar pior, sendo 11% "um pouco pior" e 8% "muito pior".

A pesquisa também mediu o grau de continuidade ou mudança desejado pelos eleitores. Para 32%, o Brasil precisa mudar completamente a maneira como está sendo governado, enquanto 26% defendem mudanças importantes. Outros 25% preferem manter o caminho atual e 15% querem apenas alguns ajustes, preservando a maior parte da atual direção.

O levantamento ouviu 2 mil eleitores em todo o País entre 27 e 31 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada por telefone, com entrevistadores humanos, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03490/2026.

Política

Votação da MP que zera "taxa das blusinhas" é adiada para terça

Tramitação precisa ser concluída até 8 de setembro

31/08/2026 22h00

Congresso Nacional

Congresso Nacional Arquivo - Senado Federal

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A votação da Medida Provisória (MP) 1357/26, que trata do fim da chamada taxa das blusinhas, foi adiada para terça-feira (1º). O anuncio foi feito nesta segunda (31) pelo presidente da comissão mista que analisa a proposta no Congresso Nacional, o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG).

Lopes disse que a votação foi remarcada para discutir a possibilidade de ajustes no relatório da senadora Leila Barros (PDT-DF).

"Estamos fazendo os últimos ajustes no relatório. Os diálogos são extremamente importantes e é característico do próprio parlamento, em especial, buscando dar mais simetria concorrencial entre as remessas internacionais e a economia e a indústria nacional", disse.

"Com o adiamento, a expectativa é que o texto seja votado amanhã pela manhã”, concluiu Lopes.

A chamada MP das blusinhas zera o imposto de importação sobre compras de até US$ 50. Após a votação na comissão mista, a proposta segue para o plenário da Câmara dos Deputados.

Para que a proposta seja efetivada, o texto tem que ser votada até o dia 8 de setembro, na Câmara e no Senado. Caso contrário, perderá a validade.

Mais cedo, Lopes afirmou que o texto enviado pelo governo recebeu 112 emendas.

“Nós vamos dialogar com senadores, senadoras, deputados e deputadas, para construir maioria para aprovar [o texto] e garantir esse direito para o povo brasileiro”, disse o presidente da comissão mista.

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