Política

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"Vou apoiar o adversário do presidente Lula", diz Riedel sobre eleições

Governador afirma que não acredita em terceira via e que eleição será polarizada, mas que é muito cedo para dizer se o candidato da direita será Flávio Bolsonaro

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O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), disse que irá apoiar o candidato de direita que for adversário do presidente Lula nas eleições presidenciais deste ano. A princípio, o nome que se ventila como principal candidato da direita é Flávio Bolsonaro.

A afirmação foi feita durante entrevista ao programa CB Poder, do Correio Braziliense, nesta terça-feira (24).

Questionado se daria palanque a Flávio Bolsonaro no Estado, Riedel disse que acredita novamente na polarização entre Lula e um adversário e que, em seu ponto de vista, não haverá uma terceira via.

"Eu vou apoiar o adversário do presidente Lula ou o candidato nosso que está posicionado nesse campo da direita vai ser o palanque nosso no Mato Grosso do Sul", disse o governador.

Ele afirmou ainda não ter certeza se este adversário será mesmo Flávio Bolsonaro.

"Eu vejo um conjunto de candidatos à direita. É difícil saber ainda, tem muito chão pela frente, mas desse conjunto de candidatos à direita, provavelmente um ou dois ou até três estarão no primeiro turno, e no segundo turno isso vai polarizar para um candidato à direita e outro provavelmente à esquerda. E o nosso candidato vai ser o candidato à direita, mas ainda tem que andar para saber quem serão os candidatos", acrescentou Riedel.

Sobre as eleições estaduais, Riedel destacou que é pré-candidato à reeleição que o PP está fazendo uma frente de coalizão centro-direita no Estado, que envolve o PL, o União Brasil, e que também está sendo discutida com o Republicanos, o PSDB, o MDB e o PSD.

"Vai ser uma eleição contra o PT, que vai ter um candidato a governador no Estado, vai ter um candidato ao Senado, então essa eleição no Estado vai refletir um pouco o cenário nacional, que eu não vejo como não estar polarizada novamente", disse.

Sobre uma eventual candidatura de Tereza Cristina (PP) como vice-presidente, Riedel disse que ela é qualificada e elogiou a senadora, destacando sua "capacidade de articulação administrativa e senso de responsabilidade".

Mesmo afirmando ter divergências políticas com o governo federal, Riedel ressaltou que há uma relação administrativa de muito respeito.

"Temos diversas parcerias integradas, ações integradas em políticas públicas e respeito muito o conjunto do governo federal, tem excelentes ministros, respeito ao presidente, ao sentar na mesa e discutir políticas administrativas importantes para o Estado e para o Brasil, consequentemente. Mas, do ponto de vista político, nós temos divergências", concluiu o governador.

Eleições 2026

O primeiro turno das eleições será no dia 4 de outubro deste ano, para eleição de presidente da República, governador, senadores, deputados federais e estaduais. Caso necessário, o segundo turno está marcado para 25 de outubro.

Uma das novidades do processo eleitoral é a alteração nas datas de posse. A partir de 2027, o presidente da República assumirá o cargo em 5 de janeiro, enquanto os governadores tomarão posse no dia seguinte, 6 de janeiro.

Declaração

Flávio, após atritos do PL: Todo mundo quer vencer discussão, mas precisamos ganhar eleição

Senador possui atritos com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro

23/02/2026 21h00

Flávio Bolsonaro concorrerá à presidência do Brasil este ano

Flávio Bolsonaro concorrerá à presidência do Brasil este ano Divulgação

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, comentou, indiretamente, os recentes atritos de nomes do PL envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto.

"Está todo mundo querendo vencer a discussão. Mas o que precisamos é ganhar a eleição! Gostaria de contar com todas, todos, todes, todys e todXs!", disse Flávio em seu perfil do X.

Na sexta-feira, Eduardo criticou a falta de apoio de Michelle à candidatura de Flávio: "Nikolas e Michelle estão jogando o mesmo jogo. Você vê que um, lado a lado, compartilham o outro e apoiam o outro na rede social, só estão com uma amnésia aí", falou o ex-deputado ao SBT News. "Eu não vi nenhum apoio da Michelle, nenhum post a favor do Flávio."

Como resposta, Michelle publicou, no dia seguinte, uma imagem no Instagram fritando rodelas de banana, numa possível indireta a Eduardo, conhecido pejorativamente como "Bananinha".

Já o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) criticou uma declaração de Valdemar Costa Neto de que a escolha dos pré-candidatos a governos estaduais seria do PL, enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ficaria com a lista de candidatos ao Senado.

"Me parece que as coisas estão meio desencontradas sem querer querendo! As peças todas parecem se encaixar! Deixar o PRESO POLÍTICO isolado e fazendo isso que estamos vendo e de forma acentuada está cada dia mais. estranho!", publicou Carlos em suas redes sociais.

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Postura

Presidente da CPMI do INSS vai colocar informações sigilosas sobre Vorcaro em sala-cofre

Tratamento será diferente ao dispensado pela comissão a outros alvos, caso se concretize a medida

23/02/2026 19h00

Senador Carlos Viana

Senador Carlos Viana Foto: Divulgação

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Presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) afirmou nesta segunda-feira, 23, que pretende colocar informações sigilosas do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, solicitadas pelo colegiado, em uma sala-cofre. O tratamento será diferente ao dispensado pela comissão a outros alvos, caso se concretize a medida.

Os dados oriundos das quebras de sigilos fiscal e telemático estavam sob custódia do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por ordem do ministro Dias Toffoli.

Com a mudança de relatoria do caso Master, o novo relator, ministro André Mendonça, determinou a entrega dos documentos à CPI. Há uma cadeia de custódia para o tratamento desses papéis. Cabe à Polícia Federal entregá-los à comissão, o que ainda não ocorreu.

A sala-cofre é um local onde os parlamentares que integram a CPMI do INSS podem acessar os documentos remetidos pela PF. Ao acessá-la, cada deputado e senador registra sua entrada, observa as versões físicas dos dados e não pode levá-los.

O método de tratamento das informações é diferente daquele conferido aos demais itens de investigação, que são entregues em formato digital a todos os membros da CPI.

Segundo Viana, os dados ficarão nesta sala-cofre "até a gente ter chance de analisar o que está lá". O presidente da comissão disse que a decisão cabe exclusivamente a ele. "Eu pretendo fazer isso", disse, antes da reunião da CPI realizada nesta segunda-feira, 23.

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