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Aprovado novo remédio que traz a cura para até 79% dos casos de hepatite C

Aprovado novo remédio que traz a cura para até 79% dos casos de hepatite C

bagarai.com.br

26/05/2011 - 01h30
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O FDA (órgão americano de controle de saúde) aprovou nesta segunda –feira, dia 23 de Maio de 2011 o remédio INCIVEK, que é o nome comercial do componente Telaprevir. A notícia vai revolucionar a forma como é tratada a hepatite c, no mundo, que até hoje não consegue níveis muito elevados de cura.

A hepatite C é chamada de “assassino silencioso” pois age no organismo por vários anos sem desenvolver qualquer sintoma, até causar a cirrose, falência hepática e em outros casos, também o câncer de fígado.

O presidente da Associação Brasileira de Portadores de Hepatite, Humberto Silva, comemorou a notícia: “ nós vivemos nesta ultima semana os dias mais importante em 20 anos de luta contra a doença”. Humberto explicou que a hepatite c é dividida em 4 tipos de vírus: 1, 2, 3 e 4 – chamados de genótipos.

O genótipo 1 que é o mais comum no Brasil (60% dos casos) é justamente o mais difícil de tratar, pois não responde bem aos remédios que existem. Menos da metade dos doentes conseguem atingir a cura definitiva. Os outros genótipos 2 e 3 são mais fáceis de curar, com índices de 80 e 70 % respectivamente. E o 4 é muito raro de ser encontrado.

O INCIVEK vai agir no genótipo 1, aumentando as chances de resposta para até 79%. Na prática, seguiu Humberto, todos os tipos de vírus da hepatite c passarão a ter mais ou menos a mesma resposta ao tratamento.
Redução do tempo de tratamento

Outra grande notícia que traz o novo remédio é o de que 60% dos casos de genótipo um poderão ter o tempo de tratamento reduzido para 24 semanas (6 meses) ao invés das 48 (um ano) hoje praticados.

Este grupo de beneficiados é o que consegue resposta rápida , logo no início do tratamento, negativando o vírus na 4ª. Aplicação. O restante deverá prosseguir com o tratamento até completar 1 ano.

O tratamento atual para todos os casos da hepatite c é feito com os dois únicos remédios até então aprovados: O Interferon (injeção semanal ) e a Ribavirina (cápsulas diárias).

O INCEVIK (cápsulas diárias) deverá ser acrescentado aos dois medicamentos e tomado por 12 semanas. Depois, o tratamento segue só com os 2 remédios tradicionais, até o final do curso.


Outro remédio aprovado

O presidente da Associação Brasileira de Portadores de Hepatite, Humberto Silva, lembrou ainda que na semana anterior, tinha sido aprovado também pelo F.D.A. o medicamento VICTRELIS (nome comercial do componente Boceprevir).

O remédio também é um “inibidor de protease” – enzima de ligação fundamental para a multiplicação do vírus da hepatite c e age de maneira muito semelhante ao INCEVIK.

A aprovação ocorreu no dia 13 de Maio de 2011, em Washington.

Os níveis de cura do Incevik, entretanto, de acordo com os últimos estudos do laboratório fabricante, a Merk, são um pouco menos otimistas do que o de seu concorrente, curando cerca de 67% dos casos (contra os 79% anunciado pelo Incevik)
Semana mundial da conscientização da hepatite

Durante esta semana, de 19 a 26 de Maio, em comemoração à data, diversas ações são realizadas para conscientizar a população mundial sobre o que já é chamado de “a maior epidemia do século”.

Existem, em todo o mundo, cerca de meio bilhão de pessoas infectadas com os vírus b e c da hepatite.

E, segundo Humberto Silva, somente 10% deles (se tanto) sabem disso. No Brasil o total de infectados é estimado em 6 milhões de pessoas.
É urgente fazer exames de sangue em toda a população , diz Silva.

“A próxima luta é para que a Anvisa possa aprovar os dois novos remédios para comercialização no Brasil. Isto é esperado para até o final deste ano.”, concluiu.

No último dia 19 de Maio a ABPH realizou a iluminação do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro nas cores vermelho e amarelo, que representam a campanha, a fim de chamar a atenção do país para a gravidade do problema.

Negócios

WhatsApp incrementa canais de envio de mensagem em massa com áudio e enquete

Os donos desses espaços de distribuição massiva de mensagens agora podem enviar áudios, enquetes e eleger até 16 administradores

17/01/2024 21h00

Os ajustes nos canais chegam ao público às vésperas de novo período de eleições no país. Divulgação

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O WhatsApp aumentou as opções para as pessoas que administram canais, segundo anúncio desta quarta-feira (17). A ferramenta permite envio unidirecional a milhares de usuários. 

Os donos desses espaços de distribuição massiva de mensagens agora podem enviar áudios, enquetes e eleger até 16 administradores. A atualização está disponível para todos os usuários a partir desta quarta (17).

A Meta —dona do WhatsApp— adiou a estreia desse recurso no Brasil, após o Ministério Público Federal ter recomendado, durante as eleições de 2022, à empresa esperar até o ano seguinte para o lançamento. A medida visava prevenir desinformação no contexto eleitoral.

Os ajustes nos canais chegam ao público às vésperas de novo período de eleições no país.

Nos canais, os criadores já podem distribuir links, textos, imagens e vídeos para um número ilimitado de participantes. O recurso concorre com ferramenta similar do Telegram.

Os novos recursos incluem:

1 - Mensagens de voz
2 - Enquetes
3 - Compartilhar cards no status (ferramenta análoga aos stories do Instagram) —para isso, basta manter uma atualização que você achar interessante pressionada, selecionar ‘encaminhar’ e depois a opção ‘meu status’

A Meta também lançou a opção de "Múltiplos Admins" para que os canais possam ter até 16 administradores para ajudar a gerenciar as atualizações.

O dono do Canal pode convidar qualquer um de seus contatos ou seguidores para se tornarem administradores. Depois que o convite é aceito, o novo administrador poderá gerenciar as informações do canal e criar, editar e excluir quaisquer atualizações.

Apenas os proprietários de um canal seguem com permissão para excluí-lo.
 

Telemarketing

Plataforma Não Me Perturbe fecha 2023 com 12 milhões de cadastros

Mecanismo bloqueia chamadas indesejadas de telemarketing

10/01/2024 22h00

O mecanismo, no entanto, não bloqueia ligações, por exemplo, de planos de saúde ou de redes varejistas. Arquivo/ Correio do Estado

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Mecanismo que permite o bloqueio de chamadas não desejadas de empresas, a plataforma Não Me Perturbe fechou 2023 com 12 milhões de números de telefone cadastrados. Isso representa crescimento de 974.902 de números em relação a 2022.

Segundo a Conexis Brasil Digital, que reúne as empresas de telecomunicações e de conectividade, o número de cadastros equivale a 4,3% da base de 280,5 milhões de telefones fixos e móveis existentes no Brasil.

Em operação desde julho de 2019, a plataforma permite que as pessoas bloqueiem chamadas de telemarketing vindas de empresas de telecomunicações e de oferta de crédito consignado. O mecanismo, no entanto, não bloqueia ligações, por exemplo, de planos de saúde ou de redes varejistas.

Quem quiser bloquear seus números de celular e telefone fixo para não receber ligações de telemarketing desses dois setores (telecomunicações e crédito consignado) deve fazer o cadastro diretamente no site Não Me Perturbe ou por meio dos Procons em todo o país. O bloqueio ocorre em até 30 dias após o cadastro no site.

A maior parte dos números bloqueados está no estado de São Paulo, com 5,52 milhões de números registrados. São Paulo também concentra a maior base de clientes do país, com 85 milhões de celulares e de telefones fixos. O Distrito Federal tem a maior proporção de telefones cadastrados na plataforma, com 8,2% da base de telefones fixos e móveis do DF.

Em operação desde julho de 2019, a plataforma Não Me Perturbe faz parte das medidas de autorregulação do setor para melhorar a relação com os consumidores. Desde então, o número de cadastrados cresceu ano a ano, mas só superou a marca de 10 milhões em 2022. Em outubro do ano passado, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o volume de queixas caiu 15,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

 

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