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Esteira, bicicleta ou transport: saiba qual queima mais calorias

Esteira, bicicleta ou transport: saiba qual queima mais calorias

Terra

11/10/2013 - 00h00
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Os três exercícios são boas pedidas para quem quer melhorar o condicionamento cardiovascular e emagrecer. No entanto, todos têm vantagens e desvantagens que devem ser levadas em consideração antes de escolher em qual deles você vai suar a camisa.

ATIVIDADE CALORIAS (MÉDIA POR 30 MIN) PRÓS CONTRAS
Esteira 350 cal em 30 minutos de caminhada rápida - envolve um número maior de grupos musculares 
- variação da intensidade e da inclinação
- mais eficaz para a perda de peso
provoca muito impacto
Transport 270 cal em 30 minutos de exercício - trabalha bastante a barriga, os glúteos e as coxas
- permite que a pessoa faça o exercício para trás, aumentando o gasto calórico
- exige um condicionamento físico maior
- não gasta tantas calorias como a esteira
Bicicleta ergométrica 200 cal em 30 minutos de pedalada - trabalha bastante os músculos inferiores do abdômen, as coxas e as panturrilhas
- não exige muito condicionamento físico
- não provoca impacto
- distribui melhor o peso do corpo 

queima uma quantidade reduzida de calorias

Esteira
A esteira é a campeã na queima de calorias. “Isso porque ela envolve mais grupos musculares do que os outros dois”, explica a personal trainer Cloé Celentando, gerente administrativa da academia do Sport Club Corinthians Paulista e proprietária da 4US Consultoria e Assessoria Esportiva, em São Paulo. Ela ainda possibilita a variação de velocidade e inclinação, permitindo que o praticante realize o chamado treino intervalado. Segundo alguns estudos, ela é capaz de queimar até 36% a mais de gordura do que um exercício contínuo e forte, pois o metabolismo se acelera para adaptar o corpo à mudança de ritmo.

A esteira ainda ajuda a combater a osteoporose. “Isso acontece graças ao impacto provocado pelo exercício que estimula as células que formam os ossos”, conta Diego Zanon, educador físico pós-graduado em fisiologia do exercício, eleito personal trainer do ano pela Sociedade Brasileira de Personal Trainers. “No entanto, se o quadro já estiver instalado, o ideal é consultar o médico antes de começar a correr ou caminhar na esteira”, recomenda a personal trainer Flavia L. Alves, pós-graduada em biomecânica, personal trainer da academia Reebok, com unidades em São Paulo e no exterior.

Mas esse impacto pode ser um problema para quem tem dores ou já sofreu alguma lesão na coluna, nos joelhos ou nos tornozelos ou está muito acima do peso. Por isso, nesse caso o melhor é se exercitar em um dos outros dois aparelhos.

Transport
A turma que já tem um preparo físico bom pode contabilizar algumas vantagens malhando no transport, que também é conhecido como elíptico. Como o nome indica, os pedais fazem um movimento em forma de elipse. É como se fosse uma espécie de caminhada sem impacto. “Ele proporciona um gasto calórico maior do que a bicicleta ergométrica, pois envolve os braços, as pernas e o abdômen”, conta Cloé. Outro ponto a favor nesse caso é que o movimento pode ser feito para trás, o que ajuda a torrar mais calorias, pois, como o movimento não é natural, o corpo precisa se esforçar mais para se adaptar a ele. Uma pesquisa realizada na Universidade de Nevada, nos Estados Unidos, mostrou que andar ao contrário ainda reduz as dores na lombar, o que vale também no caso do transport. Se a ideia é deixar a barriga, os glúteos e as coxas firmes, ele ganha disparado dos dois outros aparelhos.

Bicicleta ergométrica
Já a bicicleta ergométrica é a menos indicada para quem quer perder peso. Trabalhos científicos mostram que o seu gasto calórico chega a ser 40% menor em relação aos exercícios praticados na esteira durante o mesmo período e com a mesma intensidade. Mas ela pode ficar mais eficaz se a pessoa não pedalar com o corpo apoiado sobre o guidão. A bike também oferece outros benefícios: trabalha bastante os músculos inferiores do abdômen, as coxas e as panturrilhas. E por não provocar impacto e nem exigir muito condicionamento físico, é a melhor opção para os sedentários, as pessoas com problemas nas articulações e as grávidas que não têm o costume de praticar outros tipos de atividade física. “Ela também ajuda a distribuir melhor o peso corporal, já que oferece no apoio do selim e nos pedais”, afirma Flavia.

De qualquer forma, antes de começar a mover os pedais, fale com o seu personal ou o professor da academia. “Peça para que ele o ensine a fazer os ajustes no aparelho, o que ajuda a evitar lesões, e solicite dicas de como deixar o treino mais puxado, sem oferecer riscos de acordo com as suas possibilidades”, diz Flavia. “Dependendo do distúrbio que a pessoa tenha na coluna, o ideal é optar pela bicicleta horizontal, que permite que ela se exercite sentada e com as costas apoiadas”, afirma Zanon. 

Tecnologia

Vivo abre crediário para vender celular

A operadora agora parcela em até 21 vezes as vendas de smartphones, acessórios e outros eletrônicos

05/04/2026 12h30

Loja da operadora VIVO

Loja da operadora VIVO Divulgação

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A Telefônica Brasil, dona da Vivo, está adotando um mecanismo de vendas que é um velho conhecido do varejo nacional, mas, até então, era pouco explorado no universo das telecomunicações: o crediário. A operadora agora parcela em até 21 vezes as vendas de smartphones, acessórios e outros eletrônicos (TVs, relógios, som, videogames e afins) nas suas lojas físicas e no aplicativo.

A medida tem como objetivo aumentar o volume e a variedade dos produtos vendidos, bem como ampliar o tíquete médio das vendas. Isso será possível atraindo os consumidores interessados em adquirir algum aparelho, mas que não têm cartão de crédito ou já esgotaram seu limite.

"Uma das maiores frustrações do consumidor é não ter crédito aprovado para fazer uma compra", diz o vice-presidente de inovação, Rodrigo Gruner. "Queremos permitir que o consumidor consiga comprar seu smartphone com a Vivo mesmo sem o cartão de crédito", complementa, citando que 95% das vendas dependem do cartão hoje em dia.

Quando um consumidor entrar na loja da Vivo, o vendedor já terá em mãos os seus limites de crédito pré-aprovados por meio da consulta do CPF ou número de telefone, aproveitando a base de dados de mais de 100 milhões de usuários da operadora. Com isso, poderá oferecer produtos que caibam no seu bolso.

A Vivo já tem uma receita líquida R$ 3,9 bilhões por ano com a venda de produtos na sua rede de 1,8 mil lojas e comércio eletrônico. Não é pouco. Trata-se de 13% do faturamento anual das Casas Bahia (R$ 29,2 bilhões) ou 10% da Magalu (R$ 38,7 bilhões), duas gigantes do varejo. Para 2026 em diante, a expectativa da operadora é ter um avanço "significativo" nas vendas graças à oferta do crediário, diz Gruner, que não abre metas de crescimento.

Segundo Gruner, será possível, inclusive, aproveitar a capilaridade da rede de lojas para abocanhar uma fatia do comércio das varejistas regionais - especialmente daquelas que estão sem caixa para manter um bom estoque de aparelhos. Em muitas cidades do interior, há poucas varejistas, e a loja da Vivo acaba sendo uma referência. "Esperamos aumentar nossa participação de mercado", frisa o vice-presidente.

No dia a dia, o crediário deve atender pessoas de menor renda a comprar o primeiro celular ou a trocar aparelhos defasados. Mas não só. A linha também deve servir para pessoas de maior poder aquisitivo interessadas em smartphones top de linha, cujos preços giram em torno de dois dígitos. "Muita gente não troca de aparelho por falta de crédito", cita Gruner.

No fim do dia, é esperado um estímulo para a renovação dos celulares. Hoje em dia, os consumidores trocam de aparelho a cada três anos, em média. No passado, esse giro acontecia em cerca de um ano e meio. "O ciclo de troca está mais longo", afirmou.

Fonte Nova

O crediário da operadora é baseado no seu braço de serviços financeiros, a Vivo Pay. A plataforma conta com recursos de um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) subscrito pela Polígono Capital, uma joint venture do BTG Pactual com a Prisma. O Vivo Pay oferece empréstimo pessoal, antecipação de FGTS, consórcios, bem como seguros variados - aparelhos, vida e viagem. Desde o lançamento em 2020, já concedeu R$ 1,1 bilhão em crédito, gerando uma receita de R$ 488 milhões em 2025, alta de 5,9% perante 2024.

Assim, o crediário funcionará como uma nova fonte de receitas financeiras (os juros não são revelados), ao mesmo tempo em que ajudará a Vivo a vender produtos como seguros de aparelhos. "Hoje, 40% dos consumidores que adquirem um smartphone com a operadora também contratam seguro", conta Leandro Coelho, diretor do Vivo Pay.

Desde 2024, a Vivo recebeu do Banco Central (BC) licença para operar como Sociedade de Crédito Direto (SCD). Com isso, ficou autorizada a realizar operações de empréstimo e financiamento de forma direta, ou seja, sem a intermediação de um banco tradicional. Até então, a companhia contratava plataformas de terceiros, o chamado bank as a service.

Neste começo de ano, o Vivo Pay reabriu sua conta digital, que foi temporariamente suspensa para atualização da plataforma após a nova licença. Para os próximos meses, espera ampliar o portfólio de serviços e abrir linha de crédito para empresas.

Tecnologia

Os mitos tech que continuam vivos nas redes: "fechar apps poupa bateria" e outros clássicos

27/02/2026 14h10

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As redes sociais convertem qualquer "truque" tecnológico em verdade universal com uma facilidade espantosa. Um vídeo de 15 segundos com legendas grandes e um tom seguro pode soar mais convincente que uma explicação completa, e assim nascem os mitos: frases simples que parecem lógicas, mas que raramente se sustentam quando se olha o contexto. Em tecnologia, como na vida quotidiana, o que se viraliza nem sempre é o que funciona.

Curiosamente, o mecanismo assemelha-se a como se vendem certos atalhos digitais: sportsbook solution costumam apresentar-se como pacotes "prontos" que prometem acelerar processos complexos.

Nas redes passa o mesmo com os conselhos tech: um gesto rápido parece melhor que entender como opera o sistema. O problema é que o telemóvel não é uma liquidificadora: fechar coisas à toa ou tocar em ajustes sem saber pode acabar por piorar o desempenho.

Por que um mito tech se torna viral

Um mito tecnológico costuma ter três ingredientes: simplicidade, sensação de controlo e uma "prova" visual. A simplicidade tranquiliza ("faz isto e pronto"). A sensação de controlo agarra porque promete dominar um aparelho que às vezes se sente imprevisível. E a prova visual – uma barra de bateria que sobe, um telemóvel que "voa" depois do truque – remata a ilusão, ainda que seja um efeito temporário ou mesmo uma montagem.

Além disso, os algoritmos premiam o extremo. Uma mensagem moderada como "depende do modelo e do uso" não compete contra "isto está a drenar a tua bateria agora mesmo". A isso soma-se um detalhe: muitos telemóveis funcionam de forma diferente segundo a marca, a versão do sistema e até a antiguidade do dispositivo. O que uma pessoa mostra como "solução milagre" pode ser irrelevante para outra.

Cinco mitos que aparecem em quase todos os feeds

Não se trata de troçar, mas de reconhecê-los para não perder tempo (nem paciência) em hacks que não ajudam.
"Fechar apps poupa bateria" É o clássico número um. Em muitos casos, fechar apps o tempo todo não ajuda e pode até piorar o consumo: quando voltas a abri-las, o sistema deve carregá-las do zero. O mais útil costuma ser identificar a app que realmente está a consumir demais e rever permissões, atividade em segundo plano ou notificações excessivas.

"Mais brilho sempre significa mais gasto" Sim, o brilho influencia, mas não é o único fator nem sempre o principal. Se tens o ecrã alto e, além disso, mau sinal, GPS ativo, Bluetooth a procurar dispositivos e apps sincronizadas, o consumo dispara por várias frentes. Reduzir o brilho pode ajudar, mas não é o "botão secreto" que arranja tudo.

"O carregamento rápido estraga o telemóvel" Este mito alimenta-se do medo. O carregamento rápido gera mais calor, e o calor sim pode afetar a bateria com o tempo. Mas isso não significa que seja "mau" por definição. Pode carregar um pouco mais rápido porque reduz a atividade de rede, mas o efeito não é mágico. Se o carregador é lento ou o cabo está danificado, o modo avião não te salva. É um truque com um benefício limitado, que se vende como solução total.

"Apagar a cache diariamente faz o telemóvel mais rápido" Limpar a cache pode liberar espaço em alguns casos, mas fazê-lo de forma compulsiva não converte o telemóvel em novo. Muitas apps guardam cache para abrir mais rápido. Apagá-la diariamente pode provocar o efeito contrário: tempos de carregamento mais longos e mais consumo de dados.

O mito silencioso: "um ajuste serve para todos"

Este é o mais perigoso porque soa razoável. Mas um telemóvel de gama alta com bateria grande, uma versão recente do sistema e bom sinal não se comporta igual a um equipamento antigo com armazenamento quase cheio. Também influencia o uso: não é o mesmo alguém que só usa mensagens que quem edita vídeo ou joga online. Por isso, quando um criador diz "faz isto e dura-te o dobro", convém traduzir mentalmente: "a mim mudou-me algo no meu contexto". A tecnologia é menos de receitas universais e mais de diagnóstico básico.

Como desmentir um mito sem ficar como "sabichão"

Nas redes, corrigir com sarcasmo costuma gerar briga, não aprendizagem. Funciona melhor perguntar: "Em que modelo provaste?", "Que versão de sistema tens?", "Mediste com dados ou só sentiste?".Este tipo de questões reduz o volume da discussão e eleva a qualidade.Outra estratégia é trocar "isso é falso" por "isso pode ser verdade em alguns casos, mas não sempre". Os matizes não se viralizam, mas sim ajudam a que alguém não acabe por tocar em dez ajustes sem entender o que faz cada um.

Checklist rápido para não cair em hacks inúteis

Antes de copiar um truque, faz uma verificação curta:

  • O vídeo explica o contexto? Modelo, sistema, uso, condições (sinal, calor, apps).
  • Promete resultados extremos? Se soa demasiado perfeito, suspeita.
  • Mostra "antes e depois" real? Melhor se há medição (tempo, percentagem, consumo).
  • Pede-te para instalar algo estranho? Cuidado com apps que prometem "limpar", "acelerar" ou "otimizar" sem transparência.
  • Há uma alternativa simples? Reiniciar, atualizar, liberar espaço e rever bateria costuma dar mais que um "hack" viral.
     

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