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EUA revogam aprovação de remédio para câncer da mama

EUA revogam aprovação de remédio para câncer da mama

ig

18/11/2011 - 23h30
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A agência norte-americana de controle de medicamentos (FDA) anunciou nesta sexta-feira , dia 18, que revogou a aprovação do Avastin no tratamento de câncer de mama . O motivo é que a droga - uma das mais usadas no mundo, com faturamento anual de R$ 12 bilhões - não se mostrou segura e eficaz para esse uso.

O posicionamento segue as recomendações de um painel realizado pela FDA, em junho, que votou, por unanimidade, rescindir a aprovação do medicamento para este fim. O órgão afirmou que a decisão foi baseada em vários estudos clínicos e dados submetidos a uma pauta pública, bem como os trabalhos do comitê de consultoria realizados em junho.

O Avastin havia sido aprovado pela FDA para ser utilizado em combinação com o paclitaxel em pacientes com câncer de mama metastático - quando há pouca chance de reversão - que não tenham sido tratadas com quimioterapia. O remédio (bevacizumab) ainda está aprovado para o tratamento de outros tipos de câncer como de cólon, pulmão, rim e cérebro.

“O órgão reconhece que é difícil para os pacientes e suas famílias lidarem com o câncer de mama metastático e como é grande a necessidade de tratamentos mais eficazes. Mas os pacientes precisam acreditar que as drogas são seguras para sua utilização”, afirmou a Comissária da FDA, Margaret A. Hamburgo, em nota divulgada para a imprensa.

“Depois de analisar os estudos disponíveis, ficou claro que as mulheres que tomam Avastin estão submetidas a efeitos colaterais potencialmente fatais, sem prova de que o uso do medicamento proporcionará um benefício, em termos de atraso no crescimento do tumor, que justifiquem os riscos”, acrescentou. “Também não há evidências de que o uso vá ajudá-las a viver mais tempo ou melhorar sua qualidade de vida.”

Os riscos incluem: hipertensão arterial grave, sangramento e hemorragia, ataque cardíaco e insuficiência cardíaca; desenvolvimento de perfurações no nariz, estômago, intestinos e outras partes do corpo, dia a FDA.

A aprovação do Avastin foi baseada em um estudo em que a droga teria aumentado o período de tempo entre o início do tratamento e o crescimento do tumor ou a morte.

No entanto, dois estudos realizados pelo fabricante do Avastin, Genentech, após a aprovação, mostraram apenas um pequeno efeito sobre o crescimento tumoral sem evidências de que pacientes viveram por mais tempo ou tivessem uma melhor qualidade de vida, em comparação com a quimioterapia padrão sozinha.

No Brasil

Aqui no país, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que ainda analisa o informe do FDA para “verificar se existe a necessidade de alguma medida complementar”. Por ora, complementou a Agência, o Avastin ainda é indicado para pacientes com câncer de mama, com a ressalva de que deve ser combinado com outra medicação (placlitaxel).

Segundo a Anvisa, esta é a mesma orientação em uso pela agência sanitária da União Européia.

A Roche do Brasil, em um comunicado oficial, disse que a determinação da FDA está limitada ao mercado americano e não é válida para os outros 119 países em que o Avastin é comercializado. A farmacêutica ressaltou que os estudos atestam a segurança do medicamento, e ele “continua como uma alternativa válida para médicos e pacientes que lutam contra o câncer de mama metastático, uma doença grave que tem poucas possibilidades de tratamento”

Orientação para as pacientes

Segundo o presidente do conselho consultivo da Federação Brasileira de Saúde da Mama (Femama), o oncologista Ricardo Camponero, o Avastin hoje é utilizado para pacientes que já estão em estágio de metástase do câncer de mama, ou seja, com poucas ou nenhuma chance de cura. “Atendo algumas mulheres que têm muitos benefícios com esta medicação, em um aumento da qualidade e da sobrevida. Para elas, eu não suspenderia a indicação de uso da droga”, afirma.

Por isso, a orientação de Camponero é que as pacientes brasileiras discutam, individualmente, com seus médicos se devem ou não continuar usando o medicamento. “Somente o especialista pode avaliar se os riscos, presentes em qualquer tratamento anticâncer, são menores do que os benefícios.”

A mesma indicação de procurar o médico para uma avaliação individual tem o diretor da rede Oncome de Minas Gerais, Amandio Soares. Mas, na avaliação de Soares, os estudos sobre a medicação proibida nos EUA já têm indícios suficientes de que a droga não agrega benefícios. “Os efeitos colaterais descritos e a toxidade são múltiplos, como trombose, hemorragia, perfuração intestinal e até problemas cardíacos.”

Tecnologia

Os mitos tech que continuam vivos nas redes: "fechar apps poupa bateria" e outros clássicos

27/02/2026 14h10

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As redes sociais convertem qualquer "truque" tecnológico em verdade universal com uma facilidade espantosa. Um vídeo de 15 segundos com legendas grandes e um tom seguro pode soar mais convincente que uma explicação completa, e assim nascem os mitos: frases simples que parecem lógicas, mas que raramente se sustentam quando se olha o contexto. Em tecnologia, como na vida quotidiana, o que se viraliza nem sempre é o que funciona.

Curiosamente, o mecanismo assemelha-se a como se vendem certos atalhos digitais: sportsbook solution costumam apresentar-se como pacotes "prontos" que prometem acelerar processos complexos.

Nas redes passa o mesmo com os conselhos tech: um gesto rápido parece melhor que entender como opera o sistema. O problema é que o telemóvel não é uma liquidificadora: fechar coisas à toa ou tocar em ajustes sem saber pode acabar por piorar o desempenho.

Por que um mito tech se torna viral

Um mito tecnológico costuma ter três ingredientes: simplicidade, sensação de controlo e uma "prova" visual. A simplicidade tranquiliza ("faz isto e pronto"). A sensação de controlo agarra porque promete dominar um aparelho que às vezes se sente imprevisível. E a prova visual – uma barra de bateria que sobe, um telemóvel que "voa" depois do truque – remata a ilusão, ainda que seja um efeito temporário ou mesmo uma montagem.

Além disso, os algoritmos premiam o extremo. Uma mensagem moderada como "depende do modelo e do uso" não compete contra "isto está a drenar a tua bateria agora mesmo". A isso soma-se um detalhe: muitos telemóveis funcionam de forma diferente segundo a marca, a versão do sistema e até a antiguidade do dispositivo. O que uma pessoa mostra como "solução milagre" pode ser irrelevante para outra.

Cinco mitos que aparecem em quase todos os feeds

Não se trata de troçar, mas de reconhecê-los para não perder tempo (nem paciência) em hacks que não ajudam.
"Fechar apps poupa bateria" É o clássico número um. Em muitos casos, fechar apps o tempo todo não ajuda e pode até piorar o consumo: quando voltas a abri-las, o sistema deve carregá-las do zero. O mais útil costuma ser identificar a app que realmente está a consumir demais e rever permissões, atividade em segundo plano ou notificações excessivas.

"Mais brilho sempre significa mais gasto" Sim, o brilho influencia, mas não é o único fator nem sempre o principal. Se tens o ecrã alto e, além disso, mau sinal, GPS ativo, Bluetooth a procurar dispositivos e apps sincronizadas, o consumo dispara por várias frentes. Reduzir o brilho pode ajudar, mas não é o "botão secreto" que arranja tudo.

"O carregamento rápido estraga o telemóvel" Este mito alimenta-se do medo. O carregamento rápido gera mais calor, e o calor sim pode afetar a bateria com o tempo. Mas isso não significa que seja "mau" por definição. Pode carregar um pouco mais rápido porque reduz a atividade de rede, mas o efeito não é mágico. Se o carregador é lento ou o cabo está danificado, o modo avião não te salva. É um truque com um benefício limitado, que se vende como solução total.

"Apagar a cache diariamente faz o telemóvel mais rápido" Limpar a cache pode liberar espaço em alguns casos, mas fazê-lo de forma compulsiva não converte o telemóvel em novo. Muitas apps guardam cache para abrir mais rápido. Apagá-la diariamente pode provocar o efeito contrário: tempos de carregamento mais longos e mais consumo de dados.

O mito silencioso: "um ajuste serve para todos"

Este é o mais perigoso porque soa razoável. Mas um telemóvel de gama alta com bateria grande, uma versão recente do sistema e bom sinal não se comporta igual a um equipamento antigo com armazenamento quase cheio. Também influencia o uso: não é o mesmo alguém que só usa mensagens que quem edita vídeo ou joga online. Por isso, quando um criador diz "faz isto e dura-te o dobro", convém traduzir mentalmente: "a mim mudou-me algo no meu contexto". A tecnologia é menos de receitas universais e mais de diagnóstico básico.

Como desmentir um mito sem ficar como "sabichão"

Nas redes, corrigir com sarcasmo costuma gerar briga, não aprendizagem. Funciona melhor perguntar: "Em que modelo provaste?", "Que versão de sistema tens?", "Mediste com dados ou só sentiste?".Este tipo de questões reduz o volume da discussão e eleva a qualidade.Outra estratégia é trocar "isso é falso" por "isso pode ser verdade em alguns casos, mas não sempre". Os matizes não se viralizam, mas sim ajudam a que alguém não acabe por tocar em dez ajustes sem entender o que faz cada um.

Checklist rápido para não cair em hacks inúteis

Antes de copiar um truque, faz uma verificação curta:

  • O vídeo explica o contexto? Modelo, sistema, uso, condições (sinal, calor, apps).
  • Promete resultados extremos? Se soa demasiado perfeito, suspeita.
  • Mostra "antes e depois" real? Melhor se há medição (tempo, percentagem, consumo).
  • Pede-te para instalar algo estranho? Cuidado com apps que prometem "limpar", "acelerar" ou "otimizar" sem transparência.
  • Há uma alternativa simples? Reiniciar, atualizar, liberar espaço e rever bateria costuma dar mais que um "hack" viral.
     

Tecnologia

Como criar uma logo profissional com IA e melhores ferramentas em 2026

09/02/2026 09h15

pexels maltelu 1981443

pexels maltelu 1981443 Foto de Malte Luk

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Durante muito tempo, criar uma identidade visual parecia algo distante para quem estava começando. Era preciso contratar um designer, esperar propostas e investir um valor considerável antes mesmo de validar o negócio.

Em 2026, esse cenário mudou de forma clara. Ferramentas baseadas em inteligência artificial permitem gerar logos consistentes em poucos minutos, com liberdade de edição e arquivos prontos para uso profissional. Isso não elimina o trabalho criativo, mas reduz bastante a barreira de entrada.

Este guia mostra, de forma direta, como sair da ideia para uma logo utilizável, mesmo sem experiência em design.

O que define uma logo realmente profissional hoje

Antes de abrir qualquer ferramenta, vale entender um ponto importante. Uma boa logo não depende apenas do desenho em si. Ela precisa funcionar em diferentes contextos e comunicar a essência da marca com clareza.

Algumas características costumam estar presentes em identidades visuais bem resolvidas:

  • Formas simples e fáceis de reconhecer
  • Boa leitura em tamanhos pequenos
  • Cores coerentes com o posicionamento da marca
  • Tipografia legível em digital e impresso
  • Versão funcional em preto e branco

Quando esses elementos estão equilibrados, a marca tende a durar mais tempo sem precisar de mudanças frequentes.

Passo 1: clareza sobre a identidade da marca

O erro mais comum não está na ferramenta escolhida, mas na falta de definição antes de começar. Sem clareza sobre público, proposta e tom de comunicação, qualquer logo pode parecer apenas “bonita”, mas não necessariamente adequada.

Antes de gerar a primeira opção, vale responder perguntas simples:

  • Qual problema o negócio resolve
  • Para quem ele existe
  • Que sensação a marca deve transmitir
  • Se o posicionamento é mais moderno, tradicional, técnico ou acessível

Essas respostas guiam toda a criação visual depois.

Passo 2: escolha do criador de logo com IA

Com a base definida, entra a ferramenta. Hoje existem várias opções de plataformas, como por exemplo um criador de logo, mas algumas se destacam pela consistência de resultados.

O Design.com costuma ser escolhido quando a prioridade é variedade visual combinada com rapidez de edição.
 

A biblioteca extensa de estilos ajuda quem ainda está explorando direções criativas, e os arquivos já saem preparados para diferentes usos da marca.

O BrandCrowd segue forte quando o objetivo é testar muitas possibilidades em pouco tempo. A quantidade de modelos disponíveis facilita encontrar caminhos visuais distintos sem começar do zero.

Outras plataformas também cumprem bem papéis específicos, principalmente para quem quer integração com materiais de marketing ou criação de site no mesmo ambiente. A melhor escolha depende mais do fluxo de trabalho desejado do que de uma única funcionalidade isolada.

Passo 3: gerar opções sem apego à primeira ideia

Um dos maiores benefícios da IA é permitir testar rapidamente. Por isso, prender-se à primeira logo quase sempre é um erro.

O ideal é gerar várias versões, comparar estilos diferentes e observar qual comunica melhor a proposta da marca. Às vezes, a melhor opção surge justamente de uma direção que não parecia óbvia no início.

Esse processo leva poucos minutos, mas faz muita diferença no resultado final.

Passo 4: ajustar detalhes que elevam a qualidade

Depois de escolher uma direção visual, começa a etapa que realmente transforma uma logo comum em algo mais consistente.

Alguns ajustes simples costumam melhorar bastante o resultado:

  • Reduzir elementos desnecessários
  • Testar combinações de cores mais equilibradas
  • Ajustar espaçamentos entre símbolo e texto
  • Verificar leitura em fundo claro e escuro

São mudanças pequenas, mas que aumentam a sensação de profissionalismo.

Passo 5: validar antes de considerar finalizado

Antes de baixar os arquivos finais, vale fazer um teste rápido. Imagine a logo aplicada em situações reais:

  • Foto de perfil de rede social
  • Cabeçalho de site
  • Cartão de visita
  • Documento em preto e branco

Se ela continua clara e reconhecível nesses cenários, é um bom sinal de que está pronta para uso.

Erros comuns ao criar logos com IA

Mesmo com ferramentas avançadas, alguns equívocos ainda aparecem com frequência:

  • Escolher designs muito complexos
  • Usar cores sem relação com o posicionamento
  • Ignorar legibilidade em tamanhos pequenos
  • Seguir tendências visuais passageiras
  • Finalizar rápido demais sem testar aplicações

Evitar esses pontos já coloca a marca em um nível acima da média.

Vale a pena usar IA para criar logo em 2026?

Para a maioria dos negócios em fase inicial, a resposta é sim. A inteligência artificial reduziu tempo, custo e complexidade do processo, permitindo chegar a resultados utilizáveis com rapidez.

Isso não substitui totalmente o trabalho de design estratégico em marcas maiores, mas resolve muito bem a etapa inicial de identidade visual.

Na prática, a IA se tornou um caminho acessível para transformar ideias em marcas reais.

Conclusão

Criar uma logo profissional não precisa mais ser um processo lento ou caro. Em 2026, ferramentas com inteligência artificial permitem sair da ideia para uma identidade visual completa em poucos minutos, desde que exista clareza sobre o posicionamento da marca.

Seguindo um processo simples, escolhendo bem a ferramenta e dedicando atenção aos ajustes finais, já é possível alcançar um resultado consistente e pronto para uso.

E talvez essa seja a maior mudança dos últimos anos: hoje, começar deixou de ser a parte mais difícil.

 

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