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Recursos do Facebook e Google complementam-se

Recursos do Facebook e Google complementam-se

da redação

14/07/2011 - 00h00
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Na semana passada, o Facebook lançou um recurso de videochamadas em acordo com o Skype. O anúncio gerou certo anticlímax, por pelo menos duas razões.

A primeira: na semana anterior, o executivo-chefe e fundador da empresa, Mark Zuckerberg, prometera uma novidade "fantástica", o que gerou expectativas muito grandes --principalmente depois do lançamento do Google+, projeto de rede social da gigante de buscas. A segunda: o Hangouts, recurso de videoconferência do Google+, oferece muito mais funções. E o Google já oferecia videochamadas via chat.

Na guerra da comunicação por vídeo em redes sociais, porém, o Facebook tem uma vantagem importante: é uma plataforma estabelecida, com mais de 750 milhões de usuários. O Google+ é um serviço recente, com relativamente poucos membros e ainda em fase de testes.

É muito mais fácil encontrar um conhecido no Facebook do que no Google+ --por isso, no curto prazo, as videochamadas do primeiro devem ser mais utilizadas do que o Hangouts.

Outro ponto a favor do Facebook é a simplicidade de operação --você pode iniciar a chamada diretamente a partir da janela de chat ou da página do perfil do seu amigo. No Google+, você precisa clicar em um botão e definir os destinatários da chamada --individualmente ou por "círculos" (grupos de contatos)--, que são avisados de que você está disponível para conversa e decidem quando e se querem entrar na reunião.

O Hangouts funciona assim porque sua principal característica --e vantagem em relação à videochamada do Facebook-- é a conversa em grupo, e seria chato ter que chamar uma pessoa de cada vez --você pode atrapalhar seus amigos e fica sem saber por que um ou outro não responde, diz o Google, que compara o recurso a uma ida ao bar: ao aparecer lá, você sinaliza que está disponível para conversar.

Em resumo, o recurso do Facebook é mais conveniente para chamadas entre duas pessoas; o do Google+, para conversas em grupo. Aquele tem mais usuários; este, mais funcionalidades. Eles mais se complementam do que se rivalizam.

Uma comparação mais justa talvez seja entre a videochamada do Facebook e a do chat do Google. Esta pode ser iniciada a partir de serviços como o Gmail, o Orkut e o Google+, é tão simples quanto a do concorrente e só permite conversas entre duas pessoas. Assim como o Hangouts, ela perde para o Facebook no número de usuários, mas a importância dessa desvantagem depende da sua lista de contatos em cada serviço --não adianta ter centenas de amigos na rede criada por Zuckerberg se as pessoas que você quer ver e ouvir usam apenas o Gmail, por exemplo.

(Fonte: Folha Online)

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Cloudflare: o gigante silencioso da internet e o efeito dominó de suas quedas

A recente instabilidade serve como um lembrete de que, por trás da aparente fluidez da navegação, existe uma complexa rede de intermediários

18/11/2025 12h42

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Em um mundo cada vez mais dependente da conectividade digital, a estabilidade da internet é uma preocupação constante. Quando grandes plataformas como X (antigo Twitter), ChatGPT e até mesmo serviços governamentais apresentam falhas simultâneas, a causa frequentemente aponta para um nome: Cloudflare. Mas o que é essa empresa e por que sua interrupção tem um impacto tão vasto?

O que é a Cloudflare?

A Cloudflare é uma empresa de infraestrutura de rede global que opera como uma intermediária essencial entre os usuários e os servidores de milhares de sites e aplicações em todo o mundo. Ela não é uma provedora de hospedagem tradicional, mas sim uma camada de serviço que atua na "borda" da internet.

Seu papel pode ser melhor compreendido pela função de proxy reverso. Em vez de o usuário acessar o servidor de um site diretamente, a requisição passa primeiro pelos servidores da Cloudflare. Essa arquitetura permite que a empresa ofereça dois serviços cruciais.

Aceleração de Conteúdo (CDN): A Cloudflare utiliza uma Rede de Distribuição de Conteúdo (CDN) massiva, com data centers espalhados por centenas de cidades. Isso significa que partes de um site são replicadas e armazenadas em locais geograficamente próximos ao usuário. O resultado é uma redução drástica na latência e um carregamento de página muito mais rápido.

Segurança Cibernética: A empresa atua como um "escudo" contra ameaças. Seu serviço de proteção contra Ataques de Negação de Serviço Distribuído (DDoS) é um dos mais conhecidos. Ao filtrar o tráfego malicioso antes que ele chegue ao servidor de origem, a Cloudflare protege seus clientes de serem sobrecarregados e derrubados por um volume excessivo de requisições.

Em essência, a Cloudflare é a porta de entrada e o segurança de uma parcela significativa da web.

O efeito dominó: q que sua queda influencia?

A influência da Cloudflare é inversamente proporcional à sua visibilidade para o usuário comum. Por ser uma camada de infraestrutura, a maioria das pessoas não sabe que a está utilizando até que ela falhe.

Quando a Cloudflare sofre uma instabilidade, como a ocorrida em 18 de novembro de 2025, o impacto é sentido em escala global, gerando um verdadeiro efeito dominó que paralisa serviços vitais.

 

A razão para essa influência massiva é simples: quando o "escudo" da Cloudflare falha, a porta de entrada para os sites que dependem dela fica inacessível. O usuário recebe mensagens de erro da própria Cloudflare, indicando que a camada de proteção e distribuição de conteúdo não está funcionando.

Em alguns casos, a queda pode ser causada por picos de tráfego incomuns ou falhas internas de roteamento. Independentemente da causa, o resultado é o mesmo: a interrupção da Cloudflare expõe a fragilidade da internet moderna, onde a concentração de serviços de infraestrutura em poucas empresas pode levar a uma paralisação em massa.

A recente instabilidade serve como um lembrete de que, por trás da aparente fluidez da navegação, existe uma complexa rede de intermediários. E quando um desses gigantes silenciosos tropeça, a internet inteira sente o impacto.

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Brasil fará primeiro lançamento comercial ao espaço em 10 dias, informa FAB

A atividade servirá para confirmar se satélites e experimentos interagem corretamente com o veículo lançador

12/11/2025 22h00

Brasil fará primeiro lançamento comercial ao espaço em 10 dias, informa FAB

Brasil fará primeiro lançamento comercial ao espaço em 10 dias, informa FAB Divulgação/Warley de Andrade/TV Brasil

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O Brasil fará seu primeiro lançamento comercial de um veículo espacial a partir do território nacional no próximo dia 22. De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), o evento marca a entrada do Brasil no mercado global de lançamentos espaciais, abrindo novos caminhos para geração de renda e investimento no segmento.

Trata-se da Operação Spaceward 2025, responsável pelo lançamento do foguete sul-coreano HANBIT-Nano a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão (MA).

A atividade servirá para confirmar se satélites e experimentos interagem corretamente com o veículo lançador, garantindo compatibilidade e segurança para o lançamento A integração das cargas úteis no foguete HANBIT-Nano, da Innospace, teve início na segunda-feira, 10, marcando uma das etapas decisivas antes do lançamento, durante a operação.

"Nessa fase, são realizados testes e verificações que asseguram uma conexão correta entre a carga útil - satélites e experimentos - e o veículo lançador, confirmando que cada equipamento está estabilizado e funcional para o momento do voo", explicou a FAB.

A missão para transportar cinco satélites e três experimentos, desenvolvidos por universidades e empresas nacionais e internacionais, simboliza, conforme a Força Aérea, a "entrada definitiva" do Brasil no mercado global de lançamentos espaciais, além de abrir novas oportunidades de geração de renda, inovação e atração de investimentos para o País.

"Essa etapa da operação é uma atribuição conduzida diretamente pela Innospace e pelos desenvolvedores dos satélites e experimentos. A FAB acompanha todo o processo no Prédio de Preparação de Propulsores, infraestrutura especializada disponibilizada pelo Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), o que reforça nosso compromisso em prover suporte técnico, coordenação e governança para que cada missão transcorra com integridade, transparência e alto padrão de confiabilidade", destacou em nota o coordenador-geral da operação, Coronel Engenheiro Rogério Moreira Cazo.

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