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Remédios para asma podem prejudicar crescimento das crianças

Remédios para asma podem prejudicar crescimento das crianças

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Crianças pequenas que tomam remédio para asma antes mesmo de completarem dois anos de idade podem ter seu crescimento prejudicado, conforme sugere um estudo preliminar realizado com 12 mil crianças e apresentado na Conferência da Sociedade Europeia de Endocrinologia Pediátrica.
Segundo a pesquisa, liderada por Antti Saari, da University of Eastern Finland, as crianças que fizeram uso dos corticoides inalados (ICS) para o tratamento da asma tiveram prejuízos no crescimento.

Estudos anteriores já haviam relacionado o uso desse tipo de remédio com limitações no crescimento. Especialistas reforçam que essa pesquisa serve para ressaltar a importância de se ter cuidado redobrado ao receitar corticoides para crianças muito pequenas.

A organização "Asthma UK", porém, afirmou que corticoides inalados têm um papel crucial no controle dos sintomas da asma na infância – especialmente para diminuir o número de vezes que as crianças precisam ser levadas ao hospital por causa de crises. A asma é uma doença crônica que afeta cerca de 20 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados oficiais. Oito pacientes morrem por dia em decorrência do problema.

O principal tratamento para a asma é feito com corticoides inalados que podem ser encontrados em medicamentos com inaladores – mas eles também são conhecidos por causar efeitos colaterais em algumas pessoas.

A recomendação dos médicos é que crianças que costumam tomar corticoides inalados para o tratamento da asma devem ter um acompanhamento rígido e frequente de peso e altura todo ano para observar qualquer sinal de crescimento reduzido.

Pesquisa
Como líder do estudo, Saari explicou que sua equipe analisou as informações sobre altura dos pais das crianças, assim como os dados do peso delas e de quanto de medicamento para asma elas tomavam para calcular o crescimento e a altura esperados.

Ele descobriu uma relação entre uso de corticoides inalados e crescimento que pode significar 3 cm de perda de altura para essa criança quando ela se tornar adulta. "É importante que os médicos pensem duas vezes antes de receitar esse tipo de medicamento a crianças dessa idade (abaixo de dois anos)", explicou.

Jonathan Grigg, médico honorário da British Lung Foundation e professor de medicina respiratória pediátrica na Universidade Queen Mary em Londres, disse que tratar crianças muito novas com sintomas de asma.

Segurança

Google inicia testes de bloqueio automático de tela de celular no Brasil

Androids terão recurso a partir de julho

11/06/2024 14h00

Fachada da Google

Fachada da Google Reprodução

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A partir de julho, os smartphones Android no Brasil terão um novo recurso de segurança: o bloqueio automático de tela quando for detectado um movimento que sugira furto, como alguém agarrando o aparelho e saindo correndo. A inovação foi anunciada no evento Google for Brasil, realizado nesta terça-feira em São Paulo.

Batizada de "bloqueio por detecção de roubo", a tecnologia foi desenvolvida pela subsidiária da Google em Belo Horizonte e apresentada ao vice-presidente para Android, Sameer Samat, pelo líder para Android no Brasil, Bruno Diniz. A solução teve sua primeira menção em um evento global da Google em maio.

"Foi uma dificuldade enfrentada pela nossa equipe, e pensamos que poderia ter impacto para usuários em todo o mundo", afirmou Diniz em uma apresentação fechada à imprensa.

O crescimento de roubos de smartphones, facilitado pelo uso do Pix e outras soluções financeiras modernas, incentivou a criação dessa tecnologia. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, os furtos e roubos de celulares no Brasil aumentaram 16,6% em um ano, totalizando 999,2 mil ocorrências no ano passado. Na cidade de São Paulo, os roubos se concentram na região central.

Como Funciona o Bloqueio Automático

O bloqueio é acionado por um gatilho chamado "grab and run". Utilizando sensores e aplicativos abertos no smartphone, uma inteligência artificial interpreta movimentos de "agarrar e correr", acionando o bloqueio. O usuário precisa ativar a função nas configurações, pois estará desativada por padrão.

Diniz alerta que, inicialmente, o recurso pode gerar bloqueios indesejados, priorizando falsos positivos para garantir maior segurança. O desbloqueio é feito com reconhecimento biométrico ou senha, e o usuário será notificado sobre o motivo do bloqueio.

Outro recurso será o bloqueio automático baseado no tempo em que o smartphone ficar desconectado da internet. O Android identificará comportamentos como a remoção do chip ou a perda prolongada de conectividade, comuns em casos de furto. O tempo necessário para o bloqueio ainda está sendo calibrado.

O Google também disponibilizará uma opção de bloqueio remoto simplificado, acessível via a página "encontre meu dispositivo" ou por telefone. Esse bloqueio rápido não requer acesso à conta Google, permitindo aos usuários vedarem o acesso ao dispositivo rapidamente após um furto.

A funcionalidade "Onde está meu celular", que permite localizar, bloquear e apagar dados do dispositivo à distância, receberá uma atualização para exigir desbloqueio biométrico antes de ser desativada. Essa camada adicional de segurança dificulta que criminosos restaurem o aparelho para as configurações de fábrica.

Expansão do Sistema Antifraude

Em julho, o Google expandirá um programa-piloto de proteção contra fraudes em celulares Android, anteriormente testado em Singapura e Indonésia. O novo antivírus Google Play Protect bloqueará a instalação de aplicativos baixados fora da Play Store ou que solicitem permissões sensíveis, prevenindo golpes como o da mão fantasma.

Usuários interessados podem se inscrever para receber notificações automáticas sobre a atualização. Todos os aparelhos com Android 10 ou versões posteriores serão compatíveis com as novas funções de segurança.

*Com informações de Folhapress

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Veículos

Carros voadores: passagem custará mais de R$ 500

Gol aponta custo enérgitico como principal desafio na implementação

23/05/2024 15h00

Carro Voador

Carro Voador Vertical Aerospace

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A Gol anunciou que o preço das passagens para carros voadores (eVtols) inicialmente ultrapassará R$ 500. A companhia aérea prevê que o valor estimado de US$ 100 por viagem de até 30 quilômetros é atingível a longo prazo, mas não no início das operações.

Durante um fórum sobre eVtols em São Paulo, Sergio Quito, presidente do conselho de segurança e operações de voo da Gol, explicou que, devido aos custos operacionais, a tarifa de US$ 100 será inviável no começo. "Para manter esse preço, a aeronave teria que operar por pelo menos 12 horas diárias, o que não será possível", afirmou Quito, destacando que a aeronave passará muito tempo no chão.

Desafios de Infraestrutura

Quito também apontou desafios na infraestrutura necessária para voos de eVtols. Ele mencionou que um vertiporto com 12 operações por hora exigiria 1 MW de energia, o que seria praticamente inviável instalar no topo de um edifício. "A infraestrutura não está pronta. Não se constrói um vertiporto em dois meses, talvez em dois anos", afirmou.

A Gol tem 250 encomendas de eVtols da fabricante britânica Vertical Aerospace, que está em processo de certificação com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Perspectivas de Mercado

Rogério Andrade, CEO da Avantto, empresa de compartilhamento de aeronaves executivas, sugeriu que as rotas iniciais de eVtols ligariam centros financeiros, como a avenida Faria Lima, a aeroportos urbanos. "Esse trecho de aproximadamente 30 quilômetros deve ser feito em dez minutos, com um custo de cerca de US$ 100 ou mais", disse Andrade. Ele prevê que, com o avanço do setor, o preço das passagens poderia cair para US$ 50 (cerca de R$ 260) para um carro voador de cinco assentos e pilotagem autônoma.

O setor de eVtols estima um mercado potencial de US$ 7,3 bilhões (R$ 37,6 bilhões) em receitas até 2040 para as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. A região metropolitana de São Paulo projeta 850 mil passageiros até 2025.

Foco no Mercado de Alta Renda

Para a Azul, o mercado inicial será voltado para passageiros de alta renda, conectando São Paulo a cidades do interior e do litoral, como Campinas. "Infelizmente, o serviço não será barato no começo. O foco é mais o mercado que hoje usa helicópteros", afirmou Camilo de Oliveira, responsável por relações institucionais da Azul.

A Azul planeja operar eVtols da fabricante alemã Lilium, com alcance de até 150 km, permitindo atender cidades como Campinas e a região do aeroporto Catarina, em São Roque. Oliveira destacou que o Rio de Janeiro será mais desafiador no início, com rotas previstas para cidades próximas, como Paraty.

A previsão é que as operações com carros voadores comecem entre 2028 e 2030, marcando um novo capítulo na mobilidade urbana no Brasil.

*com informações FolhaPress

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